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Hemocentro do DF convoca doadores

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Estoques de sangue O- e A- chegam a nível crítico. Contribuição está baixa desde o fim do ano passado

Os estoques dos grupos sanguíneos negativos da Fundação Hemocentro de Brasília estão baixos, especialmente os de O negativo e A negativo, que se encontram em nível crítico. Por essa razão, doadores dos tipos A negativo e O negativo terão direito à senha preferencial até o próximo dia 6, para recuperar mais rapidamente as reservas.

De acordo com o chefe da Divisão Técnica, Alexandre Nonino, o movimento de doadores está abaixo da média desde as últimas semanas de 2020, enquanto a demanda por transfusões na rede pública vem aumentando, já que os procedimentos eletivos foram retomados. “Além disso, temos recebido pedidos que exigem maior número de bolsas, como pacientes internados na ala de queimados do HRAN”, pontua. Desde o início do mês, mais de 1.900 doadores O negativo e 240 doadores A negativo foram contatados por e-mail e telefone para agendar nova doação.

Doadores dos tipos A negativo e O negativo terão direito à senha preferencial até 06 de fevereiro

O Hemocentro de Brasília opera com um estoque estratégico, que pode abastecer toda a rede pública do DF e hospitais conveniados de dois a sete dias, dependendo do hemocomponente (hemácia, plasma ou plaqueta), se não houver qualquer doação de sangue no período. A plaqueta é o hemocomponente com validade mais curta, de apenas cinco dias. O monitoramento para manter os níveis seguros é feito diariamente e está disponível no site da fundação.

Agende sua doação de sangue

A pandemia de coronavírus alterou o atendimento no Hemocentro. Para evitar aglomerações, doadores devem agendar atendimento por meio do site agenda.df.gov.br ou pelo telefone 160, opção 2. Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 kg e estar saudável. Quem passou por cirurgia, exame endoscópico ou adoeceu recentemente, a recomendação é consultar o site do Hemocentro para saber se está apto a doar sangue.

Coronavírus

Especificamente sobre as vacinas contra Covid-19, o Ministério da Saúde atualizou os critérios de impedimento e estabeleceu que pessoas imunizadas com a Coronavac devem aguardar dois dias para se candidatar à doação de sangue, enquanto as imunizadas com a Oxford/AstraZeneca devem aguardar sete dias para doar sangue.

Governo Ibaneis ativa seis pontos de vacinação por drive-thru e reativa o Telecovid no Distrito Federal

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Através de uma central telefônica, pacientes com dificuldade de locomoção poderão agendar vacinação em casa

O Governo do Distrito Federal vai disponibilizar, a partir da próxima terça-feira (2/2), seis pontos de vacinação contra a Covid-19 por sistema drive-thru. O GDF também irá reativar o Telecovid – central telefônica em que pacientes do Home Care privado e pessoas com 80 anos ou mais e com dificuldade de locomoção possam agendar a vacinação em casa. A Secretaria de Saúde tomou essa decisão para facilitar o acesso dos idosos ao recebimento da primeira dose do imunizante que previne a Covid-19.

A vacinação nesses locais será exclusiva para pessoas com 80 anos ou mais. O horário de funcionamento será das 8h às 17h, sem intervalo de almoço. Os postos por drive-thru serão instalados no Parque da Cidade, no Pontão do Lago Sul, em Águas Claras na Faculdade Unieuro, na UBS 5 de Planaltina (Arapoanga – Quadra 12 D, Conjunto A, Área Especial), UBS 1 de Sobradinho I (Quadra 14, Área Especial 22/23) e UBS 2 de Sobradinho II (Rodovia DF-420, Complexo de Saúde, Setor de Mansões ao lado da UPA de Sobradinho).

A vacinação nas três UBSs mencionadas acima ocorrerá excepcionalmente nesta segunda-feira (1º) sem ser por drive-thru. Na terça será por este meio. Os pacientes do Home Care assistidos pela Secretaria de Saúde estão sendo vacinados pelas equipes da pasta.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, destacou a importância desses novos locais de vacinação e a utilização do Telecovid como uma demonstração de respeito do governo para com o atendimento ao público idoso, que começa a ser vacinado nesta segunda-feira. “Mapeamos os locais de maior público idoso e distribuímos de forma estratégica seis locais de vacinação pelo sistema drive-thru, aumentando ainda mais a capacidade de atendimento, garantindo mais segurança e agilidade no processo”, acrescentou Okumoto.

“Procuramos a melhor forma possível para atender o público-alvo da vacinação, os idosos com 80 anos ou mais. Com esses pontos por drive-thru, oferecemos o máximo de conforto aos usuários para receber a vacina”, destaca o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Alexandre Garcia.

O subsecretário observa também que muitos indivíduos desta faixa etária têm comprometimentos físicos ou mentais que dificultam ou até impedem a locomoção até as unidades de saúde. “Diante de tal desafio, a Secretaria de Saúde buscou soluções para dar maior agilidade e facilitar o processo de vacinação dos idosos do DF”.

