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E se a Imprensa virasse uma grande rede social? Especialista explica a nova era no marketing digital

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Especialista em marketing digital, comenta sobre a novidade anunciada pelo Google e o cenário da comunicação para o futuro

Jennifer de Paula

A renomada empresa Google acaba de lançar uma inovação para o mundo da comunicação. Chamada de “News Showcase”, o aplicativo tem páginas de conteúdos informativos selecionados por veículos de comunicação. De acordo com a empresa, o objetivo é oferecer notícias com credibilidade e com mais contexto para os usuários. “Depois da imprensa ter perdido espaço na mídia social e dessas ferramentas terem prejudicado a credibilidade das informações com as fake news, o Google vai transformar a imprensa em uma grande rede social”, afirma a BBA, especialista em Marketing Digital e diretora de marketing da MF Press Global, Jennifer de Paula, que a convite da associação portuguesa de imprensa esteve presente no evento “A Transição Para o Digital”.

Para ela, a novidade do Google aumenta a relevância da credibilidade da imprensa. “Agora as pessoas vão ter acesso direto aos canais de comunicação. É possível escolher os assuntos preferidos, os veículos favoritos e isso vai transformar a imprensa em uma rede social”, detalha a especialista.

Jennifer chama atenção ainda para os prejuízos causados pela facilidade de propagação de informações. “A qualidade da informação acabou se perdendo com o tempo e essa inovação que está acontecendo vai modificar todo o marketing digital em um período muito curto. Essa transformação vai mudar totalmente a forma com a qual as pessoas enxergam a imprensa”, opina.

“É como se o google pudesse qualificar a imprensa e as pessoas vão conseguir selecionar quem serão as principais e mais relevantes. É uma espécie de like dado dentro da imprensa, isso é sensacional”, afirma a especialista. Os avanços tecnológicos disseminados por grandes empresas como o Google estão ditando as mudanças sociais em uma velocidade impressionante. “O desenvolvimento da rede social está fazendo com que todo o resto do mundo digital tenha que se atualizar para não perder a credibilidade”, explica.

Jennifer de Paula defende que a popularização da internet e das mídias sociais têm um poder transformador quase espontâneo. “O rádio era um meio de comunicação que estava sendo deixado de lado. De repente, a internet surge trazendo os podcasts e o rádio volta a expandir e o comportamento das pessoas referente a ele muda também”, exemplifica. “Um outro exemplo é o TikTok que causou alterações significativas dentro e fora do mundo virtual, mudando o modo de fazer marketing, priorizando vídeos ao invés de fotos e gerando também alterações de comportamentos na sociedade. É incrível a velocidade e a profundidade das alterações que estão acontecendo, é necessário ficar de olho em tudo para não ficar para trás”, pontua.

Sobre Jennifer de Paula

Jennifer de Paula é diretora de marketing e gestão da MF Press Global, uma agência de comunicação internacional. Responsável por gestão de mídias sociais, carreira, posicionamento de marca, comunicação integrada e construção de autoridade no mercado de profissionais que somam milhões de seguidores nas redes sociais. A especialista é referência no que diz respeito às principais atualizações do mundo digital.

Presidente Bolsonaro é internado em São Paulo com desconforto abdominal

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De acordo com hospital, não há previsão de alta

O presidente da República, Jair Bolsonaro, está internado desde a madrugada desta segunda-feira (3), no Hospital Nova Star, em São Paulo, onde passará por exames. Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, um desconforto abdominal foi o motivo da hospitalização. A Secom informa, ainda, “que o presidente passa bem e que mais detalhes serão divulgados posteriormente, após atualização do boletim médico”, diz a nota divulgada na manhã de hoje.

Segundo o Hospital Vila Nova Star, Bolsonaro tem um quadro de obstrução intestinal. “Ele está estável, em tratamento e será reavaliado ao longo desta manhã pela equipe do Dr. Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo. No momento, sem previsão de alta”, diz a nota do hospital.

Bolsonaro desembarcou em São Paulo por volta de 1h30, após deixar o Forte Marechal Luz, em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina, onde passou a virada do ano.

Pela manha de hoje ele postou em suas redes sociais:

– Comecei a passar mal após o almoço de domingo.
– Cheguei ao hospital às 03h00 de hoje.
– Me colocaram sonda nasogástrica.
– Mais exames serão feitos para possível cirurgia de obstrução interna na região abdominal.
– É a segunda internação com os mesmos sintomas, como consequência da facada (06/set/18) e 4 grandes cirurgias.
– Dr. Macedo, em viagem, chega às 15h de hoje.
– Jair Bolsonaro.

Taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,2% em janeiro

Redução faz parte de compromisso firmado entre governo e B3

A partir de 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto pagará menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos cairá de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis.

Segundo o Tesouro Nacional, a redução da taxa atende a um compromisso firmado entre o Tesouro e a B3 para monitorar as condições de mercado e aproveitar oportunidades para baratear de forma permanente a taxa cobrada pela bolsa de valores. Em nota, o órgão informou que as mudanças pretendem tornar o Tesouro Direto mais barato, acessível, com liquidez e seguro para os investidores. Segundo o órgão, a democratização de títulos públicos a pessoas físicas ajuda a sociedade a ter mais educação financeira e a entender como o governo se financia.

A medida foi anunciada em outubro, durante a Semana do Investidor, promovida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a B3, a bolsa de valores brasileira. A custódia (manutenção) dos títulos públicos comprados por pessoas físicas cabe à bolsa de valores, que recebe uma remuneração pelo serviço duas vezes por ano, uma em janeiro e outra em julho.

Histórico

No início do Programa Tesouro Direto, em 2002, os bancos e as corretoras cobravam taxa de administração, e a B3 tinha taxa de custódia de 0,5%. Ao longo dos anos, as taxas de administração deixaram de existir e a taxa de custódia caiu progressivamente, até chegar a 0,3% em 2019. Naquele ano, a taxa de custódia caiu para 0,25%.

Além disso, em agosto de 2020, os investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic, título corrigido pelos juros básicos da economia, passaram a ser isentos da taxa de custódia. Somente saldos acima desse valor aplicados no Tesouro Selic são cobrados.

Além das cobranças semestrais, a taxa de custódia incide sobre o pagamento de juros, a venda do título para terceiros ou o encerramento da posição do investidor, com a forma de cobrança definida pelo evento que ocorrer primeiro.

Captação de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto <https://www.tesourodireto.com.br/>.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

Mirassol vence Taguatinga na abertura da Copinha 2022

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Kauan marca o primeiro gol da competição

A Copa São Paulo de Futebol Júnior começou com a vitória apertada do Mirassol sobre o Taguatinga por 1 a 0 neste domingo (2), no Estádio Manuel Francisco Ferreira, em Bálsamo, pelo Grupo 3. O time do Distrito Federal foi melhor nos primeiros 45 minutos, mas não conseguiu converter a superioridade em bola na rede.

A equipe paulista voltou para a etapa final disposta a vencer e conquistou os três pontos com gol de Kauan, que entrou em campo com um penteado igual ao de Ronaldo Fenômeno na final da Copa do Mundo de 2002, contra a Alemanha. Além do corte de cabelo do atacante, o uniforme do Mirassol é uma homenagem ao título da Seleção Brasileira.

O jogo

A primeira boa chegada foi do Taguatinga, aos sete minutos. Bola levantada na área, o goleiro Vinícius se precipitou e Joãozinho acertou um belo chute de canhota, de fora da área. Vinícius se recuperou e fez bela defesa, salvando o Mirassol.

Aos 19 minutos, o atual vice-campeão paulista Sub-20 respondeu. Falta cobrada pela esquerda que Otávio completou de cabeça. Lucas Diniz espalmou e jogou para escanteio. A equipe paulista quase abriu o placar dois minutos depois. Em novo cruzamento pela esquerda, Lucas Diniz saiu mal e Kauan, desequilibrado, completou. A bola passou muito perto do gol.

Mesmo com as duas chances criadas pelo adversário, o Taguatinga era melhor e teve a grande oportunidade da primeira etapa aos 26 minutos. Pedrinho recebeu lançamento e ficou cara a cara com o goleiro. Ele bateu colocado de perna direita e obrigou Vinícius fazer uma defesaça. O time do Distrito Federal manteve o domínio, mas não chegou ao gol.

No segundo tempo tudo mudou. Com um minuto, o Mirassol chegou ao primeiro gol. Após cruzamento pela esquerda, Kauan subiu sozinho na área e cabeceou no ângulo direito, sem chances para o goleiro.

Três minutos depois, Kauan fez boa jogada e tocou para Moreira, que finalizou no travessão. Na sobra, Rinaldi chutou forte e Lucas Diniz salvou o que seria o segundo gol. O Mirassol só chegou com perigo novamente aos 25 minutos, mais uma vez com Moreira. Após bobeada da zaga do Taguatinga, o camisa 6 teve a chance de fazer o segundo, mas acabou mandando para fora.

Mesmo mal na etapa final, o Taguatinga quase chegou ao empate aos 39 minutos. Após cobrança de escanteio pela esquerda e “bate-rebate” na área do Mirassol, a defesa do time paulista conseguiu tirar a bola em cima da linha. A equipe do DF reclamou bastante com o árbitro alegando que a bola teria entrado.

