Fuzis, pistolas e drogas apreendidas durante a operação
A operação policial foi realizada para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que, entre outros crimes, era suspeita de aliciar menores de idade
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta sábado (8) que subiu para 29 o número de mortos na operação policial realizada na última quinta-feira (6) na favela do Jacarezinho, na zona norte da capital.
A polícia divulgou apenas a identidade do inspetor de polícia André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, e afirmou que os outros 28 mortos eram criminosos.
Considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, a operação policial foi realizada para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que, entre outros crimes, era suspeita de aliciar menores de idade.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu a Polícia Civil e afirmou na noite de ontem que a operação foi “o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça.”
Órgão já registrou 309 atendimentos de propaganda enganosa somente neste ano. Índice de resolução de conflitos está em 80%
No ano passado, nesse mesmo mês, uma cidadã da capital passou por uma situação inusitada. A moça procurava um presente para a mãe, quando encontrou uma corrente de prata com um pingente bonito, por um preço razoável. Depois de confirmar o valor com a vendedora, solicitou que o adorno fosse embrulhado para presente e pediu a nota. Na hora de pagar, a surpresa: o pingente não fazia parte da oferta – e deveria ser adquirido separadamente.
Antes que um cidadão chegue ao ponto de ficar envergonhado por tentar comprar exatamente aquilo que está sendo prometido por um estabelecimento comercial, é bom ele saber que a propaganda enganosa é uma situação elencada na Lei nº 8078, de 11 de setembro de 1990 – o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O CDC estabelece as normas de proteção e defesa do consumidor – direitos dos consumidores que são diretamente ligados aos deveres de fornecedores de produtos e serviços.
A propaganda enganosa promete uma coisa que não confere com a entrega. O consumidor é induzido ao erro.
Registro
O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), informa que a publicidade vincula o fornecedor ou lojista. Ou seja, o que foi anunciado deve ser cumprido. Qualquer que seja o caso, o consumidor pode tanto registrar uma reclamação no órgão ou fazer uma denúncia.
“O Procon recomenda que o consumidor guarde o máximo de provas possíveis que comprovem o anúncio de determinada loja, como folders, prints de anúncios na internet e fotos”Vanessa Pereira, chefe de gabinete do Procon
A diferença entre os dois termos é que, quando faz uma reclamação, o consumidor quer resolver o fato concreto dele. Já na denúncia, o objetivo é avisar o órgão da ocorrência de uma infração.
“O Procon recomenda que o consumidor guarde o máximo de provas possíveis que comprovem o anúncio de determinada loja, como folders, prints de anúncios na internet e fotos”, ensina a chefe de gabinete do Procon, Vanessa Pereira.
A solução do problema, segundo Vanessa Pereira, passa, primeiramente, pelo contato direto do cidadão com a direção do estabelecimento comercial. “Caso não haja solução, o consumidor pode registrar a sua reclamação no Procon. Após receber a notificação, a empresa terá 10 dias para defesa”, explica a chefe de gabinete do órgão.
O que não é resolvido no atendimento preliminar do Procon-DF é encaminhado para o Departamento Jurídico, que marca uma audiência de conciliação, trabalho realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). “O nosso índice de resolutividade dos conflitos é acima de 80%. Geralmente, o que falta é uma conversa”, informa Vanessa Pereira.
Nos quatro primeiros meses desse ano, o Procon registrou 309 atendimentos. No ano passado, foram 538 atendimentos.
Como denunciar
Para registrar uma reclamação no Procon, o consumidor deve acessar o endereço: http://www.procon.df.gov.br/para-registrar-reclamacao/
A denúncia deve ser encaminhada para o e-mail do órgão (151@procon.df.gov.br). O documento deve constar o nome completo, endereço e comprovantes da relação de consumo ou dos fatos alegados.
De janeiro a abril deste ano foram registrados 4,5 mil casos prováveis de dengue, número 81,6% menor do que mesmo período de 2020
Nos primeiros quatro meses deste ano, a Secretaria de Saúde registrou 4.570 casos prováveis de dengue na capital federal. O número é 81,6% menor comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 24.808 casos prováveis. O número de óbitos também registrou queda, sendo 19 em 2020, e 2 entre janeiro e abril deste ano.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) no informativo epidemiológico semanal. Eles são referentes ao período de 3 de janeiro a 24 de abril. Planaltina foi a região administrativa que apresentou o maior número de casos prováveis no DF (937), seguida de Ceilândia (479) e Sobradinho (435).
