Estudo clínico aplicará o imunizante em 90 voluntários
A vacina brasileira contra a covid-19 deu um importante passo hoje (13), data em que inicia o primeiro estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários com idades entre 18 e 55 anos de idade. A fase 1 do estudo escolherá, de forma randomizada, a dose mais segura e o regime de dose que estimula resposta durável de anticorpos que neutralizam o organismo contra o novo coronavírus.
“Vamos agora medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes”, explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina, em cerimônia ocorrida na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Salvador.
A expectativa do pesquisador é de que a primeira fase do estudo seja concluída em três meses, e que, se tudo der certo, em um ano ou pouco mais a vacina já esteja disponível.
Vacina brasileira contra a covid-19 é aplicada pela primeira vez. (Neila Rocha (ASCOM/SEAPC/MCTI)
Na fase 2, que terá a participação de 400 voluntários, será testada a eficiência da vacina; e a fase 3 é a da administração em larga escala.
Primeira aplicação
O primeiro a receber a dose da vacina brasileira foi o técnico de segurança patrimonial Wenderson Nascimento Souza, de 34 anos de idade. A aplicação do imunizante foi feita pelo secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Sepef/MCTI), Marcelo Morales.
Presente na cerimônia, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que o 13 de janeiro de 2022 é um “dia histórico” tanto para a ciência no Brasil como para os brasileiros. “Neste ano do bicentenário da independência do Brasil, damos partida na independência do Brasil na produção de vacinas. Estamos em um ponto de inflexão na história do Brasil”, disse, ao destacar o papel de resgate que a ciência teve em vários momentos difíceis da humanidade.
Pontes lembrou que existem três tipos de vacinas, as importadas, as licenciadas e as nacionais, aquelas feitas por cientistas brasileiros. “É importante para o país ter soberania, autossuficiência e independência na produção de itens tão importantes para a vida dos brasileiros”, disse.
“Daqui para a frente, a gente pode dizer, de forma reduzida, que se o planeta não pode vender vacinas para o Brasil, o Brasil pode vender vacinas para o planeta”, acrescentou.
Vacina
A vacina RNA MCTI CIMATEC HDT é composta de duas partes, que são misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA) e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion, que ajuda a proteger a molécula do repRNA e faz o transporte até as células alvo.
Uma vez dentro das células, o repRNA é reconhecido como RNA mensageiros pelos ribossomos, que são estruturas que produzem as proteínas, com as instruções trazidas pelo RNA. Os ribossomos fabricam inicialmente o replicon, que gera várias cópias de si mesmo e, depois, as proteínas do coronavírus, que são quebradas em pequenos pedaços e expostas a nosso sistema imunológico. O organismo então identifica os fragmentos como algo estranho e passa a produzir anticorpos contra o novo coronavírus.
Segundo o infectologista Roberto Badaró, a vacina brasileira, que é de terceira geração, apresenta alguns benefícios específicos, como o uso de um número menor de componentes, podendo ser aplicada em doses mais baixas e sem a necessidade de imunizações seguidas. “Poderemos, em um sequenciamento e com a capacidade de sintetizar em uma única proteína as cinco variantes, ter uma vacina com as cinco variantes, no futuro. Portanto, podemos ter a vacina que rotineiramente será utilizada”, explicou o médico infectologista.
O desenvolvimento pré-clínico e clínico da vacina tem a participação dos Estados Unidos, Brasil e Índia, por meio de parceria entre as empresas HDT BioCorp. (Estados Unidos), Senai Cimatec (Brasil) e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). No Brasil, a parceria conta com o apoio da RedeVírus e com o financiamento do MCTI.
Com serviços executados em regime de plantão, Goinfra antecipa em 10 dias reabertura da meia pista a caminhões e carretas, que ocorre desde às 18h desta quarta-feira (12).
Estrutura da rodovia está reforçada para suportar fluxo, que segue no sistema siga e pare, com velocidade controlada e sob supervisão do Comando de Policiamento Rodoviário. “Agimos com celeridade para permitir trânsito de carretas e garantir reabastecimento dos municípios afetados pelas chuvas”, explica presidente Pedro Sales
O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), liberou, a partir das 18h desta quarta-feira (12), o tráfego de carretas na GO-118, entre Alto Paraíso e Teresina de Goiás. Com a execução dos serviços de reforço da estrutura do leito da rodovia em regime de plantão, com operários e máquinas trabalhando em três turnos, e as condições climáticas favoráveis ao andamento das obras, a agência conseguiu antecipar em 10 dias a abertura da pista, prevista anteriormente para 24 de janeiro.
“Estamos sensíveis à situação da região Norte e Nordeste, e agimos com celeridade para, agora com total segurança e tranquilidade, liberar a passagem das carretas para o reabastecimento dos municípios afetados”, explica o presidente da Goinfra, Pedro Sales. Em tempo recorde, as equipes técnicas conseguiram reforçar o talude com rastro de rocha e executar a compactação do material, o que vai permitir a passagem dos veículos pesados no trecho em obras, que fica a 20 quilômetros de Teresina de Goiás.
O tráfego continuará em meia pista, no sistema siga e pare, com velocidade controlada e sob a supervisão do Comando de Policiamento Rodoviário (CPR). A faixa liberada foi ampliada para a largura de 4,5 metros, e também foram instalados quebra-molas a 20 metros do trecho em obras, que está com sinalização e iluminação noturna reforçadas para maior segurança dos condutores.