Na próxima rodada, o Mirassol enfrenta o Confiança, quarta-feira (5), às 13h45min. Já o Taguatinga pega o Sport logo depois, às 16h. Todas as partidas do Grupo 3 são disputadas em Bálsamo.

Artigo | A palavra é ESPERANÇA

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

NÃo sabemos o que nos espera no ano que se inicia, mas sei que é a esperança que nos impulsiona.

Sendo assim, espero muitos milagres (eles acontecem a todo momento, nós é que estamos muito ocupados para prestar atenção), e sendo bastante subversivo, ouso listar alguns:

1. Que a chamada “grande mídia” pare de desinformar, de adulterar fatos, de prostituir notícias, com construção de narrativas divorciadas da realidade e se conforme com seu papel de noticiar atos e fatos, deixando a análise para os leitores, ouvintes e telespectadores. Em resumo, pare de mentir.

2. Que os institutos de pesquisa se limitem a fotografar o momento, mas com dados reais e não com os objetivos daqueles que pagam as “pesquisas”. Talvez, mesmo ostentando maus antecedentes, possam recuperar a credibilidade perdida no meio das mentiras produzidas e seu candidato “preferencial” possa sair de casa sem ser hostilizado.

3. Que a sigla MP volte a abrigar promotores de justiça e não meninos buliçosos e mimados que usam a força coercitiva do estado para construir narrativas falaciosas e draconianas para satisfação de seus interesses corporativistas, ideológicos e partidários.

4. Que alguns ministros tenham um surto de lucidez e reconheçam sua condição humana. Quem sabe com isso, parem de amesquinhar o poder que deveriam servir metendo a colher enferrujada onde não devem, agindo como se fossem maridos de aluguel ou, para os mais antigos, agindo como bombril (com suas 1001 utilidades).

5. Que todos, mas principalmente estes 2 últimos, procurem nos sebos ainda existentes no país um livrinho velho, em completo desuso, esquecido e escondido nos porões da maldade da consciência de alguns, que foi escrito em 05/10/1988, e com base nesse livrinho aproveite o recesso para fazer um cursinho intensivo. Quem sabe com isso, conhecendo o livrinho consigam entender o espírito que presidiu sua elaboração.

Como se pode ver, são milagres simples perfeitamente possíveis, bastando que o Senhor da vida dê um minuto de lucidez para alguns.

Eu sou brasileiro, não desisto e portanto tenho esperança.

Feliz 2022

Raimundo Ribeiro

Cidadão brasileiro

Artigo | Autoconfiança impulsiona profissionais para uma carreira de sucesso

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* Alexandre Slivnik

Confiança é um dos fatores que pode impulsionar o profissional a desenvolver melhor o próprio trabalho. No entanto, é fundamental ter cuidado para que não ocorra excesso de confiança, que pode causar cegueira. Portanto, é necessário ter pé no chão e bastante preparo para ter autoconfiança na medida certa.

Mas como desenvolver essa qualidade sem se exceder? O primeiro passo é entender que somos seres únicos, incomparáveis e insubstituíveis. A partir desse pressuposto é essencial entender que nós sempre temos algo a acrescentar. Essa é a confiança necessária para que outros tenham confiança em você. Se você não confiar si mesmo, pode ter certeza que ninguém vai confiar.

A melhor forma de buscar a autoconfiança é através do autoconhecimento, entender como você reage às situações, as suas forças e suas fraquezas. A autoconfiança leva ao sucesso mas é a preparação que leva até ela e por isso é fundamental buscar aprendizado que ajude nesse processo, mas também na profissionalização constante.

Pessoalmente, acredito que também é papel das organizações e principalmente dos líderes fazerem com que os seus colaboradores sejam autoconfiantes. Nos meus últimos estudos percebi que as empresas precisam trabalhar mais com amor e eu fiz um acrônimo da palavra amor pra tentar fazer um paralelo com a autoconfiança.

O A de adaptar, porque para ser mais confiante eu preciso me adaptar às novas realidades. O M de mover, e quem trouxe primeiro essa reflexão foi o filósofo Cortella, onde ele cita os Rolling Stones e explica que pedras rolantes não criam musgo. O é de ousar, uma vez que pessoas autoconfiantes fazem isso e hoje, no mundo corporativo, se você não ousar, você não cresce. E por último o R de ressignificar. Hoje estamos em uma pandemia e por mais que venham vacinas é uma realidade que nós já vivemos há quase dois anos e vamos continuar vivendo. Então é preciso ressignificar as relações de trabalho e o modo de aprender.