Ações contra o Aedes aegypti
O cenário de queda nos indicadores reflete as ações intensificadas que a Secretaria de Saúde tem feito em todo o DF e, também, a colaboração da população em ajudar no combate ao Aedes aegypti por meio da vigilância contra possíveis criadouros.
Para manter o cenário positivo de diminuição de casos de dengue no Distrito Federal é preciso que os cuidados sejam mantidos dentro e fora de casa, buscando evitar água parada e a proliferação do inseto.
É necessário levar a ficha disponibilizada no ato do agendamento | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde
Serão 17 pontos no sábado e quatro no domingo; tem mudança no local de vacinação para quem agendou em dois pontos, confira
A vacinação contra a covid-19 continua neste fim de semana no Distrito Federal. Serão 17 pontos de imunização abertos no sábado (8) e quatro no domingo (9). Idosos com 60 anos ou mais e pessoas do grupo de comorbidades que agendaram a aplicação do imunizante poderão procurar as unidades entre 9h e 17h.
Quem agendou para sábado na UBS 2 de Sobradinho II e no domingo na UBS 5 de Planaltina deve ficar atento, pois houve mudança nos locais de vacinação. No caso da UBS 2 de Sobradinho, os agendados devem procurar o drive-thru do Shopping Iguatemi. Quem agendou na UBS 5 de Planaltina deve procurar o drive do Estádio Mané Garrincha.
A Secretaria de Saúde explicou que foi necessário fazer esse remanejamento, pois houve a inclusão de vagas em locais onde não haverá atendimento nesses dois dias. Dessa forma, para garantir a vacinação dessas pessoas, foi preciso fazer esse direcionamento. É necessário levar a ficha disponibilizada no ato do agendamento.
A Corte rejeitou um pedido de habeas corpus impetrada pela defesa do ex-governador envolvido no rumoroso caso de corrupção no cofres do GDF
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na última terça-feira (04), de negar um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de José Roberto Arruda, serviu como um balde água fria nos movimentos políticos do ex-governador do DF voltados para 2022.
Desde quando a mulher dele, a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) assumiu o comando da Secretaria de Governo da Presidência da República, Arruda voltou a cena politica conclamando seus apoiadores para turbinar a candidatura da ministra ao governo do DF.
Notas e mais notas, em alguns veículos de comunicação, foram “plantadas” para preparar um terreno fértil para a volta ao poder.
Se dizendo aliado de primeira hora do governador Ibaneis Rocha, candidato natural a reeleição em 2022, Arruda não disfarça quer vê o emedebista fora da corrida ao Buriti.
Utiliza os mesmos métodos que levaram o médico Jofran Frejat (PL), a desistir de ser governador, mesmo sendo franco favorito para vencer aquelas eleições em 2018.
Na época, Arruda não escondia que a melhor candidata na corrida pelo Buriti, pelo seu partido, seria a sua própria mulher. Dizia que Frejat, tido um homem de “difícil conversa”.
A decisão tomada na terça-feira passada, pelos ministros, Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Alexandre de Mores, da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), serviu como um freio de arrumação na fome de poder de Arruda.
A Corte rejeitou um pedido de habeas corpus impetrada pela defesa do ex-governador envolvido no rumoroso caso da Caixa de Pandora.
Secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação faz um balanço da pasta e afirma que concentra forças na modernização da atual legislação
Muito se avançou em planejamento urbano e habitação no Distrito Federal depois da desburocratização e simplificação de processos. Desde o início desta gestão, foram 28 áreas regularizadas e 11 parcelamentos de solo aprovados – medidas que beneficiaram, juntas, mais de 225 mil habitantes. Além disso, a aprovação histórica de 2.220 alvarás de construção, em 2020, contribuiu para aquecer a economia local durante a pandemia.
Agora, a nova meta da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) é ainda mais ousada: modernizar a legislação urbanística do Distrito Federal, garantindo à população uma eficiência maior nos serviços para os próximos anos.
À frente da pasta, o secretário Mateus Oliveira, em entrevista à Agência Brasília, afirma que, até o final deste ano e no início de 2022, pelo menos 17 projetos de lei (PLs) considerados prioritários para desburocratizar e atualizar a legislação urbanística do DF serão discutidos com a sociedade e encaminhados pelo Poder Executivo à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
“Todas essas propostas de lei beneficiam a população, porque permitem um serviço público mais eficiente, o desenvolvimento econômico com maior geração de empregos e maior arrecadação para o Estado”, explica o secretário.
