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Caiado contempla estudantes universitários em situação de vulnerabilidade socioeconômica com aluguel social no valor de R$ 350, um dos eixos do programa Pra Ter Onde Morar

Caiado contempla estudantes universitários em situação de vulnerabilidade socioeconômica com aluguel social no valor de R$ 350, um dos eixos do programa Pra Ter Onde Morar

Estudante interessado deve ter mais de 18 anos ou ser emancipado, estar no sistema do CadÚnico, e morar no município por período de, no mínimo, três anos. “Nosso objetivo é combater evasão escolar e fortalecer processo de aprendizagem”, diz governador. Iniciativa beneficia alunos da UEG e do Programa Universitário do Bem (ProBem). No geral, projeção do Governo de Goiás é alcançar 30 mil famílias

O aluguel social, criado pelo governador Ronaldo Caiado e instituído como um dos eixos do programa Pra Ter Onde Morar, traz uma inovação. Pela primeira vez, além das famílias em estado de vulnerabilidade socioeconômica, a iniciativa terá também como público-alvo jovens universitários em situação de adversidades financeiras.

De acordo com a lei n° 21.186, publicada no último dia 30 de novembro, estudantes da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e beneficiários do Programa Universitário do Bem (ProBem) poderão pleitear o benefício, que consiste no repasse mensal, pelo Governo de Goiás, de R$ 350 para que os contemplados consigam custear o aluguel de moradias ou pagar a prestação da casa própria.

Como todos os outros potenciais candidatos, os estudantes devem também estar enquadrados nos requisitos básicos: constar na base de dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), ser maior de 18 anos ou emancipado, e morar no município por período de, no mínimo, três anos.

“Nosso programa tem também o objetivo de combater a evasão escolar e de fortalecer o processo de aprendizagem”, afirma o governador Ronaldo Caiado.

“Qualquer pessoa que precisar do benefício [programa Pra Ter Onde Morar] deverá cumprir os requisitos básicos. Caso contrário, o pedido já é indeferido. O fato de ser estudante é um item que auxilia no ranqueamento para a distribuição das vagas”, explica o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Pedro Sales, ao acrescentar ainda que os universitários precisarão comprovar frequência às aulas de 75%.

Programa Pra Ter Onde Morar, do Governo de Goiás, é composto por quatro eixos: construção, reforma, escritura e o mais recente, aluguel social.

Política habitacional
Com projeção de contemplar 30 mil lares, a iniciativa do Governo de Goiás garante segurança habitacional e cria um mecanismo de alcance imediato para atenção às famílias em situação de pobreza e de endividamento familiar. “Temos que dar condição de as pessoas morarem dignamente, viverem tranquilas e em paz”, afirma Caiado.

A estimativa inicial de número de beneficiários vai atacar o problema de déficit habitacional no Estado, estimado em 156 mil famílias, de acordo com levantamentos realizados pelo Instituto Mauro Borges (IMB).

O auxílio será concedido por um prazo de 18 meses, com possibilidade de prorrogação deste período. Ao longo do tempo da concessão, haverá acompanhamento social, com estímulo ao autossustento e recolocação no mercado de trabalho. Os recursos para garantir a ação são provenientes do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege).

A atuação do Governo de Goiás será correlacionada a outras ações de políticas sociais para qualificação profissional, empreendedorismo, geração de renda, planejamento e educação financeira.

Prioridades
Assim como ser estudante universitário da UEG ou beneficiário do ProBem auxilia no ranqueamento para a conquista do repasse financeiro do programa, há outros critérios que estabelecem prioridades, entre eles: estar em situação de moradia improvisada; ter perdido o financiamento imobiliário em virtude do não pagamento das parcelas; ter um aluguel que comprometa valor igual a 50% ou comprometimento de 75% da renda em dívidas; ser pessoa com deficiência ou ter no núcleo familiar pessoa com deficiência.

Serão atendidos, preferencialmente, vítimas de violência doméstica; família monoparental; idosos; pessoas com renda familiar comprometida com dívidas formais, entre outros.

 

Ministério da Justiça estabelece normas para visitas íntimas nas penitenciárias do país

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Resolução foi publicada hoje no Diário Oficial

Uma resolução do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), publicada no Diário Oficial da União  desta quinta-feira (2), estabelece normas para as visitas íntimas de pessoas privadas de liberdade nos estabelecimentos penais das unidades federadas, cabendo à administração prisional o cumprimento das normas estabelecidas pela resolução.

