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Biblioteca Digital do Brasília Ambiental a caminho de recorde

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Acervo de quase seis mil publicações sobre o meio ambiente está à disposição da comunidade

O acervo digital da BDI oferece textos integrais de legislações, atos administrativos, publicações institucionais, planos de manejo, educação e estudos ambientais | Artes: Brasília Ambiental

A Biblioteca Digital (BDI) do Instituto Brasília Ambiental registrou um aumento significativo no número de consultas ao seu acervo. Enquanto em todo o ano de 2020 ocorreram 2.481 consultas, somente no primeiro semestre deste ano já foram realizadas 2.092 consultas. Em todo o ano de 2019, foram 1.579 consultas; em 2018, 1.198 e, em 2017, seu primeiro ano de funcionamento, 297 títulos foram consultados.

Para o bibliotecário da BDI Yuri Guimarães, o crescimento nas consultas revela a importância do acervo e a eficácia do seu funcionamento, sendo uma prova de que o serviço está se consolidando. “A BDI disponibiliza, de forma ágil e eficaz, acesso remoto, simultâneo e ilimitado, ao conteúdo digital completo para consulta de toda sociedade, democratizando o acesso às informações ambientais do DF e auxiliando no processo decisório do instituto”, explica.

5.871publicações estão disponíveis para o público na Biblioteca Digital do Instituto Brasília Ambiental

Na BDI é possível encontrar textos integrais de legislações, atos administrativos, publicações institucionais, planos de manejo, educação ambiental e estudos ambientais, além de teses, dissertações e monografias dos servidores do órgão. Seu acervo é composto por 4.564 legislações, além de 937 estudos ambientais, 101 obras de conhecimentos gerais e 269 publicações institucionais, totalizando, assim, 5.871 publicações disponíveis ao público.

Bibliotecas virtuais

Para Yuri Guimarães, o caminho digital é certamente uma demanda dos tempos atuais, mas isso não quer dizer que a biblioteca tradicional deva desaparecer. Entre as vantagens do novo modelo estão a questão da sustentabilidade ambiental, com o incentivo ao uso de publicações digitais em detrimento das impressas, a acessibilidade e a economia orçamentária.

“Na maioria dos casos o acesso de usuários de forma simultânea e ilimitada é suportado sem limites geográficos, o que pode implicar em mais acessos e usabilidade do acervo. Não há também a necessidade de compra de vários exemplares de uma mesma obra com o intuito de possibilitar maior uso pelo maior número de usuários ao mesmo tempo”, explica o bibliotecário.

A BDI foi criada com a missão de sistematizar, processar e disponibilizar informações bibliográficas sobre meio ambiente e recursos hídricos no âmbito do Distrito Federal

Mas o bibliotecário enfatiza que o modelo híbrido parece ser o melhor caminho a se adotar: uma biblioteca tradicional que ofereça serviços e informação de maneira digital.

“Nada substitui o espaço de encontro, estudo, pesquisa, reflexão e entretenimento de uma biblioteca. Mas são demandas que têm maior ou menor relevância, a depender da tipologia de biblioteca. Uma biblioteca pública, especializada ou universitária, atende a demandas diferentes”, finaliza Guimarães.

Democratização

A Biblioteca Digital é um serviço da biblioteca física do Brasília Ambiental, que funciona na sede da autarquia, na Asa Norte. Foi criada com a missão de sistematizar, processar e disponibilizar informações bibliográficas sobre meio ambiente e recursos hídricos no âmbito do Distrito Federal.

A BDI está disponível 24 horas e pode ser acessada pelo site do Brasília Ambiental; banner na intranet (para servidores do órgão) ou diretamente neste endereço.

Infotoxicados: cansado de internet? Entenda o que o excesso de informação causa no seu cérebro

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Não importa sua ocupação, idade ou classe social: a sensação de cansaço mental por excesso de informações é uma queixa constante já classificada informalmente como uma epidemia, ou “infodemia” – termo utilizado por especialistas para mensurar o impacto do excesso de informações e dados na vida do homem moderno.

A boa notícia é que, para além de uma realidade ainda em ascensão, é possível virar a chave e aprender a filtrar os estímulos tecnológicos entendendo a relevância do que o nosso cérebro consome, absorvendo melhor a tecnologia, sem necessariamente ser intoxicado por ela.

Dado, informação e cansaço virtual

Para entender o cansaço mental que vem da vida online é preciso entender que a democratização dos meios de comunicação transformou todas as pessoas em produtores de dados e informações.

Se famílias inteiras se sentavam em frente a televisão para assistir os mesmos programas de TV há 30 anos, hoje nos contentamos em assistir a vida de outras pessoas em nossos celulares.

Cada informação, foto, vídeo, áudio é um dado que vai para o nosso cérebro e precisa de energia para ser consumido.

O risco, segundo a jornalista Ana Lucia Ferreira, analista de comunicação do Método SUPERA, está em não estabelecer um limite para a exposição virtual diária. “De forma isolada, os dados não alteram um contexto. Já dados contextualizados e comparados são informação. Somos bombardeados por informações e dados de todo tipo e muitas vezes não sabemos o que fazer com eles”, explicou.

