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Candidatos do Enem lidam com internet precária e estudos pelo celular

Na reta final para o exame, muitos alunos ainda lidam com dificuldades

Na reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estudantes contam como estão se preparando e como estudaram ao longo deste ano em meio à pandemia do novo coronavírus. As realidades e os desafios são diversos.

Em Porto Velho (RO), Heloísa Lara, 23 anos, que pretende cursar medicina, precisou enfrentar o ensino online – algo com o qual sempre teve dificuldade. No Rio de Janeiro, Lucas Bevilaqua, 17 anos, tenta driblar as telas e conseguir descansar um pouco às vésperas do exame. Em Cocal dos Alves (PI), Sergio Manoel Cardoso, 17 anos, passou a ter aulas por WhatsApp. Em Barreirinha (AM), Karen Eduarda Prestes, 18 anos, enfrenta a falta de internet, que atrapalha seus estudos.

“Eu achei que não fosse ter foco porque estudar em casa tem distrações. Achei que seria difícil, mas arrumei foco e arrumei um lugar onde pude ficar mais em silêncio”, diz Heloísa Lara, 23 anos. Há cinco anos, a estudante busca uma vaga em um curso de medicina. Já havia tentando fazer cursinhos online, mas não conseguiu manter a rotina. A pandemia a obrigou a voltar para o ensino remoto. “Eu tive que mudar minha mentalidade quanto a isso. O online foi bom porque eu sou muito tímida e pude mandar perguntas sem precisar falar em uma sala de aula. Consegui tirar todas as dúvidas que eu tinha”, conta.

Heloísa, este ano, investiu em um curso específico de redação. O ensino remoto permitiu que se matriculasse no Laboratório de Redação, em São Paulo. A estudante, que usa o celular para estudar, precisou também melhorar o pacote de internet que tinha para poder acompanhar as aulas. Ela passou ainda por uma mudança de cidade, em meio a pandemia, mudou-se de Cacoal (RO) para a capital do estado, Porto Velho. “Agora, estou revisando conteúdos do ano passado. Fiz resumos e estou fazendo bastante exercícios. Depois de várias terapias, agora estou tranquila”.

Lidando com a ansiedade

Para o estudante do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Lucas Bevilaqua, 17 anos, a parte emocional pesou este ano. “Esse ano foi um ano muito complicado. Eu não sei se a questão da pandemia ajudou ou piorou meus estudos. Acho que a questão da cabeça piorou muito. Mas, em termos de estudo, ajudou a me concentrar porque estou em casa não tem muito o que fazer. Acabei conseguindo distinguir as coisas, focar no que precisava, embora tenha sido um ano difícil psicológica e emocionalmente.”

As aulas online ocupavam as manhãs e parte da tarde. “Uma coisa que pesou muito para mim, foi que ficava muito tempo no celular, no computador, sempre tinha que achar um tempinho para me recuperar, para achar um tempinho fora do computador”, diz.

Ao lado do estudante, que pretende concorrer a uma vaga em um curso de psicologia, o irmão gêmeo Gabriel divide o espaço e a mesma angústia no preparo para o Enem. “Estamos meio que no mesmo barco”. Bevilaqua conta que, no último ano do ensino médio, ele sentiu falta da escola, “Pesou para mim não ir para escola, ver pessoas, conversar, pesou um lugar onde possa relaxar e tirar a pressão.”

Aulas por WhatsApp

Para o estudante da Escola Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves (PI), Sergio Manoel Passos Cardoso, 17 anos, aprender apenas a distância gerou insegurança. “Além da forma de ensino ter mudado completamente, a distância física que temos das salas de aula cria um certo pane em relação ao que eu aprendi”, diz. Mas, o estudante diz que confia no trabalho feito pelos professores. “Eu acredito que apesar do ensino remoto, todos da minha turma irão se sair bem, pois, temos o apoio incondicional dos professores, de todas as formas possíveis”.

O estudante passou a ter aulas por WhatsApp. Os professores mandavam exercícios, vídeos que eles mesmos produziam, sempre buscando a melhor forma de compreensão do aluno. As dúvidas podiam ser tiradas sempre levantando a mão com um emoji.

“Esta reta final está sendo muito complicada, pois, além de se adaptar à nova rotina remota, buscar sempre manter a saúde mental também faz parte. Porém, com essa aproximação da prova, eu sinto que tenho que revisar o máximo de matérias e assuntos que conseguir, acredito que, aumentando minha ansiedade”, diz Cardoso, que pretende concorrer a vagas de direito ou odontologia. “Às vezes, quando quero me distrair um pouco, tento ir jogar bola, passo o dia sentado em uma cadeira.”

