Início Site Página 1781

Saiba tudo sobre divórcio litigioso, divórcio consensual e pensão alimentícia

0

O processo do divórcio, por si só, já é bastante desgastante para ambas as partes, mas pode se tornar ainda mais complicado se os envolvidos não tiverem a devida orientação jurídica. É um momento de tomar decisões importantes sobre pontos como o tipo do divórcio, consensual ou litigioso, guarda dos filhos, pensão alimentícia e divisão de bens.

Nesse sentido, as pessoas devem buscar o máximo de informações sobre os procedimentos legais, para que possam estar mais bem informadas e seguras e evitar aborrecimentos.

Com o objetivo de esclarecer os principais pontos sobre pensão alimentícia e os tipos de divórcio, nossos advogados especialistas em Direito de Família elaboraram o presente artigo. Confira!

Divórcio litigioso

O divórcio litigioso é aquele em que a dissolução do matrimônio não é consensualmente estabelecida no que diz respeito aos termos e demandas de cada parte do processo. Por isso, é necessário ativar o Poder Judiciário, de forma que as demandas de cada indivíduo sejam apresentadas por seus advogados e as questões sejam resolvidas.

O divórcio litigioso é uma solução final: deve ser utilizado apenas quando não existe consenso entre as partes. Quando o conflito se estabelece, as preocupações passam a ser a busca para que a maior parte das demandas do cliente seja atendida e o esforço para que os resultados sejam obtidos com a menor quantidade de desgaste emocional possível para a pessoa, considerando que tais situações tendem a ser bastante sensíveis.

Divórcio consensual ou litigioso: como determinar a melhor forma?

Embora a determinação do tipo de divórcio nem sempre seja opcional para o casal, a depender das circunstâncias nas quais o matrimônio acabou, é sempre importante conhecer quais são as possibilidades de resolução da questão para que as melhores escolhas possíveis sejam feitas.

Quando optar pelo divórcio consensual, sua escolha tende a facilitar o processo, pois reduz tempo, custos e desgastes. Quando há, no entanto, divergências entre as partes do divórcio e não é possível negociar um consenso, o divórcio litigioso pode ser a única solução viável.

Em ambos os casos, é obrigatória a presença de advogado para a realização do divórcio. Um bom escritório de advocacia questionará as possibilidades e auxiliará seu cliente a tomar a escolha mais coerente, analisando as possibilidades de consenso e avaliando quando a solução litigiosa é a única opção disponível.

Divórcio judicial ou extrajudicial?

Muitas pessoas confundem as categorias de divórcio consensual e divórcio litigioso com as vias judicial ou extrajudicial. A categoria do divórcio determina o nível de consenso entre as partes: no caso de consenso, há concordância em relação ao andamento e às demandas das duas pessoas em divórcio; no caso do divórcio litigioso, as partes não concordam e estão dispostas a pleitear por suas demandas.

As vias, por sua vez, determinam a forma como a questão será resolvida. No caso do divórcio extrajudicial, todo o processo é realizado sem o envolvimento do Poder Judiciário — utiliza-se apenas o registro dos procedimentos realizados. Apenas os divórcios consensuais nos quais não há filhos menores de idade podem ser feitos por essa via.

Já a via judicial é aquela em que o Poder Judiciário é ativado para a resolução da questão. Significa dizer que, nesse caso, um juiz determinará como serão os termos do divórcio. Tanto os divórcios litigiosos quanto os consensuais podem ser feitos divi por meio dessa modalidade.

Como é feita a divisão do patrimônio?

A divisão do patrimônio é, em regra, feita de acordo com o regime de separação de bens estabelecido pelo casal ainda no momento de seu casamento. Quando houver disputas ou questões que não sejam absolutamente claras, pode-se incluir estes pontos no pleito, para que a sentença seja determinada pelo juiz.

As três modalidades mais comuns de regime de bens são: separação parcial de bens, separação absoluta de bens e comunhão total de bens.

Separação parcial de bens

Ocorre o compartilhamento apenas dos bens posteriores ao casamento. No entanto, existe uma ressalva: aquisições gratuitas de um dos cônjuges não são compartilhadas, como no caso de herança e doação.