A Goinfra dará continuidade aos serviços de recomposição do aterro e com o monitoramento de toda a região durante o período chuvoso. Quando a estiagem se firmar, será refeita a base e a capa asfáltica do trecho que sofreu com a erosão provocada pelas tempestades. O tráfego de veículos pequenos foi liberado no dia 6, depois de ser totalmente interditado na semana do Natal, por conta de uma erosão no leito da rodovia, provocada pelas chuvas.
“Estamos agindo no Norte e Nordeste goianos com todas as nossas forças, com todas nossas equipes de plantão. Vamos conseguir passar esse momento de dificuldade, dando assistência à população e mantendo a trafegabilidade das nossas rodovias”, explica Pedro Sales. O foco da Goinfra, nesse período chuvoso, é dar resposta rápida às demandas que continuam a surgir por conta do volume de água que ainda segue intenso por todo o Estado.
Fonte: Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) – Governo de Goiás
*Dr. Clay Brites, neurologista infantil e autor do livro “Como lidar com mentes a mil por hora”
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta uma pequena parcela da população. Porém, apesar de ser comumente associada ao público infantil, não é um distúrbio característico somente das crianças. Cerca de 8,4% dos pequenos possuem o transtorno, mas ele também aparece em 2,5% dos adultos.
Ainda não há conclusão científica que identifique as causas específicas, mas há evidências que apontam que contribuições genéticas determinam a aparição. Ou seja, três em cada quatro crianças com TDAH têm um parente com o transtorno.
Para entender melhor e conseguir identificar, esteja ciente de que o distúrbio do neurodesenvolvimento possui os principais sintomas: dificuldade de manter o foco, hiperatividade e impulsividade. O ponto principal é que o TDAH é, geralmente, identificado quando as crianças possuem o convívio social, como na escola. Lá, eles apresentam características de inquietação, o que prejudica o aprendizado. A partir de sinais como esse, é mais fácil identificar o transtorno.
O diagnóstico também pode ser mais tardio, ocorrendo na vida adulta, quando se trata do tipo desatento (TDA) e não há a presença de hiperatividade. Por isso, é mais difícil perceber os sintomas característicos. O desatento é um dos três tipos do TDAH, que envolvem também o tipo hiperativo/impulsivo e o tipo combinado. Cada um tem suas características e sintomas.
Começando pelo tipo desatento: a pessoa não presta atenção em alguns detalhes e comete erros por descuido, tem dificuldade para se concentrar em tarefas, atividades, conversas, leituras e parece “viajar” enquanto conversa. Já o tipo hiperativo/impulsivo, é inquieto, vive batendo mãos ou pés, não consegue ficar sentado por muito tempo, não consegue fazer atividades de lazer sem fazer barulho e interrompe ou se intromete em conversas, jogos e atividades.
O diagnóstico de TDAH é feito a partir do convívio com pais, professores, especialistas e avaliações multidisciplinares. Na idade adulta, o diagnóstico também é realizado por uma avaliação clínica. É importante ressaltar que qualquer desconfiança que se tenha, leve seu filho em uma consulta médica com um especialista. Assim caso o distúrbio seja confirmado vai evitar que se tenha perdas em relação a vida escolar e ao convívio social.
(*) Autor do livro “Como lidar com mentes a mil por hora”, Dr. Clay Brites é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); Speaker of Neurosaber Institute.
“Eduardo e Mônica” recebeu o prêmio de “Melhor Filme Estrangeiro” no Festival de Cinema de Edmonton, no Canadá, que tradicionalmente seleciona filmes que se credenciam ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro | Foto: Divulgação
Pré-estreia nacional terá três sessões, de quinta-feira (13) a sábado (15), sempre às 21h, com classificação indicativa de 14 anos
O Cine Brasília faz pré-estreia nacional de um dos filmes mais aguardados desde 2020, quando irrompeu a pandemia da covid-19: “Eduardo e Mônica”, filme de René Sampaio estrelado nos papéis do título da canção de Renato Russo por Gabriel Leone e Alice Braga. Serão três sessões pagas (R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia), de quinta-feira (13) a sábado (15), sempre às 21h, com classificação indicativa para 14 anos.
Os ingressos podem ser comprados na bilheteria do Cine Brasília (dinheiro e cartões de crédito e débito ou pela plataforma Digital Ingresso). O equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa dispõe de 607 lugares, com uso obrigatório de máscaras.
Com fomento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) no valor de R$ 994.720,93, para um orçamento total de R$ 10 milhões, o longa-metragem é a segunda película do brasiliense René Sampaio sobre o repertório do “trovador solitário”, como era conhecido Renato Russo. Admirador confesso da Legião Urbana, Sampaio havia alcançado o sucesso com “Faroeste Caboclo” (2013), outro grande sucesso da Legião Urbana, cuja adaptação cinematográfica foi vista por mais de 1,5 milhão de espectadores.
“A Secretaria de Cultura e Economia e Criativa tem apostado no cinema brasiliense e tem consciência de sua qualidade para ganhar o Brasil e o mundo. Só em 2021 foram R$ 54 milhões para o audiovisual. Poucas unidades da Federação têm investido no cinema como o Distrito Federal”, aponta o secretário de Cultura em exercício, Carlos Alberto Jr.