Em um de seus artigos, o documento diz que a administração prisional exigirá, para a concessão da visita conjugal, o prévio cadastro da pessoa autorizada no respectivo serviço social do estabelecimento penal, bem assim a demonstração documental de casamento ou união estável. E que não se admitirá concomitância ou pluralidade de cadastros de pessoas autorizadas à visita conjugal da pessoa privada de liberdade.

No caso de substituição da pessoa cadastrada, deverá ser obedecido prazo mínimo de 12 meses, contados da indicação de cancelamento pela pessoa privada de liberdade. A periodicidade da visita conjugal deve ser preferencialmente mensal e observará cronograma e preparação de local adequado para a sua realização.

A resolução diz também que não será admitida a visita conjugal por pessoa menor de 18 anos de idade. Exceto nos casos de casamento ou união estável devidamente formalizada em registro público para jovens entre 16 anos e 18 anos de idade.

Em outro item, o documento ressalta que nas situações em que a pessoa visitante se faça acompanhar de criança ou adolescente, a visita conjugal só poderá ocorrer se o estabelecimento penal dispuser de local adequado para espera e acompanhamento da criança ou adolescente por responsável.

Prato Cheio e Cartão Gás serão política de Estado

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Projeto de Lei vai garantir continuidade dos benefícios em qualquer época. Mais de 110 mil famílias de baixa renda serão beneficiadas

O Governo do Distrito Federal (GDF) deu mais um passo para aperfeiçoar a gestão do Cartão Gás e do Prato Cheio. Os programas sociais de segurança alimentar e nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) foram instituídos emergencialmente por conta da pandemia da covid-19. Mas dois projetos de lei foram enviados nesta quarta-feira (1º) para tramitação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com o objetivo de que ambos tenham um caráter permanente a partir de agora.

“A pasta já estudava essas alterações que serão extremamente benéficas à população, pois os programas passam a ganhar um caráter permanente, uma vez que não sabemos até quando os efeitos econômicos da pandemia vão afetar as famílias”Ana Paula Marra, secretária substituta de Desenvolvimento Social

Em relação ao Cartão Gás, lançado em de 10 de agosto deste ano, a ideia é alterar parte da Lei nº 6.938/2021. Considerando o alto custo do gás de cozinha, de acordo com o novo texto, no artigo 1º deixa de constar o trecho “de caráter emergencial”. Outra mudança ocorre no artigo 6º. A intenção é alterar o prazo de duração do programa de 18 meses para se tornar continuado.

Outra mudança foi a revogação do artigo 11 da lei anterior, que previa a vedação do recebimento cumulativo do benefício, caso houvesse a implementação de programa semelhante pelo governo federal. Dessa forma, passa a ser possível receber o benefício local, que oferta R$ 100 às famílias a cada dois meses, juntamente com o auxílio do Governo Federal.

Quanto ao Prato Cheio, lançado em maio de 2020, o objetivo é que ele seja instituído como lei, tendo assim orçamento próprio visando à manutenção do programa. O benefício é pago ao cidadão por um período de seis meses consecutivos. Para uma nova solicitação, é necessário que a pessoa agende um novo atendimento nos Cras, pelo 156 ou no site www.sedes.df.gov.br.

Pagamento

É importante lembrar que, nesta quarta-feira (1º) começou a ser depositada a parcela de R$ 250 referente ao mês de dezembro. Além disso, mais de 4 mil novas famílias foram incluídas no programa, que passa a atender cerca de 40 mil famílias em todo o Distrito Federal. Foram quase R$ 10 milhões investidos apenas no pagamento deste mês.

“A pasta já estudava há algum tempo essas alterações, que serão extremamente benéficas à população brasiliense, pois os programas passam a ganhar um caráter permanente, uma vez que não sabemos até quando os efeitos econômicos da pandemia vão afetar as famílias”, explica a secretária substituta de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

Desemprego em Goiás recua de 13,5% para 10% no terceiro trimestre de 2021, e taxa de desaceleração é 2,6% superior ao índice nacional, aponta IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística contabiliza que número de pessoas ocupadas em território goiano fechou em 3,36 milhões durante meses de julho, agosto e setembro deste ano

Goiás apresenta a sétima menor taxa de desocupação na comparação com as outras 26 unidades da federação. Setores de serviços, administração pública e indústria puxam oferta de empregos. “Isso mostra como a retomada tem sido eficiente no Estado. Nossa responsabilidade com educação e profissionalização avança para gerar riqueza e dignidade”, afirma governador Ronaldo Caiado

O desemprego em Goiás caiu de 13,5% para 10% nos meses de julho, agosto e setembro de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A desaceleração do desemprego goiano foi 2,6% superior a queda nacional, que fechou em 12,6%. Com isso, o Estado apresenta a sétima menor taxa de desocupação na comparação com os outros 26 estados brasileiros, acompanhado pelo Espírito Santo, que também teve 10% de desemprego no trimestre.