Haverá vacinação, também, já a partir desta segunda-feira (1º), em 27 unidades básicas de saúde, três escolas, duas quadras poliesportivas e uma policlínica. A Secretaria de Saúde reforça que não há necessidade de correria, pois há vacina para todos os contemplados nesta etapa da vacinação. Confira os endereços dos locais de vacinação:

Região de Saúde Central
Asa Norte
UBS nº 2 Asa Norte, EQN 114/115, Área Especial

Asa Sul
UBS nº 1 Asa Sul, SGAS 612, Lotes 38/39, L2 Sul

Cruzeiro
UBS nº 2, Setor Escolar, Lote 4, Cruzeiro Velho

Lago Norte
UBS nº 1 Lago Norte, SHIN, QI 3, Área Especial

Lago Sul
Policlínica Lago Sul, Setor de Habitações Individuais Sul, QI 21

Região de Saúde Centro-Sul
Candangolândia
UBS nº 1 Candangolândia, EQR 5/7, Área Especial 1

Guará
UBS nº 1 Guará, QE 6, Lote C, Área especial S/N, Guará 1
UBS nº 2 Guará, QE 23, Lote C, Área Especial S/N, Guará 2
UBS nº 3 Guará, QE 38, Área Especial S/N, Guará 2
UBS nº 4 Guará, QELC, EQ 2/3, Conjunto Lucio Costa

Estrutural
UBS nº 1 Estrutural, AE 1, Setor Central

Núcleo Bandeirante
UBS nº 1 Núcleo Bandeirante, 3ª Avenida, Área Especial nº 3

Riacho Fundo
UBS nº 1 Riacho Fundo 1, QN 9, Área Especial 11

Riacho Fundo 2
QC 1, Conjunto 10, Lote 1, Riacho Fundo 2
UBS nº 1 Riacho Fundo 2, QC 6, Conjunto 16, Área Especial, Lote 1
UBS nº 2 Riacho Fundo 2

Região de Saúde Oeste
Brazlândia
UBS nº 1 Brazlândia, EQ 6/8, Lote 3, Setor Norte

Ceilândia
UBS nº 5 Ceilândia, QNM 16, Módulo F, Ceilândia Norte
UBS nº 7 Ceilândia, EQNO 10, AE D/E, Setor O
UBS nº 16 Ceilândia, SHSN, Trecho 1, Etapa 1, Qd. 500, AE 2
UBS nº 17 Ceilândia, QNP 16/20, Setor P Sul

Região de Saúde Sul
Gama
UBS nº 1 Gama, Entrequadra 6/12, Área Especial, Setor Sul
UBS nº 3 Gama, E/Q 3/5, Área Especial, Setor leste
UBS nº 5 Gama, Área Especial, Lote 38, Setor Central, Lado Leste

Santa Maria
Colégio Paloma, QR 207/307, Conjunto T, Área Especial
UBS nº 2, Santa Maria, EQ 217/317, Área Especial, Lote E

Região de Saúde Leste
Itapoã
Quadra Poliesportiva do Itapoã (ao lado da UBS 2 Itapoã), Quadra 61, Área Especial Del Lago

São Sebastião
Caic Unesco, Quadra 5, Conjunto A, Área Especial, Centro

Paranoá
Quadra coberta ao lado da Administração Regional do Paranoá, Praça Central S/N, Lt. 1

Região de Saúde Norte
Planaltina
Jardim de Infância Casa da Vivência Avenida, NS01, Área Especial 9, SRL Planaltina

Região de Saúde Sudoeste

Recanto das Emas

UBS3,QD 104/105,  Área Especial

Samambaia
UBS nº 2 Samambaia, QS 611, AE 2

Taguatinga
UBS nº 1 Taguatinga, QNG, AE 18/19
UBS nº 5 Taguatinga, Setor D Sul, AE 23

Telecovid

O Telecovid será reativado, no dia 2 de fevereiro, para que usuários com dificuldade de locomoção possam agendar a vacinação em casa que será aplicada por profissionais da Atenção Primária. A central telefônica funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. A ligação poderá ser feita para os telefones 190, 193 e 199.

Lembrando que os pacientes que poderão agendar a vacinação em domicílio e que se enquadram no perfil citado anteriormente, serão idosos com 80 anos ou mais e pacientes em Home Care.

O Telecovid foi criado em março de 2020 pelas secretarias de Saúde e Segurança Pública para prestar informações sobre o novo coronavírus Sars-CoV-2. A central funcionou no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) com linhas telefônicas e postos de trabalho disponibilizados aos servidores da Secretaria de Saúde.

Governo Caiado fecha parceria com União e prefeituras para ativar mais 110 leitos no Estado

A partir desta segunda-feira, já está prevista abertura de 14 leitos de UTI no Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), cinco em Porangatu e 11 em Senador Canedo, além de outros 20 de enfermaria. “Jamais haverá omissão e nem acovardamento diante das decisões necessárias”, afirma Caiado

O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta sexta-feira (29/01), durante entrevista à TV Anhanguera, que o Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Goiás (UFG), ampliará sua capacidade de atendimento para pacientes com Covid-19, por meio da contratação emergencial de mão de obra qualificada. Em outra frente de combate à pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou que começam a ser abertos, já na próxima semana, 110 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em vários municípios goianos.