O diretor lamenta não poder estar na sala projetada por Oscar Niemeyer. “Estive numa apresentação do filme em Brasília em dezembro. Desta vez, também queria muito estar. Mas, as sessões acontecem uma semana antes da estreia no restante do país e coincidem com a estreia nos EUA, em Miami.”
René recorda as circunstâncias da estreia mundial do filme no Festival de Cinema de Miami em março de 2020. “Depois, veio a pandemia. Agora, finalmente, ele vai entrar no circuito comercial. É uma grande vitória para o nosso cinema estrear comercialmente em outros países, em particular nos Estados Unidos.” Mas ele faz uma promessa: “Assim que voltar a Brasília, quero ver o filme com o nosso público no Cine Brasília, num cinema de shopping, em alguma das cidades fora do Plano Piloto e no Cine Drive-in”.
“Eduardo e Mônica” recebeu o prêmio de “Melhor Filme Estrangeiro” no Festival de Cinema de Edmonton, no Canadá, que tradicionalmente seleciona filmes que se credenciam ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Confira abaixo entrevista com René Sampaio.
René Sampaio | Foto: Divulgação
Qual o sentimento de estrear “Eduardo e Mônica” agora no Cine Brasília?
Só podia ser assim. É a minha terra, a do Renato, a da Legião. A banda retrata Brasília nas letras. Eu, nos meus filmes. A primeira pré-estreia já foi em Brasília, com mais de mil pessoas, no retornar às salas, após uma longa espera. Esse é, sem dúvida, um filme feito para a tela grande e para grandes emoções. Por isso, adiamos a estreia, resistimos aos apelos do streaming. Escolhemos o momento em que já seria possível para todo mundo celebrar o amor, a vida, a amizade, ir de mãos dadas aos cinemas, um verdadeiro evento. Ir ao cinema é como estar presente em um show. Uma sensação diferente de ouvir uma música numa playlist. A história de amor desse casal é universal. O filme se comunica com todas as plateias e foi premiado em importantes festivais internacionais. Mas é óbvio que, para os brasilienses, tem um sabor muito especial, de se ver na tela, de ver coisas com as quais vão se identificar de uma forma muito particular. E talvez, exatamente por ser tão brasiliense, tão local e autêntico, ele tenha um charme especial para quem é de fora também. A gente vê Brasília muito menos do que deveria no nosso audiovisual. E geralmente, sem abordar a vida do cidadão comum, o cotidiano.
Em entrevistas anteriores, você menciona o desafio de fazer um filme baseado em uma música. Menciona como facilitadora a questão da emoção coletiva. Pode dar uma ideia dos desafios que o roteiro enfrentou?
O maior desafio em relação ao roteiro é completar as lacunas da história da música e aprofundar os dilemas dos personagens sem fugir do espírito da música. Na hora de fazer a adaptação, a gente tentou ser muito fiel ao que está na letra e, principalmente, ao espírito solar da música. Buscamos, também, contemplar um pouco da visão do autor original e da minha, claro. Ali a gente busca resgatar não só essa música, mas toda a obra do Renato, que sempre teve um fundo político e também emocional.
Você se refere ao filme como “comédia romântica”. O lado político das letras de Renato Russo aflora também de alguma maneira?
É uma comédia romântica, um filme de amor, com momentos incríveis de humor. Mas ele também pode ser encarado como uma “dramédia”, porque tem um drama ali também, além da graça. Acho que é, na verdade, um amálgama de gêneros. E é uma história que se passa nesse período da nossa história, final da ditadura, meados dos anos oitenta. Não poderia, portanto, passar longe do que foi aquele momento político. Muitas músicas dele (Renato Russo) trazem esse cunho que é não partidário, mas é muito político. O filme é um grito de liberdade, de defesa da democracia, fala sobre equidade de gênero… Enfim, é uma manifestação de tudo que eu acredito que fará esse país ser melhor.
Em que medida fazer filme depende de aporte público?
O cinema no Brasil e em quase todo o mundo só é possível com incentivo público. A exceção está nos EUA. E mesmo lá existem enormes políticas de ‘tax rebate’ (dedução fiscal) para estimular a produção local. E o motivo é bem claro. É uma política de geração de empregos, renda, riqueza e também de afirmação cultural. Importante ressaltar que, para cada real investido pela Secretaria de Cultura, mais dois reais foram investidos pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Também tivemos diversos outros aportes de outras fontes privadas, mas grande parte delas também vinculada a alguma lei de incentivo. Os produtores ficam muito felizes de saber que esse investimento gerou mais de 10 mil empregos diretos e indiretos e também vai continuar gerando riqueza de agora em diante, com o lançamento, e deixar um legado eterno pra cultura brasileira. Cinema é imortal.
Tem alguma tese para explicar o interesse dos brasilienses pelo cinema? Acredita ser um traço especial da capital?
Olha, acho que muito desse imaginário da relação íntima entre a capital federal e o cinema brasileiro se explica pelo pioneirismo da UnB, do projeto de Darcy Ribeiro. Estamos falando de seis décadas dessa que é uma das primeiras faculdades de cinema do país, uma referência. Muitos dos cineastas da cidade foram formados lá ou tiveram contato com esse universo universitário. Além disso, temos o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, também uma baita referência. O último Drive-in em funcionamento também é em Brasília. Isso para não falar do cenário que é nossa cidade. Busco sempre evidenciar isso nos meus trabalhos. Claro que também é uma questão ligada com termos maior renda per capita e instrução do país. Mas não é só isso e também não há como negar: Brasília é coisa de cinema!