“Isso mostra como a retomada tem sido eficiente em Goiás. Nossa responsabilidade com a educação e a profissionalização avança para gerar riqueza e dignidade”, afirma o governador Ronaldo Caiado.

O número de pessoas ocupadas em território goiano fechou em 3,36 milhões no trimestre. Enquanto a população desempregada ficou em 375 mil. Dentre os setores que mais cooperaram para a empregabilidade dos três meses, estão o comércio que emprega 667 mil pessoas; seguido da administração pública (560 mil); e a indústria, com 427 mil contratados.

Já a média da renda por habitante em Goiás fechou em R$ 2.363,00 o que representa que a massa de remuneração total goiana é de R$ 7,88 bilhões. Na comparação com o último indicador, o montante teve alta de R$ 185 milhões.

O titular da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel Sant’Anna disse que o trabalho do Governo de Goiás é para gerar emprego e renda e os números divulgados pelo IBGE mostram que o trabalho do Estado está dando certo.

“Trabalhamos dia após dia para devolver Goiás aos goianos. Acreditamos que preparando um ambiente favorável para os negócios e qualificando a mão de obra, iremos gerar empregos e renda através da atração de novos investimentos”.

Joel lembrou que este final de semana é de notícias boas. Destacou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou saldo positivo de mais de 107 mil trabalhadores com Carteira de Trabalho assinada em Goiás no período entre janeiro e outubro.

 

Sósia de Aline Moraes, Marina Brum volta ao Bella da Semana no Especial 2021

Sósia da atriz Aline Moraes, Marina Brum está de volta ao Bella da Semana como uma das estrelas do Especial 2021.  Em fotos inéditas, que vão ao ar nesta semana na maior revista masculina do país, a modelo catarinense mostrou novamente muita sensualidade. A modelo, que já fez trabalhos para marcas renomadas como Calvin Klein, Spezatto Teen e All Things Hair, protagonizou um dos ensaios mais vistos do ano e agora retorna para a alegrai dos fãs. Confira o ensaio www.belladasemana.com.br

Marina afirma que o fim de ano perfeito é ao lado das pessoas que gosta e costuma passar a data viajando e se divertindo com os amigos. Para a modelo, melhor do que um bom Gin para curtir a festa é ter seus pedidos atendidos para 2022. “Crescimento pessoal, profissional e financeiro. Foco total no trabalho para que eu possa alcançar meus objetivos com êxito”.

Como os fãs do Bella da Semana já sabem, o ensaio Especial sempre é estrelado por duas musas. Marina confessa que foi incrível fotografar com outra modelo e que rolaram até uns beijinhos. “Rolou sim. Ela é uma pessoa incrível. Me senti confortável em fotografar e, além disso, fizemos uma amizade linda”.

Marina também falou sobre o ensaio e deixou um recado para os fãs. “Que vocês possam aproveitar com muito gosto esse presentão especial que fiz para vocês com tanto carinho, pois tudo é pensando no prazer de vocês e poder deixá-los ainda mais felizes”.

 

 

 

Jovem passa por cirurgia para retirada de tumor de 30 kg e volta a fazer planos

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Paciente recebeu alta depois de 7 dias em observação

Médico norte-americano especialista em grandes tumores veio a Curitiba (PR) especialmente para realizar procedimento, ainda raro no Brasil

Planos. Talvez essa seja a palavra que melhor define o atual momento da jovem Karina Rodini, que passou por uma cirurgia delicada e não convencional para retirada de um tumor de 35 kg das pernas. Caminhar, subir escadas, comprar uma roupa, sair no Natal e ir à praia são os principais planos que começaram a ser feitos ainda na UTI do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), quando se recuperava da cirurgia de 11 horas que retirou 80% do tumor que a deixava com pouca mobilidade e a obrigava comprar roupas sob medida.