Dificuldade de acesso

A estudante Karen Eduarda Prestes, 18 anos, da Escola Estadual Professora Maria Belém, em Barreirinha (AM) Karen Eduarda Prestes, 18 anos, não chegou a conhecer pessoalmente os professores este ano. A escola estava em reforma no início do ano e logo em seguida foi fechada por conta da pandemia. As aulas passaram a ser dadas por WhatsApp.

“Isso complicou mais ainda porque nós, como alunos, como a gente faz parte da classe baixa, a dificuldade foi maior pelo acesso à internet. No nosso município a internet é ruim demais. A gente teve que achar um meio para lidar com isso. Muitos alunos desistiram”, conta a estudante que passou o ano acessando conteúdos escolares pelo celular.

Os professores e os estudantes precisaram se adaptar, mas Karen diz que eles conseguiram materiais e conseguiram fazer simulados este ano. “Hoje eu passei o dia todo estudando para o Enem e encontrei dificuldade. Minha vontade é ser professora de português. Muitas vezes pensei em desistir, por ter a dificuldade da internet, por não ter computador para pesquisar, mas a minha vontade é muito maior do que o que está acontecendo. Muitos desistiram dos sonhos, mas eu estou tentando ao máximo focar nos meus livros, nas videoaulas”. Fazer a prova em meio a pandemia é outro desafio, de acordo com a estudante. “Tenho muito receio, me sinto insegura”, diz.

A pandemia exacerbou as desigualdades no Brasil. O acesso a internet, a computadores e celulares passou a fazer ainda mais diferença no aprendizado. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, divulgada este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada quatro pessoas no Brasil não tem acesso à internet. Em números totais, isso representa cerca de 46 milhões de brasileiros que não acessam a rede.  Já a pesquisa TIC Domicílios apontou que 58% dos brasileiros acessavam a internet em 2019 exclusivamente pelo telefone celular.

Enem 2020

O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Devido a pandemia, durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até a data do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, e terá direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Banco do Brasil renegocia R$ 40 milhões em dívidas por WhatsApp

Inovação é responsável por mais de 4,5 mil acordos desde agosto

Em pouco mais de quatro meses de funcionamento, a renegociação de dívidas pelo Whatsapp alcançou R$ 40 milhões, informou o Banco do Brasil (BB). O assistente virtual está disponível desde agosto a clientes da instituição financeira.

Inédita no sistema financeiro nacional, a solução tecnológica usa inteligência artificial e dispensa a necessidade de acionar atendente. Segundo o BB, cerca de 4,5 mil acordos de clientes pessoas físicas foram firmados exclusivamente com o assistente virtual.

Disponível para clientes com pagamentos em atraso, a ferramenta permite renegociações de até R$ 1 milhão, que levam, em média, quatro minutos para serem concluídas. As mulheres entre 18 e 29 anos lideram o uso da tecnologia.

Para ativar a comunicação com o Banco do Brasil pelo Whatsapp, o cliente deve salvar o número (61) 4004-0001 no celular e entrar em contato com a instituição. Para pedir a renegociação de dívidas, basta conversar com o assistente virtual ou enviar a palavra #renegocie.

O próprio sistema de inteligência artificial identifica as ofertas de renegociação disponíveis para o cliente. Ao escolher uma delas, o negócio é automaticamente fechado, com o boleto enviado pelo próprio Whatsapp. Durante o processo, há a opção de pedir para conversar com um atendente.

Para fazer uso da solução, o dispositivo móvel do cliente deve estar liberado para transações pelo WhatsApp. A ferramenta também permite o cancelamento de acordo realizado, a emissão de segunda via de boleto de renegociação e a liquidação antecipada de acordos.

Comissão da Secretaria de Saúde vai monitorar vacinação contra o coronavírus no DF

Portaria será publicada na próxima semana com as principais estratégias e fases do processo de imunização

A Secretaria de Saúde tem se mobilizado diariamente para planejar as medidas a serem tomadas quando as doses de vacina contra o coronavírus estiverem disponíveis à população, nos termos do Plano Estratégico e Operacional da Vacinação contra a Covid-19 no Distrito Federal. Nesta sexta-feira (8), uma reunião formalizou a criação da Comissão de Acompanhamento do Plano Estratégico, encontro que também serviu para preparar o trabalho conjunto entre as áreas da pasta, alinhar as diretrizes do plano e traçar estratégias de imunização. O objetivo é antecipar todos os cenários possíveis e estabelecer a melhor maneira de atender aos grupos prioritários.

