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Desinformado, ministro terá que enviar vacinas para suprir déficit no Distrito Federal

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Marcelo Queiroga falsamente disse que o DF estava recebendo vacinas igualmente as outras unidades da Federação. Para garantir a reposição do imunizante, o GDF entrou na justiça contra o Ministério da Saúde

Governo do Distrito Federal tomou a decisão de ingressar na justiça para assegurar que o Ministério da Saúde reponha cerca de  290 mil doses da vacina contra Covid.

Os imunizantes foram usados na vacinação das Forças Armadas e das forças de segurança do DF por determinação do Ministério da Defesa.

Além disso, cerca de 125 mil doses foram aplicadas em pessoas de vários estados, principalmente das cidades do Entorno do DF.

A decisão do GDF de buscar o direito na justiça foi para contrapor o desinformado ministro da Saúde, Marcelo Quiroga.

Ele afirmou no início da semana, que o Distrito Federal estava sendo atendido proporcionalmente aos estados e municípios da federação, o que é falso.

Antes das justificativas de Quiroga, a Comissão Tripartite, que cuida do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra Covid 19, já havia decidido pela reposição das doses que faltam para suprir o déficit vacinal na capital federal.

Outro fator que levou o governador Ibaneis Rocha(MDB), entrar com um pedido judicial contra o Ministério da Saúde para garantir a reposição, foi em decorrência dos seis casos da variante Delta, registrados no Distrito Federal.

A chegada dos primeiros casos da Delta (B.1.1.617.2 – de origem na Índia) no DF, foi  anunciado nesta quarta-feira (21) pelas autoridades da Secretaria de Saúde.

Quatro pessoas de Planaltina, uma em Santa Maria e a outra no Plano Piloto foram contaminadas.

A Secretaria de Saúde segue com os testes preliminares para a identificação desses casos suspeitos, incluindo sequenciamento parcial.

As análises determinam se a amostra é uma provável VOC (variante de preocupação, da sigla em inglês) a partir da identificação genes específicos que diferem entre os tipos de vírus.

Até agora  foram identificados 135 casos da variante Delta do novo coronavírus em circulação no Brasil.

Do total de casos registrados até agora, são seis no Distrito Federal, dois em Goiás, seis no navio que esteve na costa do Maranhão, um em Minas Gerais, 13 no Paraná, dois em Pernambuco, 87 no Rio de Janeiro, três no Rio Grande do Sul, cinco em Santa Catarina e dez em São Paulo.

 

Hospitais do DF adotam rígidos protocolos para evitar infecções

Após uma bactéria multirresistente ser detectada na UTI Neonatal, o Hmib tomou todas as medidas de controle interno e montou um sistema de vigilância regular | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Ações visam resguardar a saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, sobretudo durante a pandemia

A presença de bactérias em ambientes hospitalares é comum e pode levar a infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Esses microrganismos estão por toda parte, inclusive em nosso corpo. Por isso, são adotados rígidos protocolos para evitar a disseminação das bactérias e as infecções de pacientes, profissionais e visitantes nos hospitais.

“Especialmente agora durante a pandemia, formou-se um cenário que favoreceu ainda mais o aumento na quantidade de infecções relacionadas à assistência à saúde”Lívia Vanessa Ribeiro, Referência Técnica Distrital (RTD) de Infectologia

“Especialmente agora durante a pandemia, com inúmeros pacientes necessitando de internações com procedimentos invasivos, ventilação mecânica e uso de antibióticos, formou-se um cenário que favoreceu ainda mais o aumento na quantidade de infecções relacionadas à assistência à saúde”, explica a Referência Técnica Distrital (RTD) de Infectologia, Lívia Vanessa Ribeiro.

Além disso, a médica ressalta que em ambientes de terapia intensiva isso se torna ainda mais crítico devido à quantidade de dispositivos invasivos utilizados nos pacientes, à imunossupressão – diminuição da capacidade do sistema imunológico – causada pelas doenças de base, à própria internação prolongada e ao estado nutricional.

Para prevenir e com vistas a diminuir a ocorrência desses casos, a RTD explica que existe um conjunto de definições padronizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para as principais infecções relacionadas à assistência à saúde.