Separação absoluta de bens

Não há comunicação do patrimônio. Cada parte levará os bens que estiverem em seu nome ou sobre o qual tenham uma participação via contrato.

Comunhão total de bens

Une os patrimônios e os cônjuges passam a ser titulares em conjunto. A exceção são as doações e heranças transmitidas com uma cláusula proibindo a anexação do bem transferido.

Como é estabelecida a guarda dos filhos?

Todo matrimônio que gerou filhos que ainda são menores de 18 anos  deverá passar pela via judicial no momento do divórcio para que exista uma determinação da guarda legal da criança.

É possível que um divórcio litigioso esteja discutindo questões relacionadas aos bens do casal, mas que não existam divergências quanto à guarda da criança. Assim, a criança é poupada de desgastes maiores do que os necessários, mesmo que o caráter litigioso do processo não seja retirado.

Divórcio consensual

O divórcio consensual é uma maneira de acabar o matrimônio sem a necessidade de longa disputa judicial. Isso permite que o atendimento das demandas ocorra de maneira mais eficiente, reduzindo o impacto emocional e financeiro das partes envolvidas.

Quais as vantagens do divórcio consensual?

O divórcio consensual apresenta uma série de vantagens para os casais que estão de acordo com os termos do fim de seu matrimônio. Orientamos os clientes que apresentam essa possibilidade a darem preferência para a via consensual em função de benefícios como:

  • Possibilidade de via extrajudicial para o divórcio;
  • Custo reduzido para o casal;
  • Maior velocidade no encerramento do processo de divórcio e
  • Menor desgaste emocional.

Como é estabelecida a guarda dos filhos?

Se houver filhos menores de idade, o divórcio consensual permite que o casal entre em acordo em relação à modalidade da guarda das crianças. Não é possível, no entanto, que esse divórcio o realizado extrajudicialmente, em função da necessidade de segurança jurídica para o menor de idade.

Vale lembrar que, mesmo pela via judicial obrigatória, os divórcios consensuais tendem a acontecer de maneira mais acelerada que o divórcio litigioso, uma vez que o conflito de interesses inexiste, reduzindo a quantidade de etapas a serem percorridas.

Como é feita a divisão do patrimônio?

Assim como no divórcio litigioso, a divisão do patrimônio segue o regime de separação de bens estabelecido pelo casal ainda no momento de seu casamento. No entanto, nada impede o estabelecimento de acordos entre os envolvidos.

Por haver um mínimo de consenso, a divisão comumente foge um pouco à lógica dos regimes patrimoniais. Por exemplo, ainda que exista a separação absoluta de bens, uma parte pode transferir alguns bens para outra voluntariamente.

Há situações, ainda, em que a composição não segue critérios econômicos. Se existem dois imóveis de valores distintos, os cônjuges podem fixar um acordo para que cada um fique com a propriedade de sua preferência. Já em divórcios litigiosos, provavelmente essa situação levaria à tentativa de vender ambos.

Resumidamente, a legislação não proíbe as partes envolvidas de negociarem a divisão dos bens. A vedação, na verdade, não ocorre em nenhuma modalidade de divórcio, apenas é mais provável que haja acordo nos casos em que existe consenso.

Pensão alimentícia

Quando o assunto é divórcio, as questões relacionadas à pensão alimentícia também são muito lembradas, embora nem sempre sejam compreendidas de forma plena. Em primeiro lugar, é necessário compreender do que se trata a pensão alimentícia, quando ela é devida e, sobretudo, quais são suas implicações jurídicas.

Só assim é possível entender a real importância deste instituto jurídico, sem cair em falsas crenças de que se trata de uma forma de penalidade para uma parte do casal ou uma “vitória” da outra parte.

O que é a pensão alimentícia?

A pensão alimentícia é uma ajuda de caráter de subsistência. Ela é conferida, em casos de divórcio, para os filhos menores, para os filhos maiores de idade que encontram-se estudando e, eventualmente, para o ex-cônjuge. Ao contrário do que o nome pode sugerir à primeira vista, não se trata de um valor destinado apenas à alimentação — para além disso, pode-se dedicar à contribuição para aspectos de moradia, lazer, transporte, educação e saúde.