Dois desses projetos já estão na CLDF, à espera da apreciação dos deputados. Um é o da revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), e o outro é sobre a Regularização Fundiária Urbana (Reurb).
Mateus Oliveira ressalta que a proposta da Reurb é criar oito novas áreas de regularização de interesse social (Ariss) no DF, para garantir à população de baixa renda o direito à moradia com segurança jurídica e a infraestrutura necessária. Como resultado direto, serão de 50 mil moradores beneficiados nas regiões administrativas de Sobradinho, Planaltina, Sol Nascente/Pôr do Sol e São Sebastião.
Acompanhe, abaixo, os principais trechos da entrevista.
Quais são as prioridades para a Seduh este ano?
Este ano, a nossa prioridade é a modernização da legislação urbanística do Distrito Federal. As leis urbanísticas são de iniciativa exclusiva do Poder Executivo e precisam ser pautadas em estudos técnicos e participação popular. É nesse sentido que a Seduh está empenhada em elaborar, discutir e encaminhar à Câmara Legislativa 17 projetos de lei ao longo do ano de 2021 e no início de 2022.
Qual a importância dessas leis?
São todas leis para modernizar a legislação urbanística do Distrito Federal e melhorar a condição de se avançar em políticas públicas de desenvolvimento urbano. De modo geral, todas essas propostas de lei beneficiam a população, porque permitem um serviço público mais eficiente, o desenvolvimento econômico com maior geração de empregos e maior arrecadação para o Estado; melhoram a possibilidade de oferta de projetos habitacionais, permitem o desenvolvimento de mais atividades de comércio e prestação de serviços para o pequeno e microempreendedor, entre outros aspectos.
“Essas novas áreas beneficiarão cerca de 50 mil habitantes em Sobradinho, Planaltina, Sol Nascente e São Sebastião”
Pode citar alguns desses projetos?
Alguns exemplos são a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial [Pdot], que é a lei urbanística maior no DF, e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília [Ppcub]. Esse último é um projeto aguardado há mais de dez anos, que tem como objetivo principal atualizar os usos permitidos em todos os imóveis situados no Plano Piloto, uma vez que a legislação vigente ainda é da época da criação de Brasília. A lista ainda inclui as mudanças na Lei dos Comércios Locais Sul, mais conhecidos como “puxadinhos”; a concessão de áreas públicas para comércios em outras regiões administrativas; o Programa de Revitalização do Setor Comercial Sul, conhecido como Viva Centro!, e as novas regras para os loteamentos fechados, entre outros.
Qual dos 17 projetos de lei está mais adiantado até o momento?
Dois projetos de lei já foram encaminhados à Câmara Legislativa e aguardam a apreciação dos deputados. Um deles é o Projeto de Lei Complementar [PLC] da revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo [Luos], que tem como objetivo corrigir equívocos e distorções identificadas na lei aprovada anteriormente [PLC n° 69/2020]. O outro projeto de lei é da Regularização Fundiária Urbana [Reurb], que tem como objetivo adotar os novos instrumentos previstos na legislação federal para esse tipo de regularização, bem como reconhecer oito novas áreas de regularização de interesse social (Ariss) no DF, dada a importância de agir com celeridade para evitar que essas ocupações irregulares venham a causar maiores danos ambientais e urbanísticos. Essas novas áreas beneficiarão cerca de 50 mil habitantes em Sobradinho, Planaltina, Sol Nascente e São Sebastião.
“Foram criadas formas de assegurar a efetiva participação popular e a discussão dos temas sem que houvesse aglomerações e respeitando todas as medidas de segurança impostas durante a pandemia”
Como está o andamento do Ppcub e do Pdot?
O Ppcub já vinha sendo trabalhado em 2020, com base na avaliação feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional [Iphan] da minuta anteriormente encaminhada ao órgão. Estamos agora nos ajustes finais para apresentar o projeto de lei à sociedade e iniciar as discussões por meio de audiência pública, que deve ser realizada até a metade deste ano. Em relação ao Pdot, estamos fazendo uma série de eventos, reuniões e audiências públicas que acontecerão ao longo de todo este ano, por se tratar de uma lei cuja premissa fundamental é a construção coletiva com a sociedade em todos os seus segmentos. É por isso que esse processo está sendo feito com muita participação popular ao longo de todo este ano, para envio à Câmara Legislativa no início de 2022.