“Ademais, todos os hospitais possuem um Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH), responsável pelas ações educativas de prevenção e de elaboração de protocolos para auxiliar as equipes assistentes na adoção de normas e procedimentos seguros e adequados para resguardar a saúde dos pacientes, dos profissionais e dos visitantes, com o objetivo de evitar a transmissão hospitalar de microrganismos e de infecções”, relata.

Entre as ações de prevenção, estão a correta higienização das mãos dos profissionais de saúde, o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e a desinfecção de artigos e superfícies.

No âmbito da Secretaria de Saúde, a Gerência de Risco em Serviços de Saúde é a área responsável por receber os dados e realizar as ações de vigilância junto aos NCIHs de cada hospital. Para tanto, a gerência mantém parceria constante com os profissionais de controle de infecção dos hospitais do DF, por meio de reuniões, orientações personalizadas, apoio técnico na investigação de surtos de infecção e incentivo à implementação de projetos para a melhoria da adesão à higiene das mãos.

Além de prevenção das principais topografias de infecção, que são associadas a dispositivos invasivos: infecção de corrente sanguínea associada ao cateter, pneumonia associada à ventilação mecânica e infecção urinária associada à sonda vesical.

Hospital Materno Infantil

No dia 8 de julho, foi detectada uma bactéria multirresistente na UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília Doutor Antônio Lisboa (Hmib). A Comissão de Infecção Hospitalar foi imediatamente acionada. Dos 25 bebês internados, seis foram detectados com a bactéria Acinetobacter baumannii, resistente à maioria dos antibióticos. Diante disso, foram tomadas todas as medidas de controle interno, coordenadas pela Comissão de Infecção Hospitalar.

O Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar do Hmib, além de orientar o isolamento dos pacientes afetados pelo surto, tem reforçado com as equipes assistenciais da UTI – médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas – e com outras equipes que dão suporte nessas unidades – médicos de outras especialidades, equipe de radiologia, nutrição e laboratório – maior rigor na higienização das mãos e cumprimentos de precauções estabelecidas no setor.

“Esse reforço sempre está acompanhado de treinamentos e redefinição de fluxos assistenciais, orientando a higienização frequente das mãos, prática de implantes e boas práticas de manejo dos dispositivos invasivos, especialmente cateteres e sondas”, afirma a RTD de Infectologia.

Após a identificação inicial da bactéria, foi montado um sistema de vigilância regular e não houve registro de novos casos. A médica explica que essa vigilância é feita isolando os pacientes acometidos, preferencialmente com a seleção de equipes exclusivas para prestar assistência a esses pacientes e, mesmo quando recebem alta da UTI, eles devem permanecer isolados até a alta hospitalar.

O Hmib, referência em atendimento a bebês e grávidas de alto risco, restringiu a internação de gestantes cujo perfil caracterize necessidade de assistência na UTI Neonatal. Entretanto, em casos em que apenas o Hmib é referência na rede, foi mantida a internação normalmente, como nos casos em que os recém-nascidos necessitam de assistência cirúrgica imediatamente após o nascimento.

Distrito Federal fará mutirão para vacinar público acima de 37 anos de idade

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O horário de funcionamento e a relação dos postos que vão integrar o mutirão serão divulgados nesta quinta (22) pela Secretaria de Saúde | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Serão cerca de 100 pontos de imunização disponíveis sexta-feira, sábado e domingo. Agora, não será preciso fazer agendamento

O Governo do Distrito Federal (GDF) fará um mutirão de vacinação contra a covid-19 a partir desta sexta-feira (23). Serão em torno de 100 postos disponíveis para a aplicação da vacina em toda a capital federal na sexta, sábado e domingo. O objetivo é dar mais celeridade ao processo de imunização no DF. O público-alvo é quem tem 37 anos ou mais.

A medida foi anunciada na tarde desta quarta-feira (21), durante coletiva de imprensa da Saúde, no Palácio do Buriti. Os atuais 54 pontos de vacinação disponibilizados pela Secretaria de Saúde praticamente dobrarão, conforme lembrou o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. Não será necessário agendamento prévio pela internet.

“Esses postos serão divididos entre os que vão aplicar a primeira dose e os que darão a segunda”, explicou Rocha. “Além disso, a Polícia Militar e agentes de saúde vão monitorar os pontos de vacinação. O objetivo é informar a população de quantas doses estão dispostas naquele ponto e se efetivamente terá a vacina quando chegar a vez da pessoa”, acrescentou. Confira o vídeo da coletiva:

Horário de funcionamento e locais serão divulgados

O avanço na imunização é possível com a chegada de cerca de 87 mil doses de vacinas, entregues pelo Ministério da Saúde. O horário de funcionamento e a relação dos postos que vão integrar o mutirão serão divulgados nesta quinta (22) pela Secretaria de Saúde.