 

O risco da atenção parcial constante

Você já percebeu que está cada vez mais difícil se concentrar? A atenção parcial constante é também uma consequência de um mundo multitarefa, em que somos assediados a realizar muitas coisas ao mesmo tempo.

Para o nosso cérebro isso tem consequências que merecem a nossa atenção. “O excesso de informações afeta não apenas a concentração, mas também habilidades como a memória. Assim como a maioria das habilidades que podem ser treinadas e aprimoradas, a atenção e a concentração também podem ser fortalecidas”, assegurou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Método SUPERA, uma rede de escolas de ginástica para o cérebro.

 

Por que me sinto cansado na internet?

Levantamento da Data Never Sleeps (Dados Nunca Morrem) de 2020, mostrou que, a cada minuto cerca de 347 mil novos stories são postados no Instagram, 147 mil fotos são postadas no Facebook e 41 milhões de mensagens são trocadas no WhatsApp.

Se ninguém consegue acompanhar tudo que é postado em um dia na internet, os algoritmos direcionam o usuário para os estímulos pelos quais ele mais é atraído. Se por um lado isso é positivo, por outro isso também contribui para a sensação de looping e cansaço mental, uma vez que o usuário não é levado para longe de suas preferências.

“Já sabemos que os algoritmos trabalham para otimizar a experiência do usuário de forma que ele se mantenha dentro das suas preferências pessoais. Como o usuário de uma rede social sempre permanece na mesma zona, vendo os mesmos conteúdos não são instigados ao diferente, o que pode justificar essa sensação de estar sempre no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, também virtualmente”, explicou a jornalista.

 

Virando a chave

Uma forma de absorver melhor o que a tecnologia tem a oferecer e melhorar os “gaps” ocasionados pelo seu uso constante em termos de atenção e memória, é manter o cérebro ativo.

“Precisamos entender que quando exercitamos o cérebro ativo com novidade variedade e desafio crescente, as conexões entre neurônios se modificam, algumas ficam mais fortes, outras mais fracas, dependendo do uso. E essa mudança, com a experiência que é justamente a base do aprendizado, faz com que o cérebro responda de uma maneira diferente da próxima vez que for usado, que for acionado. Isso é possível graças ao conceito de neuroplasticidade (ou seja, a capacidade do cérebro se modificar de acordo com estímulos), já comprovado pela neurociência”, explica a Diretora Pedagógica.

Ela complementa dizendo que a missão do SUPERA enquanto empresa de estimulação cognitiva é também ajudar a sociedade a enxergar quando os estímulos não são favoráveis ao crescimento. “Como tudo na vida, navegar na internet também exige equilíbrio e bom senso”, conclui.

 

Confira algumas dicas para fazer as pazes com a tecnologia:

  • Estabeleça horários para acessar as redes sociais;
  • Priorize o que é importante. Você tem mesmo que ver tudo o que aconteceu na vida de todos os seus amigos? Priorize seu tempo e reserve um dia da semana apenas para interações sociais e virtuais;
  • Evite os extremos – Se o excesso de informações é ruim, o contrário também não é bom. A alienação completa pode ter consequências individuais e coletivas. Busque sempre o equilíbrio;
  • Entenda o que é relevante. Quem nunca deixou de seguir alguém porque o conteúdo das postagens não fazia mais sentido? Crie filtros para identificar se assistir alguém vai somar a sua vida ou não.
  • Imagine um carro andando que freia toda hora? Quando estamos em uma tarefa e checamos as redes sociais a todo momento, interrompemos nosso pensamento e dificultamos a formação de memória.
  • Treine a sua atenção: melhorar a atenção significa melhorar sua memória. A atenção é a porta de entrada para as informações que são captadas pelos vários sentidos do nosso corpo. Quando isto acontece, as in­formações que recebemos chegam ao cérebro e são selecionadas conforme a prioridade que serão proces­sadas.
  • Mantenha o senso crítico: o que estou aprendendo vendo isso? Nossa vida é um constante aprendizado e sim: na internet aprendemos muitas coisas boas. Se um conteúdo causa mal-estar, questione o quanto você está crescendo com o que você vê todos os dias.

Novo aplicativo opera como terapeuta digital

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Usando Inteligência Artificial, aplicativo dá direcionamentos para autoconhecimento contínuo; em testes, o My JINN foi capaz de ajudar mais de 90% dos usuários a ampliarem Inteligência Emocional

Você já parou para pensar que um robô pode trazer a tona características da sua personalidade que até hoje são desconhecidas pelo seu consciente? É exatamente isso que promete o aplicativo My JINN – “Meu Gênio”, em português -, que faz uso da neurotecnologia e da Inteligência Artificial de modo inédito no Brasil, identificando sentimentos e fornecendo orientações momentâneas que desenvolvem sua Inteligência Emocional.

Apelidado de Terapeuta Digital, o aplicativo foi desenvolvido pela startup Mind Global para proporcionar autoconhecimento contínuo, desmistificar e reforçar a importância da Inteligência Emocional. Por acompanhar emoções, a ferramenta fornece relatórios customizados sobre características e auxilia o usuário a identificar sentimentos como ansiedade, raiva, medo e insegurança. A longo prazo, o sistema permite saber como usar as habilidades interpessoais de forma mais eficiente e treinar o cérebro para fazer as melhores escolhas. Em formato de app, My JINN está disponível gratuitamente para dispositivos que operam no sistema Android e iOS.