Você mencionou em algum lugar que há mais um filme seu cujo projeto bebe no repertório da Legião Urbana. Pode dar uma dica?
Quando ouvi “Eduardo e Mônica” já na primeira vez, na minha adolescência, eu pensei “isso aí dá um filme!”. “Faroeste Caboclo” eu ainda fui além e disse: “Quero fazer esse filme!” Serão uma felicidade e uma honra imensas se eu conseguir realizar mais um filme baseado nas obras do Renato, que são tão significativas para mim.
Será uma trilogia…
Não sei se posso dizer que teremos uma trilogia. Talvez até uma tetralogia, quem sabe? A verdade é que são várias as músicas da Legião que me tocam para virar filme… Índios, Tempo Perdido, Pais e Filhos, entre tantas outras… Algumas mais obviamente adaptáveis, outras mais “misteriosamente” cinematográficas. O que posso dizer é que certamente quando eu comecei isso tudo eu já tinha três músicas que eu queria adaptar. Eu já decidi e estamos negociando. Não posso revelar ainda.
Alguma novidade que dê para contar?
Posso dizer para os fãs que já tá bem encaminhado um documentário sobre a vida do Renato Russo. Estou produzindo com a Bianca de Felippes, repetindo a nossa parceria de “Faroeste Caboclo” e “Eduardo e Mônica”. Teremos acesso exclusivo a todas as peças que integraram a exposição no MIS [Museu da Imagem e do Som, São Paulo, em 2017/18], como diários e letras não publicadas.
Ao longo do ano, foram criados 64 mil postos de trabalho, segundo a Pesquisa do Emprego e Desemprego (PED) | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
GDF cortou impostos, lançou obras públicas e investiu em capacitação profissional para estimular a economia mesmo em pandemia
Uma série de ações foi tomada pelo Governo do Distrito Federal para reaquecer a economia em 2021. Ao longo do ano, foram criados 64 mil postos de trabalho, segundo a Pesquisa do Emprego e Desemprego (PED).
Resultado de intervenções como o avanço da vacinação contra a covid-19; o investimento na construção civil com centenas de obras públicas; o lançamento de programas de capacitação e de auxílios financeiros; e, o adiamento de impostos para o setor empresarial.
“Todas as medidas de apoio ao setor produtivo foram fruto de muito diálogo e muitos estudos para que pudéssemos propor ações possíveis e que realmente pudessem ajudar os cidadãos e as empresas no contexto da pandemia da covid-19”, afirma o secretário de Economia, Itamar Feitosa.
“Desde o primeiro dia de governo, nos preocupamos em criar um ambiente mais justo e seguro, além de garantir a qualidade do gasto público, os pagamentos dos salários e dos fornecedores e a geração de emprego e renda”, acrescenta o secretário.
Com o aumento do nível ocupacional nos últimos 12 meses, houve diminuição no número de desempregados. Em novembro, a taxa caiu de 17,8% para 16,1%, ainda de acordo com os estudos da PED. “Acreditamos que a vacinação é uma das principais responsáveis pelo crescimento do número de empregados, posto, que proporcionou a retomada de boa parte do setor de serviços, principal segmento da economia do DF”, comentou o presidente da Codeplan, Jean Lima, durante apresentação da pesquisa em novembro de 2021.
Impactos da pandemia
Uma das grandes medidas para reduzir os efeitos da covid-19 foi o programa Pró-Economia. Lançada em maio, a Etapa 1 apresentou 20 medidas com o objetivo de fomentar a economia local, com injeção de R$ 1,2 bilhão nos cofres públicos. Até novembro, 18 ações haviam sido implementadas. As demais se estendem para 2022.
A Etapa 2 do Pró-Economia foi anunciada em novembro com mais 34 medidas que ampliam as ações do GDF para minimizar os impactos da pandemia
Entre as medidas estão o diferimento do ISS, IPTU e IPVA para 37 mil empresas dos setores empresariais como eventos, salões de beleza e de casa de festas; redução da base de cálculo do ICMS do café com inclusão na cesta básica, beneficiando mais de 12 mil empresas dos setores de cultivo de café e do comércio atacadista; auxílio emergencial para proprietários de veículos do setor de transporte de turismo; redução de multas por descumprimento de obrigações tributárias de ICMS e ISS; ampliação do Programa Prato Cheio para 35 mil beneficiários; e pagamento de pecúnia a policiais civis.
A Etapa 2 do Pró-Economia foi anunciada em novembro com mais 34 medidas que ampliam as ações do GDF para minimizar os impactos da pandemia. As medidas tratam principalmente do programa de incentivo à regularização de débitos (Refis 2021), além de incluir redução e isenção de impostos e convênios de ICMS para setores como saúde, construção civil e rede hoteleira.
As duas etapas do Pró-Economia, os Refis I e II e as operações de crédito em andamento resultarão na arrecadação de R$ 9 bilhões para os cofres públicos.
Redução de impostos
A Secretaria de Economia também apresentou ações específicas para micro e pequenos empreendedores com foco na perspectiva fiscal, com isenções, prorrogações, parcelamentos, remissões e anistias tributárias. Impostos como IPTU, TLP, ICMS, ISS e ITBI foram prorrogados ou parcelados.
