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Governo Bolsonaro prorroga auxílio emergencial com R$ 20,27 bilhões

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Novo decreto prorroga o pagamento do auxílio emergencial por mais três meses, até outubro, a partir de um crédito extraordinário de R$ 20,27 bilhões, favorecendo 39,3 milhões de famílias

Cristiane Ferreira é diarista, cria sozinha os três filhos e precisa pagar as contas de aluguel, água, luz e várias outras com o salário dos poucos empregos informais que consegue na pandemia. Beneficiária do auxílio emergencial, ela teve um alívio recente: o valor enviado pelo governo será prorrogado por mais três meses.

Quem recebe o auxílio emergencial poderá contar com o benefício até outubro deste ano. O Decreto 10.740 foi editado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), prorrogando os pagamentos que se encerrariam neste mês. Com o novo texto, os depósitos continuam durante um período complementar de três meses, a partir de um crédito extraordinário de R$ 20,27 bilhões.

O valor é essencial para famílias como a de Cristiane. “Quando eu comecei a receber o auxílio, no valor de R$ 1.200, eu não tinha nenhuma diária [como doméstica]. Porque foi no começo [da pandemia], quando todo mundo ficou com medo da Covid. Eu pagava aluguel, que é R$ 600, e o restante comprava comida. E peguei Covid andando de metrô para ir trabalhar, em junho do ano passado, aí usei o auxílio com remédio. O dinheiro ajudou muito”, lembra.

A prorrogação favorece ainda outras 39,3 milhões de famílias. Os beneficiários são parte da população de baixa renda afetada pela pandemia da Covid-19, com ganho mensal total de até três salários mínimos, e que já estavam inscritos no programa.

Neste ano, a rodada de pagamentos tem parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil familiar, sendo que o valor mais alto é pago às mulheres chefes de família monoparental, que criam os filhos sozinhas, e a menor quantia é enviada aos beneficiários que moram sozinhos. 12,4 milhões de inscritos recebem ainda o valor médio, de R$ 250.

Fundamental

A visão de especialistas em economia dialoga com a vivência de pessoas como Cristiane. Roberto Piscitelli, professor do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Universidade de Brasília (UnB) e consultor legislativo da Câmara dos Deputados, é enfático ao definir o auxílio como fundamental.

“É fundamental em função das condições da maior parte da população brasileira, tendo em vista o fato de que a pobreza aumentou. Há mais pessoas abaixo da linha da pobreza, vivendo na miséria. O longo período da pandemia fez com que mais gente caísse no desemprego. Hoje, nós temos mais de 14 milhões de pessoas desempregadas, fora os desalentados, aqueles que têm emprego precário, informal, etc”, detalha.

Para o economista, o momento atual do Brasil faz com que seja necessário um auxílio ou outro mecanismo de transferência de renda que assegure a sobrevivência das famílias. “Das quatro parcelas que estavam previstas para este ano, que estão sendo pagas a partir de abril, alcançaremos sete parcelas. Até que a economia se recupere, ou retome o crescimento, é preciso realmente dar essa assistência a esse grupo numeroso, essa parcela numerosa da população brasileira que realmente não teria outras condições de sobreviver, ainda que de forma modesta”, avalia.

Perfis

Segundo dados do Ministério da Cidadania atualizados no fim de junho, 18,4 milhões de beneficiários receberam R$ 150, 12,4 milhões são famílias que receberam R$ 250 e 8,6 milhões são mães solo com direito a R$ 375. Entre todos os brasileiros favorecidos com o auxílio, mais da metade são mulheres. A faixa etária entre 25 a 34 anos também é a que consta com mais beneficiários.

Patrícia Dannielle, técnica em enfermagem, é uma das mulheres que terá direito às parcelas de pagamentos até outubro, e conta como o auxílio a ajudou em momentos de dificuldade. “Ele tem me ajudado fazendo mercado, comprando medicamento, pagando consulta particular. Sou hipertensa e às vezes eu preciso pagar uma consulta médica, para ser mais rápido, e comprar meu remédio também. É um dinheiro de uma importância muito grande na minha vida. Pretendo pagar algumas contas e comprar alguma coisa para revender. Vender biscoito, roupa, alguma coisa que me dê um retorno”, conta.

O portal do Ministério da Cidadania mostra ainda que as cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Manaus (AM), respectivamente, são as que contam com mais brasileiros inscritos no programa do auxílio em 2021. Já os municípios de União da Serra (RS), Santa Tereza (RS), Nova Boa Vista (RS), Coronel Pilar (RS) e Borá (SP) são os que possuem menos elegíveis aos pagamentos.

Entre as capitais do país, o maior valor foi repassado para São Paulo (SP), que recebeu R$ 1,3 bilhões em 2021, e o menor foi para Vitória (ES), R$ 31 milhões. Ainda neste ano, Brasília teve 481.980 beneficiários e um repasse de R$ 313 milhões de auxílio.

Calendário

De acordo com o calendário de pagamentos do governo federal, a próxima parcela do benefício será depositada a partir do próximo dia 23, quando começam os pagamentos para nascidos em janeiro. Na próxima segunda-feira (12), o saque da terceira parcela será disponibilizado para nascidos em julho. Os repasses continuam sendo feitos de forma escalonada, como ocorreu em 2020, para evitar filas e aglomerações nas agências da Caixa Econômica Federal e nas lotéricas.