No caso de divórcio com filho menor, por exemplo, a pensão é devida de forma a não a onerar completamente quem fica com a guarda com os custos de uma criação saudável e, principalmente, como uma maneira de impedir que a criança tenha sua qualidade de vida reduzida em função da maneira como seus pais decidiram seguir os rumos das próprias vidas.

Exatamente por isso, é importante entender que a pensão alimentícia não se trata de uma questão de vitória ou derrota entre os responsáveis pela criança, mas de uma forma de garantir que a própria criança não sofra prejuízos em função da maneira como estes responsáveis se relacionam entre si.

Qual é o valor da pensão alimentícia?

A definição do valor considera a necessidade do atendido e as possibilidades do responsável. Embora o Código de Processo Civil traga o limite máximo de 50% da renda do responsável, existe uma praxe nos tribunais de situar a quantia próxima dos 30% da renda, aproximando ou distanciando a obrigação do teto conforme as circunstâncias do caso.

Normalmente, o patamar máximo é alcançado diante de filhos de casamentos diferentes, porque cada menor receberia uma fatia da renda. Já os valores abaixo dos 30% ocorrem nos casos em que esse pagamento é suficiente para atender às necessidades do menor.

Também é praxe a pensão alimentícia não cobrir gastos sazonais e excepcionais, como material de colégio e internação hospitalar. Já convênios médicos e mensalidades escolares, quando há possibilidade de pagamento, são acordados em separado, sendo divididos entre os responsáveis.

A pensão alimentícia ocorre apenas entre pais e filhos?

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, não é apenas na relação de pais e filhos e ex-cônjuges que a pensão alimentícia pode ser devida. Qualquer relação de dependência com vínculos de até dois graus de separação familiar pode gerar o dever alimentar.

Isso significa que filhos com pais dependentes que não tenham condições de se sustentar podem ser obrigados a pagar pensão para eles, como uma espécie de inversão da responsabilidade de cuidar ao longo da vida. A mesma relação pode ser estabelecida entre avós e seus netos, especialmente em casos nos quais pai e mãe não estão presentes na relação, por qualquer que seja o motivo.

Quais são as consequências do não pagamento da pensão alimentícia?

No Brasil, dever valores de caráter alimentício é o único caso de prisão civil por dívida existente. Isso ocorre em função da gravidade da infração, uma vez que o subsídio diz respeito à própria sobrevivência de alguém que depende desse devedor.

Por isso, o não pagamento imediato da pensão alimentícia após a cobrança em função do atraso pode ser razão para prisão até que o saldo seja quitado.

Qual a documentação necessária?

A lista de documentos para efetuar o divórcio dependerá da modalidade e da presença de pedido de pensão alimentícia para os filhos ou cônjuges. Para simplificar, utilize a lista de verificação abaixo para cumprir todas as exigências legais:

  • Documentos comuns:
    • Certidão de casamento atualizada;
    • CPF, documento de identidade e comprovante de residência;
    • Escritura e certidão de registro de pacto antenupcial, se for o caso; e
    • Comprovantes dos bens, se for possível.
  • Divórcio judicial:
    • Comprovante dos bens comuns e individuais;
    • Informação sobre o documento de identidade, CPF e endereço do outro cônjuge; e
    • Certidão de nascimento ou documento de identidade dos filhos menores, se for o caso.
  • Divórcio extrajudicial:
    • Descrição da partilha dos bens, se for o caso;
    • Acordo sobre pensão alimentícia, se houver;
    • Documento de identidade, CPF e endereço ou localização do outro cônjuge; e
    • Certidão de nascimento ou documento de identidade dos filhos maiores de idade, se houver.

O advogado em casos de divórcio e pensão alimentícia

A presença de um advogado é obrigatória em todas as modalidades de divórcio, basta um único profissional para as duas partes nos rompimentos consensuais. O papel do profissional será orientar quanto ao cumprimento de todas as exigências legais envolvidas.

Nosso escritório de advocacia é especializado em casos de divórcio e pensão alimentícia. Isso é importante em relação à experiência para tomar as medidas legais como para instruir os envolvidos na realização de acordos.

Precisa do auxílio de um advogado de família? Entre em contato!