Outra questão que pode impactar na autoconfiança atualmente são as redes sociais, considerando que a comparação é algo constante quando se tem acesso a Instagram, face book e até mesmo LinkedIn. Com a enxurrada de informações sobre o que as pessoas estão vivendo, ganhando e desenvolvendo, todo o processo pode se tornar uma competição. Mas é importante se lembrar de que nem tudo está presente nas telas, e apesar das paisagens e promoções vistas nesse ambiente, também existem problemas por trás da tela.

A empatia e a humildade também devem fazer parte deste caminho. Ajudar outras pessoas é uma forma de desenvolver as próprias habilidades e colocar as forças em prática. Além disso, também é importante identificar algumas fraquezas para saber quais podem ser trabalhadas e quais não fazem parte do seu escopo de trabalho. Dessa maneira é possível usar o próprio tempo com mais inteligência.

Lembre-se que todos possuem fraquezas e forças, é importante assumi-las e colocar o foco sobre as suas forças. Ter confiança nas coisas em que se faz bem é fundamental para crescer e ter sucesso no campo de trabalho.

Alexandre Slivnik é reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É membro da Society for Human Resource Management (SHRM) e da Association for Talent Development (ATD). Palestrante e profissional com 19 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, ÁFRICA e JAPÃO, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education – Boston/ EUA). www.slivnik.com.br

 

Primeiro dia útil do ano com 91 chances de assinar a carteira de trabalho

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As oportunidades estão em 41 profissões com vagas de emprego abertas nas agências do trabalhador

Um novo ano, um novo emprego. Nas agências do trabalhador do DF, são 191 possibilidades de assinar a carteira de trabalho neste primeiro dia útil de 2022. As oportunidades estão em 41 profissões e os salários podem chegar a R$ 3 mil, caso de quem for contratado para atuar como chefe de cozinha.

Com faixa salarial entre R$ 2 mil e R$ 2,6 mil, serão contratados um analista financeiro (exige nível superior), um carpinteiro, um confeiteiro, um marceneiro, 40 operadores de empilhadeira, um operador de guindaste e dois subgerentes de restaurante. Todos ainda terão benefícios acrescidos ao salário.

Entre as profissões com mais vagas,  estão atendente de lanchonete (18), conferente de carga e descarga (35) e vendedor (28). Para essas áreas, a remuneração varia de R$ 1,1 mil a R$ 2.020,71, mais benefícios. Todas exigem candidatos de nível médio de escolaridade.

Para se candidatar a qualquer uma das vagas, há dois caminhos: presencial, indo a uma das 14 agências, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, ou pelo aplicativo Sine Fácil. Mesmo que o candidato não se encaixe em um dos perfis das vagas disponibilizadas no dia, o sistema poderá cruzar informações e encontrar uma oportunidade de acordo com as especificações do currículo.

Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho.

A secretaria também disponibiliza o número de telefone para atendimento em caso de dúvidas referentes a qualquer um dos serviços prestados pela pasta, responsável pelas agências do trabalhador: (61) 99209-1135.

Procura cresce e vacina contra gripe está disponível em todo o Distrito Federal

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Governo local segue imunizando população, porém cobertura em 2021 ainda é baixa entre grupos prioritários

O contágio por covid-19 em toda a família, em momentos diferentes, desregulou o controle vacinal da professora Daniela Frade, 47 anos. Moradora da Asa Norte, ela focou em se imunizar contra o novo coronavírus, ainda que contraído entre a primeira e a segunda dose, e acabou retardando a busca pela vacina que toma anualmente: a que previne a contaminação pelo vírus influenza.

Nesta semana, a educadora entrou na fila junto com outras pessoas na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Norte para finalmente completar seu calendário vacinal. “Sou totalmente favorável a qualquer tipo de vacina. Tomo todos os anos contra a gripe, mas me atrasei administrando os casos de covid em casa”, conta ela, mãe de três filhos.

O aumento de síndromes gripais em outros estados brasileiros tem feito a população do Distrito Federal procurar um dos pontos de vacinação espalhados pelo Plano Piloto e as outras 32 regiões administrativas, abertos das 8h às 17h.

Agora, já não é mais necessário o intervalo de 14 dias entre as vacinas da gripe e da covid, podendo ser tomadas, inclusive, na mesma hora.

Ainda assim, a cobertura vacinal contra a gripe no DF foi aquém do esperado em 2021. Durante a campanha aberta pelo Governo do Distrito Federal (GDF), entre 12 de abril e 31 de agosto, foram vacinadas 1.002.342, contra 1.082.667 em 2020, e 894.959 em 2019.

Com o baixo interesse pelos grupos prioritários, o Ministério da Saúde liberou a vacinação gratuita para toda população acima dos 6 meses de idade.