Fonte: Brasil 61

Atuação de psicólogos na pandemia é essencial para pacientes com Covid-19 e pessoas enlutadas

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Vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, avalia que casos de ansiedade e estresse em pacientes recuperados também podem estar associados à frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida

Os problemas relacionados à Covid-19 vão além das superlotações de unidades de saúde e da redução do ritmo econômico. Segundo a vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, os pacientes infectados com coronavírus, mesmo após a recuperação, podem sofrer com transtornos de ansiedade e até depressão.

A especialista avalia que esse tipo de transtorno também pode estar associado a uma frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida e efetiva, o que causa decepções nesses indivíduos.

“Dependendo da idade, o estado de imobilidade que se fica durante muito tempo, tomando medicamentos muito pesados e às vezes comprometedores do resto das funções, as pessoas ficam com uma debilidade grande pós-covid-19 e isso traz ansiedade. Isso porque eles veem que a recuperação não está se dando num ritmo que esperavam. E, essa recuperação é difícil. Também vejo que as pessoas ficam muito ansiosas e deprimidas”, pontua.

Para Anna Carolina, a atenção às pessoas que sofrem com os efeitos da pandemia, infectado ou não, precisa ser ampla, de forma humanizada. Dessa maneira, quem passa pelos problemas se sente mais acolhido e fica menos propenso a desenvolver casos de ansiedade ou depressão. “Isso vai trazer um certo conforto. Quando o paciente se sente amparado, de certa forma, ele tem mais condição de vencer os desafios e cuidar de si”, defende.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Unesp e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Dr. Fabricio da Silva, afirmou que essas adversidades também afetam os familiares das vítimas do vírus, assim como pessoas que, de alguma forma, não conseguem encarar o atual quadro com mais estabilidade.

“As pessoas ficam muito mais restritas dos seus convívios sociais, dos seus hábitos e hobbies e isso também gera impacto. Assim ficam mais estressadas. Também existe um conceito do transtorno do estresse pós-traumático, bastante comum em condições graves, por exemplo, acidentes, mortes ou pandemias, como a gente está vivendo, na qual o indivíduo tem transtorno psiquiátrico sério, por consequência de uma internação ou de perda de algum familiar”, considera.

Dr. Fabricio da Silva afirmou, ainda, que percebe um trabalho mais humanizado sendo desenvolvido pelos psicólogos do que pelos psiquiatras. “Os psicólogos são muito ativos dentro das UTIs, dentro das internações, mas a psiquiatria em si ainda age pouco e acho que a sociedade brasileira de psiquiatria tem que assumir essa responsabilidade e também puxar para si esse papel de se debruçar sobre esse assunto”, avalia.

Isolamento social x distanciamento social

Com o intuito de evitar a propagação do coronavírus e, consequentemente, o aumento de pessoas infectadas, uma das principais recomendações das autoridades de saúde é manter o distanciamento social. O membro da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, Marcelo Pedra, conta que essa orientação é importante, mas precisa ser interpretada de maneira a não propiciar a aparição de outros problemas como depressão, estresse ou ansiedade.

“A gente não pode falar de isolamento social, mas de distanciamento. Isso não é só um jogo de palavras. Enquanto boa parte da população brasileira não estiver vacinada, é importante que a gente tenha esse distanciamento, mas não que estejamos isolados. O isolamento para o ser humano abre uma porta traumática muito significativa. Então, é fundamental que a gente mantenha os laços, mais distantes, cumprimentando com os cotovelos, cumprimentando à distância. É fundamental que a gente mantenha a relação de pertencimento”, salienta.

Nesse sentido, o conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Luiz Felipe Viana, destaca que algo a ser levado em consideração é o momento atual da pandemia, no qual sentir tristeza e ansiedade é normal. Além disso, ele garante que é preciso pensar que nem toda tristeza ou ansiedade nesse contexto se torna patológica. No entanto, ele afirma que quando esses quadros se tornarem extremos e acentuados, a procura por ajuda profissional é indispensável.

“Entre os sintomas que poderíamos dizer em relação a ansiedade estão palpitação, aquela sensação de coração acelerado, suor com frequência, tremor, sensação de falta de ar, desmaio, náusea entre outros. Já na depressão, há uma tristeza intensa, que não é momentânea, perca do interesse pelas atividades que a pessoa costumava fazer na sua rotina. Também mudança no hábito de alimentação”, explica.

Atendimento à família

Dados do Ministério da Saúde reunidos no Painel Covid-19 do Brasil 61 mostram que o país ultrapassou a marca de 525 mil óbitos por Covid-19 e soma mais de 18.700 milhões casos confirmados da doença. Diante desse quadro, o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão, Eliandro Araújo, afirma que o sofrimento dos familiares dessas vítimas é algo natural.

Nesse sentido, Araújo ressalta que o atendimento de psicólogos aos parentes e amigos das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19, assim como de quem se encontra em um quadro mais grave, é fundamental. “No caso de pacientes que vêm a óbito, os familiares sofrem o impacto disso e podem ser assistidos pelo psicólogo”, diz.