“Falei com o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares [Ebserh], general Ferreira, que coordena todas as ações do HC. Conseguimos com ele, em tempo recorde, o recrutamento de mais pessoas para ampliar o número de leitos”, afirmou Caiado sobre a parceria fechada com o governo federal. “Vamos contratar cerca de 250 colaboradores até o dia 1º de fevereiro”, declarou o diretor do hospital, José Garcia Neto.

Já o trabalho em conjunto formatado com as prefeituras ganhou mais força depois da reunião realizada, na última quinta-feira (28/01), entre o governador, o prefeito da capital, Rogério Cruz, e equipes da área da saúde dos três maiores municípios do Estado – Anápolis, Aparecida de Goiânia e Goiânia. A ideia é que o grupo coordene um mapeamento compartilhado do número de leitos existentes, a fim de facilitar a transferência de pacientes graves entre os municípios goianos, quando necessário.

Esse raio X já permitiu à SES operacionalizar a ampliação de atendimento. Está prevista, já a partir da próxima segunda-feira (1º/02), a abertura de 14 leitos de UTI no Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp); cinco em Porangatu; e 11 em Senador Canedo, além de outros 20 de enfermaria.

Também estão em preparação mais 10 leitos de UTI no HCamp de Itumbiara; além do redirecionamento para o enfrentamento à Covid-19 de 26 leitos de UTI em Nerópolis, e 10 em Trindade.

Além desses, o HCamp de Itumbiara disponibilizará mais 20 leitos de UTI, caso seja necessário. O Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, também poderá ampliar a capacidade em mais 30 leitos de UTI; e outros 20 devem entrar em funcionamento no Hospital das Clínicas de Jataí.

No total, a parceria entre governos estadual e municipais resultará na ativação de 110 novos leitos de UTI, além da conversão de 36 leitos para pacientes da Covid-19 e das 20 enfermarias.

Hospital das Clínicas

O governador Ronaldo Caiado esteve em Brasília, na última quinta-feira (28/01), com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da ampliação de leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 em Goiás. Preocupado com a segunda onda da doença e com a nova cepa do vírus, que tem uma transmissibilidade 10 vezes maior do que a verificada no ano passado, Caiado traçou medidas preventivas para que o Estado possa superar essa nova fase da pandemia, considerada mais delicada do que a primeira.

“Nós temos que enxergar como as coisas estão encaminhadas. Jamais haverá omissão e nem acovardamento diante das decisões necessárias”, pontuou. “Goiás nunca faltou com quem quer que seja, mas, ao mesmo tempo, precisamos de reciprocidade para trabalhar em benefício da população brasileira, não só do Estado”.

A contrapartida a que Caiado se referia foi proposta e aceita pelo governo federal. Como os HCs são vinculados ao Ministério da Educação (MEC), cabe ao Planalto o pagamento dos profissionais especializados que atuam no tratamento de pacientes acometidos pelo novo coronavírus.

Atualmente, o HC oferta 22 leitos de UTI e vai aumentar de 30 para 40 os de enfermaria para Covid-19. Mas está em negociação com o MEC, Ministério da Saúde, Ebserh, Governo de Goiás e Prefeitura de Goiânia a oferta gradual de até 120 leitos.

DF inicia vacinação de pessoas com mais de 80 anos a partir desta segunda-feira

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Devem ser vacinadas 42.355 pessoas nesta faixa de idade

O Distrito Federal começa nesta segunda-feira (1º), a partir das 13 horas, a vacinação de idosos com idade acima de 80 anos. De acordo com o governo local, há na unidade federativa 42.355 pessoas com esse perfil a serem vacinadas.

A aplicação da vacina contra covid-19 vai ocorrer em 36 salas, sendo 30 delas em unidades básicas de saúde e as outras em locais estratégicos, como escolas e ginásios. Para saber quais são os locais de vacinação, clique aqui.

Se necessário, novos pontos de vacinação poderão ser abertos, de forma a dar agilidade ao processo de vacinação. Segundo o Governo do Distrito Federal, a opção por iniciar a vacinação às 13h se deve à necessidade de organizar a logística e abastecer as unidades.

Em um primeiro momento, a vacinação teve como foco os profissionais da saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia. Os idosos foram também priorizados em função do alto percentual de casos de agravamento, sequelas e óbitos decorrentes do novo coronavírus, neste público. Até o dia 29 foram vacinadas no DF 44.315 pessoas do grupo prioritário.

“O Distrito Federal tem a perspectiva de receber na próxima semana uma nova remessa de vacinas do Ministério da Saúde. De acordo com o quantitativo, a expectativa é ampliar gradativamente a vacinação para novos públicos. Os próximos contemplados serão idosos a partir de 75 anos e pacientes acamados, com dificuldade de locomoção, perfil AD1, assistidos pela rede pública e privada e um cuidador por grupo familiar”, informou o governo, em nota.

O DF já recebeu duas remessas da vacina CoronaVac, que é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac (125.160 doses); bem como 41,5 mil doses da vacina Covishield, desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford, com a farmacêutica sueco-britânica AztraZeneca.