Seja motivado pelo aumento dos números de casos de gripes no país ou interesse em sair do DF para aproveitar as festas ou férias de fim de ano, a busca pelo imunizante nos últimos dias impressionou até os atendentes das UBSs. “Tá vindo tanta gente que parece ainda estarmos em campanha”, observa a técnica em enfermagem da UBS 1 Simara Penido.

Entre os grupos prioritários, os idosos foram os que mais se preveniram ao contágio da gripe. Entre esse grupo a cobertura vacinal chegou a 76,7%, seguidos dos professores, com 75,9%; das gestantes, com 65.5%; das puérperas, com 55,7%; e das pessoas com comorbidades, com apenas 27,3% imunizadas.

Enfermeira da área técnica de Imunização da Secretaria de Saúde, Fernanda Lemos diz que o aumento do número de casos de pessoas gripadas fez com que pessoas “vissem” a doença, e começassem a correr atrás do imunizante. “É importante se vacinar antes de a doença aparecer, logo quando a campanha é liberada para o seu grupo. O efeito da vacina é preventivo e não curativo”, lembra.

Confira os funcionamentos das UBS’s do DF

Ministério da Saúde encerra hoje a consulta pública sobre vacinação de crianças

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Participação pode ser feita até as 23h59 deste domingo

Termina às 23h59 deste domingo (2) a consulta pública sobre vacinação contra covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é “informar e conhecer as dúvidas e contribuições da sociedade científica e da população” sobre a vacinação das crianças nessa faixa etária.

No dia 16, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou  o uso do imunizante Pfizer para o público infantil. Já o Ministério da Saúde disse que a vacinação não deve ser obrigatória e, para a aplicação do imunizante nesta faixa etária, deve ser exigida prescrição médica e autorização dos pais ou responsáveis, mediante assinatura de termo de assentimento.

O ministério acrescenta que a inclusão da referida faixa etária no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação deverá priorizar crianças com deficiência permanente ou comorbidades, bem como aquelas que vivam “em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de covid-19”. No caso de crianças sem comorbidade, a ordem de prioridade vai das mais velhas para mais novas, iniciando com o grupo com idade de 10 a 11 anos.

Resultado

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a decisão do governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro. Um dia antes (4) especialistas em imunização vão participar de uma audiência pública sobre a vacinação de crianças em 4 de janeiro. “O encontro promoverá o debate sobre o documento do Ministério da Saúde disponibilizado para a consulta pública”, explicou a pasta.

Apesar da consulta, governadores de vários estados brasileiros disseram que, independentemente do resultado obtido, irão vacinar crianças sem necessidade de prescrição médica, conforme preconiza as orientações da Anvisa. Em nota enviada na quinta-feira (30) ao Ministério de Saúde, o governador do Pará, Helder Barbalho, oficializou o pedido de imunizantes para iniciar a vacinação em crianças entre 5 e 11 anos. Segundo o pedido, o estado está articulado junto aos municípios para iniciar a vacinação de imediato em janeiro.

Na sexta-feira (31), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, determinou que o presidente da Jair Bolsonaro e Marcelo Queiroga prestem esclarecimentos sobre ato que determinou a realização de consulta pública a respeito da vacinação contra a covid-19 em crianças de cinco a 11 anos de idade.

ENTREVISTA | “A economia do DF está aquecida e teremos mais empregos em 2022”

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(Foto: Renato Alves / Agência Brasília)

Em entrevista à Agência Brasília, governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, faz um balanço da gestão, do enfrentamento à pandemia e apresenta um cenário de propostas para 2022

Um Distrito Federal que enfrentou a pandemia, vacinou a população, manteve os canteiros de obras ativos e, ainda em meio à crise nacional, conseguiu reaquecer a economia nos diversos setores produtivos. Esse é o balanço que o governador Ibaneis Rocha faz dos três anos de sua gestão, em meio ao prenúncio do que esperar para 2022.

No penúltimo dia do ano, o chefe do Executivo local recebeu a equipe da Agência Brasília para uma conversa. Nela, fez uma avaliação das ações de governo; das obras que vão impactar positivamente a vida do brasiliense e, principalmente, de quem depende do transporte público; das construções de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); e recordou ainda as mais de 18 mil nomeações de concursados para melhorar o serviço prestado à população.

“Nós temos as contas em dia, não temos o risco de deixar de pagar nenhum funcionário, estamos avançando nos benefícios sociais, temos muitas obras na cidade e melhoramos a nossa capacidade de pagamento da classe C para a classe B”, resumiu Ibaneis, ao dar nota 8 à condução do governo na gerência da pandemia.