“A psicologia tem um trabalho muito forte com o luto. Cada evento impacta emocionalmente de uma maneira diferente nas pessoas. É importante ter o olhar do profissional para que ele possa avaliar se aquela tristeza é momentânea ou está caminhando para se tornar um quadro de depressão, por exemplo, para que o psicólogo possa trabalhar exatamente na recuperação dessas emoções”, complementa.

Fonte: Brasil 61

Distrito Federal tem fim de semana com vacinação exclusiva para professores e segunda dose

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Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

São seis locais funcionando no sábado (10) e quatro no domingo (11) para atendimento a pedestres e por drive-thru

Cerca de 10 mil brasilienses deverão voltar aos pontos de vacinação, neste fim de semana, para completar o ciclo vacinal e receber a segunda dose da vacina contra a covid-19. Haverá pontos exclusivos no sábado e no domingo para atender quem tem a dose de reforço marcada no cartão de vacina e para imunizar os profissionais da educação da rede pública convocados pela Secretaria de Educação.

Em julho, a segunda dose será aplicada em quem recebeu as vacinas AstraZeneca, no mês de abril, e CoronaVac, em junho. Já os professores receberão a vacina Janssen, aplicada em dose única.

Confira os locais de vacinação:

 

Campanha

A campanha de vacinação contra a covid-19 começou no dia 19 de janeiro e já vacinou 1.081.008 pessoas com a primeira dose, 354.614 com a segunda dose e 20.685 pessoas com a dose única.

A cobertura vacinal no público elegível para a vacinação, que são adultos com 18 anos ou mais, está em 16,25% para quem já recebeu a segunda dose ou a dose única.

Cúpula do Planetário de Brasília reabre neste sábado

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Sessões serão diárias, de terça a domingo às 18h

A partir de hoje (10), a cúpula do Planetário de Brasília estará reaberta, voltando a ter sessões diárias de terça a domingo às 18h. A distribuição dos ingressos, que são gratuitos, ocorrerá a partir das 17h por ordem de chegada.

De acordo com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo do Distrito Federal, a programação será alternada, para que a cada dia da semana um filme diferente seja apresentado.

Devido à pandemia, foi reduzida para 35 pessoas a capacidade do planetário para as sessões na cúpula. As poltronas serão higienizadas após cada sessão. Algumas serão isoladas com fita zebrada, de forma a evitar a proximidade dos espectadores.

Serão distribuídas 35 senhas 30 minutos antes do início de cada sessão. A equipe do planetário reforça que o uso de máscara é obrigatório no local.

BRB Mobilidade terá atendimento presencial com Semob no SIA

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Movimentado, o SIA ainda não tem um posto para aos usuários de transporte coletivo; Semob e BRB atuarão em parceria para atender a população | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Executada em parceria com a administração regional, ação é destinada aos usuários de ônibus que circulam no local

Os usuários do transporte público do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) que utilizam o cartão mobilidade terão uma semana de atendimento presencial para tirar dúvidas, resolver pendências ou fazer recarga. Entre os dias 13 e 16 deste mês, o BRB Mobilidade estará com um posto de atendimento no local, onde também poderão ser emitidos novos cartões.

A ação é executada em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) e a Administração Regional do SIA, em comemoração ao aniversário de 16 anos de criação da região administrativa. O atendimento ocorrerá na sede da Administração Regional, no SIA trecho 8 (Lotes 125/135).

O atendimento presencial foi solicitado pela administração porque o SIA não conta com posto de atendimento ao usuário do transporte coletivo. São 45 linhas de ônibus que ligam o SIA a todas as regiões do Distrito Federal. Com mais de 5 mil indústrias, o setor é bastante movimentado, com cerca de 90 mil trabalhadores e 300 mil pessoas que circulam pelo local diariamente.

Economia e agilidade

Com a presença da unidade móvel do BRB, será mais simples adquirir o cartão. “Com o cartão, o usuário terá a vantagem de ter economia e agilidade no transporte público, além da possibilidade de chegar mais rápido à sua casa”, afirma a administradora do SIA, Luana de Lima Machado. “Sempre trabalhamos para melhorar a qualidade de vida dos nossos comerciantes e de quem faz parte da nossa cidade. Essa ação vai fazer a diferença na vida de muitas pessoas”.

O público terá acesso aos serviços das 9h às 17h. Além de quatro estações de atendimento ao usuário, o posto terá a presença da Ouvidoria da Administração Regional para prestar esclarecimentos ou receber manifestações dos usuários. Durante a ação, o BRB Mobilidade vai atender apenas as demandas relacionadas ao cartão mobilidade. Os demais modelos de cartões do transporte público coletivo do DF devem ser tratados por meio dos postos de atendimento ou pelo site do BRB Mobilidade.

De acordo com a esse serviço poderá ser estendido também a outras regiões do DF. “A Semob e o BRB já realizaram esta ação na Rodoviária do Plano Piloto e na antiga Rodoferroviária, e podemos analisar a possibilidade de realizar em outras localidades se houver solicitação de administrações regionais”, lembra a subsecretária de controle da Semob, Stephanie Soares.