A comissão é composta por membros da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), da Assessoria de Comunicação (Ascom), da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais), da Secretaria Adjunta de Assistência (SAA), da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep) e da Subsecretaria de Logística (Sulog). O grupo vai atuar na execução de cada etapa do plano, articulando e integrando as estratégias para vacinação.

Na próxima semana será publicada uma portaria com as fases de vacinação e as principais estratégias traçadas pelo grupo de trabalho. Começa em 18 de janeiro o treinamento com todos os responsáveis por aplicação de vacinas – além de cadastrar as informações no sistema, será necessário informar a população a respeito dos possíveis efeitos adversos da vacina.

Vale lembrar que as estratégias de vacinação já contemplam todos os cenários possíveis, a partir do quantitativo de doses enviadas. Além disso, as superintendências serão responsáveis por suas regiões de Saúde. A Secretaria de Saúde também pretende mobilizar voluntários e instituições parceiras.

Secretário-adjunto de Assistência, Petrus Sanchez destacou a importância do alinhamento das ações entre as áreas estratégicas. “Cada setor envolvido no Plano Estratégico contribuirá para a tomada de decisões com relação à vacinação”, explica.

“O início da vacinação vai seguir as datas previstas pelo plano do Ministério da Saúde. Assim que as doses chegarem, a Secretaria de Saúde estará pronta para iniciar a vacinação para os grupos da primeira fase”, acrescenta Sanchez.

Grupos prioritários

A primeira fase do cronograma de vacinação engloba trabalhadores da saúde, população idosa a partir dos 75 anos de idade e pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como asilos e instituições psiquiátricas. A segunda fase será para as pessoas de 60 a 74 anos.

A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam mais chance para agravamento da doença, como: portadores de diabetes mellitus; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; indivíduos transplantados de órgão sólido; anemia falciforme; câncer; e obesidade grave.

ARTIGO | Voto impresso não é retrocesso. É transparência!

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Sem o voto impresso, ficam no ar algumas perguntas que carecem de respostas rápidas. Quem é de fato o autor do voto: o eleitor ou a urna? Por que a urna tem que ter o total controle sobre o voto?

Por Luciano Lima

É muito fácil entender todos os ataques que estão na pauta IMPRESSÃO DO VOTO ELETRÔNICO. E pasmem: os maiores inimigos do voto impresso são o Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que espalham aos quatro cantos que é desperdício de dinheiro e um retrocesso.

É importante lembrar ao TSE que as respostas sobre os questionamentos e dúvidas levantadas ainda nas eleições de 2014 não foram respondidas claramente até hoje, apesar das dezenas de audiências públicas realizadas no Congresso Nacional.

É importante deixar bem claro a todos os brasileiros que a IMPRESSÃO DO VOTO NÃO É A VOLTA PARA A CÉDULA DE PAPEL. São coisas totalmente distintas. Aliás, o CONGRESSO NACIONAL aprovou o VOTO IMPRESSO e o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL desrespeitou a decisão soberana do povo. Será que o Congresso Nacional não representa mais a vontade da população ou da maioria? Será que até isso o STF vai querer modificar ou judicializar?

A impressão do voto eletrônico dificulta imensamente as fraudes e também pode ser contada pelo computador. Ou seja, o voto impresso não exige necessariamente a contagem manual. E mais: o eleitor não leva o voto impresso para casa. O voto é depositado em uma urna física. Além disso, caso ocorra uma falha ou suspeita de fraude, o voto impresso possibilita a realização de auditoria.

Sem o voto impresso, ficam no ar algumas perguntas que carecem de respostas rápidas. Quem é de fato o autor do voto: o eleitor ou a urna? Por que a urna tem que ter o total controle sobre o voto?

As antigas alegações do TSE de que as dificuldades orçamentárias poderiam atrapalhar o cumprimento da lei que obriga a implantação do voto impresso já derreteu. A inacreditável desculpa de plantão (ou de momento), acreditem, é que os defensores do VOTO IMPRESSO são antidemocráticos. Acho que nem o pior dos comediantes faria uma piada tão sem graça.

O fato é que a população tem desconfiança das urnas eletrônicas. Pouquíssimas nações do planeta usam o processo eleitoral brasileiro da forma que hoje é aplicada. Aliás, alguns países chegaram a estudar o nosso modelo e desistiram. Nós, eleitores, precisamos ter a certeza da eficiência e da transparência nas eleições. Isso é que democracia.