Devido à combinação de Machine Learning, neurotecnologia, Programação Neurolinguística (PNL) e o uso de ferramentas comportamentais e de personalidade como DISC e Big Five, o aplicativo funciona de maneira personalizada. Diariamente, o usuário responde a pergunta “Como você está se sentindo?”, permitindo que o sistema mapeie como as emoções podem interferir naquele momento e ofereça dicas práticas para estimular habilidades essenciais e auxiliar o indivíduo no dia a dia.

De acordo com os idealizadores do aplicativo, as orientações apresentadas pelo My JINN são fundamentadas na Programação Neurolinguística, abordagem que viabiliza a reprogramação da mente para o alcance de resultados positivos. “Quando o usuário lê as dicas do terapeuta digital, está treinando indiretamente o cérebro para lidar de modo mais inteligente e eficiente com as situações na vida pessoal e profissional”, explica.

Para promover o desenvolvimento pessoal, o My JINN dispõe de treinamentos customizados para o desbloqueio de crenças limitantes, lapidação de novas aptidões, aperfeiçoamento de pontos fortes e gerenciamento de pontos fracos. Além disso, o robô é apto para preparar o usuário para lidar com outros tipos de personalidade, propiciando a melhora dos relacionamentos.

Apesar de ser apelidado de terapeuta digital, os desenvolvedores destacam que o My JINN  não substitui o acompanhamento psicológico profissional. “My JINN serve como um instrumento que conscientiza sobre a educação emocional e facilita a relação entre paciente e terapeuta, podendo ser a primeira oportunidade das pessoas compreenderem os benefícios do autoconhecimento e da Inteligência Emocional. Além disso, o aplicativo avisa quando o usuário pode estar emocionalmente instável e o notifica sobre a necessidade de fazer um tratamento psicológico”, concluíram os idealizadores.

Para Alana Anijar, psicóloga e idealizadora do renomado projeto “Psi do Futuro”, o monitoramento emocional via tecnologia pode ser muito importante: “Pode ser um baita aliado, levando em conta que as pessoas vivem com seus celulares na mão hoje em dia. Ter um lembrete no próprio celular para que eles tirem um tempo para tomarem consciência de si mesmos e do momento presente, por exemplo, pode ser muito útil”.

Ademais, uma pesquisa  realizada pelo psiquiatra e professor de psicoterapia da Universidade de Cambridge, Digby Tantam, indicou que por dispor de treinamentos por meio de análises automatizadas de mapas cognitivos, esse tipo de aplicação é importante para as pessoas.

Já um estudo de Carla Woyciekoski e Claudio Simon Hutz do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, revelou que a Inteligência Emocional auxilia na conquista de objetivos mais rapidamente, melhora da autoestima, aprendizagem e motivação, diminuição de estresse e ansiedade, obtenção de relacionamentos saudáveis com familiares e amigos, amplificação da satisfação e realização na vida, evolução de novas habilidades, obtenção de melhores colocações acadêmicas e profissionais e ampliação da chance de sucesso e prosperidade em todas as áreas da vida.

Corroborando com as pesquisas citadas, em sua fase de testes, o aplicativo My JINN apresentou resultados positivos. Uma pesquisa interna efetuada com mais de 3.600 pessoas, apontou que os indivíduos que têm mais autoconhecimento dispõem de maiores chances de sucesso nas atividades que realizam.

Segundo os dados, 98% dos entrevistados conseguiram conquistar seus objetivos mais rapidamente do que as pessoas que não obtém autoconhecimento, 95% relataram que ampliaram a inteligência emocional e 92% afirmaram ter observado melhora em seus relacionamentos.

Ainda em conformidade com a pesquisa, 97% dos participantes declararam compreender a importância de saber gerenciar as emoções, 85%  deles afirmaram que passaram a valorizar mais os profissionais de saúde mental e o tratamento psicológico. Cerca de 72% apresentaram vontade de continuar ou iniciar terapias.

O aplicativo My JINN – Terapeuta Digital pode ser integrado a redes sociais e permite o compartilhamento dos relatórios personalizados que são gerados. Disponível para download grátis, dispõe de recursos premium e pode ser utilizado a cada 6 ou 8 horas, viabilizando monitoramento contínuo.

O My JINN pode ser baixado aqui. Para saber mais informações, acesse as redes sociais do aplicativo: @myjinn.ai.

Dermatologista dá dicas de cuidados com a pele no tempo seco

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Especialista alerta que o ressecamento é o problema mais comum. Boa hidratação e alimentação equilibrada são fundamentais

No DF, basta a temperatura e a umidade caírem, para a pele dar seus primeiros sinais de “reclamação”. As mudanças climáticas podem afetar a saúde da pele de diversas formas e esses efeitos podem ser sentidos diretamente na sensibilidade, hidratação e capacidade de renovação celular. De lábios rachados até rosto com ressecamento intenso, esses sintomas são comuns durante esse período do ano.

