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“É consolidação de todo um trabalho”, diz Caiado durante solenidade de entrega da Certificação ONA 2 ao Hemocentro Estadual Coordenador Professor Nion Albernaz, único banco de sangue 100% SUS a receber reconhecimento

Hemocentro é primeira unidade do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil a conquistar conceito de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Processo avaliativo, iniciado em 2019, foi conduzido pelo Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (Ibes). “Repasses foram substantivos para que chegássemos a esse resultado”, diz governador sobre investimento de R$ 9,3 milhões direcionado recentemente à estrutura

O governador Ronaldo Caiado participou, nesta quinta-feira (25/11), da solenidade de entrega da Certificação ONA 2 ao Hemocentro Estadual Coordenador Professor Nion Albernaz (Hemogo), em Goiânia. “É a consolidação de todo um trabalho”, afirmou Caiado. “Dá para sentir a empolgação de todos os servidores que se dedicaram e construíram o único banco de sangue 100% SUS [Sistema Único de Saúde] a receber essa acreditação. Já pulamos o degrau e fomos direto para a ONA 2”, comemorou durante evento que marcou, ainda, a celebração do Dia Nacional do Doador de Sangue.

A acreditação comprova que a unidade de saúde atende aos critérios estabelecidos pelo método de avaliação. Para isso, o Hemogo alcançou índice igual ou superior a 80% dos padrões de qualidade e segurança, 70% dos padrões ONA de gestão integrada, com itens como fluxo de processos e comunicação entre atividades. O certificado é válido por dois anos, quando é realizada nova visita para manutenção do título.

O governador lembrou a série de investimentos aplicados na estrutura desde que assumiu a gestão estadual, especialmente o montante de R$ 9,3 milhões para ampla reforma, e outros recursos para aquisição de equipamentos e modernização. “Os repasses foram substantivos para que chegássemos a esse resultado”, ressaltou. “Aquela unidade antiga seria descredenciada e fechada. Não tinha condições de atender aos doadores. Hoje nós temos o que existe de mais sofisticado em aparelhagem e corpo técnico”, comparou Caiado.

A fala do governador foi referendada pela diretora do Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde (Ibes), Vivian Giudice. “Nos meus 20 anos de gestão da qualidade e trabalho em acreditação, é a primeira vez que vejo um banco de sangue com essa estrutura e qualidade que vocês oferecem para a população”, afirmou a especialista. O Ibes, que é credenciado à Organização Nacional de Acreditação (ONA), foi o responsável por enviar técnicos para avaliarem a unidade goiana, entre os dias 28 e 29 de outubro. O procedimento confirmou a certificação ONA nível 2.

Entre os quesitos que chamaram a atenção em Goiás, Giudice citou a transparência na condução de processos financeiros; o investimento em ensino e pesquisa; as estratégias para captação de novos doadores e o compromisso da alta liderança e dos colaboradores. “Sempre faço questão de usá-los como referência quando visito outros Estados”, afirmou sobre o banco de sangue goiano.

Diretora-técnica do Hemogo, Ana Cristina Novais Mendes disse que esse certificado traz mais responsabilidade à unidade e também abre margem para buscar mais reconhecimento. “Vamos fazer parte de um grupo seleto de menos de 1% do serviço de saúde do País acreditado”, celebrou.

O processo foi iniciado em 2019 com uma visita de diagnóstico da Ibes, que desencadeou a preparação do Hemocentro Coordenador para a acreditação com contratações, treinamentos de colaboradores, realizações de cursos e adequações de processos.

O secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, chamou a atenção para a importância do Hemogo, que atende mais de 200 hospitais em todo Estado. Também definiu o certificado como um momento histórico. “A acreditação ONA visa segurança e qualidade do que é prestado para o paciente. Significa que todos os nossos processos internos estão pautados no melhor que há de qualidade, nos melhores processos de trabalho, e também nos nossos parceiros.”

Durante o evento, foi exibido um vídeo com depoimentos de alguns pacientes atendidos pela unidade de saúde, em homenagem ao Dia do Doador de Sangue. Luziano Pires do Carmo, por exemplo, realiza tratamento há mais de 14 anos. “Obrigado, e continuem colaborando e doando sangue. Como eu, tem muitas pessoas que necessitam”, afirmou. O governador elogiou a atitude das pessoas que doam sangue e convocou mais goianos a aderirem, especialmente para restabelecer os estoques neste fim de ano. “Mais do que nunca, as campanhas precisam ser intensificadas”, alertou.

O governador também apreciou a exposição de obras do artista Pedro Galvão, com tema “Poética Urbana” e que passa a compor o ambiente do hall do segundo andar do Hemocentro Coordenador. A iniciativa integra o projeto Arte Pela Vida, uma proposta para promover a humanização na unidade de saúde. O objetivo é estimular a inclusão cultural de pacientes, acompanhantes, doadores e trabalhadores.

Investimento de R$ 9,3 milhões
O governador Ronaldo Caiado entregou ampla reforma do prédio do Hemogo no dia 1º de junho deste ano. A unidade recebeu R$ 9,3 milhões em recursos do Governo do Estado, além de valores para renovação de mobiliários e equipamentos. O novo prédio atende à demanda atual dos serviços de coleta e transfusão, além de possuir ambulatório médico e multidisciplinar para tratamento de mais de 10 doenças ligadas ao sangue, fornecimento de medicamentos para pacientes e melhor ambiência para os trabalhadores e usuários.