Qual a importância de discutir projetos de lei como a revisão do Pdot durante a pandemia?
A revisão do Pdot é definida pela lei federal como obrigatória, a ser feita a cada dez anos. O nosso Plano Diretor vigente completou uma década em 2019. Mas o principal a se observar é que a pandemia impôs uma série de desafios ao funcionamento da cidade e impõe a necessidade de o poder público buscar soluções mais céleres e efetivas para problemas graves – como o da falta de moradia, a falta de infraestrutura urbana em ocupações irregulares –, um novo olhar para o desenvolvimento econômico no DF. Por isso é importante seguir adiante com esse debate, principalmente neste momento.
Como a Seduh tem promovido essa participação da sociedade durante a pandemia?
O Estado não pode se omitir neste momento. Por isso, foram criadas formas de assegurar a efetiva participação popular e a discussão dos temas sem que houvesse aglomerações e respeitando todas as medidas de segurança impostas durante a pandemia. Isso inclui estabelecer reuniões, audiências públicas e discussões on-line para fomentar os debates – além de garantir o engajamento da população com a criação do Comitê de Gestão Participativa (CGP), que congrega cerca de 100 entidades que representam os mais diversos segmentos da sociedade civil organizada do Distrito Federal.
2.220 milalvarás de construção foram emitidos no ano passado
Como o senhor avalia os resultados da área de habitação e urbanização durante os dois primeiros anos de gestão?
Os dois primeiros anos tiveram como foco a melhoria dos procedimentos, dos fluxos e da gestão dos processos de aprovação de projetos de novos empreendimentos, de residências, de regularização fundiária e de criação de novos bairros. Essas eram as metas de toda a gestão do governador Ibaneis Rocha para garantir a maior eficiência do Estado e a celeridade na prestação dos serviços.
Pode dar exemplos práticos dos resultados dessas melhorias?
Batemos a marca histórica de 2.220 alvarás de construção emitidos em 2020. Além de representar mais que o triplo do número de alvarás expedidos em 2019, [esse número] é maior do que de todos os [registrados nos] últimos cinco anos juntos. Já começamos 2021 a todo vapor, com mais de 200 alvarás de construção expedidos em janeiro, um aumento de 13% em comparação com o mesmo período do ano passado. Esses números também foram resultado da proposta de lei já aprovada na Câmara Legislativa, de iniciativa do Executivo, que criou a liberação em até sete dias do alvará de construção para residências. Isso representou uma verdadeira revolução em desburocratização e simplificação dos processos. Além disso, 28 áreas foram regularizadas entre 2019 e este ano, beneficiando uma população estimada em mais de 79 mil habitantes. Já os projetos de parcelamento de solo aprovados beneficiaram mais de 146 mil pessoas desde o início da atual gestão até 2021. Ou seja, até agora, nosso governo já legalizou lotes para 225 mil famílias em todo o DF. A meta é aumentar cada vez mais a oferta de novos empreendimentos, para que a população tenha acesso a áreas regularizadas, que já nascem planejadas e com a segurança jurídica de que o local receberá obras de infraestrutura.
Governador Ronaldo Caiado, ao lado do secretário de Saúde, Ismael Alexandrino, recebe 132,8 mil doses de vacinas da AstraZeneca, na Central Estadual da Rede de Frio: “A princípio, este lote não terá a distribuição imediata. Será estocado aqui até que chegue o momento adequado para que a gente distribua aos municípios” (Foto André Sadi)
Indicativo do Ministério da Saúde é que carregamento de imunizantes contra Covid-19, entregue na madrugada desta sexta-feira, será destinado a aplicação da segunda dose. Atualmente, número de vacinados no território goiano aproxima-se de 1 milhão de pessoas
O governador Ronaldo Caiado esteve à frente de mais um recebimento de doses de vacina contra a Covid-19 na Central Estadual da Rede de Frio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Goiânia. O carregamento enviado a Goiás pelo Ministério da Saúde (MS) chegou ao Aeroporto Internacional de Goiânia, na madrugada desta sexta-feira (07/05), com 132,8 mil imunizantes. Esta é a 18ª remessa recebida no Estado e tem o lote composto por vacinas da AstraZeneca, do consórcio Oxford/AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O governador informou que a destinação da remessa deve ser reservada para atender à recomendação de nota técnica que deve ser emitida pelo MS ainda nesta sexta-feira. Até a definição, o lote recebido será estocado, com previsão de uso para segunda dose. “A princípio, este lote não terá a distribuição imediata. Será estocado aqui até que chegue o momento adequado para que a gente distribua aos municípios”, pontuou Caiado.