Fonte: Galvão & Silva  

Aos 76 anos, Chico Buarque recebe 2ª dose de vacina contra covid-19

0
Compositor recebeu a segunda dose do imunizante no fim da manhã desta quarta
DANIEL DELMIRO/AGNEWS

Compositor, que recebeu a primeira dose do imunizante no mês passado, foi vacinado no planetário da Gávea, no Rio de Janeiro

FAMOSOS E TV | Do R7

Chico Buarque recebeu a segunda dose da vacina contra a covid-19, na manhã desta quarta-feira (7), no planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. A aplicação do imunizante acontece em menos de um mês após o cantor ter sido vacinado com a primeira dose. 

No dia 10 de março, data da primeira etapa do processo, o compositor fez questão de registrar o momento e compartilhar os detalhes por meio do Instagram. “Vacinem-se. Viva o SUS (Sistema Único de Saúde)”, escreveu na legenda.

Fonte: R7

Paulo Gustavo recebe transfusão de sangue e família pede doação

0
Humorista segue em recuperação da doença
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Mãe do ator e humorista, internado com covid-19, publicou os dados do local para doar e pediu: ‘Vamos ajudar, amar é ação’

FAMOSOS E TV | Do R7

Paulo Gustavo segue internado, no Rio de Janeiro, lutando contra as complicações da covid-19. Nesta quarta-feira (7), a família do ator atualizou os fãs sobre o estado de saúde do humorista e informou que ele recebeu transfusão de sangue.

“Nosso amado Paulo Gustavo segue melhorando aos pouquinhos. O caminho é longo e tortuoso, às vezes encontramos umas pedras, mas o destino final certamente é a cura! Sabemos que, por causa da Ecmo (circulação extracorporea em membrana, que é o pulmão artificial) ele tem que ficar anticoagulado, perde um pouco de sangue, e por isso precisou tomar algumas bolsas de sangue”, explicou Thales Breta nas redes sociais.

Fonte: Portal R7

O que Ana Maria Braga acha da briga pela herança do ‘Louro José?

0
Tom Veiga e Ana Maria Braga foram parceiros por 23 anos
REPRODUÇÃO

Família quer anular testamento deixado pelo intérprete do Louro, Tom Veiga, que divide bens com a última ex-mulher

KEILA JIMENEZ | Do R7

Seis meses após a morte precoce de Tom Veiga, 47, familiares, filhos e ex-mulheres estão em guerra pelos bens do intérprete de Louro José. E o que a parceira de Tom por 23 anos, Ana Maria Braga, pensa disso?

Ana quer distância dessa confusão pela herança de Tom. A apresentadora, que ainda não se recuperou da perda do companheiro de programa, está arrasada com tamanha exposição do barraco familiar envolvendo os bens do amigo.

Calmantes

A apresentadora não quer se manifestar nem ouvir falar sobre essa história. Nos bastidores do ‘Mais Você’ a ordem é não tocar no assunto com Ana, nem levar adiante fofocas sobre a vida pessoal de Tom. Ana quer ‘respeito’ à memória amigo e já teria avisado aos mais próximos que não participará dessa confusão de maneira alguma, nem como testemunha. O KTV procurou Ana.

Nos bastidores é fato que a loira se preocupava com bem-estar de Tom e com os períodos de depressão que ele enfrentava, passando pelo uso contínuo de medicamentos e calmantes por conta disso.

Testamento

Antes de morrer, Tom deixou em testamento 50% do que tinha para a ex-mulher, Cybelle Hermínio, e a outra metade para ser dividida entre os quatro filhos, fruto de seus dois casamentos anteriores. A divisão não satisfez a maior parte da família, entre esses, os quatro filhos de Tom.

Tom e Cybelle foram casados por sete meses. Eles começaram o relacionamento no início de 2019. Em maio, Tom descobriu nódulos no pulmão e ficou preocupado, resolvendo fazer um testamento. Cybelle foi a principal beneficiada.

Depois disso, os dois se separaram, mas Tom não alterou o documento. Segundo amigos, Tom queria modificar o testamento, mas acabou morrendo antes .

Um mês antes da separação, Tom e Cybelle foram a um cartório no Rio e trocaram a união estável assinada em dezembro de 2019 por uma certidão de casamento, com separação total de bens. Seis meses antes eles tinham casado no religioso.