Opinião & Política | Ibaneis pavimenta reeleição e não tem adversários para 2022

Até agora a única certeza do eleitorado brasiliense é que o governador Ibaneis Rocha será candidato a reeleição no próximo ano

As entregas feitas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que a cada dia vence a guerra contra a Covid, que toma medidas que aquecem a economia e transforma o DF em um grande canteiro de obras, produzindo emprego e renda à população, seria um dos motivos que está levando os seus adversários a ficarem  perdidos ou em cima do muro, mesmo com as proximidades das eleições do próximo ano. A análise está na coluna Radar Político, do prestigiado jornalista Toni Duarte, editor-chefe do portal Radar DF.

Segundo Toni Duarte, o senador Antonio Reguffe (Podemos) continua com a máxima do “ser ou não ser, eis a questão”. A  expressão popular tornou-se complexa para o senador que não sabe qual caminho seguir em 2022. “No embate político, quem não sabe o que quer, termina ficando com o que não quer, ou seja: sem mandato”, afirma o analista político.

Já Rogério Rosso (sem partido), que disputou o palácio na última eleição pelo PSD, alcançando a terceira posição na corrida (169.785 votos), continua quieto e sem nenhum movimento de que pretende voltar ao cenário político do próximo ano.

Toni Duarte também lembra, do que batizou ainda em 2018, das “madalenas arrependidas”. No chamado campo da “terceira via”, construído por Lucas Kontoyanis, até agora não existe um candidato declarado e com potencial para enfrentar Ibaneis Rocha. Fazem parte do grupo, a política das antigas Eliana Pedrosa (sem partido), que ficou em 5º lugar na corrida pelo Buriti em 2018 (105.579 votos). Segundo a coluna Radar Político, ela tem se definido no grupo como candidata a deputada federal e não como pré-candidata ao governo. Alberto Fraga (DEM), que ficou em 6º lugar como candidato a governador diz ser candidato a senador. Mas dependendo do cenário ele quer mesmo voltar para a Câmara Federal.

A  bola da senadora Leila do Vólei (PSB), segundo Toni Duarte, murchou antes mesmo do saque feito pela ex-jogadora nesta direção, já que o PT do DF vai impor uma candidatura próprio com Geraldo Magela. A vaga destinada ao PSB de Leila seria a vice.

Candidatura declarada mesmo, só a de Izalci Lucas (PSDB). No entanto, o tucano não tem grupo para marchar ao Palácio do Buriti.

Até outubro, quando será conhecido o calendário eleitoral de 2022, o governo Ibaneis Rocha passará por intensos ajustes focado nas eleições do próximo ano. “Os traíras que se mudem” é a palavra de ordem mais repetida no âmbito do Buriti, diante da “pulada de cerca” feitas as escondidas por alguns aliados, afirma a coluna.

Conforme o Dara Político, o governador Ibaneis Rocha não teria gostado, por exemplo, de ver a foto do diretor-geral do Detran Zélio Maia, reunido com quem faz oposição raivosa ao seu governo. Zélio se diz candidato a deputado distrital. Enquanto isso, ninguém consegue há mais de 60 dias, fazer licenciamento de veículos no órgão que ele comanda.

Coligação de Ibaneis

Até agora, sete partidos compõem a grande aliança construída pelo governador Ibaneis Rocha em apoio ao seu projeto de  reeleição. Marcharão com o governador os seguintes partidos: PRB, PL, PP, MDB, PSD, PSL e Avante.

Além dos candidatos a vice de Ibaneis, que estariam no páreo como Flávia Arruda (PL) e Paulo Octávio (PSD), surge agora, comendo pelas beiradas reivindicando a vaga, o PRB.

Os dirigentes fazem a conta e chegam a conclusão que a união das igrejas Universal, Sara Nossa Terra, Assembleia de Deus, além de tempo de televisão e a força da TV Record, representa uma musculatura eleitoral bem mais importante do que todos os outros partidos aliados.

Até nome o Republicano já teria para ser apresentado como vice de Ibaneis: Gilvan Máximo, um dos fundadores do partido no DF, e atual secretário de Ciência e Tecnologia do GDF.

 

Leia mais na coluna Radar Político

 

Goiás registra queda de 18% em todos crimes violentos letais intencionais no primeiro semestre

Taxa integra ocorrências de homicídios (-18%), latrocínios (-9%) e lesão corporal seguida de morte (-50%). Na comparação com igual período de 2020, também caem registros contra patrimônio (-34%)

Goiás registrou no primeiro semestre de 2021 queda de 18% em todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), na comparação com igual período de 2020. A taxa integra as ocorrências de homicídios (-18%), latrocínios (-9%) e lesão corporal seguida de morte (-50%). “Esses números significam vidas, respeito e liberdade para o cidadão andar e caminhar com sua família, em segurança”, afirma o governador Ronaldo Caiado.

Os dados que delimitam o cenário positivo são do Observatório de Segurança Pública e foram apresentados, nesta quinta-feira (08/07), pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Rodney Miranda, em Goiânia.