A Secretaria de Saúde informou que cerca de 5% das doses das vacinas são reservadas tecnicamente para repor eventuais perdas. “No caso da vacina CoronaVac, o intervalo entre a primeira e segunda dose é curto, de 14 a 28 dias, e metade das doses recebidas são reservadas para a segunda aplicação. Com a vacina Covishield, esse intervalo é de até 90 dias.”

Secretaria de Saúde do DF garante que há doses suficientes e pede calma a população

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Vacinação do grupo de 80 anos ou mais começa nesta segunda (1º). É preciso levar documento com foto e de preferência com o CPF. Não há agendamento

A vacinação dos idosos de 80 anos ou mais contra a Covid-19 começa nesta segunda-feira (1/2), excepcionalmente às 13h, e, a partir de terça-feira (2/2), o horário será das 8h às 17h, de forma ininterrupta, sem intervalo para o almoço. O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, tranquiliza esse público-alvo, lembrando que tem vacina para todos e não há necessidade de correria aos locais de vacinação. “Solicito que tenham tranquilidade, que tenham paciência, que essa imunização ocorrerá com muita eficiência e com muita segurança”, afirma o secretário.

36Salas estão preparadas para a vacinação dos idosos a partir de segunda-feira

Para esta nova fase da campanha de vacinação contra a Covid-19, estima-se que mais de 42 mil idosos possam ser vacinados. As doses serão aplicadas em 36 salas, sendo 30 em unidades básicas de saúde e outras seis em locais estratégicos, como escolas e ginásios das regiões de saúde.

O idoso que buscar a vacinação a partir desta segunda, necessitará apenas estar de posse de um documento oficial com foto e, preferencialmente, com a inscrição do CPF, não sendo necessário agendamento, cadastro ou inscrição para se receber a vacina. A Secretaria lembra que é preciso estar usando máscara e respeitar o distanciamento entre uma pessoa e outra.

A imunização só estará assegurada alguns dias depois do recebimento da segunda dose

“Para que o idoso não caia em golpe, recomendamos que ele não atenda a manifestações de WhatsApp e nem de aplicativos. Não haverá chamada por ordem alfabética e nem por idade. Acima dos 80 anos o idoso poderá procurar, por livre demanda, a hora que quiser, justamente para que não haja aglomerações”, explica o subsecretário de Assistência Integral à Saúde, Alexandre Garcia.

Segunda dose

Após a primeira dose, o cidadão receberá um cartão com a comprovação da primeira dose e com a data da segunda dose agendada. Neste caso, o idoso deverá dirigir-se à mesma unidade em que foi feita a primeira dose, e que seja a mais próxima de sua residência. Garcia lembra que a imunização só estará assegurada alguns dias depois do recebimento da segunda dose.

A Secretaria de Saúde esclarece que podem ocorrer efeitos colaterais após o recebimento da vacina. Os mais relatados são febre e cefaléia (dor de cabeça). Se houver alguma reação, a pessoa deverá buscar atendimento na unidade básica onde teve a sua vacina aplicada. Caso ocorra no fim de semana, deverá buscar atendimento no hospital mais próximo.

A expectativa é de que, com o recebimento de novas doses, mais salas de vacinação sejam ativadas até a próxima semana. No entanto, profissionais de saúde, que já receberam a primeira dose do imunizante contra a Covid-19, devem procurar o mesmo local onde se vacinaram pela primeira vez para receber a segunda dose.

Vaga para médico oferece R$ 8,5 mil de salário

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A remuneração é a maior entre as 542 vagas oferecidas nas agências do trabalhador neste segunda-feira (1º)

O salário de R$ 8,5 mil, pago para médico do trabalho, é o maior entre os oferecidos nas vagas das agências do trabalhador, nesta segunda-feira (1). Outras duas profissões de nível superior vêm em segundo e terceiro lugar no ranking das remunerações: engenheiro civil, que receberá R$ 4 mil mensais, e enfermeiro, por R$ 2,9 mil mensais.

Comércio e vendas são as áreas que mais estão contratando. São 251 das 542 vagas. Tem espaço para vendedores, sushiman, pizzaiolo, consultor de vendas, atendentes de lojas, auxiliar de cozinha e balconistas. Os salários variam entre R$ 30 ao dia, oferecidos a vendedores internos, e R$ 2,5 mil, para vendedores de consórcio.

Vale ressaltar que a partir desta segunda-feira (1º), a unidade do Plano Piloto estará em novo endereço. Os atendimentos, antes realizados no Setor Comercial Sul, passarão a ser feitos na 511 Norte

A construção civil vem em seguida no número de vagas oferecidas: 100. Podem se candidatar pessoas que tenham interesse em trabalhar como serralheiro, marceneiro, armador de ferros, carpinteiro, engenheiro civil, pedreiro, servente de obras e soldador. A maioria dessas oportunidades exige, apenas, nível fundamental de escolaridade. As remunerações vão de R$ 1,1 mil a R$ 2,5 mil, mais benefícios.