Inaugurado em 18 de agosto de 1988, o Hemocentro Coordenador é referência em serviços de hematologia e hemoterapia em Goiás. A unidade realiza mensalmente cerca de 1,2 mil atendimentos médicos, ambulatoriais e multiprofissionais, além de uma demanda de aproximadamente 1,8 mil bolsas de sangue. São recebidos mais de 2,2 mil doadores voluntários todos os meses. A unidade do Governo de Goiás é gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), desde novembro de 2018.

Estiveram presentes na solenidade o superintendente do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), José Cláudio Romero; a senhora Geralda Albernaz, viúva do Professor Nion Albernaz, as diretoras do Hemocentro Coordenador Denyse Goulart (Geral), Ana Cristina Novais Mendes (Técnica), Alexandra Vilela (Médica), Cárita Franco (Ensino e Pesquisa), Núbia Borges (Administrativa) e o diretor administrativo Diogo Ramos.

Também compareceram o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Venerando Lemes; a subsecretária de Saúde, Luciana Vieira; a superintendente do Complexo Regulador em Saúde de Goiás da SES, Neusilma Rodrigues; a gerente de Atenção Terciária da SES, Daniela Jacques; e o coordenador de Ensino e Pesquisa do Idtech, Marcelo Rabahi.

Fotos: Lucas Diener

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Amazon e IBM participam da 1º Jornada de Ciência de Dados e Inteligência Artificial de Brasília

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Promovido pelo IESB, o maior evento do setor no Centro-Oeste vai apresentar o futuro das novas tecnologias e o mercado de trabalho em crescimento. Tudo gratuito e on-line. Cloudera, Sonda, Stefanini, GavB e Teradata também estão na programação

O ritmo veloz que a tecnologia vem impactando as empresas irá transformar, e muito, as tarefas, os empregos e as habilidades até 2025. Com a automação em potencial para criar 97 milhões de empregos, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, a ciência de dados e a inteligência artificial continuam prioridades, seguindo a tendência de um cenário cada vez mais digital. Em números, mais de 80% dos executivos já estão colocando em prática os planos para modernizar os processos de trabalho e implantar novas tecnologias em seus negócios.

O cenário vem gerando um aumento na demanda de trabalho também no Brasil. Apenas no primeiro semestre deste ano, houve crescimento de 485% na abertura de vagas para cargos na área de inteligência de dados no país, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo Pesquisa da Hrtech de recrutamento digital Intera.

Para entender mais sobre o futuro dessas oportunidades digitais, as inovações e o que considerar tendência no mercado de trabalho, o Centro Universitário IESB promove a JornaCia 2021: 1ª Jornada de Ciência de Dados e Inteligência Artificial de Brasília, maior evento do setor no Centro-Oeste. Serão quatro dias de muito conhecimento, realizado em 29/11 e depois de 1º a 3 de dezembro de 2021. Tudo on-line e 100% gratuito, com inscrições abertas no site do evento:

https://jornacia.iesbtech.com.br/

Com apresentações de diversos workshops, palestras, cases de sucesso e minicursos, o evento é uma excelente oportunidade para alunos e quem já está no mercado de trabalho buscar atualizações. Para isso, a JornaCia 2021 conta com um time de empresas destaques no cenário nacional e internacional. Entre elas, a gigante Amazon, que tem como braço de serviço a AWS. “Eles vão apresentar a sua estrutura, não só de armazenamento e nuvem, como também um conjunto de ferramentas que podem ser utilizadas, tanto para banco de dados, quanto para exploração e análise, com as técnicas da ciência de dados e da inteligência artificial”, explica o professor Sérgio da Costa Côrtes, coordenador do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial do IESB.

A IBM também está confirmada no dia 1º/12, às 20h, e vai apresentar as facilidades da IBM Watson. A plataforma é conhecida pelas suas características, principalmente por trabalhar com uma área cognitiva, na qual o usuário tem, além da ciência de dados e inteligência artificial, o uso de robôs e a possibilidade de fazer análises. “Nossa apresentação vai cobrir exatamente essa questão da jornada de inteligência artificial, desde a coleta dos dados, organização, análise e infuse. Vou fazer uma demonstração do que a IBM tem oferecido para as empresas para ajudar nessa jornada, principalmente na questão de Ciência de Dados. Criação de modelos, nas diversas formas, código, sem código ou até mesmo automática, em um ambiente seguro e colaborativo”, explica o palestrante da IBM, Fábio Lima.

Participam ainda Cloudera, que está sempre entre os principais bancos de dados; a Sonda, empresa chilena e maior integradora de sistema de toda a américa latina; a Stefanini, destaque em tecnologia e grande empregadora de mão de obras; a GavB; a DatAÍ, primeira empresa júnior desta área no IESB; e a Teradata, empresa que apresenta uma das melhores performances para trabalhar com grandes bancos de dados.

“Um evento dessa natureza busca reunir a comunidade acadêmica, profissionais da área de ciência de dados e inteligência artificial, além de empresas fornecedoras de softwares e serviços, principalmente as que contratam muitos de nossos alunos e profissionais, tanto da área de tecnologia da informação, quando na área de ciência de dados e inteligência artificial. Nosso objetivo é reunir essas pessoas, apresentar novas tecnologias, metodologias e abrir oportunidades para todos”, conclui o coordenador do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial do IESB.