“Esperamos que a vacinação ocorra com a maior eficiência e tranquilidade possível. O objetivo é diminuir e organizar da melhor forma possível as filas e evitar aglomerações”, disse o titular da Casa Civil.

Na coletiva, foi informado ainda que há um quantitativo de cerca de 180 mil pessoas a serem imunizadas com a segunda dose até o fim de julho. Segundo o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, 170 mil vacinas estão na Rede de Frio da Saúde e o restante virá nas próximas remessas enviadas pelo Ministério. “Insistimos aqui que é fundamental fazer a segunda dose corretamente, pois só assim se completa o ciclo de imunização”, finalizou o secretário.

SOS Makeup lança campanha “Toda vovó merece um batom”

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Com a proximidade do Dia dos Avós (26) e o Dia do Batom (29), a empresa especializada em maquiagem, SOS Makeup cria ação para prestigiar as vovozinhas da Capital Federal

Meu reino por um batom? Qual a mulher não gosta de uma maquiagem para se sentir bela? Essa prerrogativa se estende também a um público especial: as vovós. Sabendo disso, a empresa especializada em maquiagens, SOS Makeup resolve inovar e cria uma campanha, a fim de homenagear as avós de Brasília. Intitulada “Toda vovó merece um batom”, a iniciativa uniu o Dia do Batom (29) ao Dia das Avós (26), para proporcionar um momento de beleza a esse público que sofreu muitas restrições sociais, em virtude do novo Coronavírus.

Aos filhos e netos que queiram presentear as matriarcas de sua família, a SOS Makeup vai oferecer uma maquiagem especial voltada às avós, e também poderá ser acrescentado o serviço de babyliss para as vovós de cabelo longo. Além disso, as vozinhas vão ganhar também um brinde especial. O pacote oferecido tem o valor a partir de R$120,00, e promete um momento terapêutico e de bem-estar, em um estúdio temático voltado para cuidar da beleza.

Segundo a empresária e uma das proprietárias da SOS Makeup, Letícia Coutinho, “Toda vovó merece um batom”, visa resgatar também a alegria das avós. “Ano passado, como todos sabem, entramos em lockdown e quem mais sofreu foram os avós. Sabendo disso, pensamos em proporcionar algo a elas que agora vivem um cenário mais tranquilo após a sua vacinação. Então, tivemos a ideia dessa campanha para trazer um momento de beleza, com uma maquiagem para que ela se sinta mais bonita”, explica Letícia.

O mimo, totalmente inovador, poderá ser adquirido entre os dias 21 de julho e 4 de agosto. Os agendamentos do serviço podem ser feitos diretamente na empresa, por meio do telefone (61) 98202-9506.
Consideradas as “mães com açúcar”, sem dúvidas, um afago diferenciado fará com que se sintam queridas e embaladas pelo carinho dos seus filhos e netos.

Serviço: SOS Makeup lança campanha “Toda vovó merece um batom”
Data: Entre 21/07 a 04/08
Horário: a definir no agendamento
Valor: a partir de R$120,00
Endereço: CLN 311 BL C loja 18 – Asa Norte
Whatsapp: (61) 98202 9506

Libertadores | Reforço na segurança para jogo no Estádio Nacional nesta quarta-feira

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Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Forças policiais atuam nas imediações do evento. Agentes foram testados para contato direto com o público

As forças de segurança, sob a coordenação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF), atuarão de forma conjunta nas imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha, durante o jogo da Libertadores da América, na noite desta quarta-feira (21). A ação será monitorada ainda pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), por meio de câmeras de videomonitoramento. A atividade é rotineira em dias de jogos e eventos na área central de Brasília.

De acordo com o subsecretário de Operações Integradas (Sopi), da SSP/DF, coronel Fábio Augusto, o planejamento foi definido de forma conjunta entre as forças policiais. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por exemplo, fará a segurança nas imediações do estádio e terá como base a Cidade Militar, que será montada como ponto de apoio aos militares. Segundo o coronel, o ônibus do Comando Móvel ficará no local durante toda a operação.