Este fenômeno ocorre, porque a umidade do ar baixa e as temperaturas mais frias levam à diminuição na transpiração corporal. Além disso, é comum que nesta época do ano os banhos sejam mais quentes e demorados, o que provoca a remoção da oleosidade natural de forma mais intensa.

Para evitar os danos decorrentes desse período e amenizar os efeitos da seca, o dermatologista Erasmo Tokarski ressalta que a hidratação deve começar de dentro para fora. Segundo o especialista, além de reforçar uma alimentação rica em frutas e verduras e aumentar a ingestão de líquidos como água, água de coco, chás e sucos naturais, ter atenção com determinadas regiões do corpo é essencial para não ter desconforto no período.

“Na seca é preciso hidratar a pele de forma geral, porém, levando em consideração o método ideal para cada região.  Os lábios, por exemplo, podem descamar. Já as áreas mais expostas como rosto, pés e cotovelos tendem a sofrer rachaduras com os danos causados pelo tempo. O nariz e a mucosa ocular, também são áreas que sofrem bastante na temporada, principalmente em pessoas que já têm algum problema na região”, ressalta.

De acordo com Tokarski, com a baixa umidade, a pele tende a perder água mais facilmente. Por este motivo, em tempos de seca, é recomendado o uso de produtos que sejam capazes de criar uma espécie de película protetora como é o caso dos feitos à base de queratina, lanolina, glicerina, ceramidas, vaselina, além de óleos naturais como de amêndoas e de semente de uva. Contudo, o especialista enfatiza que é preciso atenção para não confundir hidratação com oleosidade.

“A pele pode estar ressecada, porém, oleosa. Isso pode acontecer com o uso de produtos e combinações erradas, como por exemplo, água muito quente na hora do banho e o uso de um sabonete inapropriado. Por este motivo é necessário o acompanhamento profissional para que seja feita a avaliação e a indicação de produtos que atuem de forma preventiva e amenizadora”, alerta o dermatologista.

Para o especialista, os cuidados com a pele devem ser feitos o ano todo, bem como a utilização do protetor solar, pois são essas ações rotineiras que evitam o surgimento de problemas indesejados conforme o clima de cada estação do ano.

Erasmo Tokarski ainda destaca que cuidar da pele não é só questão estética, mas também de saúde pois, se ela estiver sensível e frágil, pode ser uma porta para outras doenças, como dermatites e alergias”, conclui.

Recomendações de cuidados com a pele no tempo seco:

  •   Beber pelo menos 2 litros de água por dia;
  •   Utilizar hidratante corporal todos os dias, principalmente após o banho e várias vezes ao dia;
  •   Utilizar o protetor solar até mesmo para ficar em casa;
  •   Evitar coçar a pele pois pode causar inflamações ou até mesmo infecções;
  •   Evitar banhos demorados com água muito quente;
  •   Não fazer automedicação. O uso de soro fisiológico, colírios, pomadas e qualquer outro medicamento devem ser utilizados apenas com orientação médica;
  •   Em caso de ressecamento severo da pele, procurar o dermatologista.

O que fazer quando a saúde mental afeta o rendimento profissional?

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POR GLENDA KOZLOWSKI

Às vezes, é preciso lembrar que os ídolos do esporte são seres humanos limitados. Talvez por isso tenha sido uma surpresa para muitos a notícia de que Simone Biles, uma das favoritas da ginástica profissional dos Estados Unidos, tenha desistido de disputar cinco finais nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Aos 24 anos, Biles tomou a decisão para proteger sua saúde mental, alegando que o seu cérebro não está acompanhando o que seu corpo sabe fazer, e que ela poderia se ferir gravemente.

A atleta também compartilhou que não estava pronta para enfrentar a pressão destas Olimpíadas, e que teve a coragem de desistir por ela e por sua equipe, para não atrapalhar as colegas que também sonham com uma medalha. “Eu realmente sinto que às vezes tenho o peso do mundo sobre meus ombros. Eu sei que eu ignoro e faço parecer que a pressão não me afeta, mas às vezes é difícil”, publicou em uma de suas redes sociais.

Após a decisão tomada em conjunto com a equipe médica, a ginasta americana se retirou das finais de equipes, individual geral, salto, barras assimétricas e solo.

Quem também dividiu com o público sua dificuldade foi a tenista japonesa Naomi Osaka, ao comentar que desde 2018 sofre de depressão e ansiedade. Com o título de segunda maior tenista da história, Osaka foi eliminada da terceira rodada do torneio olímpico e reconheceu que não soube lidar com a pressão da ocasião.

Na constante busca por vitórias, a pressão emocional enfrentada por essas duas estrelas do esporte não são casos isolados de problemas de saúde mental que acontecem com atletas. Com mais de 300 milhões de pessoas diagnosticadas só com depressão no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde, ainda hoje é tabu em muitos ambientes esportivos e corporativos falar sobre transtornos mentais. No esporte é ainda pior, pois existe o mito dos atletas super-heróis, como se fossem invencíveis.

A grande questão é que, nas mais diferentes profissões e por vezes, na própria vida familiar das pessoas, a dedicação a uma rotina por vezes intensa pode envolver pressões expressas ou veladas por resultados, alto desempenho e cumprimento de metas. Estas pressões podem vir também na forma de autocobrança. E é preciso ter bastante saúde mental, controle emocional, consciência mesmo, para lidar com estas situações.