Confira abaixo os principais trechos dessa conversa.

Esta gestão já acumula mais de 1,4 mil obras em todo o DF. O que o brasiliense pode esperar para 2022?

2022 é o ano da conclusão da maioria dessas obras. É um ano que a gente tem expectativa de acelerar bastante, principalmente a partir do término das chuvas, o que deve gerar muito emprego para população do Distrito Federal – e nós precisamos que isso cresça realmente. Nós temos outras obras que serão lançadas ao longo do ano, principalmente na área da saúde. Temos ainda algumas unidades básicas de saúde que precisam ser construídas para a gente estabilizar o atendimento da saúde na nossa cidade. Será um ano de muito crescimento, um ano de desenvolvimento para cidade, um ano que a gente vai buscar, o máximo possível, não atrapalhar a continuidade do trabalho da máquina administrativa.

O que o senhor destaca como a principal ou as principais entregas para esse primeiro semestre do ano?

Olha, nós temos aí a principal entrega para o primeiro semestre que é o túnel de Taguatinga que deve sair ali por volta do mês de junho. E nós temos vários desses viadutos que foram iniciados, em especial do Sudoeste, também com previsão de entrega ainda no final do primeiro ou início do segundo semestre.

O brasiliense se locomove muito de carro e o DF tem um automóvel para cada três habitantes. As novas obras de arte feitas na cidade estão sendo pensadas nesse fluxo de veículos nas vias?

Nós temos uma dificuldade muito grande que é o modelo de transporte público feito aqui no Distrito Federal. É um modelo ponta a ponta. A pessoa entra no ônibus em Samambaia e vem descer na Estrutural. Isso dificulta o sistema público de transporte porque não se tem o reabastecimento ao longo das linhas dessa população. Em razão disso utiliza-se muito o transporte veicular, as pessoas fazem isso aqui com muita constância. Mas o foco dessas obras todas é exatamente facilitar o transporte via ônibus. Todas essas vias estão sendo pensadas com corredores. É o caso da Avenida Hélio Prates, que vai ter um corredor de ônibus saindo lá do final de Ceilândia, próximo ao Sol Nascente, e desaguar no Eixo Monumental. Todo pensamento é exatamente voltado para que a gente tenha um tráfego mais ágil no transporte público. Isso vai ser feito também com a continuidade da EPTG – que, hoje, para ali logo depois do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Nós vamos concluí-la, tanto paro o Setor Policial Sul quanto para chegar ao Eixo Monumental. Isso vai facilitar muito a vida das pessoas, vai tirar um bom tempo gasto no trânsito e devolvê-lo às famílias para que elas possam viver em conjunto.

Por falar em transporte público e mobilidade, mesmo com a alta do combustível, que foi um destaque nacional, o GDF segurou o aumento do preço das passagens de ônibus. Há algum reajuste das tarifas previsto para 2022?

Não, não temos nenhuma previsão de aumento e estamos com as nossas tarifas equilibradas. Tivemos alguns problemas aí no final do ano porque houve uma complementação tarifária feita com orçamento do Distrito Federal, exatamente para que a gente não tenha aumento no valor das tarifas. A gente sabe que nós estamos vivendo um período de muito desemprego, um período de muita dificuldade e tudo que a gente não quer nesse momento é um aumento de tarifa de ônibus.

As aulas presenciais voltaram agora no fim do ano. E o governo tem algum planejamento para suprir o déficit educacional forçado pela pandemia nesses quase dois anos de ensino remoto?

Em primeiro lugar, o retorno às aulas foi um sucesso. Nós temos que parabenizar os professores, os educadores do DF como um todo. A direção das escolas fez um belíssimo trabalho de retomada das aulas. Só que nós temos um déficit educacional que foi muito grande em virtude desse período em que ficamos assistindo aulas remotas. Então, está na hora da educação, e aí a secretária de Educação Hélvia Paranaguá está fazendo isso. Fazer um reforço escolar para que todos esses alunos possam recuperar o conteúdo educacional perdido ao longo desse período.

O ICMS é a principal fonte de tributação de um Estado. O GDF abriu mão em várias taxações para movimentar setores e fomentar a economia, com reflexos, inclusive, no custo de produtos consumidos pelo cidadão. A gente pode entender quase como uma política de promoção de uma minirreforma tributária feita pelo senhor?