Tom morreu no dia 1º de novembro de 2020, quatro dias antes de uma audiência para divórcio, o que fez alguns amigos levantarem suspeitas sobre a causa da morte . O corpo de Tom foi encontrado no apartamento dele no Rio, e levado para o IML. Lá, depois de exames, foi constatada a morte após AVC.

Família de Tom Veiga, o Louro José, nega ter pedido exumação do corpo

No processo que pede a anulação do testamento há relatos de amigos e de uma ex-funcionária de Tom sobre a intenção dele de retirar o nome da ex do documento, além de episódios brigas, agressões e desabafos dele sobre a relação tumultuada do casal.

Juridicamente essa é uma briga que promete ir longe.

Fonte: R7

No Dia Mundial da Saúde saiba como se prevenir das Doenças Cardiovasculares

0

Celebrado em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde tem como principal objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde para ter uma melhor qualidade de vida. Em 2021, a Organização Mundial da Saúde – OMS defende uma campanha que aposta, justamente, nesses pilares: construir um mundo mais justo e saudável.

Uma das principais causas de morte no Brasil são as doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS) indica que, em média, 30 pessoas morrem por hora e cerca de 820 por dia, de doenças cardiovasculares que compreende infarto, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC) e outras enfermidades.

Apesar dos números serem alarmantes, a boa notícia é que é possível prevenir essas doenças. Para o cardiologista hemodinamicista do Instituto do Coração de Taguatinga (ICTCor), Thomas Osterne, as chances de pessoas de qualquer idade e sexo se tornarem vítimas de uma dessas patologias são grandes, ainda mais quando não se tem hábitos e rotinas saudáveis.

“Por vezes, as orientações são vistas como clichês, mas o cuidado com a alimentação é uma das maneiras mais eficazes de prevenir doenças cardiovasculares. Por meio dela (alimentação) o peso corporal permanece controlado, as taxas de colesterol, glicemia e sódio se mantêm adequadas e também a pressão arterial estabilizada. Essa combinação aliada a prática de atividades físicas, ainda que seja uma leve caminhada, tem resultados extremamente positivos no controle dessas patologias”, destaca o médico.

Ainda segundo Osterne, evitar o cigarro e o consumo de bebidas alcoólicas em excesso, assim como procurar maneiras de reduzir o estresse do dia a dia e manter um acompanhamento médico frequente são ações que também colaboram para estar com a saúde em dia.

“A visita a um profissional especializado é necessária para acompanhamento da saúde. Caso o paciente não tenha nenhum histórico familiar ou outras enfermidades, a partir dos trinta anos é recomendado a visita anual ao cardiologista. Não precisa deixar para procurar o médico apenas quando sentir algum desconforto. O ideal é se prevenir”, pontua Thomas.

Mas você sabe o que são as doenças cardiovasculares?

São várias as patologias que fazem parte do grupo de doenças cardiovasculares. A princípio, elas podem ser divididas de duas formas: as que apresentam sintomas sendo, geralmente, dor no peito, alterações no ritmo cardíaco, dificuldade em respirar, desmaio ou inchaço nas pernas. E as  assintomáticas: que progridem sem que a pessoa perceba qualquer alteração no funcionamento do corpo.

Segundo o cardiologista Thomas Osterne, para as primeiras, os sintomas chamam a atenção para a necessidade, muitas vezes urgente, de atendimento médico. Já as segundas somente são detectadas em exames clínicos, também por isso a importância de fazer check-ups de forma regular.

Entre as diversas doenças cardiovasculares, as que se configuram como principais são infarto agudo do miocárdio (IAM); acidente vascular cerebral (AVC); doenças nas válvulas cardíacas; doenças cardíacas congênitas; cardiopatia hipertensiva; cardiopatia congênita; tumores no coração; aneurisma da aorta; arritmias cardíacas; trombose venosa; angina de peito; miocardiopatia e hipertensão. Mas há ainda outras doenças que fazem parte do grupo.

O especialista ressalta que, apesar de algumas sofrerem influência genética, a maioria das doenças cardiovasculares pode ser evitada, inclusive as de histórico familiar.