Durante a exposição, o titular da pasta destacou o número de homicídios registrados no mês de junho deste ano, que foi o menor dos últimos 10 anos, com apenas 73 casos em todo o Estado. Na série histórica dos primeiros seis meses de 2021, a diminuição da modalidade criminosa fica ainda mais expressiva, com -14% de 2018 para 2019 (quando assumiu a atual gestão do Governo de Goiás); -17% de 2019 para 2020; -18% de 2020 para 2021.

Para o secretário, os indicadores de criminalidade comprovam a excelência do trabalho desempenhado pelas forças policiais e a eficácia das estratégias adotadas pela gestão do Estado nos últimos dois anos. “Esse é o fruto do trabalho realizado: de integração e inteligência, juntamente com o nosso esforço de reorganização do sistema prisional”, ressalta. “Um somatório de fatores que levaram a esses números expressivos de redução”, reitera.

Os números positivos também foram verificados nos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP), com a queda de 34%. Essa modalidade inclui, por exemplo, os roubos de veículos, que diminuíram 32%; a transeuntes, que caíram 39%; em residência, que recuaram 41%; e os roubos em comércios, que reduziram 36%. Na zona rural, a quantidade de roubos em propriedades caiu 37%. O Estado saiu de uma média diária de 27,7 roubos de veículos por dia, em 2018, para 5,7 neste ano.

Os dados consolidam a tendência de queda na violência, constatada desde 2019. Segundo Rodney Miranda, a meta é reduzir, cada vez mais, os crimes em Goiás, devolvendo a tranquilidade aos goianos.

“Nós temos cidades e um Estado mais seguros. Vamos continuar com a mesma seriedade e o mesmo empenho para alcançar zero em todos os crimes. Esse sempre foi o nosso objetivo e vai continuar sendo”, destaca o titular da Segurança Pública.

Produtividade

Durante o primeiro semestre de 2021, as forças policiais apreenderam mais de 25 toneladas de drogas, o que representa uma média de 136 quilos de entorpecentes retirados das ruas diariamente. Nesse período, houve um aumento de 94% nas apreensões de cocaína no Estado, na comparação com igual período do ano passado. “Lembrando que cerca de 80% dos crimes graves tem relação direta com o tráfico de drogas. Isso também ajuda a explicar a redução nos demais crimes”, pontua o chefe da SSP-GO.

Ainda nos primeiros seis meses de 2021, as forças de segurança pública de Goiás apreenderam 2.782 armas de fogo; realizaram 766.685 abordagens policiais e efetuaram 15.381 ações preventivas. Foram deflagradas 14.750 operações, com o cumprimento de 2.356 mandados de prisão e 14.088 prisões em flagrante. Com as políticas de reestruturação do sistema prisional, o Estado teve redução de 71% nos homicídios em presídios e uma queda de 68% de evasão carcerária.

“Quando nós chegamos ao governo, não era incomum presidiários darem ordens para o cometimento de crimes, dentro e fora [dos presídios]. Nós praticamente acabamos com isso, o que é muito importante”, assinala Rodney. “Os presídios hoje são locais para o cumprimento de pena e não locais de lideranças ou planejamento de ações criminosas. Isso reflete, certamente, nos bons números que nós estamos tendo”, enfatiza o secretário.

As ações do Batalhão Rural, da Polícia Militar, criado em 2019, contribuíram para a maior proteção às famílias que vivem no campo. De janeiro a junho deste ano, a unidade realizou 151 prisões em flagrante, a captura de 81 foragidos da justiça, apreensão de 167 armas de fogo, recuperação de 34 veículos furtados/roubados, além de 25.974 ações de monitoramento e 14.258 visitas rurais. Ao todo, 11.390 propriedades rurais foram cadastradas no sistema do Centro Integrado de Inteligência Comando e Controle.

No primeiro semestre de 2021, a Polícia Técnico-Científica realizou 32.302 perícias criminais e 24.891 perícias médico-legais. O trabalho com o banco de perfis genéticos também rendeu diversas premiações nacionais. Entre elas, o primeiro lugar no cumprimento dos requisitos da Rede Integrada dos Bancos de Perfis Genéticos e o segundo na identificação de pessoas desaparecidas e em coincidências de perfis genéticos. Goiás foi ainda o terceiro Estado que mais inseriu novos perfis no banco de DNA e o quarto em números absolutos de perfis genéticos.

O Corpo de Bombeiros Militar (CBMGO) combateu, nos primeiros seis meses do ano, 1.921 incêndios florestais e 1.392 incêndios urbanos. A corporação efetuou ainda 337 atendimentos por meio do Grupo de Ações e Respostas Rápidas (Garra) e 10 atendimentos de UTI aérea. Ao todo, foram 8.807 ações de busca e salvamento.

Combate à corrupção

A atual gestão do Governo de Goiás implantou uma rede para coibir irregularidades, composta pela Superintendência de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, dentro da estrutura da Secretaria de Estado da Segurança Pública. A rede inclui o fortalecimento das delegacias especializadas já existentes, a criação de dois grupos de perícia especializados nas ações de combate à corrupção, dentro da Polícia Técnico-Científica, e a implantação do Disque Combate à Corrupção 181.