Quatro profissões que praticamente não aparecem no quadro de vagas das agências do trabalhador estão, nesta segunda-feira (1), em busca de sete profissionais, sendo um administrador de redes, três auxiliares de topógrafo, um para encarregado de linha de transporte rodoviário e duas para sinaleiro (orientação de guindastes e equipamentos similares). Nestas áreas, é possível receber, mensalmente, entre R$ 1,1 mil e R$ 2,5 mil, mais benefícios.

Para se candidatar a qualquer uma das vagas, basta ir a uma das agências do trabalhador, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Vale ressaltar que a partir desta segunda-feira (1º), a unidade do Plano Piloto estará em novo endereço. Os atendimentos, antes realizados no Setor Comercial Sul, passarão a ser feitos na 511 Norte.

Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho e preencher o formulário na aba empregador.

Confira aqui as vagas disponíveis.

Programa do Governo Ibaneis dá incentivos para ajudar na recuperação da economia do DF

Portal do “Programa Mais Capital” reúne um cardápio de estímulos para os empresários do DF

Empresário de sucesso no ramo de panificação, Jurandir Pizane, 58 anos, quase desistiu de investir no Distrito Federal. Seus negócios na capital federal andavam no vermelho e com a pandemia do coronavírus os prejuízos aumentaram. Há uma década em Brasília, ele viu no programa Emprega-DF, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), uma alternativa para sair das dificuldades.

“Já estava me preparando para sair do DF. Mas consegui um ótimo incentivo fiscal aderindo ao programa”, conta. “Veio uma excelente redução do ICMS apurado. Daí, repensei a vida do meu negócio”, explica ele.

O empresário Jurandir Pizane encontrou no Emprega DF o incentivo que precisava para enfrentar a pandemia e manter seu negócio | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Com a adesão ao programa, o empreendedor segue fabricando seus pães no DF, e os comercializa até mesmo para outros estados. Com o objetivo de tornar o Emprega-DF e outros incentivos mais acessíveis, a SDE colocou na praça o Mais Capital. Um programa de atração de investimentos, que apresenta por meio de um site um leque de possibilidade e estímulos para o desenvolvimento da indústria e comércio.

“Na verdade, o que buscamos, é justamente atrair novas empresas e plantas para o DF, além de cuidar com bastante aprumo das que já existem”, pontua o Secretário de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira. “O Mais Capital veio para ser um balcão de atendimento. Nele, vamos oferecer todas as possibilidades para os empreendedores”, complementa.

“Não queremos o empresário ‘quicando’ de área em área para saber o que ele precisa. No portal, ele vai poder ver muita coisa. Além do que, vamos acompanhar ele durante todo o processo”Bruno Watanbe, secretário-executivo da SDE

site do programa é a porta de entrada para o investidor. Ele trabalha com três pilares de benefícios para escolha do usuário: os fiscais, os incentivos imobiliários e os créditos de fomento.

Entre os incentivos fiscais, está o Emprega-DF. Nos imobiliários, há a opção para aquisição de lotes diretamente com a Terracap, por exemplo. Há também a possibilidade de solicitar empréstimos como é o caso do crédito rural ofertado pelo Banco de Brasília (BRB).

“Não queremos o empresário ‘quicando’ de área em área para saber o que ele precisa. No portal, ele vai poder ver muita coisa. Além do que, vamos acompanhar ele durante todo o processo”, afirma o secretário-executivo da SDE, Bruno Watanabe.

Com muitas informações na “palma da mão”, Watanabe acredita que investidores poderão olhar com mais atenção para a capital. E os empresários daqui poderão fazer escolhas certeiras para seu negócio. “Agora, todas as possibilidades estão em um balcão único. Isso significa também a redução da burocracia”, finaliza.

Detran cancela mais três bancas práticas por falta de candidato

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As provas de direção seriam realizadas às 14h deste sábado (30), no Plano Piloto e no Gama, e às 6h de segunda-feira (1º), no Plano Piloto

Mais três bancas de exames práticos de direção veicular foram canceladas pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), neste sábado (30) e na segunda-feira (1º). Os exames cancelados somam 260 vagas, sendo 210 para a categoria B – 150 vagas no Plano Piloto e 60 no Gama, às 14h de sábado – e outras 50 em veículos pesados, categorias C, D e E, previstas para as 6h de segunda-feira, no Plano Piloto.

A prova prática de direção veicular é a última etapa do processo de habilitação de condutores ou de alteração de categoria da Carteira Nacional de Habilitação. A Gerência de Habilitação tem trabalhado de forma incessante para ampliar a oferta de vagas e dar à população a oportunidade de realizar o exame e concluir o processo de obtenção da CNH com a maior celeridade possível.

Para atender à demanda das autoescolas, a Gerência de Habilitação disponibilizou horários extras aos sábados, às 14h, criou bancas semanais em locais onde elas ocorriam quinzenalmente e passou a oferecer duas bancas, por semana, em veículos pesados, quando antes era realizada uma a cada 15 dias. No entanto, o quórum para essas bancas extras tem sido insuficiente para mantê-las.