“A prevenção de doenças cardiovasculares é composta por atitudes simples e facilmente incorporadas no dia a dia, contudo, infelizmente muitas pessoas ainda se abstêm desses cuidados”, lamenta.

Câmara Legislativa aprova e Provida-DF segue para sanção do governador Ibaneis

Programa une esforços do governo com iniciativa privada no combate à pandemia

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou nesta terça-feira (6), em dois turnos, o projeto de lei que cria o Programa de Mobilização e Defesa da Vida do Distrito Federal (Provida-DF). O programa, elaborado pela Secretaria de Economia, tem como objetivo a união de esforços com a iniciativa privada para o combate à pandemia em um de seus momentos mais sérios.

Contribuintes poderão fazer o pagamento de seus tributos, vencidos ou a vencer, inscritos ou não em dívida ativa, por meio de dação em pagamento. Ou seja, ofertando como dação em pagamento bens qualificados como hospitais e similares, como leitos de UTI e demais equipamentos, com o objetivo de, juntamente com o GDF, combater a pandemia da covid-19.

“O objetivo principal é possibilitar ao empresário local, interessado em quitar dívidas tributárias ou pagar tributos vencidos, contribuir com o GDF no combate à pandemia da covid-19 em um de seus piores momentos”André Clemente, secretário de Economia do DF

De acordo com o texto, a adesão ao programa poderá ser feita individualmente ou coletivamente, com a oferta de pelo menos 100 leitos para o enfrentamento à covid-19.

Poderão também, como medida excepcional, ser objeto de dação em pagamento a locação de bens imóveis, equipamentos e o que for necessário para o funcionamento das UTIs para tratamento da covid-19 e de doenças dela decorrentes, além de usinas.

Qualquer tipo de tributo – ICMS, ISS, IPVA, IPTU, TLP, ITCB e ITBI, entre outros – poderá ser pago por meio de dação em pagamento. Segundo o secretário de Economia, André Clemente, o programa é mais uma medida para o enfrentamento da pandemia. “O objetivo principal é possibilitar ao empresário local, interessado em quitar dívidas tributárias ou pagar tributos vencidos, contribuir com o GDF no combate à pandemia da covid-19 em um de seus piores momentos”, afirma.

Para aderir ao Provida, os contribuintes deverão formalizar à Secretaria de Saúde um requerimento indicando os débitos de tributos que pretendem quitar, com estimativa do valor total do bem, acompanhada de detalhamento técnico.

Em caso de dação de bens imóveis, a avaliação será realizada pela Terracap, Secretaria de Saúde e Secretaria de Obras e Infraestrutura. Se aprovada pela Secretaria de Saúde, e preenchidos os requisitos legais, a autorização da dação será concedida pela Subsecretaria da Receita, da Secretaria de Economia.

Para a quitação de dívidas, a dação deve abranger a totalidade dos débitos, sendo possível complementar o valor em dinheiro, se houver diferença. Já no caso de a dação ser maior do que a dívida, não será devolvido nenhum valor e a diferença será lançada como crédito para pagamento de tributos que ainda vencerão.

A validade do programa, originalmente dia 31 de dezembro de 2021, foi modificada por uma emenda para “enquanto perdurar a pandemia da covid-19”.

O texto segue agora para análise e sanção do governador Ibaneis Rocha.

Ministério Público do DF visita obras dos hospitais de campanha

Visitantes conheceram o estágio das montagens de estruturas para oferecer atendimento de qualidade | Foto: Kiko Paz/Novacap

Objetivo foi verificar andamento das construções e as condições de infraestrutura e acessibilidade dos locais para acolher os pacientes

Integrantes da força-tarefa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) visitaram, nesta terça-feira (6), os três hospitais de campanha em construção.

Acompanhados do presidente da Novacap, Fernando Leite, o coordenador de força-tarefa, procurador de Justiça José Eduardo Sabo, e a promotora de Justiça Lenna Daher, da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), estiveram nas obras do Gama, da Ceilândia e do Autódromo para conhecerem as estruturas e acompanharem o andamento das obras.

“As obras estão caminhando com toda celeridade e entregaremos os hospitais no prazo estabelecido. Para isso, as equipes da Novacap estão trabalhando, de forma ininterrupta, visando garantir a agilidade e a qualidade das montagens das estruturas”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite.