A startup HSPW (Healthy & Safe Place to Work), voltada à área da saúde, aposta na prevenção em saúde integral – física, mental, financeira e organizacional -, por meio de exercícios diários que levam à mudança de hábitos. Especialmente no trabalho, é preciso oferecer uma ferramenta que traga este suporte à saúde integral.

Já chega de corrermos atrás dos prejuízos trazidos por doenças e distúrbios que podem ser prevenidos ou tratados desde cedo. Está mais do que na hora de as empresas acordarem para as novas tecnologias, que muito longe de gerarem distração e perda de produtividade, trazem exatamente o contrário: menos absenteísmo, menos doenças, menos sinistralidade de planos de saúde e mais produtividade.

Talvez não esteja aí, nos cuidados com prevenção e acompanhamento, a saída para proteger as pessoas e seu rendimento profissional dos prejuízos trazidos pelos problemas cada vez mais frequentes relacionados à saúde mental?

Glenda Kozlowski é jornalista e diretora de Comunicação da healthtech HSPW (Healthy and Safe Place to Work)

 

O Enem e o sonho de uma carreira

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POR LEONARDO CHUCRUTE

Ingressar na faculdade é o sonho da grande maioria dos jovens, pois gera a oportunidade de conquistar a independência e uma carreira consolidada. No Brasil, a melhor maneira de entrar na faculdade é prestando o Enem.

No entanto, é preciso estar ciente de que a redação tem um peso muito grande na maioria das universidades e cursos. Por isso, é importante treinar bastante a escrita, interpretação, referências e argumentos para fazer um texto brilhante. Além disso, é necessário estudar regularmente, fazer muitos exercícios e ler bastante.

O estresse e a ansiedade são os grandes vilões da vida do estudante. Junto com esses sentimentos, temos a falta de planejamento, rotina e desânimo. Mas, sem determinação, dedicação e disciplina, a aprovação não chega. Para assumir o controle, é recomendável a prática de exercícios e treino através de simulados. Isso ajuda o aluno a controlar o tempo e amenizar a pressão.

Busque organizar horários específicos para cada disciplina, preferencialmente de duas a três matérias diárias, intercalando humanas com exatas. Avalie também o uso de mapas mentais, já que podem ser úteis para fixar o conteúdo de forma visualmente organizada. Para tanto, é importante ter fé e acreditar que a aprovação é possível e que o estudante é capaz. Faça um exercício mental e se imagine na carreira que você quer atuar.

E como escolher a carreira? O segredo é pesquisar. Acompanhe os profissionais da área que você está pensando em atuar, esteja por dentro da rotina profissional e busque entender ao máximo como funciona cada área. O curso que você escolher é o que vai te guiar pela sua vida. Por isso, escolha com calma e atenção.

O sonho de todo estudante é sempre com a universidade pública. Mas, sabendo que a universidade particular também possui muita qualidade e preparo para formar um profissional preparado para o mercado, estão abertas as portas do Prouni. Através dele, o vestibulando pode conseguir uma bolsa de estudos de até 100% no curso que sempre sonhou.

Uma das vantagens do Enem é a oportunidade de estudar no exterior. Desde 2014, o INEP firmou acordo internacional com Portugal para aceitar a nota do Enem como forma de ingresso em suas universidades. Universidades renomadas de outros países como Porto, Lisboa, Toronto e até mesmo Oxford também aceitam o boletim do Enem como forma de ingresso ou etapa do processo seletivo.

O segredo para passar em qualquer concurso, assim como o Enem, é a persistência. É essencial que a pessoa acredite que é capaz de realizar seus sonhos, além de estar ciente de que a educação é o principal meio para mudar a realidade da vida de alguém. Caso não consiga uma vez, recomece, reveja item por item, priorize o que teve mais dificuldade, treine e acredite na sua aprovação.

(*) Leonardo Chucrute é diretor-geral do Colégio e Curso ZeroHum, professor de matemática, ex-cadete da AFA e autor de livros didáticos.

Empresa do Ecommerce do DF lança lockers inteligentes em pontos estratégicos da cidade

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A SysCoin Commerce, maior empresa de ecommerce do Centro-Oeste traz para Brasília o novo sistema logístico. Considerado armários inteligentes para ponto de retirada por pessoas que compram online, a primeira unidade já está instalada, em ponto estratégico do DF, e promete trazer comodidade para que o comprador receba sua encomenda próxima de sua casa ou trabalho, de uma forma automatizada e independente

As compras online vieram para ficar. E para que essa experiência aconteça de forma segura, confortável e com total satisfação dos clientes, um novo aliado do ecommerce chegou ao mercado: são os lockers inteligentes, armários inteligentes que promovem o acesso à encomenda com comodidade e garantia do acesso à mercadoria bem próximo à residência ou trabalho do cliente. Sabendo desse benefício, a SyScoin Commerce, empresa com expressividade no mercado de ecommerce em nível local e nacional, traz esse novo serviço para facilitar a vida do brasiliense.