Não será permitido estacionar nas vias próximas ao Mané Garrincha. Desta forma, a corporação indica como alternativa os estacionamentos públicos da região, como o do Palácio do Buriti, Ministério Público do DF, Parque da Cidade Sarah Kubitschek , Setor de Rádio e TV Sul, a parte externa do Brasília Shopping e o estacionamento de frente para a Torre de TV. Não há previsão de fechamento de vias.

Além dos policiais de área, o policiamento será reforçado por tropas especializadas, serviço voluntário, alunos do Curso de Formação de Praças VII (CFP VII) e cadetes do Curso de Formação de Oficiais (CFO).

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) dará apoio para a fiscalização do trânsito na região. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) estará de prontidão na parte externa do Estádio. O efetivo da 5º Delegacia de Polícia Civil, localizado nas proximidades do estádio, será reforçado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Covid-19: média de mortes no país atinge menor nível desde fevereiro

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Total de casos caiu para 38.206, o menor nível desde janeiro (36.376)

O número de mortes diárias por covid-19 no país, segundo a média móvel de sete dias, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, chegou ontem (20) a 1.192. Esse é o menor patamar desde 27 de fevereiro, quando houve uma média de 1.178 óbitos.

De acordo com os dados da Fiocruz, as mortes também registraram quedas de 23,5% em relação a duas semanas antes e de 42,2% na comparação com um mês atrás.

A média de ontem está abaixo da metade do pico da pandemia anotado em 12 de abril deste ano, quando os óbitos diários atingiram 3.124. Apesar disso, ainda se encontra acima do número mais alto observado em 2020 (1.097 em 25 de julho daquele ano).

Casos

O número de casos, também segundo a média móvel de sete dias, chegou a 38.206 ontem, o menor nível desde 6 de janeiro (36.376). Foram observados recuos de 21,7% em relação a 14 dias antes e 48,1% na comparação com um mês atrás.

A média móvel de sete dias é calculada pela Fiocruz através da soma dos registros do dia em questão com os seis dias anteriores e da divisão do resultado por sete.

Covid-19: vacinação para menores de 18 anos ainda aguarda aprovação do Ministério da Saúde

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De acordo com a pasta a ampliação da vacina para adolescentes permanece em análise na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis

Alguns estados e municípios já preveem a inclusão de menores de 18 anos na fila da vacinação contra a Covid-19, mesmo sem uma recomendação formal do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta a ampliação da vacina para adolescentes permanece em análise na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis.

Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri,  os estados e municípios têm autonomia para tomar esta decisão, mas não é  o recomendado. “É um equívoco vacinar adolescentes saudáveis antes de vacinar o último adulto. Nós não podemos começar a vacinação invertendo prioridades sob pena de deixar os indivíduos com maior risco desprotegidos”, afirmou.

O Ministério da Saúde reforçou aos estados e municípios que, neste momento, a recomendação é vacinar todos os grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação com as duas doses, e, gradativamente, a população acima de 18 anos.

Autorização da Anvisa

Até o momento, a Pfizer é a única que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso na faixa de 12 a 18 anos. Para incluir novos públicos na indicação de uma bula o laboratório precisa conduzir estudos que demonstrem a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária.

Vários países já praticam a vacinação de crianças acima de 12 anos e estudos têm mostrado que há uma excelente resposta imune neste grupo. Apesar da autorização da Pfizer, no Brasil ainda não está ocorrendo efetivamente a vacina em menores de idade.

A infectologista Ana Helena Germoglio destacou que os estudos sobre os imunizantes começaram pelos grupos prioritários, por isso a demora para liberação de menores, que só está sendo discutida agora. Mesmo sendo um grupo com menos risco de desenvolver a doença de forma grave, a médica afirma que as crianças e adolescentes também precisam ser vacinados, até pelo risco de transmissibilidade.

“Não deixa de ser um público importante de ser vacinado e a gente também tem que lembrar que entre as crianças também existe o público de menores que têm comorbidades e precisam ser imunizados”, disse Germoglio.

Pelo que foi observado até o momento, os eventos adversos em crianças são muito leves e similares aos de outras vacinas destinadas ao público infantil, como dor no local, febre e mal-estar, que passam em seguida. Para a infectologista a faixa etária tem uma boa imunogenicidade, logo mais vacinas devem ser liberadas para o grupo.