300 leitos de UTIserão oferecidos nos hospitais que estão sendo montados em Ceilândia, no Gama e no Autódromo

Iniciadas no dia 27 de março, as montagens, que estão com 55% de andamento na Ceilândia, 50% no Gama e 50% no Autódromo, contarão com 100 leitos de UTI cada, na modalidade de suporte ventilatório pulmonar, específicos para pacientes acometidos pela covid-19, e serão geridos pela Secretaria de Saúde.

“O que nos interessa é a segurança jurídica, a transparência e a exatidão em todas as fases de instalação desses hospitais”, defendeu o coordenador da força-tarefa, procurador de Justiça José Eduardo Sabo.

Estrutura

Cada hospital contará com cinco alas que comportarão 20 leitos cada. Os espaços também terão salas de triagem, salas para procedimentos invasivos, salas de insumos, salas de descompressão, farmácias, pontos de hemodiálise, salas de raios-X e de tomografias.

Além de área de desembarque de ambulâncias, setor administrativo, setor de TI, setor de manutenção, espaços de descanso para médicos e enfermeiros, banheiros adaptados para PNE, copa e necrotério. Todos os ambientes contarão com sistema de ar condicionado e renovação de ar.

O projeto, desenvolvido pela Novacap em parceria com a Secretaria de Saúde, foi criado visando resguardar a segurança das equipes e dos pacientes, minimizando o risco de contaminação cruzada.

A Prodep, que também participa da força-tarefa, acompanha a regularidade dos contratos. “Após o recebimento das obras, será feita avaliação técnica para verificar se correspondem ao que foi contratado”, explica a promotora de Justiça Lenna Daher.

Paciente com Síndrome de Down tem alta no HRL após 25 dias de internação

Do Piauí, Ernandes Dias Soares conseguiu vencer a batalha do coronavírus e comemorou com a família

Lutar pela vida em todos os momentos. Esta é a lição que Ernandes Dias Soares, 39 anos, portador da Síndrome de Down, deixou à equipe de saúde e aos amigos que fez no Hospital Regional de Luziânia. Ele teve alta depois de 25 dias de internação com diagnóstico de Covid-19.

“Nandinho”, como é chamado carinhosamente pela família, é da cidade de Anísio de Abreu, no Piauí. Viajou com os pais e a irmã por 1.090 quilômetros até o município de Planaltina de Goiás, mas a família se contaminou no caminho ao entrar em contato com o motorista de ônibus que estava infectado. A viagem era necessária para cuidar de uma parente portadora de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença autoimune e degenerativa.

Além da síndrome de down, Ernandes tem também diabetes e colesterol alto, o que agravou o seu caso. Transferido de Planaltina de Goiás para Luziânia, ele pode ser acompanhado pela irmã Joana Dias, profissional de saúde. “Foi uma angústia tremenda para todo mundo. Tudo o que queríamos era nosso ‘Nandinho’ de volta com saúde. Foi de partir o coração”.

O apoio de Joana foi fundamental para que “Nandinho” pudesse deixar a UTI e ir para a enfermaria. A alta foi festejada por toda equipe médica do hospital com os parentes que vieram de Planaltina especialmente para recebê-lo.

“Ficamos extremamente felizes pela recuperação do Ernandes. Ver o sorriso dele novamente no rosto foi o que nos deu a certeza de que conseguimos o nosso objetivo maior”, diz o diretor do HRL, Francisco Amud.

Ernandes ficou ainda 14 dias em recuperação na casa de parentes em Planaltina de Goiás, mas já conseguiu voltar para o Piauí, onde também foi recebido com festa e bolo pelos familiares.

Jovem Pan vai investir em canal de notícias na TV por assinatura

Tutinha em um dos estúdios audiovisuais da Jovem Pan | Imagem: Reprodução

Emissora prepara mais um passo na produção de conteúdo audiovisual

Por Anderson Scardoelli

Em breve, a TV por assinatura do país contará com mais um canal dedicado 100% ao jornalismo. Ao menos essa é a promessa do presidente da rede Jovem Pan, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha. Em entrevista ao site Meio & Mensagem, o executivo afirmou que está trabalhando para lançar a emissora para disputar audiência com GloboNews, CNN Brasil, BandNews TV e Record News.