Segundo o presidente da SysCoin Commerce, Leonardo Miranda, uma das maiores barreiras na compra online está vinculado ao custo e prazo de entrega. “Os Lockers permitem que o lojista envie múltiplos pedidos para um único lugar, permitindo um custo de frete muito baixo e muita das vezes sendo oferecido até como frete grátis”, explica Leonardo.

Outra vantagem desse serviço é que na ausência de alguém para receber essa mercadoria em casa, o locker permite ao comprador retirar sua mercadoria a qualquer momento do dia sem afetar a sua rotina diária.

O primeiro locker está instalado para operação de teste na SysCoin Space, dentro do Shopping Deck Norte, no Lago Norte. Logo em seguida, a empresa vai dispor de uma unidade dentro do Metrô de Brasília, na estação Rodoviária do Plano Piloto. O objetivo é chegar em 24 lockers, no ano de 2022, por Regiões Administrativas de alta demanda, como Águas Claras, Sudoeste e demais regiões do DF.

O serviço será exclusivo para os lojistas que são clientes SysCoin Commerce. Já o uso pelo cliente final que compra no e-commerce ficará à critério de cada empresa.

Como as empresas do DF podem utilizar esse serviço?

Inicialmente, a SyScoin Commerce tem buscado alguns clientes para projeto piloto e será ampliado para todos os clientes da empresa. Posteriormente, será aberto para demais integradores logísticos para formar um Hub com demais empresas que queiram utilizar a rede de lockers.

A estimativa é que, ainda em 2021, 12 lockers sejam espalhados pelo Distrito Federal e para 2022, o objetivo é ampliar para demais estados do Brasil.

Serviço:

Empresa do Ecommerce do DF lança lockers inteligentes em pontos estratégicos da cidade

Endereço: CA 01, SALA 469 SHOPPING DECK NORTE – Lago Norte, Brasília

Telefone: (61) 3968-1540

Site: https://syscoin.com.br/

Messi diz que sonha em dar 1º troféu da Liga dos Campeões ao PSG

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Torcedores festejaram a apresentação do argentino no Parc des Princes

Lionel Messi descartou qualquer possibilidade de pegar mais leve nos anos finais de sua carreira ao estabelecer a meta de levar seu novo clube Paris Saint-Germain à conquista de seu primeiro título da Liga dos Campeões durante sua apresentação na França nesta quarta-feira (11).

O atacante argentino de 34 anos havia concordado em ficar no Barcelona depois que seu contrato vencesse no final de junho, mas o time espanhol acabou admitindo que não podia mais bancá-lo na semana passada.

Ele assinou nesta terça-feira (10) um contrato de dois anos com os parisienses, com a opção de um terceiro.

O PSG acumula títulos domésticos desde a chegada do investimento de seus proprietários multimilionários, Qatar Sports Investment, em 2011, mas nunca conquistou a Liga dos Campeões. Já Messi venceu a competição quatro vezes, a mais recente em 2015.

“É por isso que estou aqui (para conquistar troféus). Este é um clube ambicioso”, disse Messi, que usará a camisa 30 –seu primeiro número ao estrear no futebol profissional no Barcelona em 2006–, em uma coletiva de imprensa.”Dá para ver que eles estão prontos para lutar por tudo”, afirmou.  “Meu sonho é conquistar outra Liga dos Campeões, e acho que este é o lugar ideal para estar para fazer isso.”

O argentino admitiu que não sabe quando poderá estrear, dado que não joga desde a conquista da Copa América com a seleção do seu país no mês passado.

“Estou voltando da folga. Preciso de um pouco de pré-temporada e de ritmo. Espero que a estreia seja logo, mas não posso dar uma data a vocês. Depende da comissão técnica.”

Messi se unirá a Neymar, ex-colega de Barcelona, em Paris.

O brasileiro trocou a Catalunha pela capital francesa graças a um acordo de 222 milhões de euros (o equivalente a R$ 1,3 bilhão)  em 2017, um recorde mundial, mas nunca escondeu seu desejo de retomar a parceria com seu amigo próximo no campo.

Agora eles atuarão juntos, com Kylian Mbappé como terceiro membro de um ataque poderoso.

“Poder jogar com gente da categoria de Neymar e Mbappé é insano. Eles fizeram muitas contratações boas, estou muito feliz e não vejo a hora de começar”, acrescentou Messi.

Muitos se perguntam como o PSG poderia assinar com Messi respeitando os regulamentos de Fair Play Financeiro (FPF) da Uefa, mas o presidente e CEO do clube, Nasser Al-Khelaifi, que se sentou ao lado de Messi na apresentação, insistiu que o acordo está dentro de seu alcance econômico.

Milhares de torcedores empolgados se reuniram diante do estádio parisiense Parc des Princes batendo tambores, acenando com bandeiras e gritando o nome de Messi.

* Por Sudip Kar-Gupta, Richard Lough, Joseph Walker e Yiming Woo e Ingrid Melander

E-sports: cuidados e riscos dos contratos de trabalho de atletas no mundo eletrônico

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Bruno Gallucci*

Os esportes eletrônicos ou E-sports são uma verdadeira febre no Brasil e com uma proporção gigantesca no cenário esportivo. Muitos jovens estão se tornando jogadores profissionais de diversas categorias. Existem empresas especializadas em treinar atletas para disputar campeonatos que atraem milhões de pessoas em todo o mundo através da internet e que oferecem contratos milionários para estes jogadores, com cifras que já se aproximam com os valores pagos atualmente no futebol.