A neurofibromatose, doença responsável por esses tumores gigantes, foi descoberta antes dos dois anos de idade. Manchinhas no corpo, que ela costumava chamar de “café com leite”, já chamavam a atenção da família. “Quando eu era criança, as manchas começaram a ficar elevadas, mas o médico dizia que não podia fazer nada. Na adolescência, a situação se agravou. Com 12 anos fiz uma cirurgia para retirada de um cisto de oito quilos no ovário. Aos 15, as manchas voltaram a ficar maiores”, conta Karina, que chegou a fazer dez cirurgias de grande porte e várias pequenas entre os anos de 2012 e 2018.

Em 2019, começou uma “vaquinha virtual” para conseguir financiar viagens em busca de tratamento. Com pesquisas pela internet, descobriu o médico norte-americano Mckay McKinnon, especialista na retirada de grandes tumores. “A minha esperança pela cirurgia sempre foi maior do que qualquer medo. A necessidade de voltar a ter qualidade de vida me fez fazer vaquinhas, expor meu problema nas redes sociais e, graças a muitas pessoas, eu consegui”, desabafa a curitibana. 

Tecnologia e esforço de muitos profissionais

No último ano, Karina passou por tratamentos com remédios via oral, mas foi quando conheceu o cirurgião plástico Alfredo Duarte que passou a ter mais esperança de melhora. É ele o responsável pelo caso de Karina atualmente e quem passou a fazer todos os contatos com o médico norte-americano para acertar os detalhes técnicos da cirurgia. “Dr. McKay tem experiência na retirada desse tipo de tumor que envolve muitos tecidos, em uma área muito vascularizada. É a primeira vez que se realiza uma cirurgia desse porte no Brasil; na literatura, encontramos muitas linhas contrárias pelo risco ao paciente. Mas conseguimos retirar 80% do tumor em volta da raiz, na medula espinhal, e a experiência americana indica que nessa área não irá nascer outro tumor. Foi um grande aprendizado”, conta Duarte.

“Nós não entendemos todo o mecanismo, mas meu conceito é que podemos cortar a conexão entre o sistema nervoso central e o tumor, fazendo com que o crescimento potencial possa parar”, explica o norte-americano. A cirurgia demandou um centro cirúrgico com tecnologia de ponta e uma equipe formada pelos mais diversos profissionais, grande parte do corpo clínico do Hospital Marcelino Champagnat. “Além dos equipamentos de ponta, cirurgias como essa são sempre um desafio em relação à anestesia, principalmente pelo longo tempo de duração, que aumenta os riscos de complicações pelo comprometimento das funções de alguns órgãos considerados essenciais. Acredito que o controle do sangramento e a reposição dos componentes sanguíneos foram essenciais para o resultado positivo obtido. Isso junto ao bom funcionamento do rim e à manutenção da temperatura corpórea”, explica o anestesista Clóvis Corso. O procedimento contou com cirurgião plástico, geneticista, dermatologista, cardiologista, ortopedista e oftalmologista. 

McKay atua desde 1985 como cirurgião plástico em Chicago, mas já viajou o mundo, em países como Vietnã, atuando com equipes diferentes em novos procedimentos de tratamento de doenças raras. “Eu tento gerar uma determinação sobre o potencial da equipe antes de iniciar a cirurgia. Em geral, esse tipo de cirurgia é muito difícil e precisamos ter uma comunicação precisa. E, quando não falamos a mesma língua, é fundamental esse esforço porque o retorno do investimento em ajudar essas pessoas é bem grande, por isso não importa se é difícil. No caso da Karina, ela é jovem, relativamente saudável e, mesmo que tenha o tumor, tem uma grande chance de ter uma vida normal”, ressalta McKay.

4º Seminário Jurídico de Seguros – Exercício irregular da atividade seguradora – Mercado marginal de seguros

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O painel de encerramento do 4º Seminário Jurídico de Seguros – realizado pela Revista Justiça & Cidadania e pela Confederação Nacional das Seguradoras –CNseg, tratou da oferta de proteção veicular por “associações” que atuam sem a supervisão da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Presidido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luiz Alberto Gurgel de Faria, o painel contou com a participação do ministro do STJ Geraldo Og Fernandes, do vice-presidente da CNseg, Roberto Santos, e do procurador-chefe da Susep, Jezihel Pena Lima.