Além disso, a criação da Delegacia Especial de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Civil, tem contribuído para o combate a essa modalidade criminosa. Apenas no primeiro semestre de 2021, foram quatro operações deflagradas pela Deccor, que resultaram no cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, mais de R$ 148 mil em valores e mais de 3 mil em dólares apreendidos. As diversas ações realizadas também foram responsáveis pelo bloqueio de mais de R$ 29 milhões das contas dos investigados.

Estiveram presentes na apresentação dos indicadores o subsecretário de Segurança Pública, coronel Agnaldo Augusto da Cruz; o comandante do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás, coronel Esmeraldino Jacinto de Lemos; o delegado-geral da Polícia Civil, Alexandre Lourenço; o subcomandante Geral da Polícia Militar, coronel André Henrique Avelar de Sousa; e o perito criminal, representante da Superintendência de Polícia Técnico-Científica, Ricardo Matos da Silva.

Goiás recebe mais 87.750 vacinas contra Covid-19

(Foto Cristiano Borges)

Remessa com imunizantes da Pfizer é destinada à primeira dose. Estoque será reforçado hoje (09), com desembarque de mais 29.200 unidades da CoronaVac para primeira e segunda aplicações. “Vamos acelerar nossa vacinação, sem deixar de ter os cuidados de prevenção”, diz governador Ronaldo Caiado

O programa de vacinação contra a Covid-19 em Goiás ganhou reforço de mais 87.750 doses do imunizante Comirnaty, fabricado pelo laboratório Pfizer. O carregamento, enviado pelo Ministério da Saúde (MS), chegou a Goiânia na tarde desta quinta-feira (08/07). O Governo do Estado recebe outra remessa na manhã desta sexta-feira (09/07), às 9h, com 29.200 unidades da CoronaVac, do Instituto Butantan. Os dois lotes somam 116.950 doses, que reforçam os números da vacinação em todo o Estado, hoje com a marca de 4,3 milhões de vacinas recebidas.

No primeiro lote, todas as doses do laboratório Pfizer são destinadas à primeira dose. Os imunobiológicos recebidos foram destinados para conferência na Central Estadual de Rede de Frio, onde são preparados para envio aos municípios. Já a remessa da CoronaVac será dividida, metade para primeira aplicação e a outra para o reforço.

“Vamos acelerar nossa vacinação, sem deixar de ter os cuidados de prevenção, como usar máscara, higienizar as mãos e evitar, o máximo possível, as aglomerações”, recomendou o governador Ronaldo Caiado. Ele reforçou ainda o compromisso de atingir até o final do mês de setembro a marca dos 18 anos entre os vacinados. “Será cumprida”, declarou, ao pontuar que segue em constante articulação junto ao Ministério da Saúde.

O secretário de Estado da Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, afirmou que o avanço da campanha é o primeiro responsável pela diminuição no número de casos, internações e óbitos. “Eu não tenho nenhuma dúvida que grande parte dessa redução se deve à vacinação. As pessoas estão na rua, trabalhando e passeando. Se não tivéssemos as vacinas nós não teríamos essa queda”, explicou o secretário.

Ainda sobre os reflexos da imunização no Estado, Alexandrino pontuou que o efeito é muito positivo, sendo importante vacinar o maior número possível de pessoas no menor intervalo de tempo. “Por exemplo, na idade acima de 60 anos, que já foi toda vacinada, nós percebemos uma diminuição drástica no número de internações”, pontuou Ismael.

Destinação

A partir dessa remessa, 100% das doses serão utilizadas para a vacinação por faixa etária. A pactuação segue a Resolução da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB) de Goiás. Os grupos prioritários que, por algum motivo, ainda não se vacinaram terão prioridade independentemente da idade. A ressalva contempla idosos, trabalhadores da saúde, educação ou grupos com comorbidades.

Doses aplicadas

Até às 15h de quarta-feira (07/07), Goiás aplicou 2.456.995 doses das vacinas contra a Covid-19 em todo o Estado. Com o esquema vacinal completo, seja pelo reforço ou pela aplicação de vacina em dose única, foram imunizadas 787.182 pessoas.

Entrevista | ‘Democratizar o esporte é levar condição a quem precisa’

Secretária de Esporte apresenta projetos que buscam estimular a prática de atividades físicas para toda a população

A prática de esporte se tornou ainda mais essencial durante a pandemia do novo coronavírus. Adotando todos os protocolos de segurança, o Governo do Distrito Federal (GDF) passou a liberar atividades físicas em parques e academias. Ao mesmo tempo, a Secretaria de Esporte e Lazer passou a ter como missão divulgar junto à população que o esporte também é extremamente importante para a manutenção da saúde. Para isto, o investimento foi diversificado, desde o incentivo financeiro a atletas profissionais, a doação de equipamentos a amadores e a reforma de espaços de esporte e lazer que são ocupados por qualquer cidadão comum.

“O esporte está sendo olhado por outro viés. Antes as pessoas consideravam que era apenas lazer, mas quanto mais elas praticarem atividades físicas, mais qualidade de vida elas terão”, reforça a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, em entrevista à Agência Brasília. “Além disso, os projetos sociais esportivos transformam vidas. Democratizar o esporte é levar um equipamento, um uniforme, uma condição a quem precisa”, destaca.