Para se ter uma ideia da dimensão desta categoria, a expectativa é que a indústria dos games e E-sports movimente cerca de US$ 180 bilhões em 2021, segundo o Newzoo’s.

Diante deste cenário, os atletas de esportes eletrônicos precisam necessariamente conhecer seus direitos trabalhistas básicos. E as equipes precisam ter cuidado no momento de realizar a contratação dos atletas.

Entretanto, existe legislação específica para os atletas de E-sports?

Não existe uma lei específica que regulamente a atividade destes profissionais. O mercado tem utilizado uma combinação de normas da CLT – Consolidações das Leis do Trabalho -, do Código Civil e da Lei 9.615/1998, a Lei Pelé, legislações que definem regras para a prática de esportes no Brasil. Basicamente, a mesma legislação utilizada nas relações desportivas tradicionais.

As regras previstas na CLT são as mais utilizadas pelo Judiciário, pois, de forma ampla, essa legislação define toda forma de relação de emprego.

Na prática, as equipes de E-sports necessitam que os jogadores tenham disponibilidade para representar o time em campeonatos, jogos patrocinados e eventos e outros diversos tipos de competições disponíveis no mercado. Neste caso, é inegável que o jogador tenha que ser um profissional especializado, que treine de forma periódica, que receba uma remuneração definida e siga as regras e condutas do time, características que personalizam uma relação de emprego.

Todos estes requisitos que os times buscam em um jogador estão previstos na CLT e são definidos como pressupostos de vínculo empregatício, como:

Pessoalidade – Que é quando somente o atleta de forma específica pode realizar as atividades ou representar a instituição.

Não eventualidade – Que se caracteriza pelo fato de o jogador treinar de forma periódica em favor do time.

Onerosidade – É definida pelo recebimento de remuneração para competir e estar à sempre disposição do time

Subordinação – Que se caracteriza pelo fato de o atleta seguir regras e condutas definidas pela equipe que o contrata.

Vale ressaltar que a contratação dos atletas sob o regime da CLT segue o mesmo padrão de qualquer contratação tradicional, sendo necessário que o atleta assine um contrato de trabalho desportivo e tenha a sua carteira de trabalho assinada pela equipe, bem como, terá todos os direitos previstos na legislação trabalhista. Essa é a modalidade de contratação juridicamente mais segura, pois todos os impostos necessários serão recolhidos no ato do pagamento do salário e registrados perante os órgãos fiscalizadores.

De outro lado, existe a possibilidade de as equipes contratarem os jogadores como prestadores de serviços, através de Pessoas Jurídicas (PJs) constituídas pelos atletas. Neste caso as regras serão definidas pelo código Civil nos artigos 593 a 609, modalidade menos custosa, mas extremamente arriscada sob a ótica da legislação trabalhista, pois pode configurar uma fraude as leis trabalhistas.

Nesta hipótese, a equipe irá contratar o atleta para que atue em favor do time na figura de uma empresa prestadora de serviços constituída pelo jogador. A equipe pagará um valor fixo e não há encargos trabalhistas a serem recolhidos pela equipe, basta apenas pagar os valores determinados no contrato entre a equipe e o atleta. Esta contratação é formalizada através de um contrato de prestação de serviços, onde definirá regras para as atividades e teoricamente não haverá qualquer vínculo empregatício entre as partes.

Porém, sabemos que os jogadores precisam de treinamento diário, além de seguir as regras determinadas pelas equipes. Neste caso, se durante a rotina do dia-a-dia o jogador reunir os requisitos do vínculo empregatício, este poderá posteriormente ingressar com uma ação judicial, requerer o reconhecimento do vínculo e o pagamento de todas as verbas trabalhistas desde o início de sua relação com a equipe.

Já a Lei 9.615 ou Lei Pelé é usada com menos frequência para estes casos, uma vez que na data da elaboração da lei, os esportes eletrônicos não eram definidos ou reconhecidos como atividade esportiva. Porém, no artigo 3ª, inciso III da Lei Pelé existe uma definição que pode ser aplicada aos atletas de E-sports:

“Art. 3ª O desporto pode ser reconhecido em qualquer das seguintes manifestações.

Inciso III – desporto de rendimento, praticado segundo normas gerais desta lei e regras práticas desportiva, nacionais ou internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar pessoas e comunidades do País e estas com as de outras nações.”

Outro ponto importante é a questão do direito de imagem de atletas. Tema que há muito tempo vem sendo discutido na Justiça do Trabalho, com o enraizamento de entendimentos que não condizem com a evolução legislativa sobre o tema e do desporto em si.

Devido aos altos valores que esses direitos podem alcançar, muitos times pagam os direitos de imagem diretamente para uma empresa pertencente ao jogador, que possui um contrato de trabalho ativo, para não pagar os impostos necessários.  Essa prática muito comum nos esportes de alto rendimento também vem sendo explorada no E-sports.

Porém, a luz a legislação, pode ser caracterizada também como fraude a legislação trabalhista.