Para encerrar quero deixar um recado para os meus amigos jornalistas, uma profissão que tenho um enorme orgulho de pertencer. Não vamos cultuar a desinformação. Não deixem que as redações se transformem em “palco” de torcidas organizadas. Hoje estou assistindo aterrorizado a interpretação da notícia e não os fatos.

Infelizmente, as redações de vários veículos de comunicação estão tomadas de jovens jornalistas que, ávidos por lugar ao sol e fama instantânea, estão sendo manipulados. Hoje é facilmente compreensível o porquê de alguns veículos de comunicação estarem demitindo jornalistas experientes, tarimbados e com altos salários.

Ainda há tempo de salvar e unir o Brasil.

*Luciano Lima é jornalista, radialista e historiador

Bolsonaro recebe convite para assistir à abertura de Tóquio 2020

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Presidente recebeu a visita de ministro japonês

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta sexta-feira (8), do ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Motegi Toshimitsu, o convite para assistir à abertura das Olimpíadas de Tóquio. Bolsonaro fez o anúncio do convite em sua conta no Twitter.

“Encontro com Motegi Toshimitsu, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, nosso parceiro mais tradicional na Ásia com fortes laços culturais”, disse Bolsonaro . “Fui convidado para a abertura das Olimpíadas de Tóquio em julho”.

Os Jogos Olímpicos deveriam ter sido realizados em 2020, mas, em razão da pandemia do novo coronavírus, para este ano e os tem previsão para ocorrerem de 23 de julho a 8 de agosto.

* Com informações da Reuters

BRB passa a operar com o Fungetur

Linha de financiamento especial destinado ao setor turístico já está disponível para contratação

O Banco de Brasília (BRB) já tem disponíveis os recursos do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) para conceder financiamento especial ao setor turístico do Distrito Federal.  No fim do ano passado, o banco recebeu aporte de R$ 521 milhões e o credenciamento junto ao Ministério do Turismo para a oferta de empréstimo a um dos setores mais impactados pela crise da Covid-19.

“O credenciamento do BRB junto ao ministério e o início das operações via Fungetur são de extrema importância para o BRB, na condição de banco público e de protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano do DF”, destaca o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.  “Vamos poder contribuir, ainda mais, para a recuperação econômica do segmento, que foi fortemente impactado no ano passado.”

“Vamos poder contribuir, ainda mais, para a recuperação econômica do segmento, que foi fortemente impactado no ano passado”Paulo Henrique Costa, presidente do BRB

Os recursos do Fungetur podem ser usados tanto para capital de giro quanto para aquisição de bens, como máquinas e equipamentos. Podem ser utilizados, ainda, em obras de construção, modernização e ampliação para a retomada das atividades, além de reformas em geral.

As condições variam conforme as finalidades do financiamento (todas com taxa de até 5% a.a. + Selic). Confira abaixo.

  • Capital de giro isolado para empreendimentos turísticos: destinado a financiamento de até 100% do valor de projetos de até R$ 30 milhões, para empresa ou grupo econômico, com até 60 meses para pagar.
  • Bens para empreendimentos turísticos com capital de giro associado: financiamento de até 100% (sendo até 30% para capital de giro) de projetos de até R$ 10 milhões, para empresa ou grupo econômico, com até 60 meses para pagar.
  • Obras civis para implantação ou melhoria de empreendimentos turísticos com capital de giro associado: financiamento de até 80% (sendo até 30% para capital de giro) do valor de projetos de até R$ 10 milhões, para empresa ou grupo econômico, com até 240 meses para pagar.

Para solicitar financiamento pelo fundo, é preciso ter conta no BRB e cadastro no Cadastur do Ministério do Turismo. Em seguida, os clientes devem procurar uma agência do BRB.

Brasil deve começar a produzir vacina contra a Covid-19 a partir do dia 20 deste mês

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Laboratório estima a entrega do primeiro milhão de doses ao Ministério da Saúde até o dia 12 de fevereiro

Os ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) importados em meados de janeiro pela Fundação Oswaldo Cruz chegaram e, agora, será possível começar a produção da vacina AstraZeneca/Oxford no Brasil a partir do dia 20 deste mês.

O imunizante previne contra a Covid-19 e já começou a ser aplicado no Reino Unido. Por meio de um acordo de transferência de tecnologia, o Complexo Industrial de Bio-Manguinhos da Fiocruz, foi preparado para processar o IFA e deve entregar o primeiro milhão de doses ao Ministério da Saúde até o dia 12 de fevereiro.