Giselle apresenta programas novos, como o Vestindo o Esporte, que já distribuiu 426 kits de uniformes para categorias de base, amadora e infantil, e o Educador Esportivo Voluntário, que em breve vai colocar estagiários da área para auxiliar a prática correta de exercícios físicos em quadras e pontos de encontro comunitário (PECs). Ela ainda fala dos investimentos em reformas de espaços no Parque da Cidade e a construção de campos sintéticos nas cidades. “Não perdemos nenhum valor por falta de projetos”, comenta ao contabilizar emendas federais e locais que a pasta têm executado.

A titular da pasta também comentou sobre as mudanças nos centros olímpicos e paralímpicos (COPs), que ganharam wi-fi, além de antecipar que o governo pretende levar projetos de ruas de lazer, como Viva W3 e o Eixão do Lazer, para todas as 33 regiões administrativas.

Confira abaixo a entrevista.

Como o governo trabalha para incluir o esporte no dia a dia dos moradores da capital?
O esporte está sendo olhado por outro viés. Antes, as pessoas consideravam que era apenas lazer. Quanto mais as pessoas praticarem atividades físicas, e os parques estiverem abertos, mais qualidade de vida elas terão. O esporte também é saúde, vai aumentar a imunidade, vitamina D. Não estamos falando só da saúde física, mas mental também. Conseguimos a reabertura dos parques, o Eixão, a W3 Sul. Também nos reunimos com o Conselho Regional de Educação Física do DF [CREF], o Sindicato das Academias do DF [Sindac-DF], entre outros, para construir os protocolos de segurança. Voltamos, aos poucos, para o novo normal.

Como vai funcionar o programa Vestindo o Esporte?
Visitamos várias cidades para acompanhar a prática de esporte de perto. Muitas vezes, encontramos crianças descalças, sem roupas adequadas para jogar futebol, por exemplo. Por isso, decidimos distribuir 426 kits de uniformes para as categorias de base, amadora e infantil. Percebemos que a gente não deve só investir em reformas de espaços esportivos, mas também dar identidade a essas pessoas, que devem ser mais de 10 mil. É uma forma de incentivá-las também.

Este ano, também foi lançado o Educador Esportivo Voluntário. Explica um pouco como ele será desenvolvido
Primeiramente, vamos contratar 120 voluntários profissionais com formação em curso superior. Depois serão selecionadas mais 280 pessoas – entre graduandos, atletas e comunidade esportiva. Eles vão receber uma ajuda de custo de R$ 800 para dar aulas, oficinas em equipamentos públicos indicados pela Secretaria. Percebemos que tinha muita gente que estava envolvida com projetos voluntários e não tinham nenhum recurso para continuar a iniciativa.

Esporte nas Ruas oferece às administrações regionais e organizações sem fins lucrativos acesso a materiais e equipamentos esportivos gratuitamente. Quantos itens já foram entregues?
Mais de mil. Já estivemos em Ceilândia, Brazlândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Vicente Pires… As administrações regionais selecionam cerca de 35 entidades a depender da cidade e da demanda e fazemos a entrega de bolas, redes, raquetes, coletes, cones de treino, colchonetes, tatames, quimonos, medalhas, troféus e outros materiais, que permitam a adequada prática esportiva.

O que muda na vida das crianças e jovens carentes que conseguem ter acesso ao esporte?
Estamos com inscrições abertas para o programa Jovem Candango. Serão 1,8 mil pessoas de 14 a 18 anos que terão seu primeiro emprego e renda [cerca de R$ 733], além de promover a formação técnico profissional do aprendiz por meio de atividades teóricas e práticas. Esses projetos sociais esportivos transformam vidas. Democratizar o esporte é levar um equipamento, um uniforme, condição a quem precisa. A palavra convence, mas o exemplo atrai.

Em 2020, o governo lançou a Rua do Lazer no Paranoá, nos moldes do Eixão e da W3 Sul. Há pedidos para adoção do programa no Gama e Itapoã. Como estão as tratativas?
Recebemos pedidos para Samambaia, Brazlândia e outras cidades também. Estamos retomando aos poucos e fazendo um cronograma com outros órgãos, com a Secretaria de Governo, o Detran [Departamento de Trânsito], entre outros órgãos. A ideia é que todas as cidades tenham essa rua, que é mais uma opção para praticar atividades esportivas e recreativas ao ar livre gratuitamente.

Como estão os chamamentos públicos para a contratação de entidades para gerir os Centros Olímpicos e Paralímpicos (COPs)?
Quando assumimos a gestão, os contratos com as entidades que cuidavam pedagogicamente dos centros olímpicos tinham acabado. Fizemos outra seleção e já estamos bem adiantados na parte de contratação. É importante ressaltar que conseguimos dobrar a quantidade de atendimentos semanais – de 29 mil para 61 mil – , além de ter diminuído os custos. Economizamos R$ 3,2 milhões. Antes, apenas dois dos 12 centros tinham internet. Agora todos têm e compramos computadores novos. Na semana passada, inauguramos o Wi-Fi nesses espaços, ou seja, todo mundo que estiver nesses locais terá acesso à internet de forma gratuita. Também implementamos duas modalidades: o futebol feminino e os eletrônicos. Temos que estar antenados com a modernidade. Nada aqui é engessado, mudamos de acordo com as necessidades.