O governador ainda comunicou a chegada de 32.200 doses da CoronaVac no próximo sábado (08/05). Para essa remessa também há previsão inicial de que seja utilizada para a segunda dose. “Nós esperamos um outro calendário, a partir de domingo ou de segunda-feira, para que possamos ampliar e dar continuidade à primeira dose”, avaliou.
O secretário de Estado Saúde, Ismael Alexandrino, pontuou que, com a última remessa recebida, com 211 mil doses, há vacinas para finalizar a vacinação de idosos em municípios que ainda não concluíram o grupo e prosseguir a vacinação das pessoas com comorbidades nos locais em que a campanha encontra-se mais avançada. “Até chegar a próxima remessa para D1 [primeira dose], nós temos as vacinas de comorbidades”, afirmou.
Alexandrino comentou a perspectiva não confirmada de utilização da remessa recebida nesta sexta-feira para a primeira dose. “Calibramos a nossa expectativa e esperamos esse posicionamento oficial do Ministério da Saúde. Se houver alguma reversão de entendimento, conseguimos ampliar ainda mais esse grupo de comorbidades, que é grande, 616 mil pessoas”, comentou.
Próximo a completar 1 milhão de doses aplicadas no Estado, o reforço no quantitativo de vacinas para a segunda dose vai contribuir para garantir que a população já imunizada com a primeira dose complete o quadro vacinal. “Estamos com a vacinação de vento em popa”, avaliou Alexandrino ao mencionar que o Estado já distribuiu mais de 2 milhões de doses.
O titular da SES avaliou ainda a “queda sustentada” nos indicadores da pandemia. “Está há mais de 40 dias em queda no número de pedidos de internação em UTI [Unidade de Terapia Intensiva]. Tem sido muito perceptível nos últimos oito dias. Estamos abaixo de 80% [de ocupação]. Já percebemos que o mapa de risco deu uma clareada”, analisou. No entanto, Ismael advertiu que ainda assim os cuidados devem ser mantidos. “Estamos em franco momento de pandemia“, ressaltou.
Campanha
Na fase atual da vacinação, estão priorizadas as pessoas com 18 anos ou mais que se encaixem nos seguintes casos: Síndrome de Down, pacientes renais crônicos em terapia de substituição renal (diálise) e gestantes ou mulheres no pós-parto com comorbidades.
Ainda neste grupo, estão incluídas as pessoas com comorbidades definidas no Plano Nacional de Imunização na faixa etária de 55 a 59 anos, bem como aquelas que se enquadram nas deficiências cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Vacinação
Em todo o Estado de Goiás, até quinta-feira (06/05), foram aplicadas 995.337 doses das vacinas contra o coronavírus de acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde. Desse grupo, 511.019 já receberam o reforço da segunda dose.
Até agora, o Governo de Goiás recebeu mais de 2 milhões de doses de imunizantes, sendo 1,2 milhão da CoronaVac, 826 mil da AstraZeneca e 17 mil da Pfizer.
A Secretaria de Saúde informou que o reequilíbrio foi possível porque o Iges fez várias reduções de despesas | Foto: Davidyson Damasceno/Ascom Iges-DF
Instituto vai poder aplicar em oncologia e radioterapia; valores previstos em contrato não eram atualizados desde fevereiro de 2019
A Secretaria de Saúde firmou com o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) termo de aditivo ao contrato de gestão nº 001/2018 SES-DF, com o objetivo de reajustar os valores a serem repassados ao Iges este ano.
O termo, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (6), permite restabelecer o equilíbrio-econômico financeiro em consequência da inflação, dos acordos coletivos e das demais repactuações contratuais obrigatórias.
Desde que foi criado em 2019, o Instituto vem recebendo valores repassados mensalmente pela Secretaria de Saúde que são fixados de acordo com o Programa Nacional de Gestão de Custos (ApuraSUS), seguindo as tabelas de 2016. Este ano, os valores sofrerão o primeiro reajuste, o que permitirá ao Iges-DF investir na assistência principalmente em áreas prioritárias, como a oncologia e a radioterapia.