A previsão do laboratório é de que a produção ganhe maior escala nas semanas seguintes. A partir de 22 de fevereiro, Bio-Manguinhos deve entregar 700 mil doses diárias ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). No acordo entre o governo federal, a farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, estão previstas mais de 100 milhões de doses a serem produzidas no primeiro semestre deste ano com ingrediente farmacêutico ativo importado.

Fonte: Brasil 61

No fim de 2020 cresceu a quantidade de brasileiros com dívidas

Mesmo assim, parte desses consumidores estão conseguindo quitar as dívidas

O número de brasileiros com dívidas voltou a subir no último mês de 2020, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada em dezembro, 66,3% dos consumidores estão endividados, uma alta de 0,3 ponto percentual com relação a novembro. No comparativo anual, o indicador registrou aumento de 0,7 ponto percentual.

Apesar do crescente número de pessoas endividadas, a pesquisa também revela que os consumidores continuam conseguindo quitar débitos e compromissos financeiros. O total de famílias com dívidas ou contas em atraso apresentou a quarta redução consecutiva, caindo de 25,7%, em novembro, para 25,2%, em dezembro. Em comparação com igual mês de 2019, a proporção cresceu 0,7 ponto percentual.

Fonte: Brasil 61

Monitores do Humanizar recebem treinamento para prevenção da Covid-19

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Para não haver aglomeração, os treinamentos foram divididos em dois dias com equipes reduzidas. Ao todo, os 32 colaboradores do Humanizar que atuam no HB participaram | Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF

Capacitação tem sido feita com diversos setores e tem o objetivo de reforçar medidas para evitar a contaminação pelo vírus

Monitores do projeto Humanizar receberam nesta semana (quarta e quinta-feira, dias 6 e 7) um treinamento para prevenir a infecção pelo coronavírus durante o trabalho que fazem no Hospital de Base (HB), onde são responsáveis por recepcionar e orientar pacientes e acompanhantes na porta da unidade.

A capacitação foi conduzida pela Gerência de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), que administra o Hospital de Base. Para não ter aglomerações, os treinamentos foram divididos em dois dias com equipes reduzidas. Ao todo, os 32 colaboradores do Humanizar que atuam no HB participaram.

Além de abordar a importância de medidas como o uso de máscara, a lavagem constante das mãos e o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), o momento foi crucial para a equipe tirar dúvidas e compartilhar algumas dificuldades enfrentadas durante o período

Além de abordar a importância de medidas como o uso de máscara, a lavagem constante das mãos e o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), o momento foi crucial para a equipe tirar dúvidas e compartilhar algumas dificuldades enfrentadas durante o período. A exemplo da monitora Samanta Carvalho, de 33 anos. Grávida, ela ouviu atenta todas as recomendações sobre como fazer um atendimento adequado e seguro.

“Eu fico muito assustada, porque nossa profissão nos expõe muito, então as informações nos ajudam a entender um pouco mais sobre a situação que estamos passando”, declarou a colaboradora do Humanizar. “Como é uma doença ainda muito desconhecida, é importante falar sempre do assunto”, completou.

Cuidado com os colaboradores

Conduzida pelo médico do trabalho Rafael Almeida e pelo técnico de segurança Daverson Silva, a capacitação deu continuidade aos treinamentos oferecidos pelo projeto Humanizar a todos os colaboradores no início da pandemia, em março do ano passado. “A gente sempre reforça esses conhecimentos, porque, muitas vezes, as pessoas vão relaxando com os cuidados”, explicou Rafael.

O encontro, porém, não se ateve à Covid-19. “A iniciativa nos aproxima do profissional e nos permite ter um feedback do cenário de trabalho dele. Dessa forma, conseguimos até mesmo resolver outros problemas não relacionados à pandemia, mas que estão prejudicando de forma direta ou indireta a saúde dos profissionais”, complementou Daverson.

Prevenção para uma possível segunda onda

Desde março de 2020, o Iges-DF promove diversas capacitações para profissionais de todas as áreas com o intuito de conscientizar sobre os cuidados com a Covid-19. A ideia é replicar com frequência esse treinamento a todos os setores de serviços. As ações são promovidas pelo Núcleo de Pessoas e Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) em parceria com a Superintendência Operacional do HB.