A respeito desse tema, a Lei Pelé sofreu uma nova modificação, trazida pela Lei nº 13155, de 4 de agosto de 2015, com a inclusão do parágrafo único ao artigo 87-A, com a seguinte redação:

“Quando houver, por parte do atleta, a cessão de direitos ao uso de sua imagem para a entidade de prática desportiva detentora do contrato especial de trabalho desportivo, o valor correspondente ao uso da imagem não poderá ultrapassar 40% (quarenta por cento) da remuneração total paga ao atleta, composta pela soma do salário e dos valores pagos pelo direito ao uso da imagem.”

Portanto, pela falta de uma legislação específica, todas essas categorias de contratação vêm sendo utilizadas para a contratação de atletas de esportes eletrônicos. Assim, existe a grande necessidade de se avaliar previamente os riscos de cada modalidade de contratação. E para cada situação deve ser redigido um bom contrato para segurança jurídica de todos os envolvidos.

*Bruno Gallucci é advogado especialista em Direito Desportivo e do Trabalho e sócio do escritório Guimarães e Gallucci Advogados

Começa sessão que pode analisar PEC do voto impresso na Câmara

Plenário da Câmara dos Deputados

Proposta está na pauta de votação da sessão desta terça-feira

Começou há pouco a sessão do plenário da Câmara dos Deputados pode discutir a Proposta de Emenda à Constituição 135/19, que torna obrigatório o voto impresso. Apesar de a proposta ter sido rejeitada em comissão especial na última sexta-feira (6), por 22 votos a 11, o presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), decidiu colocá-la em votação pelo plenário. Segundo o parlamentar, os pareceres de comissões especiais não são conclusivos e a disputa em torno do tema “já tem ido longe demais”.

“Para quem fala que a democracia está em risco, não há nada mais livre, amplo e representativo que deixar o plenário manifestar-se”, declarou Lira ao anunciar a votação pelo plenário. “Só assim teremos uma decisão inquestionável e suprema, porque o plenário é nossa alçada máxima de decisão, a expressão da democracia. E vamos deixá-lo decidir”.

Os deputados analisarão o texto original da PEC, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF). A proposta prevê a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Neste momento, os deputados estão analisando a Medida Provisória 1045/2021, que institui o Novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego.

Adiamento

Apesar de ter sido incluída na pauta de votação desta terça-feira, havia a possibilidade de que a matéria fosse adiada pelo presidente da Câmara em virtude do desfile com veículos blindados realizado na manhã de hoje, na Esplanada dos Ministérios. No entanto, Lira assegurou que a análise está mantida.

“Eu não vou mudar um minuto do que venho dizendo aqui nos últimos dois ou três meses. Todos os deputados que foram eleitos aqui foram eleitos pelo sistema de urna eletrônica. Eu venho dizendo que já participei de oito eleições, seis delas no sistema eletrônico. Não posso, nem devo, nem tenho provas de dizer que o sistema não é correto. Mas, sempre digo também que não custa nada nós chegarmos a um acordo pacífico entre os Poderes de se aumentar a auditagem das urnas”, afirmou. “O intuito de trazê-lo ao plenário, é que hoje nós tenhamos um resultado final desse assunto”.

Desfile militar

O desfile militar foi recebido por deputados e senadores como uma tentativa de intimidar os congressistas no dia em que se discutirá a proposta que prevê o voto impresso, uma pauta defendida pelo presidente Jair Bolsonaro.

Na avaliação de Lira, o ato “não é usual, é uma coincidência trágica dos blindados para Formosa. Isso apimenta este momento”. Os veículos que desfilaram estão a caminho do Centro de Instrução de Formosa, em Goiás, onde haverá treinamento de militares. O presidente Jair Bolsonaro acompanhou o evento da rampa do Palácio do Planalto, onde recebeu o convite para comparecer a uma demonstração operativa que será realizada em 16 de agosto.

Logo após o desfile, parlamentares de diversos partidos fizeram um ato para denunciar o que chamaram de “uma tentativa de constrangimento ao Congresso Nacional e ao povo”.  Empunhando cartazes com “Democracia” e “Ditadura Nunca Mais”, os parlamentares se reuniram na rampa do Congresso Nacional e caminharam até o Salão Negro da Câmara. Após o ato, os partidos PSB, PCdoB, PDT, PT, REDE, PSOL, PSTU, Solidariedade, DEM criticaram o desfile de veículos blindados e a inclusão da PEC do voto impresso na pauta de votações do plenário, mesmo após ter sido rejeitada pela comissão especial.

O líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que o desfile não constrangerá a Câmara dos Deputados na votação marcada para esta tarde.

“Não aceitamos as desculpas de que o desfile no mesmo dia da votação foi uma coincidência. Essa foi a forma de constranger a Câmara para aprovar o voto impresso e a melhor resposta será a reprovação da proposta com amplo placar”, afirmou o deputado.

Votação

Caso seja mantida a análise em plenário, a PEC do Voto Impresso precisa ser aprovada por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação. Se for  rejeitada pela maioria dos parlamentares, a matéria será arquivada.

Se a proposta for aprovada pela Câmara, o texto segue para apreciação do Senado, onde também deve ser analisado em dois turnos e depende da aprovação de, pelo menos, 49 senadores.

Edição: Fábio Massalli