Outra ação teve como foco o setor do empreendedorismo, beneficiando os empresários do centro de Taguatinga. A secretaria prorrogou e possibilitou o parcelamento do pagamento do IPTU e TLP para atenuar as consequências econômicas e financeiras da execução das obras do Túnel Rodoviário de Taguatinga agravadas pela pandemia. A medida beneficiou quase mil estabelecimentos.
O cidadão foi diretamente beneficiado com a redução de impostos. O consumidor brasiliense vai pagar cerca de 10% a menos no ICMS na gasolina, e 20% a menos no do diesel. A medida é gradativa para os próximos três anos (2022, 2023 e 2024).
Outra medida para aliviar o bolso da população foi a inclusão de 14 itens na cesta básica da capital. Assim, o ICMS tributado sobre esses produtos caiu para 7%. É o caso do café; macarrão comum cru; carne seca; óleos refinados de milho, girassol e algodão; água sanitária; papel higiênico; e absorvente feminino.
Para auxiliar financeiramente 69.998 famílias vulneráveis e reaquecer as vendas do setor, Economia e Desenvolvimento Social (Sedes) lançaram, em agosto, o Cartão Gás, no valor de R$ 100 a cada dois meses para aquisição do botijão. A Secretaria de Economia contou com 203 empresas cadastradas. O processo continua aberto para adesão de novas empresas revendedoras de gás interessadas em participar.
Empregos na construção civil
Desde que foi criada, entre o final da década de 50 e início da década de 60, a W3 Sul nunca havia passado por uma reforma | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
A construção civil não parou na pandemia. Mais do que garantir benefícios à população com infraestrutura, o setor manteve o mercado aquecido assegurando a geração de empregos ao longo de 2021.
A Secretaria de Obras investiu R$ 226,779 milhões só neste ano. Ao todo, foram 16 obras de grande porte realizadas pela pasta que geraram postos de trabalho. Entre elas, a construção do Túnel de Taguatinga, os serviços de infraestrutura de Vicente Pires, os viadutos da ESPM e EPIG e as reformas da W3 Sul e SRTVS. Segundo a pasta, foram criados mais de 10 mil empregos.
“Nossas obras avançaram significativamente no período, gerando emprego e renda para muitos trabalhadores e movimentando a economia. Dar continuidade às obras em andamento e iniciar novas obras foi uma determinação do governador”, declara o secretário de Obras, Luciano Carvalho.
Programas de qualificação
A Secretaria de Trabalho (Setrab) lançou em 2020, o RENOVADF, que chegou ao terceiro ciclo em 2021, quando já havia capacitado 1.589 alunos nas áreas de construção civil e jardinagem | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
Diversas secretarias do GDF investiram em programas de capacitação para promover qualificação e mais oportunidades de emprego aos moradores do DF em 2021.
A Secretaria de Trabalho (Setrab) lançou em 2020, o RENOVADF, que chegou ao terceiro ciclo em 2021, quando já havia capacitado 1.589 alunos nas áreas de construção civil e jardinagem. Os selecionados executam serviços de recuperação de espaços públicos das regiões administrativas do DF recebendo um salário mínimo de remuneração.
Destes, mais de 100 já conseguiram espaço no mercado de trabalho. O ano encerrou com 3.000 alunos ainda participando do projeto e mais 3.500 vagas estão abertas para 2022.
A pasta ofertou educação profissional visando à maior inserção no mercado e a autonomia socioeconômica dos brasilienses. O programa Fábrica Social capacitou 400 pessoas em situação de vulnerabilidade com cursos de corte e costura.
A iniciativa Jornada da Mulher Trabalhadora levou qualificação à população feminina de regiões como Itapoã e Sobradinho II com cursos, em sua maioria, na área de beleza. Cada RA capacitou 360 mulheres. Mais de 500 lavadores de carros fizeram o curso de biolavagem fornecido pela secretaria para melhorar o exercício da profissão.
A secretaria foi responsável pela inserção de 1.254 pessoas no mercado formal de trabalho entre janeiro e novembro por meio das 14 agências do trabalhador.
Iniciativas em todas as áreas
Já a Secretaria de Desenvolvimento Econômico investiu R$ 2,3 milhões em capacitações do programa Desenvolve 4.0 voltado para inovação de empresas e fornecedores do DF. Foram 800 empresas beneficiadas com cursos presenciais, com mentorias e capacitações on-line.
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) conta com o Inovatech, programa em parceria com o Senai-DF, que oferta cursos de aperfeiçoamento e qualificação em áreas como construção civil, tecnologia da informação e telecomunicações. Ao todo, 6 mil pessoas foram qualificadas no ano.
O programa Turismo em Ação, da Secretaria de Turismo, passou por 9 regiões administrativas levando ações de estruturação, qualificação e promoção do turismo local. Já a Secretaria de Cultura e Economia Criativa promoveu cursos de qualificação para artistas, empreendedores e agentes culturais pelo programa Território Cultural. A ação gerou 50 postos de trabalho.
A população do sistema prisional contou com cursos profissionalizantes promovidos em parceria da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); da Secretaria de Educação (SEE); e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), como os programas Novos Caminhos, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e RENOVADF. Até novembro, o Funap foi responsável por encaminhar ao mercado de trabalho 2.582 pessoas.
A decisão busca diminuir os índices de transmissão da covid-19. A norma vale a partir desta quarta (12) com a publicação das novas regras
Como forma de conter o aumento dos casos de covid-19 no Distrito Federal, o governo suspendeu a realização de eventos, shows, festivais e afins, que sejam realizados mediante venda de ingressos ou cobrança de qualquer valor de contribuição dos convidados, ainda que seja revertido em consumação. A medida vale a partir desta quarta-feira (12).