Confira a programação completa no site do evento:

https://jornacia.iesbtech.com.br/

Serviço

JornaCia 2021: 1ª Jornada de Ciência de Dados e Inteligência Artificial de Brasília

Data: 29/11 e de 1º a 3 de dezembro

Horário: sempre das 17 às 22h, conforme programação do site

Local: YouTube do IESB

Inscrições gratuitas e abertas ao público no link: https://jornacia.iesbtech.com.br/

Com variante do coronavírus, Europa e Ásia reforçam fronteiras

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Novo Coronavírus SARS-CoV-2 Micrografia eletrônica de varredura colorida de uma célula infectada com uma cepa variante de partículas do vírus SARS-CoV-2 , isolada de uma amostra de paciente. Imagem capturada no Centro de Pesquisa Integrada (IRF) do NIAID em Fort Detrick, Maryland. Crédito: NIAID

Cientistas examinam se a mutação é resistente a vacinas

Autoridades globais reagiram com alarme nesta sexta-feira (26) a uma nova variante do novo coronavírus detectada na África do Sul. A União Europeia (UE), o Reino Unido e a Índia estão entre os que anunciam controles de fronteira mais rigorosos, enquanto cientistas tentam determinar se a mutação é resistente a vacinas.

O Reino Unido proibiu voos da África do Sul e de países vizinhos e pediu que os viajantes britânicos que voltam desses locais entrem em quarentena. A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a UE também pretende deter o tráfego aéreo da região.

Cientistas estudam a variante identificada nesta semana, mas a notícia derrubou os mercados de ações e o petróleo em meio aos temores do que proibições de viagens fariam às economias já abaladas do sul africano.

A variante tem uma proteína de espigão que é dramaticamente diferente daquela do coronavírus original, no qual as vacinas contra covid-19 se baseiam, disse a Agência de Segurança da Saúde britânica, o que aumenta o receio de como as vacinas atuais, bem-sucedidas contra a mais familiar variante Delta, sersairão.

“Como os cientistas descrevem, esta é a variante mais significativa que encontraram até hoje”, disse o secretário dos Transportes britânico, Grant Shapps, ao canal Sky News.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) realiza hoje uma reunião em Genebra. Especialistas debaterão o risco que a variante apresenta e se ela deveria ser designada como de interesse ou preocupante, disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier.

Quase 100 sequências da variante já foram relatadas, e uma análise inicial mostra que ela tem “um número grande de mutações” que exigem mais estudo, acrescentou Lindmeier.

Um epidemiologista afirmou que já pode ser tarde demais para endurecer as restrições de viagem.

“Acho que temos que admitir que muito provavelmente esse vírus já está em outros lugares. Então, se fecharmos a porta agora, provavelmente será tarde demais”, disse Ben Cowling, da Universidade de Hong Kong.

A África do Sul conversará com autoridades britânicas para tentar convencê-las a reconsiderar a proibição, disse o Ministério das Relações Exteriores em Pretória.

A variante, batizada de B.1.1.529, também foi encontrada em Botsuana e Hong Kong, de acordo com a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.

Desemprego em queda mostra força da economia do Distrito Federal

Ações do GDF ajudaram para que 19 mil pessoas voltassem ao mercado de trabalho. Pesquisa mostra que taxa reduziu 2% p.p

O Distrito Federal alcançou a menor taxa de desemprego dos últimos cinco anos. Atualmente, ela está em 16,8%, referente a outubro de 2021, uma redução de quase 2% p.p em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados estão na Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED-DF), realizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese) e divulgada nesta sexta-feira (26).

A redução do desemprego no DF vem se acentuando mês a mês. Em outubro deste ano, o contingente de desempregados foi estimado em 278 mil pessoas, 19 mil a menos que o observado no mês anterior

Segundo o presidente da Codeplan, Jean Charles Lima, pelo menos três fatores foram fundamentais para a redução. “O avanço da vacinação aliado aos incentivos econômicos do governo e à quantidade de obras em andamento são os responsáveis pela alta no número de contratações”, comenta o especialista, acrescentando que a sazonalidade também contribui para o aumento das contratações, visto que tem chegado o período de vendas de Natal.

Ele acredita que para os números continuarem reduzindo, agora, é necessário que a economia do país saia do lugar. “É evidente que o GDF tomou várias medidas para criar novos postos de trabalho, mas não estamos isolados. Também são necessárias medidas macroeconômicas”, complementa Jean Lima.

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A pesquisa aponta outro dado positivo: o grupo de baixa renda é o mais contratado. Eles representavam 32% dos desempregados e a taxa caiu para 19,8% | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

A redução do desemprego no DF vem se acentuando mês a mês. Em outubro deste ano, o contingente de desempregados foi estimado em 278 mil pessoas, 19 mil a menos que o observado no mês anterior, resultado da redução no número de pessoas em desemprego aberto (-6,9%, ou -18 mil) e da relativa estabilidade daquelas em desemprego oculto (-2,7%, ou -1 mil).

A pesquisa aponta outro dado positivo: o grupo de baixa renda é o mais contratado. Eles representavam 32% dos desempregados e a taxa caiu para 19,8%. Foi justamente isso que aconteceu com Rafaelle Fernanda de Oliveira Paulino. Aos 39 anos de idade, ela que é pós-graduada na área de educação física, se viu desempregada quando as academias de ginástica precisaram fechar. “Fiquei 10 meses desempregada. O sentimento era de impotência e humilhação. Agora, trabalho em uma empresa de serviços de instalação e manutenção de equipamentos de segurança em condomínios prediais”, conta.