“Esse horário das 14h foi criado exatamente para que pudéssemos ampliar a oferta de vagas e atender à necessidade da população, sem comprometer as regras sanitárias para contenção da pandemia de Covid-19. Ocorre que este já é o segundo sábado que precisamos cancelar as bancas extras por falta de candidatos inscritos. Se continuar assim, não justifica mantermos a oferta de vagas para provas práticas no sábado à tarde”, esclarece o diretor-geral, Zélio Maia.

Fevereiro

As inscrições para os exames práticos e teóricos do mês de fevereiro estão abertas desde segunda-feira (25). Foram disponibilizadas 9.130 vagas para provas práticas e 10.650 vagas para as teóricas, mas até o momento, apenas um terço das vagas para os testes teóricos e 48% das vagas para os testes práticos foram preenchidas.

Funcionamento 24h das delegacias completa dois anos com êxito

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O funcionamento 24h das delegacias ocorreu após a aprovação da Lei nº 6.261/2019, que instituiu o serviço voluntário na Polícia Civil do DF | Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

Em 2020, 96% dos crimes de homicídio, feminicídio e violência doméstica foram enviados à Justiça com a autoria e a materialidade dos fatos definidos

O funcionamento 24h das delegacias no Distrito Federal completa dois anos neste domingo (31). A medida consolidou-se como uma grande aliada da população e um complemento de renda e maior satisfação para os policiais civis. E o melhor, tem provado em números que a agilidade em toda a rede de operação – do registro da ocorrência até a ação policial – colabora para maior efetividade nos números.

No ano passado, 96% dos crimes de homicídio, feminicídio e de violência doméstica investigados pela Polícia Civil do DF foram enviados à Justiça com a autoria e a materialidade dos fatos definidos, o que colabora nos julgamentos.

“Notamos uma efetividade maior não só no acolhimento ao cidadão que procura a polícia mais próxima, mas também uma maior celeridade nos trabalhos de investigação. Com mais policiais na delegacia e em todos os turnos, as diligências investigativas não param, trazendo um tempo de resposta muito menor”, explica o delegado Darbas Coutinho, diretor de Comunicação da Polícia Civil do DF.

“Os protocolos de segurança foram adotados em todas as delegacias. Foram instaladas telas de acrílico para fazer a barreira entre o comunicante e o policial, adotamos o distanciamento, foram criadas salas de espera de atendimento”João de Ataliba, delegado

A eficiência do trabalho da PCDF pode ser vista também no aumento de inquéritos policiais instaurados. Eles passaram de 33.430, em 2019, para 34.684, em 2020, um aumento de 3,8% em um ano de pandemia.

Um inquérito policial só pode ser instaurado quando há elementos mínimos para que isso ocorra, ou seja, que o cidadão consiga informar dados mínimos para a polícia e que o agente consiga, ao receber os dados, fazer um levantamento prévio do caso, através de diligências investigativas. Portanto, ter uma delegacia próxima faz com que o cidadão possa recorrer a uma unidade o mais rápido possível e fornecer informações mais claras sobre o seu caso.

“O aumento de inquéritos significa, em poucas palavras, mais eficiência na apuração preliminar dos fatos trazidos à Polícia Civil. Podemos afirmar que esse maior número é fruto também do esforço da PCDF em agregar tecnologia e qualidade aos processos internos de trabalho”.

Vale lembrar que o inquérito é o principal instrumento jurídico da Polícia Civil, uma vez que é por meio dele que as provas são juntadas e levadas para o Judiciário.

33.430inquéritos instaurados em 2020. Um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior

Outra percepção da categoria nestes dois anos de funcionamento das delegacias em regime 24h é que mais casos passam a ser registrados. “Na época em que as delegacias não estavam funcionando 24h havia uma subnotificação dos casos. Muitas pessoas deixaram de registrar ocorrência porque encontravam as delegacias fechadas e não procuravam outra. Houve uma queda na subnotificação dos crimes e um restabelecimento do registro de ocorrências criminais”, aponta João de Ataliba Neto, delegado-chefe da 35ª DP, em Sobradinho II.

Adaptações na pandemia

Assim como em diversas áreas e setores, a pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) também afetou o atendimento presencial nas delegacias. Seja com o adoecimento de profissionais ou pelo cidadão que sentiu-se acuado a ir presencialmente em uma delegacia registrar ocorrência tremendo ser infectado.

Mas, do infortúnio veio a solução e uma surpresa. O atendimento na delegacia eletrônica foi ampliado com mais possibilidade de registros de crimes e hoje representa 70% de todas as ocorrências registradas.

“A ocorrência realizada pela internet tem o mesmo valor e seriedade para a PCDF e segue o mesmo padrão de investigação despendido às unidades físicas. A modalidade é um sucesso e representa 70% de todas as registradas no DF”, aponta Darbas Coutinho.

Embora tenha havido um crescimento pela opção digital de registro de ocorrências, o atendimento presencial à população foi feito com segurança durante a pandemia. “Os protocolos de segurança foram adotados em todas as delegacias. Foram instaladas telas de acrílico para fazer a barreira entre o comunicante e o policial, adotamos o distanciamento, foram criadas salas de espera de atendimento”, aponta o delegado João de Ataliba.