“Esperamos em breve poder suspender as medidas do decreto, assim que seja controlada a pandemia”Paco Britto, governador em exercício
A nova norma altera o Decreto nº 42.730, de 23 de novembro de 2021, que dispõe sobre as medidas para enfrentamento do coronavírus no DF. A publicação foi feita em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF), logo após anúncio em coletiva de imprensa com participação do governador em exercício, Paco Britto, e os secretários de Saúde, General Pafiadache, da Casa Civil, Gustavo Rocha, e de Comunicação, Weligton Moraes.
A decisão foi tomada pelo governador Ibaneis Rocha – e assinada pelo governador em exercício – a partir dos dados de monitoramento e do cenário atual da pandemia no DF. O secretário da Casa Civil explicou que a medida busca atenuar a circulação do vírus, que apresentou 2,6 de taxa de transmissão no último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde. “Queremos diminuir o índice de transmissão para poder retornar à vida normal. É uma medida que precisa ser tomada”, afirmou Gustavo Rocha.
O novo decreto segue as decisões do governo de suspender as festas de réveillon em 2021 e também de proibir o carnaval público e privado no DF.
Acompanhamento
A prioridade é salvar as vidas dos brasilienses. No entanto, o governo seguirá atento à economia, que tem sido preservada com medidas de incentivos, como o Refis. “O mais importante é salvar vidas, mas não podemos nos esquecer da economia, como não esquecemos em nenhum momento”, completou o governador em exercício.
O governo do DF fará um acompanhamento da evolução dos índices para avaliar a necessidade de novas ações. Por enquanto, essa será a única medida restritiva. Não há intenção de um lockdown, como explicou o governador em exercício. “Esperamos em breve poder suspender as medidas do decreto, assim que seja controlada a pandemia”, defendeu Paco Britto.
Das 33 RAs, 14 estão com índice de alerta e seis, de risco | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF
Em 2021, os casos de dengue no Distrito Federal apresentaram queda de 68%, em comparação com os dados de 2020
Em 2021, os casos de dengue no Distrito Federal apresentaram queda, em comparação com os dados de 2020. Houve redução de 68%. No entanto, isso não significa que o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, deve ser deixado de lado.
Em dezembro, os agentes de vigilância ambiental percorreram diversos imóveis no Distrito Federal para avaliar a situação de infestação de larvas do Aedes aegypti nos imóveis da capital federal. A pesquisa é feita por amostragem. Alguns imóveis aleatórios são sorteados para receber a visita dos agentes.
Após as inspeções, os resultados encontrados são divulgados no boletim de Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti no Distrito Federal (LIRAa). No período de 6 a 12 de dezembro, foram avaliados 26.572 imóveis em todas as regiões administrativas (RAs). Desses, em 544 foram encontradas larvas do mosquito, em alguns, com mais de um tipo de depósito com larvas.
Ao somar a situação de todas as regiões, a constatação é de que o Índice de Infestação Predial foi de 2%, considerado indicador de alerta para o DF. Ele é calculado segundo os imóveis com larvas do Aedes aegypti em comparação ao total de imóveis pesquisados.
Esse índice é dividido em satisfatório, quando está abaixo de 1%; alerta, entre 1% e 3,9%; e risco, quando é maior que 4%. Nos 544 imóveis onde foram encontradas larvas do Aedes aegypti, 657 depósitos estavam positivos para o mosquito. A maior parte eram vasos e frascos, seguidos de recipientes com água para consumo humano, como baldes.
Das 33 RAs, 14 estão com índice de alerta e seis, de risco. O boletim LIRAa apresenta os problemas identificados em cada região tanto para a população, quanto para os gestores em saúde pública. “Isso contribui para a adoção de medidas de prevenção e de controle das doenças. Com esses dados, traçamos ações específicas para as regiões, entendendo, inclusive, o comportamento do mosquito nessas localidades”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins.
O subsecretário informa, ainda, que as ações de combate ao Aedes Aegypti no DF serão intensificadas em 2022. “No fim do ano passado, a Secretaria de Saúde contratou 500 agentes de vigilância ambiental temporários. Esse grupo reforçará as atividades de combate e, com isso, conseguiremos visitar mais imóveis em curto espaço de tempo, fazendo com que identifiquemos os problemas antes de a larva virar mosquito”, reforça.
Divino ressalta que a população é agente indispensável nessa luta. “É de suma importância que as pessoas entendam que qualquer recipiente, por menor que seja, se não for descartado corretamente, deixado ao ar livre e acumulando água, pode se tornar depósito dos ovos do mosquito. Quando os ovos encontram a água e eclodem, em até 10 dias temos o mosquito adulto, é um ciclo muito rápido. Por isso, observem os quintais e não deixem nada que possa acumular água”, solicita ele.
“Essa é apenas a primeira etapa da vacinação das crianças. Nos reuniremos na semana que vem para levar a imunização até as regionais de ensino”, afirmou o governador em exercício, Paco Britto, em entrevista coletiva nesta quarta (12) | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
GDF anunciou que a imunização terá início pelas crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e deficiência permanente e com 11 anos sem comorbidades
O Governo do Distrito Federal anunciou, nesta quarta-feira (12) em coletiva de imprensa, o início da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. A imunização está prevista para domingo (16) e será feita com as 16,3 mil doses de Pfizer que o DF vai receber – autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil para o público-alvo.