Entre as medidas anunciadas pelo governo, o Pró-Economia é um dos que já têm ajudado a alavancar vagas. O primeiro foi lançado em maio deste ano, com 20 medidas para fomentar a economia da capital e evitar que precisem fechar as portas, aumentando o desemprego

Só quem viveu a experiência de estar fora do mercado de trabalho sabe a importância de fazer parte das estatísticas dessa queda. Leonardo Barros, 37 anos, passou pouco mais de um ano à procura de recolocação no mercado de trabalho. “Eu era vendedor de uma marca de telefone que ficava dentro de shopping. Com a pandemia, a loja fechou e o empregador ainda manteve nosso emprego por dois meses e depois fomos desligados”, relembra. O novo emprego veio em junho deste ano, após um processo seletivo e agora a renda vem do trabalho de consultor de vendas e merchandising.

O comércio, principalmente a área de vendas, é um dos que mais tem contratado, junto de serviços e da construção civil. Segundo a pesquisa da Codeplan, em outubro do ano passado, o setor de serviços contratou 926 mil pessoas. Este número subiu para 985 mil neste ano. No comércio, as contratações subiram de 225 mil em 2020 para 239 mil neste ano. Fazendo o recorte apenas dentro das agências do trabalhador, que fazem o intermédio entre as pessoas que buscam emprego e empresas do DF, as vagas para serviços, obras e comércio são as que mais aparecem.

Incentivos

Com as obras por toda parte no DF, os empregos também foram alavancados. A título de exemplo, somente nas obras ligadas à Secretaria de Obras, pouco mais de 20 desde 2019, foram gerados 20 mil empregos diretos e indiretos

Entre as medidas anunciadas pelo governo, o Pró-Economia é um dos que já têm ajudado a alavancar vagas. O primeiro foi lançado em maio deste ano, com 20 medidas para fomentar a economia da capital e evitar que precisem fechar as portas, aumentando o desemprego.

Um novo pacote de medidas, o Pró-Economia II, foi lançado na quarta-feira (24), com o objetivo de cumprir uma máxima econômica: a redução ou facilitação do pagamento de tributos para aumentar a arrecadação. As ações do governo foram elogiadas por diversos setores, que vão sentir na prática os reflexos do incentivo do Estado na criação de mais empregos e renda.

“Ao longo desses dois anos, adotamos várias medidas de redução, isenção e prorrogação de pagamento de impostos e, assim, conseguimos aumentar a arrecadação, trazer mais empresas para o DF e aumentar a quantidade de postos de trabalho”, avalia o secretário de Economia, André Clemente. “Nossa expectativa é de que a economia do DF continue crescendo. Graças a um trabalho de construção econômica, feito desde o início de 2019, com o fortalecimento do ambiente fiscal, a atração de investimentos para o Distrito Federal e o aumento da arrecadação”, complementa.

Com as obras por toda parte no DF, os empregos também foram alavancados. A título de exemplo, somente nas obras ligadas à Secretaria de Obras, pouco mais de 20 desde 2019, foram gerados 20 mil empregos diretos e indiretos. Em construções e reformas de novas escolas vinculadas à Secretaria de Educação, mais três mil empregos foram gerados. Com o lançamento do Pró-Economia II e novas obras previstas para 2022, a expectativa é de mais geração de empregos.

Para o secretário de Trabalho, Thales Mendes, todos esses incentivos criam um clima para aquisição de novos bens. “Isso permite que todo o setor produtivo  se sinta influenciado a fazer novas contratações.  Já temos percebido isso no aumento da oferta de vagas nas agências do trabalhador e também no número de carteiras assinadas”. Somente nesta sexta-feira, mais de 400 vagas estão abertas nas agências.

Governador Ibaneis Rocha celebra as mais de mil obras desde 2019, apesar da pandemia

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Só a Novacap investiu mais de R$ 422 milhões em licitações e iniciou 1.002 obras. Em 2022, outras 500 obras estão previstas

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) celebrou, na noite de quinta-feira (25) durante confraternização no Lago Sul, os números positivos do relatório prévio das ações referentes ao período de 2019 a 2021, os três primeiros anos do governo Ibaneis Rocha. “Apesar dos pesares da pandemia, esse foi um ano de glória. Fizemos muito. As realizações da Novacap foram dignas de registro e quero dividi-las com todos os presentes”, declarou o presidente da empresa Fernando Leite.

Governador Ibaneis Rocha e o presidente da Novacap, Fernando Leite, comemoram os números expressivos de obras realizadas no DF desde o começo do governo  | Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Ao todo, entre 2019 e 2021, a empresa executou 1.002 obras nas diretorias de Urbanização e Edificações. “Se você der uma volta na cidade, vai ver como ela está bonita. Esse foi um ano de trabalho, suor e muita integração. Estamos fazendo um grande trabalho para modernizar a empresa. Também queremos chegar mais perto, abraçar o cidadão”, afirmou.

O governador Ibaneis Rocha, que esteve entre os presentes, concordou e destacou a atuação da Novacap e dos demais órgãos para garantir melhorias ao DF.

“A gente anda pela cidade e sente o clima de harmonia, de obras, do astral elevado. Estamos nos aproximando do final do ano, em que pese a pandemia e a quantidade de pessoas que perdemos para a covid, nós temos muito a comemorar dentro do Distrito Federal. A cidade está em pleno movimento, as coisas estão acontecendo. É assim que vamos continuar até o fim do nosso mandato”, garantiu.