Redução de despesas
A Secretaria de Saúde informa que a aprovação desse reequilíbrio vem após o compromisso e a adoção de uma série de medidas, pelo Iges-DF, para redução de despesas de custeio e pessoal, entre outras, e a correção de desperdícios. Com isso, assegura-se que o reajuste realizado será empregado na gestão das unidades assistenciais, beneficiando o atendimento à população do Distrito Federal.
O Instituto administra os hospitais de Base (HB) e Regional de Santa Maria (HRSM), além das sete Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). De acordo com a pasta, a fixação dos custos das UPAs e do HRSM foram pautados nos mesmos critérios do HB, a primeira unidade a ser administrada pelo Iges-DF.
As medidas tomadas pelo Instituto ocorreram para reduzir também as despesas de vencimentos e quitação das dívidas. Vale ressaltar que o Iges adquiriu muitas dessas dívidas por priorizar investimentos na assistência à Saúde.
O reajuste do valor do repasse também vai permitir que o Iges-DF compre novos equipamentos e faça a manutenção daqueles já existentes.
“Houve um apelo grande para que conseguíssemos as vacinas. Hoje as temos, mas sentimos uma procura aquém do esperado”, pontuou o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
Saiba como proceder durante a campanha de prevenção à covid-19. Confira os esclarecimentos da Saúde apresentados na coletiva desta quinta (6)
Se você agendou uma vacinação, perdeu a marcação e não sabe o que fazer, fique tranquilo. A sua vacina estará garantida, de acordo com a Secretaria de Saúde. Essa e outras dúvidas, que estão surgindo durante a campanha de imunização da covid-19, foram esclarecidas nessa quinta-feira (6), em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti.
Durante o encontro com jornalistas, transmitido pelas redes sociais da Agência Brasília, os secretários Osnei Okumoto (Saúde), Gustavo Rocha (Casa Civil) e Weligton Moraes (Comunicação) anunciaram a abertura do hospital de campanha do Gama, com 100 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), nesta sexta-feira (7).
Também comentaram a chegada de 50 mil novas doses de vacina da fabricante Oxford/AstraZeneca, e da baixa procura por vacina entre os cidadãos de grupos para quem o imunizante já está liberado.
De acordo com Gustavo Rocha, 80% da população entre 60 e 64 anos já tomou a primeira dose no Distrito Federal. Esse percentual, porém, cai para 36% quando o recorte inclui apenas as pessoas com 60 e 61 anos – que é o último grupo por faixa etária atendido.
“As duas marcas de vacinas disponíveis são confiáveis e não há razão para escolha de fabricantes”Osnei Okumoto, secretário de Saúde do Distrito Federal
Entre os comórbidos, a procura também tem sido menor do que o previsto pelas autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF). Estima-se que no DF tenham 390 mil pessoas com doenças catalogadas como prioridades para receber a vacina. Até o início da coletiva, apenas 122.215 haviam se cadastrado para receber a primeira dose, 24.221 fizeram o agendamento e 8.885 foram vacinadas.
“Houve um apelo grande para que conseguíssemos as vacinas. Hoje as temos, mas sentimos uma procura aquém do esperado”, alertou o secretário da Casa Civil, para quem é fundamental que as pessoas liberadas para vacinação procurem os postos de saúde. “As duas marcas de vacinas disponíveis são confiáveis e não há razão para escolha de fabricantes”, completou Okumoto, sobre a resistência à AstraZeneca.
Algumas dúvidas estão surgindo entre a população na hora de agendar a vacina. O secretário de Saúde esclareceu algumas delas. Confira as principais:
Errei um dado no cadastramento. Como corrigir?
Pessoas com comorbidades que erraram alguma informação na hora de fazer o cadastro podem corrigi-la a partir desta sexta-feira (7). No site vacina.saude.df.gov.br, uma tela de correção está disponível para possíveis alterações no cadastro. É preciso ter em mãos os números do CPF e do código de cadastramento. Só vale para quem não marcou a data de receber a vacina. O erro de dados vinha impedindo que as pessoas prosseguissem no agendamento da vacinação.
Tenho mais de uma comorbidade, mas não consigo marcar todas. Qual devo escolher?
Marcar todas as doenças que tiver não vai priorizar a ordem de receber a vacina. Opte por registrar a que considera mais crítica. Quem não for atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e sim pela rede particular, deve apresentar um relatório médico que comprove a informação.