As vacinas estão previstas para chegar a Brasília na sexta-feira (14). Caso os imunizantes sejam antecipados, a vacinação também será adiantada. Esse é apenas o primeiro lote concedido pelo governo federal. São aguardadas novas remessas ao longo de janeiro.
“Viemos explicar o que o governo está fazendo contra a pandemia da Ômicron. Uma das medidas é a imunização das crianças. Vamos receber 16,3 mil doses [do Ministério da Saúde], mas sabemos que não serão suficientes”, afirmou o governador em exercício. Paco Britto aproveitou para fazer um apelo à população: “Vacina boa é vacina no braço”.
Como será
A aplicação dos imunizantes seguirá as recomendações da Anvisa e do Ministério da Saúde, com administração em esquema escalonado. Na primeira fase, que será iniciada no domingo, serão vacinadas as crianças de 5 a 11 anos com comorbidades (mediante apresentação de laudo médico) e deficiência permanente e crianças de 11 anos sem comorbidades. As crianças devem estar acompanhadas dos pais ou dos responsáveis, com documentos que comprovem o parentesco. Não será exigida prescrição médica. Não é recomendada a vacinação de crianças com quadro febril.
“Estamos priorizando. São 40 mil crianças só com 11 anos e 15 mil com comorbidades. Não é o ideal. Mas vamos trabalhar para garantir a vacinação com conforto. Não haverá distribuição de senha. Serão de 800 a mil doses por posto”, adiantou o secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache.
Os imunizantes da campanha infantil são diferentes das doses utilizadas em adultos, com frascos diferenciados em tamanho e em cor, assim como o insumo e as seringas
A vacinação ocorrerá em 11 postos exclusivos e fixos para a campanha infantil, com funcionamento das 8h às 17h. Serão unidades em Sobradinho, Planaltina, Santa Maria, Paranoá, Ceilândia, Brazlândia, Plano Piloto, Cruzeiro, Guará, Taguatinga e Samambaia, por onde serão distribuídas 10 mil doses.
A Secretaria de Saúde também anunciou a vacinação itinerante com foco nas crianças com deficiência permanente e sob tutela do Estado, onde serão disponibilizadas seis mil doses. A imunização será feita com deslocamento das equipes de Saúde da Família até as instituições sociais e de saúde, chegando até as crianças com dificuldade de locomoção.
Vale lembrar que os imunizantes da campanha infantil são diferentes das doses utilizadas em adultos, com frascos diferenciados em tamanho e em cor, assim como o insumo e as seringas.
Próxima etapa
A vacinação do primeiro grupo seguirá até que todos sejam contemplados. Depois, conforme o avanço, as idades serão reduzidas até chegar às crianças com cinco anos sem comorbidades. O DF conta atualmente com 268 mil crianças entre 5 e 11 anos, de acordo com dados da Codeplan.
“Essa é apenas a primeira etapa da vacinação das crianças. Nos reuniremos na semana que vem para levar a imunização até as regionais de ensino”, afirmou o governador em exercício, Paco Britto. A nova fase será definida nos próximos dias pelas secretarias de Saúde, Educação e Casa Civil.
A Secretaria de Saúde irá detalhar ainda mais a campanha de vacinação das crianças contra o coronavírus em coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (13), um dia antes da chegada da remessa.
Ordem de prioridade
– Crianças com 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades
– Crianças sob tutela do Estado
– Crianças sem comorbidades na ordem: 11 anos, 10 anos, 9 anos, 8 anos, 7 anos, 6 anos e 5 anos
Estação é repleta de frutas ricas em vitamina C e minerais como zinco e magnésio
O verão começou no dia 21 de dezembro e vai até 21 de março. Além de ir à praia e tomar bastante sol, outra forma de aproveitar é atentar-se às frutas da estação ao ir às compras no supermercado.
Aproveitar as frutas sazonais é um cuidado que beneficia a sua saúde, o meio ambiente e também o seu bolso. As frutas da estação sempre estarão mais baratas, além disso, as condições climáticas ideais fazem com que os alimentos se desenvolvam mais, tenham uma maior quantidade de nutrientes e que sua produção seja menos custosa ao meio ambiente.
Confira quais são as frutas do verão e faça uma escolha saudável e responsável no supermercado:
Abacaxi
“O abacaxi é rico em vitamina A, vitamina C e vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6, e B9). Além disso, a fruta também contém minerais essenciais para a saúde, como o manganês, magnésio e potássio”, explica a nutricionista Dani Borges.
Carambola
Quem pensa que só a laranja tem vitamina C, ainda não conheceu a composição da carambola. Essa fruta apresenta grande concentração de vitaminas C, A e vitaminas do complexo B.
Coco verde
Outra fruta do verão rica em vitaminas A e C é o coco verde. Além disso, a água de coco pode ser considerada um isotônico natural, indicado para auxiliar a recuperação dos músculos após a prática de exercícios intensos.
Figo
Segundo a nutricionista Dani Borges, o figo é rico em vitaminas A, B1, B2, K, E, minerais como potássio, cálcio, ferro e fósforo.
Framboesa
A framboesa é rica em vitamina C, A, B6 e também em antioxidantes, propriedades que contém inúmeros benefícios: “os antioxidantes agem no combate ao envelhecimento das células, previnem o aparecimento de doenças degenerativas e também colaboram com o funcionamento saudável do sistema cardiovascular”, pontua a nutricionista Dani Borges.