De acordo com a Anvisa a solicitação de inclusão de uma nova faixa etária deve ser feita pelo laboratório desenvolvedor da vacina. O laboratório Janssen solicitou autorização para estudo clínico, já autorizado, para uso de suas vacinas com menores de idade. O estudo envolve dois braços de pesquisa, um com pessoas de 12 a 18 anos e outro com menores de 12 anos.

Fonte: Brasil 61

Distrito Federal aplicou 193 mil doses em moradores de outros estados

A maior parte da população de fora vacinada no DF veio do estado de Goiás (86.380 doses), seguida pelos mineiros (21.766 doses) | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Cerca de 71% desse total foi para primeira dose; população local acima dos 70 anos já tomou as duas doses da vacina

Em seis meses, a Secretaria de Saúde já aplicou 1.565.638 doses de vacina contra a covid-19 no Distrito Federal. Pouco mais de 12% desse total alcançou moradores de outros estados que se vacinaram na capital. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20).

Eles também revelam que a cobertura vacinal ultrapassa a casa dos 100%, tanto na primeira quanto na segunda dose, em pessoas com 70 anos ou mais. Isso ocorre porque a rede pública de saúde vacinou um público além da estimativa populacional. Neste caso, pessoas que não residem no DF.

O acesso ao Sistema Único de Saúde é universal e a Secretaria de Saúde não restringe a vacina para quem quer receber a primeira dose. No entanto, a segunda dose é aplicada apenas em quem iniciou o esquema vacinal no DF ou, caso seja morador da capital e se vacinou em outra unidade da federação, pode completar o ciclo vacinal desde que esteja na faixa etária que está sendo vacinada e apresentando justificativa em algum ponto de vacinação.

Até o final deste mês, a previsão é vacinar 184.817 pessoas com a segunda dose e completar o ciclo vacinal de quem recebeu a vacina AstraZeneca em abril ou CoronaVac em junho

Dados por estado

A maior parte da população de fora vacinada em solo brasiliense veio do estado de Goiás. Foram 86.380 doses aplicadas em cidadãos goianos, sendo 60.272 primeiras doses (D1), 23.886 segundas doses (D2) e 2.222 doses únicas (DU). Em seguida, 21.766 mineiros se vacinaram no DF, sendo que 15.312 receberam a D1, 6.146 a D2 e 308 a dose única.

Há registro da vacinação de pessoas que moram em todos os estados brasileiros, como São Paulo, de onde vieram 9.622 pessoas para receber a D1, além de 3.238 que completaram o esquema vacinal no DF e outras 189 que receberam a dose única da vacina Janssen.

Percentual de vacinados

Considerando todos os vacinados na capital federal até o dia 19 de julho, tendo em vista somente as faixas etárias, completaram o ciclo vacinal com as duas doses quem tem 70 anos ou mais. No entanto, a população entre 60 e 69 anos ainda não completou os 100% de percentual de vacinados com a primeira dose conforme a estimativa populacional do DF, que é de 204.089 moradores.

Até o momento, a cobertura vacinal é de 96,3% para quem tem entre 65 e 69 anos e de 93,4% para quem tem entre 60 e 64 anos. A Secretaria de Saúde lembra que o público com 60 anos ou mais não precisa agendar atendimento para ser vacinado. Basta ir em um dos 53 pontos de vacinação para receber a primeira dose do imunizante.

Com a dose de reforço, o público de 65 a 69 anos já está com 90,07% das pessoas imunizadas e o de 60 a 64 com 26,44%. O percentual mais baixo na faixa etária dos 60 a 64 anos ocorre porque a grande maioria desse público recebeu a primeira dose da vacina AstraZeneca em abril e ainda está dentro do prazo para completar o ciclo vacinal.

Considerando quem tem entre 50 e 59 anos, a cobertura da D1 já ultrapassa a casa dos 80% e chega a 65% para quem tem entre 45 e 49 anos.

Mais doses

O governo federal se comprometeu a enviar esta semana para o DF 132.320 doses da vacina, sendo 92.232 para D1 e 40.088 para D2. A Secretaria de Saúde aguarda a confirmação da chegada dos imunizantes para estender a campanha para quem tem menos de 40 anos de idade.

A campanha de vacinação no DF avança conforme a capital do país recebe imunizantes do Ministério da Saúde. A inclusão de novas faixas etárias é possível considerando o número de doses disponíveis.