“O Sesmt tem se esforçado para auxiliar todo o quadro de colaboradores no enfrentamento a essa pandemia para que as unidades continuem prestando um serviço de qualidade para a população do DF”, afirmou Caio Oliveira Martines, gerente de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida no Trabalho.

Presidente do Inep explica como será a primeira edição do Enem digital

Provas ocorrerão em 31 de janeiro e 7 de fevereiro

Pela primeira vez, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá uma versão digital. A prova será aplicada de forma piloto para 96 mil candidatos em 99 municípios. Assim como no Enem impresso, os participantes terão que ir até o local de prova e, embora o exame seja feito pelo computador, os candidatos deverão levar caneta esferográfica da cor preta porque a redação será feita no papel.

Para esclarecer como será essa prova, a Agência Brasil conversou com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes.

“Houve, no passado, tentativas [de fazer o Enem digital], mas foram descontinuadas. A decisão de fazer o Enem digital neste ano foi tomada em 2019. Estamos conseguindo agora tirar o teste do papel, literalmente. Estamos muito animados com o Enem digital”, disse Lopes.

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, apresenta detalhes da força-tarefa aplicada para avaliação do resultado do Enem

Presidente do Inep, Alexandre Lopes, conversou com a Agência Brasil sobre a nova modalidade do exame – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O exame será um pontapé inicial para mudanças no Enem. A intenção do Inep é que o exame se torne totalmente digital até 2026. As discussões e os testes para que isso seja possível ocorrem desde 2016.

O Enem digital será aplicado nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro, após o Enem impresso, que será nos dias 17 e 24 de janeiro. As provas serão realizadas em laboratórios de informática de escolas e universidades que já foram previamente testados pelo Inep. Ao todo, serão cerca de 4 mil laboratórios, com cerca de 20 computadores cada. As máquinas terão acesso apenas à prova. Os estudantes não conseguirão, portanto, acessar a internet ou documentos do computador.

Apesar de ser feita em tela, os participantes deverão levar, como no Enem impresso, caneta esferográfica de tubo transparente da cor preta. A prova de redação será escrita a mão. Os estudantes também receberão folhas de rascunho para fazer os cálculos das provas de matemática e ciências da natureza. Eles não terão, no entanto, folhas de resposta. Os itens devem ser marcados pelo computador.

“A gente procurou, nesse momento, simular no ambiente digital o que acontece no papel. Então, o aluno vai poder, por exemplo, ir na questão mais à frente, pode voltar. No final, ele vai marcar e quando der o sinal que finalizou a prova, o sistema trava o preenchimento do gabarito. Aí pronto, não vai mais poder mexer e a prova vai vir direto para o Inep”, explica o presidente.

Os horários do Enem digital serão os mesmos do Enem impresso. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h. A prova começa a ser aplicada às 13h30. No primeiro dia, os participantes, assim como no exame em papel, fazem as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. Nesse dia, a prova vai até as 19h. No segundo dia, os candidatos têm até as 18h30 para resolver questões de ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

Além dos aplicadores, nas salas de prova, os candidatos contarão com a assistência de um técnico em informática. “Se tiver algum problema no computador, o técnico pode tentar resolver imediatamente naquele computador. Se não puder, ele vai logar numa outra máquina, teremos máquinas reserva. Se não conseguir mesmo assim, se tiver problema ou se demorar demais para resolver, aí esse aluno vai poder participar da reaplicação da prova em papel”, explica Lopes.

Da mesma forma que os estudantes que farão o Enem impresso apenas poderão sair com a prova meia hora antes do fim da aplicação, também os estudantes que fizerem o Enem digital, só poderão sair com a folha de rascunho 30 minutos antes do fim da aplicação. Eles podem anotar as respostas ali, para posteriormente conferir o gabarito oficial, que deverá ser divulgado para essa versão do exame até o dia 10 de fevereiro.

As questões da prova serão diferentes das do Enem impresso. No entanto, como a prova utiliza o sistema de correção baseado na chamada teoria de resposta ao item (TRI), as provas terão o mesmo nível de dificuldade e os estudantes poderão concorrer juntos às mesmas vagas em programas que dão acesso ao ensino superior, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudos em instituições privadas.

Pandemia

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do novo coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no Enem digital. Haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

Quem for diagnosticado com covid-19, ou apresentar sintomas desta ou de outras doenças infectocontagiosas até a data do exame, não deverá comparecer ao local de prova e sim entrar em contato com o Inep pela Página do Participante, ou pelo telefone 0800-616161, e terá direito a fazer a prova na data de reaplicação do Enem, nos dias 23 e 24 de fevereiro.