O que a gente tem visto é que determinadas cobranças de impostos que são feitas pelo Estado não tem o reflexo que se espera. A arrecadação termina sendo muito pequena em relação ao que você tem de benefício para as cidades. De outro lado, também há a necessidade de incentivar determinadas áreas de desenvolvimento no Distrito Federal. Isso foi feito em inúmeras áreas durante esse período de pandemia e, por incrível que pareça, o retorno tem sido muito positivo. Nós estamos arrecadando mais do que arrecadávamos antes, cobrando menos e arrecadando mais. O efeito tem sido muito favorável na balança para o Distrito Federal. Então, aquilo que for necessário fazer nos espaços onde nós tivermos condições de fazer desoneração de tributos, nós vamos continuar fazendo. Isso é uma política que eu chamo de política liberal da qual eu sou extremamente favorável. Eu acho que o Brasil perde muito de ter a sua reforma tributária. Com uma reforma de verdade, nós teríamos condições de investimentos muito maiores, teríamos investidores internacionais. Mas temos que pensar no nosso “quadradinho”. Aqui no Distrito Federal nós estamos fazendo a cartilha. Era pra ter avançado mais se não fosse a pandemia. Esperamos para 2022 poder crescer um pouco mais.

Em três anos de governo, a sua gestão foi a que mais convocou concursados – mais do que outros governos que passaram pelo DF e eram historicamente ligados às bandeiras do trabalhador. São 18 mil novos servidores até agora. O que significa esse investimento e por que ele é importante para a máquina pública?

É a reestruturação do Estado. A gente reclamou muito, por exemplo, que a saúde não está bem. Mas se você não contratar servidores na saúde, sejam eles celetistas ou estatutários – e nós fizemos os dois -, você não consegue recuperar a parte de recurso humano. Então, saúde se faz com investimentos nos suprimentos e com recursos humanos. Nós olhamos pra esse lado. Zeramos a fila de professores. Ninguém pode querer ter uma educação de qualidade se você não tiver professores lá na ponta e, principalmente, os concursados. Nós temos aqui no Distrito Federal, no caso da educação, ainda são convocados vários outros [professores] que são temporários. Mas o mais importante para nós é exatamente essa contratação de servidores públicos concursados. E tem uma área na qual não foi dada muita atenção nos últimos anos e é uma coisa que é muito importante que é a assistência social. Nós conseguimos crescer muito o número de servidores tanto da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) quanto na Secretaria de Justiça (Sejus) e na Secretaria da Mulher. Nós quase que não tínhamos nenhum chamamento para a Secretaria da Mulher. Hoje a Secretaria da Mulher funciona com quadro de pessoal efetivo. Temos o atendimento feito na Casa da Mulher Brasileira em Ceilândia que não existia, só existia Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto. Nós temos hoje uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Ceilândia também e tudo isso envolve um número de servidores que foram chamados. Eu me orgulho muito de, sendo um liberal, ter o respeito que eu tenho com a classe dos servidores públicos do Distrito Federal. E esse respeito se traduz também naquilo que eu fiz por eles. Além de pagar a terceira parcela do reajuste – vamos pagar a partir de abril, já está previsto -, também criamos o plano de saúde dos servidores do Distrito Federal que envolve aí mais de 50 mil pessoas inscritas. São 50 mil vidas e a gente espera chegar até o final de 2022 com aproximadamente 80 mil vidas no plano de saúde.

Na área de desenvolvimento social o GDF, inclusive, zerou as vacâncias que tinham?

E nós estamos esperando: o que aparecer de vacância nós vamos complementar.

Na saúde houve um investimento pesado: seis Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 2021. Que impacto positivo o brasiliense vai sentir na área?

A gente espera muito porque uma UPA dessas ela atende em torno de quatro mil pessoas por mês. Temos aí sete UPAs, sendo que duas serão entregues agora no início do ano. Vamos ter um aumento muito grande no número de atendimentos. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são muito importantes para a saúde do brasiliense porque é exatamente nela que se faz o acompanhamento da família. É ali onde você tem todo um atendimento, seja na área odontológica, seja dos pacientes com diabetes, e isso diminui muito o impacto dentro dos nossos hospitais. Estamos também reformando os nossos hospitais, dando uma melhor condição para que eles possam atender a população. Isso vai ser feito no Hospital Regional de Planaltina, com ampliação com mais um bloco, e com o Hospital Regional de Brazlândia, onde também vai ser feito mais um bloco.

Essa pandemia veio como imprevisto para todo mundo e a condução de um governo durante ela não foi algo fácil. Que análise que o senhor faz hoje das suas tomadas de decisões, tanto no fechamento quanto na liberação de serviços e espaços?