Fruta do conde
“Essa fruta é rica em vitaminas do complexo B como a B1, B2, B3 e vitamina C, minerais como ferro, fósforo e cálcio”, destaca Dani Borges.
Mamão
O mamão é rico em fibras e vitaminas A, C e do complexo B. Possui também sais minerais como: ferro, cálcio e fósforo.
Uva
O consumo regular de uva é benéfico ao coração. Seus nutrientes ajudam a controlar o açúcar no sangue e são benéficos para a visão. Dentre seus nutrientes estão: vitaminas A, C, E e K e minerais como cálcio, magnésio, fósforo e potássio.
Maracujá
O maracujá contém vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, fósforo, sódio e potássio, ele também contém as vitaminas A e C.
Melancia
Além do suco de melancia ser diurético e ótimo para auxiliar o processo de emagrecimento saudável, a fruta é rica em vitamina A, vitamina C e vitaminas do complexo B, além de minerais como cálcio, fósforo e ferro.
Nectarina
A nectarina contém vitaminas A, C e do complexo B. Outros benefícios são os minerais como cálcio, potássio, ferro e fósforo.
Laranja-pera
De acordo com a nutricionista Dani Borges, a laranja-pêra contém vitamina C e minerais como cálcio, potássio, sódio e fósforo.
Sobre Dani Borges
Dani Borges tem 30 anos e é uma atleta Fitness WBFF PRO, nutricionista, modelo, health coach e educadora física. Como influenciadora digital, tem mais de 418 mil seguidores e posta dicas de motivação, alimentação saudável, receitas e treinos.
Sua paixão pelo fitness surgiu na adolescência após ter tido um quadro de obesidade que a motivou a buscar uma mudança radical de hábitos. Dani começou a atuar como modelo fitness e competidora em 2010, participando nos anos seguintes de competições de fitness nos Estados Unidos e também fotografando para marcas ligadas ao segmento, especialmente em Orlando e Miami, se tornando um dos rostos mais conhecidos do grande público, brasileiro e internacional, que consome publicações e revistas de fisiculturismo.
Como nutricionista, Dani Borgesatende em seu consultório no Brasil e online através das plataformas digitais.
Governador Ibaneis Rocha e o presidente do BRB Paulo Henrique (Foto Tony Oliveira / Agência Brasília)
Presidente da instituição é avaliado como o melhor gestor de toda a história do Banco de Brasília. Em três anos de gestão transformou o BRB em um banco forte nacionalmente
POR TONI DUARTE
O administrador de Empresas, nascido em Pernambuco, Paulo Henrique Costa, 44 anos, tonou-se nestes três últimos anos, o mais importante Executivo da história do Banco de Brasília (BRB). Ao ser convidado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) para assumir o comando da instituição financeira, em janeiro de 2019, a primeira missão do CEO foi a de tirar a imagem suja do banco dos noticiários policiais, provocado por uma organização criminosa enraizada deste 2014.
O grupo de ex-executivos cometia crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e gestão temerária, conforme investigações efetuadas pela Operação Circus Maximus da Polícia Federal. Três anos após essa péssima fase, o Banco de Brasília se transformou em um banco forte.
O banco regional, cuja clientela era apenas composta por servidores públicos, pendurados na inadimplência dos empréstimos consignados, se ramificou fisicamente pelos cinco mil municípios brasileiros.
O BRB fechou o ano de 2021 com 3 milhões de clientes e um lucro histórico no valor de R$ 433 milhões, obtendo um crescimento de 38,1% em relação ao mesmo período de 2020.
A carteira de crédito do banco, apresentou um resultado positivo e continua crescendo. O crescimento do produto no último trimestre de 2021 foi de 42,1%, o que corresponde a R$ 20,7 bilhões. Nesse meio tempo, Paulo Henrique conseguiu construir uma relação de confiança com os segmentos produtivos a partir do Distrito Federal para todo o país.
No enfrentamento da pandemia, que afetou a economia no mundo, o DF e o BRB saíram fortes, tanto com relação à liquidez, quanto ao que se refere ao social. Ibaneis e Paulo Henrique construíram juntos uma rede de proteção social aos que mais precisaram.
Programas que antes eram meramente pontuais, foram transformados em política de Estado. Paulo Henrique não só cuidou do banco, para conter a inadimplência, neste período pandêmico, como cuidou de oxigenar o setor produtivo para continuar gerando emprego e renda para o aquecimento da economia local.
O Supera-DF movimentou R$ 8,2 bilhões, com mais de 155 mil clientes beneficiados por ações econômicas. Já o programa Acredita-DF, nome que evoca o resgate da esperança do brasiliense, para superar a segunda onda de covid-19, foi um projeto de marcou o trabalho social do BRB no cuidado dos mais necessitados.
Definitivamente, o BRB se tornou um parceiro das pessoas físicas e jurídicas nestes três anos de governo Ibaneis. Na visão do conjunto da sociedade brasiliense e do próprio governador Ibaneis Rocha, o BRB e o seu presidente, Paulo Henrique Costa, tornaram-se a mais importante mola mestra do governo, focado na qualidade de vida, na saúde, mobilidade social, igualdade e no crescimento econômico do Distrito Federal.
*Toni Duarte é jornalista e editor-chefe do RadarDF.