Até o final deste mês, a previsão é vacinar 184.817 pessoas com a segunda dose e completar o ciclo vacinal de quem recebeu a vacina AstraZeneca em abril ou CoronaVac em junho.

Perdas técnicas

Durante a campanha de vacinação contra a covid-19, 8.114 doses foram perdidas, o que está dentro da margem de perda técnica, cuja reserva é de 10% das doses. A maior parte dessas perdas (7.547) ocorreu por volume inferior, ou seja, que não completava o total de doses previstas no frasco.

Vale ressaltar que no dia 5 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que o Instituto Butantan reduzisse o envase da vacina CoronaVac de 6,2 ml para 5,7 ml. Depois disso, houve um aumento significativo de queixas técnicas de volume inferior ao descrito em bula dessa vacina. Todas as ocorrências foram comunicadas à Anvisa para providências.

 

Governo do Distrito Federal começa a pagar o benefício DF Sem Miséria

GDF iniciou o pagamento para mais de 24 mil famílias da chamada folha regular, gerando um montante de R$ 3,7 milhões

Começou nesta terça-feira (20), o crédito do DF Sem Miséria. O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou o pagamento para mais de 24 mil famílias da chamada folha regular, gerando um montante de R$ 3,7 milhões.

Na sequência, mas ainda ao longo dos próximos dias, ocorre o depósito para outras mais de 60 mil famílias da folha externa, num total de, aproximadamente, R$ 9 milhões. Esse grupo é composto por pessoas que recebem o Auxílio Emergencial do Governo Federal.

Nessa folha externa, em virtude de receberem o benefício nacional, o Bolsa Família fica suspenso. O DF Sem Miséria, apesar de ser um programa atrelado ao Bolsa Família segue sendo pago normalmente. No entanto, devido a trâmites operacionais, ocorre de demorar um pouco mais para ser creditado em relação à folha regular, ou seja, aqueles que não recebem o Auxílio Emergencial.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) ainda aproveitou para, neste mês, creditar o restante de pagamentos de abril, maio e junho, que tiveram problemas por conta desse atrelamento ao Bolsa Família.

“O objetivo dessa operacionalização é, justamente, corrigir inadequações passadas, como o caso de quem tenha recebido a menos ou tenha ficado sem receber nesses meses citados”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social substituta, Ana Paula Marra.

DF Sem Miséria

O auxílio do GDF é um adicional ao programa Bolsa Família, do governo federal, que tem como objetivo adequar os valores recebidos ao custo de vida na capital federal. Têm direito a ele as famílias residentes no DF que, após receberem os benefícios de transferência de renda, apresentarem renda per capita inferior a R$ 140. É preciso ainda estarem inscritas no Cadastro Único.

Os valores suplementados podem variar de R$ 20 a R$ 960, conforme composição e renda de cada família, até que a renda familiar, somada aos valores recebidos pelo Bolsa Família, alcance os R$ 140 per capita.

Diabetes: 5 dicas para treinar e controlar a glicemia

Nutricionista explica porque exercícios são considerados tratamento e traz orientações de alimentação para o pré e pós-treino

O diabetes é uma das doenças crônicas mais incidentes no Brasil, afetando pelo menos 16 milhões de pessoas no país, de acordo com o International Diabetes Federation (IDF). A maior parte dos casos é de debates tipo 2, que está diretamente ligado ao estilo de vida, especialmente ao sobrepeso. E com os índices de obesidade aumentando na população, a doença também vem crescendo, inclusive entre os mais jovens. “O diabetes causa um desequilíbrio metabólico capaz de trazer diversas repercussões negativas para a saúde. Por isso, é essencial preveni-la desde cedo – e a melhor forma de fazer isso é por meio da alimentação saudável e de exercícios físicos”, afirma o nutricionista esportivo e ortomolecular Rafael Felix, da Via Farma.

Para quem convive com a doença, o especialista diz que é possível manter uma boa qualidade de vida, desde que as orientações do médico e as mudanças de hábitos sejam seguidas. “Muitos pacientes conseguem manter uma ótima composição corporal, ou seja, uma proporção saudável entre gordura e massa magra. Isso pode, inclusive, reduzir o uso de insulina nos insulino-dependentes”, pontua Felix, e acrescenta que o benefício é o resultado de uma dieta balanceada e de uma rotina consistente de treinos.