Ainda sem cravar uma data para o lançamento do News Jovem Pan, como a futura emissora vem sendo chamada, Tutinha sinalizou que já há negociações com operadoras de televisão. Além disso, a ideia central é fazer com que o projeto tenha vez nas antenas parabólicas e em plataformas de IPTV, como Amazon Fire e Pluto TV.

O novo canal de notícias também marcará presença nos canais atualmente alimentados pela rede Jovem Pan, como os canais da marca no YouTube e o PanFlix, serviço de streaming da própria empresa de comunicação.

O News Jovem Pan chegará ao mercado com o objetivo de oferecer conteúdo 24 horas por dia. Para isso, contará com noticiários atualmente transmitidos no rádio e nos demais canais gerenciados pelo grupo. Serão os casos, por exemplo, de ‘Jornal da Manhã’, ‘Três em Um’ e ‘Os Pingos nos Is’ — que devem se juntar a atrações pensadas exclusivamente para a televisão por assinatura.

Para o projeto, a empresa liderada por Tutinha investiu em infraestrutura, como a construção de mais dois estúdios na sede da empresa na Avenida Paulista, em São Paulo. Na parte de pessoal, investimento também estão ocorrendo. Recentemente, a emissora contratou o apresentador William Travassos (ex-Record TV) e o executivo Humberto Candil (com passagens por BandNews TV e CNN Brasil). Candil assumiu como diretor de redação do grupo midiático.

Além do rádio

Desde que Tutinha assumiu o lugar de seu pai, o empresário Augusto Amaral de Carvalho (o Tuta), a Jovem Pan tem ido para além das ondas do rádio. Fora as emissoras em AM e FM, a empresa tornou-se um caso de sucesso no YouTube. Somente o canal específico do programa ‘Os Pingos nos Is’ contabiliza mais de 3 milhões de inscritos. Transmitida ao vivo por meio da plataforma de vídeo do Google, a íntegra da atração apresentada por Vitor Brown frequentemente registra mais de meio milhão de visualizações.

Do portal Comunique-se

Artigo | Como garantir a preservação do patrimônio familiar?

0

Por Bruno Junqueira, advogado e sócio do escritório BLJ – Consultoria Tributária e Empresarial

As empresas familiares – aquelas em que todos ou a maioria dos cargos de direção são ocupados por membros de uma mesma família – são a maioria absoluta das companhias brasileiras. Dados do IBGE levantados em 2020 indicam que nada menos que 90% das empresas nacionais são familiares. Esta enorme fatia do bolo responde por 65% do PIB nacional e é responsável pelo emprego de 75% dos trabalhadores no país.

Mas esses números tão ostensivos contrastam com a fragilidade que muitas corporações apresentam exatamente pelo seu perfil familiar. A transição é um problema recorrente, sobretudo em virtude da falta de planejamento, mas que pode ser evitado.

Para prevenir o esforço jurídico de debruçar sobre cada desavença em particular que possa levar à ruína do patrimônio da família, o Código Civil prescreve ordenamentos que buscam dirimir dúvidas elementares.

Basicamente, parte-se da legitimidade dos herdeiros. Na ausência do titular, abre-se um caminho natural de domínio e posse por quem é de direito, e isso independe de inventário. Essa transição ocorre ou por força da lei ou de testamento, em obediência à última vontade manifestada pelo antecessor.

No entanto, na falta de planejamento sucessório, torna-se obrigatório o inventário, que exige mais tempo e demanda mais dinheiro por parte da família, inclusive com pagamento de tributos. Por isso, a saída é mesmo o planejamento.

O planejamento patrimonial sucessório é uma verdadeira blindagem à empresa, ou seja, uma proteção a todos os riscos que ela possa vir a correr no processo de sucessão. E ele é tão complexo que perpassa diferentes campos jurídicos: o direito empresarial, o direito de família, o direito tributário e o direito sucessório.

A medida é preventiva e não reativa. O planejamento se antecipa aos riscos a partir de um escopo que tem por objetivo proteger o patrimônio. Não se faz planejamento de última hora. Ele precisa ser feito enquanto a empresa está saudável do ponto de vista financeiro e diretivo.