Como surgiu

A iniciativa de reabertura dos plantões ininterruptos fez parte do plano SOS Segurança do GDF, como cumprimento de uma promessa de campanha do governador Ibaneis Rocha. O funcionamento 24h das delegacias ocorreu após a aprovação da Lei nº 6.261/2019, que instituiu o serviço voluntário na Polícia Civil do Distrito Federal.

As equipes de plantão são reforçadas por policiais civis de folga que prestam serviço voluntário e recebem R$ 50 por hora trabalhada – o limite são 60 horas/mês para cada policial. Todas as delegacias receberam incrementos de efetivo.

Vale lembrar que a remuneração não está sujeita à incidência de imposto de renda e contribuição previdenciária, não é incorporada ao subsídio do servidor e não pode ser utilizada como base de cálculo para outras vantagens, como aposentadoria ou pensão por morte.

“Com o serviço voluntário o policial civil pode complementar seus rendimentos e ter mais satisfação na hora de cumprir sua missão. É muito importante manter o policial motivado, uma vez que estão constantemente vivenciando situações de alto estresse, lidando com todo tipo de violência”, acrescenta Darbas Coutinho.

Onde procurar

A Delegacia Eletrônica está disponível 24h, assim como as unidades físicas abaixo:

– 1ª DP, 2ª DP, 3ª DP, 4ª DP, 5ª DP, 6ª DP, 8ª DP, 9ª DP, 10ª DP, 11ªDP, 12ª DP, 13ª DP, 14ª DP, 15ª DP, 16ª DP, 17ª DP, 18ª DP, 19ªDP, 20ª DP, 21ª DP, 23ª DP, 24ª DP, 26ª DP, 27ª DP, 29ª DP, 30ª DP, 31ª DP, 32ª DP, 33ª DP, 35ª DP e 38ª DP.

– Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM 1 e 2) e delegacias da Criança e do Adolescente (DCA 1 e 2).

Conheça a história de luta dos primeiros heróis vacinados contra covid-19 no Distrito Federal

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A enfermeira Josilane explica que o mais difícil foi cuidar do psicológico da equipe formada por 150 pessoas no Hospital de Base | Foto: Davidyson Damasceno/Ascom Iges-DF

Momentos de dor e resiliência vividos por profissionais da linha de frente durante a pandemia dão lugar à esperança por dias melhores

Os mesmos olhos que viram pacientes intubados, familiares aflitos e equipes inteiras correndo contra o tempo para enfrentar um vírus letal e salvar vidas, hoje veem uma luz no fim do túnel. Por trás das máscaras, uma nova feição surge nos rostos dos primeiros colaboradores vacinados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). O sentimento pela vacina tão esperada é definido em uma palavra: esperança.

A visão no horizonte de um futuro melhor, porém, é uma realidade diferente da vivida desde 5 de março de 2020 no Distrito Federal (e no mundo inteiro). Durante os mais de 300 dias de atuação no combate à Covid-19, os profissionais do Iges tiveram uma caminhada marcada por incontáveis lutas e desafios.

“Hoje eu encaro a Covid-19 como uma doença transmissível como outras que precisam ser respeitadas e prevenidas, mas sem medo”Josilane Pereira, enfermeira

No início, o medo e as incertezas da enfermeira Josilene Cardoso Pereira, 41 anos, eram disfarçados pelas máscaras e vestimentas. Assumir a equipe de enfermagem da UTI Covid-19 no Hospital de Base foi um marco na vida da profissional. “Desde o primeiro dia, passei a gerir não só a equipe, como também conflitos, dúvidas e busca por capacitações. O mais difícil foi lidar com o psicológico de todos”, conta. Josilene ficou responsável por 150 funcionários, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem.

“Eu acho que me sobrecarreguei bastante, porque, como eu era uma referência, sempre tentava me manter firme para não deixar as pessoas desmotivadas”, relata. O suporte da enfermeira estava em casa, com o marido e a filha de 3 anos. A decisão de continuar perto deles fez com que os cuidados com a higienização, que já eram habituais, se intensificassem. “Foi a maneira que encontrei para lidar com a situação. Eles foram minha força para seguir.”

Nádia Bueno, enfermeira

Com o passar do tempo e com novas informações sobre a doença, a turbulência de sentimentos foi abrandando, e Josilene ganhou mais confiança. “Hoje eu encaro a Covid-19 como uma doença transmissível como outras que precisam ser respeitadas e prevenidas, mas sem medo”, diz.

Grata por ter sido uma das primeiras contempladas com a vacina, Josilene dedicou o momento à memória dos colegas que partiram. “Muitos deles não conseguiram chegar até aqui, mas devem ser lembrados por terem dedicado suas vidas para salvar outras vidas”, ressalta a enfermeira, imunizada com a primeira dose da CoronaVac na última quarta-feira (20), segundo dia de vacinação no Distrito Federal.