Os exercícios físicos, aliás, são considerados tão importantes quanto os medicamentos no tratamento do diabetes, melhorando a sensibilidade à insulina e indicadores como a glicemia de jejum e hemoglobina glicada. “Isso acontece porque a contração muscular do exercício favorece a ação dos transportadores de glicose, chamados GLUT-4. Esse processo ocorre de forma independente da ação da insulina, por isso é tão importante que a pessoa com diabetes se mantenha ativa”, explica o nutricionista. Para tirar o máximo proveito das atividades físicas no controle do diabetes, também é preciso associar uma dieta adequada à prática. Confira as dicas do especialista para conciliar exercícios e alimentação:

  1. Planejamento dos exercícios

Antes de começar, é indicado contar com o acompanhamento de um profissional de educação física, com o monitoramento de eventuais hipoglicemias. O especialista indicará os exercícios mais compatíveis a cada perfil, mas de forma geral, a musculação é a modalidade que mais auxilia no controle glicêmico, justamente pelo estímulo ao GLUT-4. Assim, é possível melhorar o transporte de glicose para o interior das células, equilibrando a glicemia. Além disso, também é indicado associar os treinos de força às atividades aeróbicas, pois elas potencializam o trabalho das mitocôndrias, componentes celulares que também ajudam no transporte glicêmico, melhorando as atividades antioxidante e anti-inflamatória, que são essenciais para equilibrar o metabolismo.

  1. Alimentação pré-treino  

Antes de suar a camisa, é essencial oferecer ao corpo nutrientes e energia, prevenindo hipoglicemias induzidas pelo esforço. O ideal é combinar uma fonte de carboidrato a uma proteína. Na hora de escolher o carboidrato, é indicado optar pelos que possuem índice glicêmico menor, como o arroz integral e algumas raízes, como a mandioca, inhame,  batata-doce e mandioquinha. Consumidas com ovos ou frango, por exemplo, formam a combinação perfeita. Nesse momento, é indicado que a quantia de carboidrato ingerida seja maior do que a de proteína. Para acertar as porções, vale contar com a ajuda do nutricionista.

  1. Durante os exercícios

Se a alimentação antes do treino foi equilibrada, não há porque temer uma hipoglicemia – a não ser que o tempo de prática ultrapasse uma hora e meia. Mas nem é necessário ir muito além, pois os benefícios dos exercícios para a saúde e para o diabetes já podem ser sentidos com uma hora diária de treino. A única recomendação durante a atividade física é caprichar na hidratação, para repor a água perdida pelo suor.

  1. Alimentação pós-treino

Escolher os alimentos nessa fase é simples: os elementos são os mesmos (proteína e carboidrato), o que muda é apenas a proporção. Assim, depois dos exercícios, é recomendado comer uma quantia menor de carboidrato e um pouco mais de proteína. Também pode ser interessante incluir uma fonte de gorduras boas, como as oleaginosas, ou até mesmo uma fruta de baixo índice glicêmico, como pera, morangos ou maçã, por exemplo.

  1. Ao longo do dia

Além da alimentação nas porções adequadas antes e depois dos treinos, é preciso fracionar as refeições a cada 3 ou 4 horas durante o dia. Dessa forma, não é preciso esperar a fome aparecer, aumentando o risco de hipoglicemia. O corpo funciona de forma mais eficiente quando existe uma rotina, por isso, é preciso manter um plano alimentar com horários estipulados, para evitar as famosas “beliscadas” fora de hora. Assim, é possível prevenir os picos glicêmicos e combater as ações inflamatórias que eles causam.

Com a prática regular de exercícios e uma alimentação planejada com a ajuda do nutricionista, as terapias medicamentosas indicadas pelo endocrinologista ganham ainda mais eficácia no controle do diabetes. Atualmente, existem muitas opções de tratamento que podem ser combinadas para restabelecer o equilíbrio da glicemia, inclusive terapias naturais, que ajudam a trazer ainda mais qualidade de vida ao paciente. “Uma das novidades do mercado de medicamentos personalizados é o extrato de Portulaca oleracea L, que conta com três mecanismos para melhorar a resistência à insulina. Um deles é justamente o estímulo do transportador GLUT-4, que acontece da mesma forma que no exercício físico. É uma excelente opção para potencializar os efeitos dos treinos e da alimentação no controle da glicemia”, finaliza o nutricionista.