O ministro Og Fernandes comentou o RE 1.616.359/RJ, que foi apreciado sob sua relatoria pela 2ª Turma do STJ em 2018, e que tinha origem na ação civil pública ajuizada pela Susep contra uma associação que oferecia proteção veicular, com sede em Belo Horizonte. Na sentença da Vara Federal no Rio de Janeiro, de dezembro de 2013, foi deferida a liminar e julgados parcialmente procedentes os pedidos, incluindo a declaração de ilicitude da atividade e a determinação da suspensão imediata das atividades securitárias da associação.

A sentença fundamentava-se no fato de que a associação não contrata seus funcionários, utiliza pessoal em troca de ganhos imediatos ou comissões, o que fragiliza o consumidor, na medida em que não dispõe da intermediação feita por um corretor profissional. Além disso, o não cumprimento das exigências legais por parte da associação, como o recolhimento de tributos e a formação de reservas técnicas, eleva os riscos para os associados e representa concorrência desleal às empresas que atuam de forma regular. Na sequência, porém, Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, em julho de 2014, acolheu recurso da associação e julgou improcedentes os pedidos da ação.

Respaldo indevido – Reformada a sentença, foi declarada a possibilidade da instituição de uma associação sem fins lucrativos para promover proteção automotiva a seus associados, com respaldo no Enunciado nº 185 da III Jornada de Direito Civil, promovida pelo Conselho da Justiça Federal, que trata da interpretação do art. 757 do Código Civil e foi assim redigido: “A disciplina dos seguros do Código Civil e as normas de previdência privada que impõe a contratação exclusivamente por meio de entidades legalmente autorizadas não impedem a formação de grupos restritos de ajuda mútua, caracterizados pela autogestão”. Com a rejeição dos embargos de declaração, a Susep formalizou recurso especial ao STJ em 2016.

O Ministério Público Federal (MPF) deu parecer pelo provimento dos recursos especiais, afirmando que a interpretação conferida pelo Enunciado nº 185 não se aplica ao caso porque a associação não consubstancia grupo restrito, além da sentença violar “flagrantemente” os artigos 24, 78 e 113 do Decreto Lei nº 73/1966, uma vez que foi retirada da Susep a possibilidade de interferir na fiscalização e adequação da associação aos ditames legais. No julgamento do recurso especial, a 2ª Turma decidiu de forma unânime pelo restabelecimento da sentença de 1º grau, a partir da compreensão de que a descrição das atividades da associação tem todas as características de um típico contrato de seguros de danos. Os embargos de declaração foram rejeitados pelo STJ e um recurso extraordinário interposto pela associação foi inadmitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, ainda está pendente de análise o agravo formalizado com base no art. 1.042 do Código de Defesa do Consumidor.

Novos casos – Segundo sites especializados, mencionados pelo ministro Og Fernandes, a Susep já ajuizou ao menos 360 ações civis públicas buscando o encerramento ou a suspensão das atividades destas associações que operam à margem da fiscalização da autarquia. Para o magistrado, “a existência de expressiva quantidade de demandas ainda em trâmite aliada ao avanço de projetos de lei para alterar normas de regulamentação da atividade certamente culminará na chegada de novos recursos ao STJ para o enfrentamento do tema e, possivelmente, o cenário legislativo e normativo será um pouco diferente daquele no qual analisei o mencionado recurso. (…) O caso que esteve sob a minha relatoria foi o primeiro a ser apreciado no âmbito do STJ. Seguramente, não será o último”, comentou o magistrado.

Diante de um quadro mostrado pelo ministro Og Fernandes, no encerramento de sua apresentação, com decisões tanto favoráveis quanto contrárias à argumentação das ações ajuizadas pela Susep em diferentes TRFs, incluindo decisões divergentes dentro das mesmas cortes, o Ministro Luiz Alberto Gurgel de Faria ressaltou a importância da missão de uniformização da interpretação da legislação federal pelo Superior Tribunal de Justiça.

“Associado” não é consumidor – Com atuação no ramo de seguros há mais de 30 anos, Roberto Santos apresentou as diferenças conceituais entre as seguradoras e as ditas “associações de proteção veicular”. Caracterizou as primeiras como empresas legalmente autorizadas e reguladas pela Susep que, recebendo o prêmio, assumem o risco e garantem a indenização em caso de ocorrência de sinistro amparado pelo seguros. Já as “associações”, segundo o executivo, não se enquadram nos critérios das associações tradicionais, pelo fato de seus associados não possuírem qualquer outro animus associativo em comum a não ser a suposta “proteção veicular”.