Olha, é uma história pra se contar quando ninguém sabia o roteiro. Tivemos ali vários momentos de dificuldade, principalmente aqueles em que o número de leitos foi muito reduzido. Mas nós avançamos muito no atendimento à saúde. Conseguimos agir rápido para que a gente pudesse atender essa população. Ficou um saldo negativo na questão da saúde, porque deixou-se de atender as cirurgias eletivas, aquelas cirurgias mais simples, para atender os pacientes de covid-19 que estavam necessitando de UTI. De um modo geral, eu acho que nós conseguimos sair bem. E uma coisa que revela isso foi, agora nesse final de ano, eu ter tido o prazer de ser homenageado por quase todas as federações do Distrito Federal: pela Fibra, pela Fecomércio, pela CDL, todas elas trabalhando ali e vendo que o que foi feito era o necessário. E quando deu pra aliviar a gente conseguiu aliviar no tempo certo. Então, se tivesse sido tão ruim, quem mais sentiu, que foi o comércio, a indústria e essas categorias, estariam reclamando. E, graças a Deus, isso não existe. Aqui no Distrito Federal todos os comerciantes voltaram agora a trabalhar com força total e têm condição de tornar o emprego viável para diversas pessoas que foram demitidas ao longo da pandemia. Acho que aos poucos nós vamos conseguir retomar. Agora, o balanço geral eu acho que a gente pode tirar uma nota 8 aí que dá pra ser aprovado. No momento certo nós fechamos aqui no Distrito Federal. Fomos o primeiro Estado da Federação a fechar. Seguramos as medidas. Fomos abrindo ao longo do tempo. Conseguimos dar segurança na saúde da população do DF e chegamos hoje numa condição de que as pessoas estão cada vez vivendo com mais tranquilidade.

O governo conseguiu manter, inclusive, as obras em funcionamento desde o início da pandemia, né?

É isso que nós não paramos, nós conseguimos manter todo a força de trabalho nas ruas, nós não paramos dentro das secretarias, fizemos todas as licitações necessárias, e é por isso que o Distrito Federal hoje continua numa situação de normalidade, nós estamos com tudo andando dentro da normalidade.

Os índices de desemprego inclusive têm caído nos últimos três meses. O senhor acredita que seja uma tendência?

Acredito que sim. Para nós aqui no Distrito Federal há uma tendência de diminuição do desemprego até porque os setores estão todos aquecidos, em especial a construção civil. A construção civil do Distrito Federal está num patamar bem elevado e deve contratar muito ainda nesse início do ano.

Por que o senhor tomou a iniciativa e transformou políticas provisórias como o Cartão Gás e o programa Prato Cheio em políticas permanentes de Estado?

Eu acho que existia ali um receio da população de baixar um decreto e terminavam com o programa, né? Então, nós mandamos exatamente para converter essas políticas públicas em políticas permanentes, não só políticas que seriam tomadas durante o período da pandemia. A ideia foi exatamente essa: dar segurança tanto para aqueles que estão em uma ponta recebendo quanto para aqueles outros que estão na outra ponta prestando serviço, como é o caso do cartão creche.

Nestes três anos completos de governo, que avaliação geral o senhor faz da sua gestão?

Olha eu não sou político, aliás eu não era político, eu agora sou político. E as experiências são muito grandes que a gente vive na tomada de decisões. Mas eu acredito que o saldo é bastante positivo em relação à administração do Distrito Federal. Nós temos as contas em dia, nós não temos o risco de deixar de pagar nenhum funcionário. Nós estamos avançando nos benefícios sociais, nós temos muitas obras na cidade. Nós melhoramos a nossa capacidade de pagamento da classe C pra classe classe B, o que permite ao DF tirar financiamentos nacionais ou internacionais. Do ponto geral, pra quem não tinha participado ainda e não conhecia a máquina pública, eu acho que nós estamos com um saldo positivo, muito positivo.

E o senhor está gostando de ser político?

Estou. Estou gostando porque é a única maneira que se tem realmente de transformar a vida das pessoas. E quando você pega uma pessoa que não tinha um plano de saúde – e eu já encontrei várias nas ruas – e vira pra mim e diz: “Olha, eu descobri que estou com câncer e estou fazendo tratamento no [hospital] Sírio Libanês”. Era quase impossível um servidor público fazer isso e para fazer tinha que tirar do seu salário uma parcela muito alta para pagar um plano de saúde. Então você consegue através da política fazer diversas mudanças nas vidas das pessoas, ajudando-as naquilo que é possível. E o Distrito Federal precisa de muita coisa ainda. Nós pegamos uma cidade em estado de degradação muito grande, muito grande. Temos aí asfaltos que precisam ser feitos, calçadas que precisam ser feitas, obras públicas que precisam ser realizadas e muita coisa ainda a fazer no DF. Eu vou focar em 2022 para que a gente consiga tirar do papel a maioria dos projetos para que a gente consiga avançar mais para população do Distrito Federal.