Execução

Na área da Diretoria de Edificações, a companhia entregou nove UBS, três hospitais de campanha, três hospitais, cinco feiras, 15 creches, 200 Pontos de Encontro Comunitário (PEC)  | Foto: Geovana Albuquerque / Agência Brasília

O presidente da Novacap fez questão de citar trabalhos importantes da companhia que beneficiaram a população desde 2019. Na área da Diretoria de Edificações, a companhia entregou nove UBS, três hospitais de campanha, três hospitais, cinco feiras, 15 creches, 200 Pontos de Encontro Comunitário (PEC), 100 parquinhos, 100 quadras esportivas, uma escola, duas pontes, 13 tesourinhas e deu início aos trabalhos do Hospital Oncológico. Mais obras ainda estão em andamento.

Números superlativos

O órgão efetuou ações que impactam o cotidiano dos moradores da capital, como 293.230,45 metros quadrados de pavimentação asfáltica, 583.882,36 metros quadrados de recapeamento asfáltico, 270 quilômetros de calçadas, a produção de 111.486,92 toneladas de massa asfáltica na usina própria da empresa, 1.500 metros de ampliação de rede de drenagem, 300 mil intervenções de podas e mais de 90 mil árvores plantadas.

“Esse é um número relevante [a quantidade de obras]. Para o [próximo] ano, pretendemos fazer cerca de 500 obras. Temos hoje 109 processos licitatórios de contratação de obras em andamento e 40 processos já licitados aguardando análises técnicas”, anunciou Fernando Leite sobre o planejamento para 2022. Nos últimos três anos, a Novacap licitou 314 contratos, que resultaram num investimento de R$ 442.308.436,82.

Integração

Uma das características da gestão do governador Ibaneis Rocha é o trabalho integrado dos órgãos vinculados ao GDF. A Novacap é uma das autarquias com mais participação transversal. “A Novacap funciona como o braço do governo. É a empresa que cuida da nossa cidade”, avaliou o secretário de Governo m, José Humberto Pires.

Ao todo, treze tesourinhas foram restauradas no Plano Piloto | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Entre os exemplos de trabalhos em conjunto estão as ações do GDF Presente, RENOVADF e Cidade Sempre Viva, programas que atendem as demandas dos moradores das regiões administrativas que compõem o DF, com ações básicas de construção civil.

O secretário destacou ainda o ano de trabalho da companhia, que desenvolveu obras nas áreas de edificações e urbanização garantindo a conservação da cidade e auxiliando na parte estratégica do desenvolvimento de Brasília.

“A Novacap tem um papel fundamental no governo. Porque faz projetos, fiscaliza e executa a maioria das obras, que vão desde a revitalização até a construção de novos espaços e faz ações emergências que precisamos corrigir na cidade”, completou.

O diretor geral do DER, Fauzi Nacfur Junior, também falou da importância da integração entre os órgãos. “Quando a gente soma os esforços, os equipamentos e os insumos, só pode dar o resultado que está dando hoje. A cidade está numa situação muito melhor do que pegamos. Temos certeza que será ainda melhor no ano que vem”, definiu.

Para Fauzi, os serviços da Novacap de restauração, recuperação de pavimento, tapa buraco e rede de água fluvial servem como prevenção, evitando danos maiores. O diretor geral citou os trabalhos de drenagem em Vicente Pires. “Acabou a lama, a poeira, a água em enxurrada. Em Vicente Pires, as pessoas [agora] têm dignidade e uma condição melhor. Esse é um exemplo da junção desses dois órgãos”, completou.

Governo de Goiás lança programa “Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social”, auxílio financeiro no valor mensal de R$ 350 que visa beneficiar 30 mil famílias com renda de até dois salários mínimos

Objetivo do novo programa da Agehab, cujo projeto de lei entrou em tramitação na Assembleia Legislativa, é criar nova frente de combate ao déficit habitacional no Estado.

Serão beneficiadas famílias sem casa própria que se enquadrarem nos requisitos e que têm dificuldade de arcar com custos do aluguel, por até 18 meses, podendo ser prorrogado. Proposta é subsidiar locação de imóveis até estejam aptas a receber nova moradia. Ao longo do tempo da concessão, haverá acompanhamento social, com estímulo ao autossustento e recolocação no mercado de trabalho. “Somos um governo social, para chegar às pessoas. Esse é nosso objetivo”, diz governador Ronaldo Caiado

O Governo de Goiás deu o primeiro passo, nesta quinta-feira (25/11), para a criação de nova linha de atendimento à população de baixa renda que integra o déficit habitacional do Estado. Um projeto de lei de autoria da Agência Goiana de Habitação (Agehab) foi apresentado na Assembleia Legislativa com objetivo de criar o programa de aluguel social “Pra Ter Onde Morar”. A iniciativa inovadora visa combater, de maneira imediata, com subsídio para locação de imóveis, a falta de moradias, que em Goiás afeta cerca de 156 mil famílias, de acordo com o Instituto Mauro Borges (IMB).

Com a aprovação da lei, a proposta do Governo de Goiás é atender cerca de 30 mil famílias goianas, conforme demanda surgida por meio de inscrições na Agehab e com subsídio proveniente do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege).

Conforme o texto, que segue para apreciação em plenário, será concedido auxílio financeiro no valor mensal de R$ 350, por até 18 meses, para famílias que se enquadrarem nos requisitos. Caso haja aval da assistência social da Agehab, ao final desse período, ele poderá ser prorrogado para mais 18 meses, conforme a evolução da situação. “Se tem um ponto do qual nós, no Governo de Goiás, não nos distanciamos nem um minuto, é cuidar das famílias mais vulneráveis do Estado”, destaca o governador Ronaldo Caiado. “Somos um governo social, para chegar às pessoas. Esse é nosso objetivo”, completa.

“A avaliação é de que há muitas famílias que já não podem mais esperar até que novos empreendimentos de interesse social sejam concluídos. Muitas delas estão na iminência de situação de rua, por exemplo, porque simplesmente faltam renda e condições”, explica o presidente da Agehab, Pedro Sales.

De acordo com Sales, o objetivo do programa não é apresentar uma proposta definitiva para a situação do déficit habitacional, mas sim atender casos mais urgentes que ferem a dignidade dos cidadãos goianos mais vulneráveis financeiramente.

“Ao longo do tempo da concessão do benefício haverá, paralelamente, o acompanhamento social da nossa equipe, com estímulo ao autossustento da família e à recolocação no mercado de trabalho”, observa. Nos casos em que as situações não evoluírem positivamente, segundo ele, as famílias tornam-se candidatas a beneficiárias de novas moradias construídas pelo Estado.

Entre os requisitos para a família ser atendida com o aluguel social estão renda familiar de até dois salários mínimos, ser constituída de, no mínimo, duas pessoas (com exceção de idosos), habitar moradia improvisada ou em coabitação ou, ainda, se tiver mais de 50% da renda familiar comprometida com aluguel. “São situações de extrema vulnerabilidade social que precisam ser atendidas”, salienta Pedro Sales.

O projeto de lei prevê ainda que a titularidade do benefício será preferencialmente da mulher e que terão prioridade famílias com idosos, pessoas com deficiência ou vítimas de violência doméstica. “Temos certeza de que, com essa iniciativa, vamos estar mais perto da nossa missão na Agehab, de diminuir o máximo possível a falta de moradias no Estado”, pontua o presidente da agência.

Dificuldades com aluguel
Entre as 156 mil famílias em déficit habitacional atualmente em Goiás, há um dado ainda mais relevante que justifica a criação do novo programa, conforme ressalta Pedro Sales. Ele lembra que, segundo o Instituto Mauro Borges, pelo menos 71% do total dessas famílias tinham dificuldade em arcar com os custos do aluguel. Em números absolutos – referentes ao ano de 2018 –, isso corresponde a 113 mil famílias nessas condições, o que significa algo em torno de 319 mil pessoas diretamente em situação de vulnerabilidade habitacional.

Outro diagnóstico mais recente, proveniente do Cadastro Único do governo federal, aponta que já havia em Goiás, em 2020, mais de 401 mil pessoas em situação de déficit habitacional, o que representa 5,7% da população.

“A criação do programa de aluguel social aliviará situações de precariedade de habitação mais urgentes para essas pessoas”, reforça Sales. Ele lembra que, geralmente, elas estão envolvidas em condições físicas de habitação extremamente precárias, coabitações (quando vários núcleos familiares dividem o mesmo teto) e, em casos mais graves, até mesmo chegam ao extremo se tornarem moradoras de rua.

Foto: Secom

Atividade econômica cresceu 2% em outubro, mostra novo indicador

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Ministério da Economia passará a divulgar estimativa todos os meses

A atividade econômica cresceu 2% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. A estimativa consta do Indicador de Atividade Econômica (IAE), lançado nesta quinta(25) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia.

A expansão foi puxada pelos serviços de informação, cuja atividade cresceu 8,4% em relação a outubro do ano passado. Em seguida, vieram os transportes, com expansão de 7,2%, e a categoria outros serviços, com alta de 6,5%. Em contrapartida, a indústria de transformação registrou contração de 4,9%, e o comércio encolheu 3,3% na mesma comparação.

Com a previsão de ser divulgado todos os meses, o IAE compara alguns dados econômicos divulgados diariamente para traçar uma estimativa de quanto a atividade cresceu ou contraiu em cinco setores da economia em relação ao mesmo mês do ano anterior. Entre os dados usados no indicador, estão os valores de notas fiscais da Receita Federal e das Receitas Estaduais, a variação do consumo de energia elétrica e estatísticas de mobilidade no trânsito urbano, em estradas e aeroportos.

De acordo com o Ministério da Economia, o indicador pretende antecipar, de um a dois meses, a divulgação de indicadores relacionados ao desempenho da economia. Até agora, o indicador mais confiável para traçar previsões para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos) se baseava em pesquisas mensais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e só fornecia dados com três meses de defasagem.

Segundo a SPE, o indicador pretende fornecer um termômetro para o PIB, mas sem traçar previsões para o comportamento da economia. A ideia é apenas mostrar se a atividade econômica está crescendo ou encolhendo para basear a tomada de decisões pelo Ministério da Economia.

O IAE será o segundo indicador oficial a fornecer dados sobre a atividade econômica. Desde 2003, o Banco Central divulga todos os meses o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que reúne dados de produção, de importações, de impostos e de subsídios sobre os produtos para estimar o desempenho mensal da agropecuária, da indústria e dos serviços. Para eliminar oscilações típicas na atividade econômica em determinadas épocas do ano, o IBC-Br tem ajuste sazonal dos dados.

Edição: Maria Claudia

Anvisa recomenda ao governo exigência de vacina para entrada no Brasil

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Rio promove o Dia D da Campanha de Multivacinação em crianças e adolescentes.

Agência defende que a política para as fronteiras seja revista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou novas recomendações ao governo federal sobre viagens ao Brasil. As diretrizes trazem avaliações do órgão sanitário sobre os protocolos que devem ser adotados para a entrada no país. Mas a transformação em regra depende do governo federal.

Em notas técnicas, a Agência defende que a política para as fronteiras seja revista, com o estabelecimento da cobrança de prova de vacinação para turistas e outros viajantes que desejam vir ao país de avião ou por via terrestre, em combinação com protocolos de testagem.

A equipe técnica da agência argumenta que a medida pode dificultar que o Brasil se torne um destino para não vacinados. Sem essa exigência, pessoas que não se imunizaram podem trazer mais riscos aos brasileiros.

Os viajantes teriam de ter concluído o esquema vacinal pelo menos 14 dias antes da partida para o Brasil. Como parâmetro de análise, seriam aceitos os imunizantes aprovados ou pela Anvisa ou pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Quase todos os países que exigem a vacinação como um dos requisitos para entrada de viajantes internacionais em seus territórios, exigem que a vacinação tenha ocorrido a pelo menos 14 dias, ou seja, que sejam somados 14 dias da data da última dose ou dose única”, justifica a nota técnica.

Via aérea

Para a entrada por via aérea, um procedimento sugerido é a testagem com métodos como antígenos ou medição de ampliação de ácidos nucleicos. Para não vacinados, a agência propõe quarentena até o resultado negativo dos testes laboratoriais (RT-PCR), que deve ser realizado a partir do quinto dia de chegada.

“Se a recomendação for acatada, sugerimos que seja previsto um termo que o viajante apresente à Polícia Federal ou outra autoridade de fronteira, em que declare onde cumprirá o período de auto quarentena”, diz a nota técnica.

Por fim, o documento recomenda que seja colocado para os viajantes a assinatura de uma declaração de viagem, com a inserção de informações sobre sintomas e contatos do viajante, para que as autoridades sanitárias possam tomar providências.

Via terrestre

Para o trânsito de pessoas de fora por rodovias, para além da recomendação de prova de vacinação, a Anvisa defende que não seja permitida a entrada de pessoas não vacinadas. “Os não vacinados, caso queiram adentrar em território nacional, devem utilizar o modal aéreo, em que os controles são mais adequados”, diz a nota da agência.

O documento da agência, no entanto, prevê exceções para a prova de vacinação. Uma delas seria no caso de pessoas trabalhando no transporte de cargas. Outra seria a dispensa no caso de países em que a cobertura vacinal tenha chegado a uma situação de imunidade coletiva.

Secretários

Os conselhos dos secretários estaduais (Conass) e municipais de Saúde (Conasems) divulgaram nota manifestando apoio às notas técnicas da Anvisa com as recomendações de novas regras para a entrada no Brasil.

“O recrudescimento da pandemia em países europeus e o aumento de casos nos EUA, e Canadá, bem como em países da América do Sul, tais como Bolívia, Equador e Paraguai, conforme informação divulgada hoje pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), exigem que o Brasil adote medidas sanitárias adicionais, de modo a proteger sua população”, diz o texto.

Edição: Fernando Fraga

 

A importância do networking e as novas conexões para o protagonismo feminino

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*Edna Vasselo Goldoni

Durante os mais de 30 anos da minha carreira, conheci muitos profissionais, das mais diversas áreas e segmentos do mercado.

E sem dúvida alguma, posso afirmar que construir relacionamentos baseados em confiança é uma das estratégias mais assertivas para o sucesso na trajetória profissional. Principalmente quando você está verdadeiramente disposto a colaborar e aberto para receber apoio.

A jornada começa quando conhecemos diversas pessoas que se tornam parceiros de trabalho, de projetos, nos inspiram, motivam e até, em determinado momento, passam a aprender conosco.

A maneira como construímos nossos relacionamentos faz toda a diferença. Afinal, estando no mundo corporativo ou não, estamos sempre falando de pessoas.

São as pessoas que dão alma às empresas e formam a sua cultura. São as pessoas que negociam umas com as outras e influenciam a tomada de decisão. Nada acontece de forma tranquila no mundo dos negócios, ou mesmo numa família, se não há um bom relacionamento entre os que convivem naquele ambiente.

E se um bom relacionamento é fundamental para que as coisas aconteçam de forma equilibrada, seja no trabalho, seja na vida pessoal, a mulher tem papel preponderante nesse equilíbrio, dado o protagonismo que ela vem assumindo no mundo ao longo dos anos.

Fazer networking serve para construir e estreitar relacionamentos com pessoas ou grupos que tenham algo em comum. Como a mesma área profissional, a mesma causa, projetos semelhantes, mesmos objetivos, contudo, estão em diferentes posições no mercado.

E quanto maior e mais qualificada for a sua rede de contatos, mais networking e mais oportunidades. E a internet facilitou as coisas.

Já dizia a máxima: “Quem não é visto, não é lembrado”, então além de criar conexões é importante se manter presente na sua rede de relacionamentos.