O governo vai investir na reforma e na construção de campos sintéticos de futebol?
Desde 2009 esses equipamentos públicos não recebiam reformas. Estamos em processo de licitação para comprar grama e outros materiais necessários. Também estamos instalando campos sintéticos novos em Brazlândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Planaltina, Recanto das Emas, Sobradinho II e Taguatinga Norte. Neste segundo semestre, vamos entregar esses espaços. Já foi feita a demarcação da área e a base. A parte mais difícil é nivelar o terreno, mas as obras estão dentro do cronograma. Os campos terão cercamento, traves e iluminação. O investimento é de R$ 4 milhões, sendo de recursos próprios da secretaria e de emendas parlamentares de deputados distritais.

A primeira grande obra no Parque da Cidade também começou este ano. Como está o andamento dos serviços?
O Parque da Cidade faz parte da nossa história e temos muito orgulho de gerir esse local. Vinte e sete quadras poliesportivas estão recebendo reparos, como pintura, substituição de alambrados, pisos, iluminação e adequação de acessibilidade. São cinco quadras de tênis, vinte poliesportivas e duas de beach tennis. Fizemos a manutenção dos banheiros e da Praça da Capoeira. Também estamos finalizando o projeto da Piscina com Ondas, que é mais arquitetônico e estruturante. Vamos contratar uma empresa especializada para realizar o serviço. É a primeira vez que a Secretaria de Obras está conseguindo executar recursos federais. O montante que vai reformar das quadras do Parque da Cidade [R$ 1 milhão], por exemplo, estava parado desde 2017. Não perdemos nenhum valor por falta de projetos. A deputada Celina Leão também destinou R$ 37 milhões de emendas parlamentares para a reforma de vários espaços esportivos.

O Parque da Cidade também vai receber uma pista de patinação e de skate…
Exatamente. O projeto para a pista de patinação, que prevê um circuito de 200 metros com arquibancada, praça e mais calçadas entre a ciclovia e a pista de caminhada, foi aprovado. A proposta para a pista de skate foi apresentada para o governador Ibaneis Rocha e prevê duas pistas, vestiário e área de convívio.

Além das competições esportivas profissionais sem público, o GDF também autorizou as amadoras. A secretaria tem algum projeto para esta categoria, que foi uma das afetadas pela pandemia?
O governador e a equipe da Casa Civil tiveram um olhar bastante sensível com essa categoria. As competições movimentam muito o esporte na nossa cidade. Demos todo o suporte para estes atletas. Estamos com mais de R$ 15 milhões em orçamento, recursos da Câmara Legislativa [CLDF] para esta área. Muitos parlamentares apoiam vários campeonatos com emendas. Estamos firmando uma parceria com a CBF [Confederação Brasileira de Futebol] para incentivar o futebol amador e de base, e finalizando todo um cronograma de ações.

E os atletas profissionais da cidade?
Temos o Bolsa Atleta que atende 130 atletas e 107 paratletas que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de suas modalidades. O objetivo é dar condições para que eles se dediquem aos treinos e competições. Neste ano, investimos mais de R$ 2,6 milhões neles. Há o programa Compete também, que pagamos o transporte de 294 esportistas que disputam em outras regiões. Além de incentivar, estamos sempre trabalhando para conseguir mais recursos.

Quem quiser ter acesso a esses programas, o que precisa fazer?
Todos os nossos serviços podem ser acessados pelo nosso site. Nossa missão à frente da Secretaria de Esporte e Lazer é incentivar a prática de esportes. Quem não tiver acesso à internet em casa, pode ir aos centros olímpicos.

 

Educação do DF anuncia Pdaf de R$ 49 milhões garantido para o 2º semestre

Foto: Álvaro Henrique / SEE-DF

Escolas terão volta às aulas com dinheiro em caixa

As escolas da rede pública poderão seguir com as ações de melhorias no segundo semestre deste ano. Está garantido o valor de R$ 49.457.302,50 do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). A portaria n° 325 foi publicada no Diário Oficial do DF, desta quinta-feira (8). Esses valores são oriundos do próprio orçamento da Secretaria de Educação do DF, que estão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021.

As escolas e as Coordenações Regionais de Ensino da rede pública serão contempladas com valores de acordo com a informações do Censo Escolar de 2020. Cada unidade tem disponibilizados os recursos de acordo com o número de estudantes matriculados no local. O valor  base é calculado da seguinte forma: R$ 55 por estudante a ser pago para as instituições de ensino com serviços terceirizados de conservação e limpeza, e R$ 65 para as que não os possuem.

As unidades podem conferir os valores aqui.

No segundo semestre,  um total de 704 unidades de ensino receberá o Pdaf, incluindo escolas, centros interescolares de línguas e coordenações regionais de ensino.

A Secretaria seguiu com o compromisso de pagamento do Pdaf sem atraso. No primeiro semestre deste ano, foi a primeira vez na história que as escolas públicas e coordenações regionais de ensino do Distrito Federal receberam os recursos do Pdaf antes da volta às aulas. No primeiro semestre, o valor disponibilizado pelo Programa foi de R$ 50.029.031,38.

Confira aqui o guia de como utilizar as verbas do Pdaf