“Apesar dos problemas, tudo foi muito bom porque cresci profissionalmente e aprendi muito como ser humano.”Nádia Bueno, enfermeira

Um dia antes, o técnico de enfermagem Aguinaldo Vaz de Oliveira, 53 anos, havia se tornado o primeiro colaborador do Iges a receber a CoronaVac. Ele é responsável por acompanhar o fluxo de pacientes infectados que precisam de assistência no Pronto-Socorro do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). “Ver um paciente infectado receber alta é sempre um momento de alegria”, afirma. “E saber que daqui para frente vamos conseguir, cada vez mais, reduzir o número de infectados é melhor ainda.”

Após um mês atuando no ambulatório do HRSM, Aguinaldo foi convidado pela gestão do hospital para trabalhar na linha de frente do pronto-socorro. “Em abril, aceitei o desafio”, relata. “Muitas pessoas opinaram dizendo que não era uma boa ideia, mas eu pensava assim: ‘se ninguém aceitar a proposta, como vamos ajudar quem precisa? Alguém tinha que aceitar’”.

Mesmo seguindo todos os protocolos e devidamente paramentado, o técnico acabou contraindo o vírus. “Foi bem difícil, pois tive muitas dores de cabeça e no corpo, além de sintomas gripais. Graças a Deus, não tive problema de oxigenação”, relembra. Atualmente, ele faz tratamento para dor na cervical, sequela da Covid-19. “Apesar de todos os sofrimentos e as dificuldades, valeu a pena. Agradeço a todos os profissionais de saúde que lutaram e continuam lutando contra essa pandemia. Vamos vencê-la.”

“Fomos descobrindo tudo aos poucos, com bastante resiliência e dedicação”, explica o médico Belchior Júnior da UTI do Base | Foto: Davidyson Damasceno/Ascom Iges-DF

Aprendizado na profissão e na vida

Assim como tantos colegas de profissão em todo o mundo, a enfermeira Nádia Bueno, 30 anos, não imaginava que atuaria diretamente para conter uma pandemia. Com sete anos de experiência, sendo mais de um ano dedicado à unidade de pronto atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante, ela foi realocada diversas vezes para áreas da linha de frente contra a Covid-19.

“Antes do coronavírus, eu atuava no Núcleo de Qualidade, com o pessoal de Ensino e Pesquisa”, lembra. “O atendimento era feito em uma tenda para pacientes com dengue. Quando a pandemia começou, o espaço passou a atender apenas aqueles com doenças respiratórias, e a UPA a oferecer UTI [unidade de terapia intensiva] para os necessitados.”

Nos mais de 10 meses de epidemia global, Nádia passou pelas áreas de assistência ao paciente, gestão de leitos, segurança ao paciente e vigilância epidemiológica. “Eu não tinha experiência em nenhum desses setores, mas fui aceitando as oportunidades”, conta. “Apesar dos problemas, tudo foi muito bom porque cresci profissionalmente e aprendi muito como ser humano.”

Durante a batalha, a enfermeira teve que se ausentar após ser contaminada pelo coronavírus em novembro do ano passado. Os sintomas foram leves, mas a preocupação era não transmitir para ninguém. “Eu não fiquei com medo por mim, mas pelas pessoas que estavam comigo”, relata. A pausa no trabalho também era motivo de aflição. “Fiquei preocupada com meus pacientes, queria poder ajudar.”

Para Nádia, que recebeu a primeira dose na semana passada, a chegada da vacina marca o início de novos tempos. “O que a gente passou aqui não foi fácil, mas ver isso agora é como uma luz no fim do túnel”, afirma, emocionada.

“Não podemos afrouxar, pois ralamos muito nos últimos tempos para conter o número de infectados no DF. Todas as medidas sanitárias devem continuar até que toda a população seja vacinada”Belchio Júnior, médico

Meses de isolamento rigoroso

Chefe da UTI Covid do Hospital de Base, Belchior Oliveira Júnior, 38 anos, assumiu o cargo em junho de 2020. A decisão o obrigou a se afastar da família e dos amigos. “O mais difícil foi o começo, porque tudo era muito incerto, e a gente estava aprendendo a lidar com a doença e a combatê-la. Não tinha resposta certa ou errada. Fomos descobrindo tudo aos poucos, com bastante resiliência e dedicação”, relembra.

Com a chegada do imunizante, o médico vê cada vez mais próxima a possibilidade de resgatar os mais de seis meses de afastamento das pessoas amadas. “Valeu a pena me isolar, porque pude protegê-las. Durante todo esse tempo, não teve uma vez que eu consegui me esquecer da pandemia ou relaxar. Eu sempre me lembro das pessoas internadas que precisam de ajuda e me solidarizo com elas”, ressalta o médico, vacinado na última quarta-feira (20).

“Ver um paciente infectado receber alta é sempre um momento de alegria”Aguinaldo de Oliveira, técnico de enfermagem

O momento ainda é de prevenção. “Não podemos afrouxar, pois ralamos muito nos últimos tempos para conter o número de infectados no DF. Todas as medidas sanitárias devem continuar até que toda a população seja vacinada”, alerta Belchior. “No futuro, acredito que vamos conseguir voltar a ter uma vida normal, como era antes da pandemia.”

De 19 de janeiro, primeiro dia de vacinação no Iges-DF, até essa sexta-feira (29), foram vacinados 6.041 colaboradores do instituto.