Segundo o executivo de seguros, estas associações estão em processo de expansão de seus negócios para outras áreas, como o ramo de residências e também para o ramo vida, com desenhos semelhantes. O preço de uma proteção veicular é em média 30% mais barato que um seguro tradicional, o que só é possível diante do não pagamento de tributos e da inexistência das garantias de solvência. Roberto Santos informou que somente em 2020, as seguradoras que operam no ramo de automóveis, cujas apólices atualmente dão cobertura a mais de 19 milhões de veículos no país, constituíram R$ 8,3 bilhões para fazer frente às suas obrigações. Já no mercado das “associações”, com cobertura estimada sobre seis milhões de veículos, não há qualquer provisão.

Santos acrescentou que enquanto as seguradoras regulares são fiscalizadas pela Susep e estão submetidas ao Código de Defesa do Consumidor, as associações, além de não fiscalizadas, alegam não se submeter ao CDC, porque “associado” não seria consumidor.  Segundo ele, há atualmente 13 projetos de lei, nos legislativos federal e estaduais, voltados à regulamentação das associações de proteção veicular e as seguradoras regulares consideram necessária a aprovação de uma lei que, de forma definitiva, termine com a assimetria entre as duas operações.

Fiscalização de Grupos Restritos – Em sua apresentação, Jezihel Pena Lima pontuou primeiramente que o Decreto Lei nº 73/1966 exige para atuação no mercado segurador a autorização do órgão estatal competente, no caso a Susep. As entidades assim interessadas precisam ter roupagem jurídica de sociedade anônima ou cooperativa – no caso, restrita apenas aos ramos de seguros agrícolas, de saúde e de acidentes de trabalho. Outro ponto trazido pelo Procurador-Geral é que entidades que não se qualificam como sociedades anônimas, intituladas associações de proteção veicular, já detêm parte considerável desse mercado, funcionando à margem da regulação estatal, vendendo seus produtos a uma massa de população bastante expressiva, que não conta com a garantia do Estado.

Segundo Lima, a relatoria do ministro Og Fernandes no julgamento do RE 1.616.359/RJ é um precedente divisor de águas para quem milita no assunto, por ter trazido maior segurança ao debate e a chancela de que o combate a esse mercado estava na linha correta. O procurador-Geral da Susep ressaltou, contudo, que a questão dos grupos restritos ainda representa risco considerável ao mercado segurador e à população que consome esses produtos, pois teria sido de certo modo ressalvada pela tese fixada no Enunciado nº 185. Segundo ele, toda vez que há a captação de recursos junto ao publico e a sua acumulação sob a gestão de terceiros existe a necessidade de intervenção do Estado, a exemplo do que ocorre no caso da saúde suplementar, sob a fiscalização da ANS, e dos consórcios, supervisionados pelo Banco Central.

Mais sobre a 4ª edição – Apresentado pelo Editor-Executivo da Revista Justiça & Cidadania, Tiago Salles, o 4º Seminário reuniu novamente ministros das cortes superiores, membros do Ministério Público e CEOs das maiores seguradoras do país, desta vez em formato totalmente virtual. Parte do projeto Conversa com Judiciário, realizado pela Revista, o Seminário teve apoio institucional do STJ e do Conselho Nacional de Justiça.

A abertura do 4º Seminário foi prestigiada pelo presidente do STJ, ministro Humberto Martins, e pelo presidente da CNseg, Marcio Coriolano. Nos demais painéis, foram discutidos: o dever de informar dos estipulantes de seguros de vida; as formas de aperfeiçoar o sistema NatJus e os critérios de correção das dívidas judiciais do setor privado. Assista a íntegra no canal da Revista Justiça & Cidadania no Youtube e confira a cobertura completa na edição de dezembro.

Plenário do Senado aprova indicação de André Mendonça ao STF

Placar foi de 47 votos a favor e 32 contra

O plenário do Senado Federal aprovou, por 47 votos a 32, a indicação do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

Mais cedo, Mendonça foi sabatinado pelos integrantes da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Casa. Lá, a aprovação se deu por com 18 votos a favor e outros 9 contra.