Não levei a impressão do agendamento na hora de me vacinar. E agora?
O comprovante é necessário para comprovar a marcação que vem com data, hora e local de vacinação. O ideal é que ele seja entregue impresso no momento do atendimento. Mas quem não conseguir apresentá-lo em papel poderá fazer um print do agendamento na tela do celular como comprovante. Isso garantirá, inclusive, o direito à segunda dose.
Posso entregar uma cópia do relatório médico particular ou apresentá-lo pelo celular?
Não. Neste caso é exigida a entrega do laudo original, com no máximo 6 meses de emissão. Resultados de exames também não servem como comprovação, já que na maioria dos postos a aplicação é feita por um técnico de enfermagem, que não está apto a fazer a análise desses comprovantes.
Sou alérgico a alguns componentes químicos. Posso tomar a vacina?
Todas as vacinas disponíveis para aplicação no Brasil têm na sua bula quais as contraindicações. As hipersensibilidades são indicadas nas vacinas, assim como nos medicamentos. É preciso saber quais as suas e indicá-las ao técnico antes da aplicação.
Qual o índice avaliado como obesidade mórbida para que a pessoa seja incluída na relação de comorbidades?
Todo cidadão que tiver o índice de massa corporal (IMC) maior ou igual a 40 está indicado para receber a vacina no grupo prioritário. Neste caso, é necessário um laudo médico para comprovação.
Fiz um agendamento, mas tive um imprevisto e não consegui comparecer ao posto no dia e horário marcados. Perdi a chance de ser vacinado?
Não. Neste caso, basta comparecer à mesma unidade de saúde indicada com um documento e o comprovante de agendamento no dia seguinte da marcação.
Me senti mal após tomar a vacina. Devo procurar um atendimento médico?
Dores no local de aplicação e mal-estar como dores de cabeça ou febre são alguns dos sintomas registrados em alguns pacientes nas primeiras 24 horas depois da aplicação. Indisposições mais graves e constantes devem ser comunicadas na unidade de aplicação para que o Ministério da Saúde seja informado e acione o laboratório de fabricação.
Quero tomar a vacina influenza contra a gripe, mas estou próximo do grupo a ser chamado na campanha contra a covid. Posso tomar as duas no mesmo período?
Não. É preciso de um intervalo mínimo de 15 dias entre uma vacina e outra. Comunique ao aplicador na hora da vacinação. Na dúvida entre qual tomar primeiro, escolha o imunizante contra a doença que oferece mais risco de complicações – no caso, a que combate o coronavírus.
O governo deve realizar o leilão do 5G ainda este ano
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta quinta (6) que a chegada da tecnologia 5G vai revolucionar a vida das empresas do país, ao participar do evento virtual da Semana Nacional das Comunicações Diálogo Conexis. O ministro destacou que a tecnologia vai aumentar as aplicações de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), especialmente em setores como o agronegócio.
“Teremos aumento do PIB do agronegócio, avanços na telemedicina e em segurança pública, além da possibilidade de acabar com o deserto digital que atinge hoje cerca de 40 milhões de brasileiros, grande parte deles na Região Norte”, disse o ministro. “O setor [do agronegócio] terá potencial para crescer 20% ao ano, o que significa dobrar de tamanho em cinco anos”, afirmou.
Segundo Faria, o governo deve realizar o leilão do 5G ainda este ano. Ele disse que o edital do leilão ainda está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e a expectativa é que a corte finalize a análise em junho.
“Iremos levar internet para a população brasileira que ainda não têm. O 4G revolucionou a vida das pessoas e o 5G irá revolucionar a indústria, as empresas e possibilitar avanços no que se refere à Internet das Coisas”, disse.
O ministro ressaltou o impacto que a implementação do 5G trará para a economia. “O Brasil é um dos países que mais atrai investimentos em tecnologia, e com o 5G vamos melhorar nosso ambiente de negócios e expandir as telecomunicações em todo o território nacional”, disse.
De acordo com o ministro, 90% das novas antenas que serão usadas para oferta específica do serviço poderão ser caracterizadas como de pequeno porte, fazendo com que a sua instalação seja simplificada.
“Sem o decreto da Lei Geral de Antenas, seria impossível termos 5G. Principalmente em relação ao silêncio positivo. Em vários estados do Brasil nós demorávamos dois, três anos para termos retorno”, disse.