Antes de ter à mão as redes sociais, era bem mais difícil e custoso manter o relacionamento constante com todas as pessoas da nossa rede. Hoje, esse processo é facilitado e ampliado com os benefícios que a tecnologia nos oferece, já que praticamente todas as pessoas estão conectadas à internet.

Trocar mensagens, felicitar pelo aniversário e conquistas, chamar para uma conversa rápida ou mesmo um bate-papo via vídeo, é muito mais simples e possível. Aliás, o que teria sido de nós nessa pandemia, sem esses recursos?

E mesmo que não haja nenhum contato como estes que acabei de mencionar, só de estar presente nas redes sociais compartilhando informação, já te mantém ativo e presente.

Para ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela The Adler Group revelou que 85% das oportunidades de trabalho são preenchidas por meio de indicações da rede de contatos.

Por isso sempre enfatizo que são inúmeros os benefícios de investir e cultivar uma rede profissional. Aumenta a chance de conhecer pessoas interessantes, oportunidades de crescimento profissional, expansão do conhecimento e visão de mundo, suporte para esclarecer dúvidas, construção de boa reputação no mercado, maior destaque na área de atuação, visibilidade diante de lideranças, potenciais clientes e parceiros, além de possibilitar benchmarking com profissionais experientes e ainda te mantém bem-informado sobre as tendências do mercado.

Esteja sempre ativo e presente demonstrando interesse genuíno pelas pessoas. Não vale procurar só quando precisa de algo, é sempre bom ter em mente aquela máxima que diz “seja interessante e não interesseiro”.

Mantenha sua rede sempre atualizada sobre o que está acontecendo com você, assim as pessoas poderão te acionar, para te oferecerem oportunidades que condizem com o momento que está vivendo. Se mostre sempre colaborativo e disposto a ajudar, isso é fundamental para que sua rede faça o mesmo por você.

Participar de eventos, dos mais variados, seja do seu mercado ou mesmo de algo diferente, para ampliar a visão de mundo e possibilitar novas conexões com redes diferentes das quais já faz parte.

*Edna Vasselo Goldoni é fundadora e presidente do Instituto Vasselo Goldoni, CEO da Vasselo Goldoni Desenvolvimento, HR Influencer 2021 – 1º lugar no Brasil; membro honorário e vitalício da All Ladies League Global Network (Soul Sister), única mulher indicada ao Prêmio TOP OF MIND Profissional de Vendas, sendo finalista em três Edições; representou o Brasil no Congresso Mundial da ONU Mulheres em 2016.

Pilotos e comissários farão greve a partir do dia 29

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Avião Boeing 747

Aeronautas reclamam de intransigência nas negociações

Pilotos e comissários de voo entrarão em greve a partir da 0h do dia 29 próximo (segunda-feira), por tempo indeterminado, em todo o país, conforme decidido em assembleia realizada ontem (24). Em nota, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou que a decisão pela paralisação é em consequência da “intransigência das companhias aéreas nas negociações da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”.

“Em respeito à sociedade e aos usuários do sistema de transporte aéreo, os aeronautas farão a paralisação de 50% dos tripulantes por dia, enquanto os outros 50% permanecerão em serviço. A categoria reivindica unicamente reajuste salarial que contemple a reposição das perdas inflacionárias nos últimos dois anos — INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] do período de 1º de dezembro de 2019 a 30 de novembro de 2021”, disse nota do SNA.

Também em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) afirmou que a greve foi incentivada pelo SNA que, segundo a entidade representante das empresas, estaria, “desde a primeira reunião de negociação para a convenção coletiva”, desconsiderando “contraproposta ou caminho alternativo para as pautas apresentadas pelas empresas”, além de insistir “na reposição integral da inflação dos últimos 24 meses, ignorando a convenção coletiva vigente e a realidade financeira do setor”.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas argumentou que, conforme informes publicados pelas empresas e matérias veiculadas na mídia, as finanças das companhias aéreas já se encontram em processo “acelerado” de recuperação, a ponto de projetar crescimento para o futuro próximo, “o que não condiz com a intransigência de impor achatamento salarial de toda uma categoria”.

Perdas salariais

Na avaliação da entidade que representa os aeronautas, a proposta apresentada pelas empresas está “muito aquém de recompor as perdas salariais, já rejeitada pela categoria”. Afirmou, ainda, que o sindicato patronal “negou a ultratividade da atual CCT”, não garantindo a manutenção das cláusulas atuais da convenção em caso de um novo acordo não ter sido fechado até a data-base (1º de dezembro).

“Desde o início da pandemia a categoria nunca parou de trabalhar, tendo enfrentado graves riscos de contaminação por covid-19, e deu sua contribuição no combate à doença transportando vacinas, insumos e equipamentos. Além disso, pilotos e comissários deram colaboração importante para a recuperação das empresas aéreas ao aceitar, de maneira correta, reduções salariais e remuneratórias que perduram até hoje”, argumenta o SNA.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias  informou que os 50% de tripulantes que permanecerão em serviço não serão suficientes para garantir a prestação de serviços. “Vale destacar ainda que o envio de listas nominais de empregados que estariam ‘indisponíveis’ fere a liberdade individual de escolha de cada empregado, que pode decidir aderir ou não ao movimento”, acrescentou a entidade representante das empresas, ao defender que as categorias profissionais defendam seus interesses “por todos os meios legítimos, inclusive a greve, desde que esgotada a via negocial e observada a legalidade”.

Edição: Kleber Sampaio