A indicação ficou parada na CCJ por mais de quatro meses, o maior tempo registrado até hoje. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), foi a primeira mulher a relatar uma indicação de ministro aos Supremo.  Antes da votação no plenário, Eliziane disse que nenhuma outra indicação foi carregada de tanta polêmica quanto de André Mendonça. Segundo ela, viu-se o debate religioso assumindo o lugar do debate sobre a reputação ilibada e o notório saber jurídico do candidato. “Ninguém pode ser vetado por sua orientação religiosa”, disse.

Após temporal, vias do córrego do Arrozal passam por recuperação

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Equipes do GDF Presente consertam estragos trazidos pelas fortes chuvas, que deixaram exposta a tubulação de abastecimento das chácaras da região

Quando as chuvas vêm fortes, as enxurradas dos temporais saem arrastando o que está pela frente. Assim ocorreu no córrego do Arrozal, em Planaltina, onde uma estrada de acesso à região foi danificada e deixou exposta a tubulação de água que abastece parte da vila e as chácaras do núcleo rural.

Receosos de passarem por cima das manilhas sem aterramento e acabar danificando o material, comprometendo o fornecimento de água, moradores e motoristas de caminhões pesados acionaram o Governo do Distrito Federal (GDF). Com o suporte da Administração Regional de Planaltina, a equipe do GDF Presente foi direto para a comunidade agrícola, iniciando a recuperação da via e preservando o fornecimento da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) na região. Durante as últimas chuvas, um ônibus atolou na chamada rua da Caixa d’Água. As tentativas de retirá-lo do atoleiro acabaram deixando o terreno ainda mais sensível. Não precisou de muito para que um temporal aumentasse as fissuras, colocando em risco até os veículos menores que transitavam por ali.

O autônomo Christian Marra, 48 anos, morador de uma das chácaras da região, conta que a estrada, há tempos, precisava de manutenção mais bem articulada. Ao ver o ritmo dos trabalhos, ele avalia: “O serviço está sendo muito bem executado, e o material utilizado também é bom. Posso dizer que já melhorou quase 100%”.Em dois dias de trabalho, foram transportadas para lá cerca de 200 toneladas de agregado britado – entulho de obras reciclado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Além de preencher as valas abertas pela chuva, o material permitiu o aterramento e nivelamento de toda a extensão da via, de quase mil metros. “Vamos resolvendo os problemas das pessoas com o mínimo que a gente tem, fazendo muita diferença na vida delas”, afirma o coordenador do Polo Norte do GDF Presente, Ronaldo Alves.

 

Nome de André Mendonça ao STF é aprovado da CCJ no Senado

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André Mendonça (Foto Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Ex-ministro da Justiça teve 18 votos a favor e 9 contra

Foi aprovado nesta quarta (1º) o nome do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça  pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal. O evento, que durou cerca de 8 horas, teve votação secreta. Dos 27 presentes, 18 votaram a favor de Mendonça, outros 9 contra.

Na última parte da sabatina, vários senadores anteciparam publicamente o voto, entre eles Simone Tebet (MDB-MS), Jorginho de Mello (PL-SC), Orioristo Guimarães (Podemos-SP), Eduardo Girão (Podemos-CE). Eles destacaram a humildade e reputação ilibada do candidato à vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).

Drogas

Questionado sobre uma eventual descriminalização do uso de drogas no Brasil – sem especificar quais seriam -, Mendonça disse ter convicção de que as drogas fazem mal às pessoas e que devem haver políticas públicas para seu combate.

Direito à vida e eutanásia

Embora tenha dito que o direito a vida deve ser preservado, Mendonça ponderou que casos de pessoas com idade avançada e que estejam sofrendo com tratamentos devem ser analisados. Porém, declarou ser temerária a adoção da eutanásia como política pública.

Papel do Poder Judiciário

O candidato à vaga no STF ouviu, reiteradamente, manifestações dos senadores a respeito da preocupação com o chamado “ativismo judiciário”, a extrapolação do poder por parte de juízes e do Supremo. Novamente, Mendonça defendeu o respeito ao papel primordial dos poderes: “Cabe ao legislativo legislar”, disse ele, mas esclareceu que isso não significa que o Judiciário possa se omitir diante de eventuais questões do Legislativo. Para ele, o papel do Poder Judiciário deve ser um papel mais reservado.

Plenário

Após ser questionado e ter passado pela votação pela CCJ do Senado, Mendonça terá o nome submetido ao crivo dos 81 senadores no plenário da Casa. Para ter o nome aprovado nesta etapa, o jurista precisará do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores.