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Quaest: Lula com 42% e Flávio 41% em simulação de segundo turno

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Levantamento encomendado pelo jornal O Globo e pela TV Globo ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, com margem de dois pontos

Da Redação

Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 42% das intenções de voto em um cenário de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 41%. Os dois estão empatados tecnicamente.

No levantamento anterior, Lula tinha dianteira de 3 pontos percentuais em relação ao senador. A diferença passou para um ponto percentual. Flávio oscilou positivamente 1 ponto, enquanto o petista caiu 1 ponto.

Esta é a primeira pesquisa Quaest — encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo — divulgada após o início da propaganda eleitoral em rádio e TV. Brancos e nulos somam 13% e 4% se declararam indecisos.

A Quaest também simulou outros cenários de segundo turno. Contra Augusto Cury (Avante), Lula registra 40% e Cury 34%. Contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 43% e Renan com 36%. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista venceria por 42% a 37%. Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 44% e Zema 33%.

Em simulação de primeiro turno, Lula tem 37% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro aparece com 30%. Augusto Cury assume o terceiro lugar, com 10%. Cury registrou alta de oito pontos percentuais na comparação com o levantamento publicado em 14 de agosto.

A nova rodada avaliou as intenções de voto em primeiro turno em um cenário que contabiliza a presença de Pablo Marçal. O presidenciável pelo PRTB foi condenado à inelegibilidade por oito anos devido ao uso indevido dos meios de comunicação na campanha de 2024. Na sequência, figuram Renan Santos (Missão), com 3%, seguido por Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Pablo Marçal e Samara Martins (UP), todos com 1%.

O contingente de eleitores que declaram voto em branco, nulo ou intenção de abstenção corresponde a 7%, enquanto o grupo dos indecisos alcança 11%. A Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-07065/2026.

 

Análise: Debate repete tática de 5 contra 1 e empobrece confronto de ideias

Na noite desta terça-feira (1º), adversários da governadora Celina Leão (PP) concentraram ataques à gestão atual, enquanto o eleitor ficou com pouco espaço para comparar propostas concretas de saúde, educação, mobilidade e contas públicas

O debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal, na noite desta terça-feira (1º), repetiu um formato já visto em confrontos anteriores: cinco adversários concentrando críticas na governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP).

Participaram José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).

O resultado para o público foi previsível. Em vez de um confronto equilibrado de programas, o eleitor assistiu a uma sequência de acusações sobre saúde, educação, mobilidade e a gestão do BRB.

Celina defendeu a continuidade de obras e programas — entre eles a expansão do metrô, investimentos em hospitais e UPAs, ações de proteção às mulheres e a recuperação do banco público após a crise ligada ao Banco Master.

Os demais candidatos, em grande parte, priorizaram o desgaste da gestão Ibaneis Rocha–Celina Leão.

Essa dinâmica de “5 contra 1” tem um custo claro. O debate deixa de funcionar como instrumento de comparação e vira palco de ataque.

Quem perde é o eleitor, que precisa de propostas mensuráveis: fila da saúde, creches, segurança, transporte e responsabilidade fiscal.

Ataques sem alternativa concreta não substituem um plano de governo.

Celina manteve o tom de quem ocupa o cargo e precisa responder por resultados. Isso lhe deu uma vantagem estrutural no formato: ela fala de decisões já tomadas, enquanto a oposição precisa convencer com um projeto próprio.

Quando a oposição se limita a ilações e críticas genéricas, reforça a percepção de que ainda não consolidou um discurso de futuro.

Debates só cumprem sua função democrática quando todos os candidatos apresentam prioridades, custos e prazos. Enquanto o confronto se resumir a um cerco à atual governadora, o eleitor sairá informado sobre o clima da campanha — e pouco esclarecido sobre o que cada um faria no Palácio do Buriti.

 

DF amanhece com chuviscos e Inmet prevê chuvas isoladas nesta quarta

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Meteorologista afirma que a precipitação da tarde deve ser melhor distribuída, mas não tão intensa; terça registrou 36,1°C em Águas Emendadas

Da Redação

Algumas regiões do Distrito Federal, como Plano Piloto, Jardim Botânico, Taguatinga e Paranoá, amanheceram com chuviscos nesta quarta-feira (2/9). Apesar de não ter havido registro oficial de chuva, a capital apresenta instabilidade no tempo após uma sequência de dias de calor intenso e baixa umidade.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o DF tem possibilidade de chuvas isoladas ao longo do dia. A umidade relativa do ar deve variar entre 80% e 30%. “Tem previsão de chuva para a tarde. Vai ser melhor distribuída. Mas não será tão intensa”, comentou o meteorologista Wendell Fialho.

De acordo com o meteorologista, a ocorrência da chuva se deve à combinação do calor alto com a disponibilidade de umidade na atmosfera. “Então esse cenário torna-se favorável a ocorrência de chuva”, explicou. A mudança no tempo ocorre depois de uma sequência de recordes de temperatura no DF.

Nessa terça-feira (2/9), os termômetros da estação de Águas Emendadas, em Planaltina (DF), chegaram a 36,1°C, com a umidade relativa do ar em 14%. Até o fim da semana, a previsão é que a capital registre mais um dia quente. Para quinta-feira (3/9), a máxima deve atingir 32°C. Na sexta-feira (4/9), o tempo muda e volta a ter possibilidade de chuva isolada.

A combinação de temperaturas elevadas e baixa umidade ocorre durante o período de estiagem no DF. O cenário favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais, já que a vegetação fica mais seca.

Segundo o Inmet, o tempo seco pode provocar ressecamento da pele e irritação nos olhos, no nariz e na boca. Em períodos de calor intenso, também é importante reforçar a hidratação e evitar exposição prolongada ao sol. A orientação é beber água ao longo do dia e evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes e secos. Também é recomendado manter atenção especial com crianças e idosos.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atende pelo 193.

 

Presidenciáveis cobram saída de Alexandre de Moraes do Supremo

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Flávio, Caiado, Zema e Renan se manifestam; Cury pede investigação sem distinção de cargo; Lula foi orientado por auxiliares a não comentar o episódio

Da Redação P

residenciáveis reagiram à divulgação de supostas relações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que constam de um relatório da Polícia Federal cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça. Augusto Cury (Avante) afirmou que “a lei não pergunta o cargo de ninguém”.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a renúncia de Moraes. Ronaldo Caiado (PSD) pediu que o magistrado seja afastado da Corte. Romeu Zema (Novo) voltou a defender o impeachment de Moraes. Renan Santos (Missão) anunciou que pretende apresentar um pedido para que o ministro deixe o STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, foi orientado por auxiliares a não comentar o episódio. Por meio de nota, Cury afirmou que “quem tem mais poder deve mais explicação”. Segundo o candidato, “do presidente da República ao trabalhador mais humilde, onde tem indício tem que ter investigação, e a lei não pergunta o cargo de ninguém. No meu governo não haverá blindagem para ninguém, começando por mim. Quem paga a conta da desconfiança é o cidadão comum, que é o pagador dos impostos, ele quer explicações”.

Flávio afirmou que ficou “impactado” com os detalhes do contrato fechado entre Vorcaro e o escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci.

Segundo dados atribuídos à investigação, metadados de uma versão do documento apontam um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes” como responsável por alterações no arquivo que celebrava o acordo. O escritório de Viviane confirmou que o ministro analisou a minuta, mas afirmou que ele foi consultado para verificar eventual impedimento relacionado à contratação e que não havia impedimento para a prestação dos serviços. “Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem mais condição de continuar como ministro”, cobrou Flávio.

O senador lembrou que o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, são mencionados nas conversas. Caiado afirmou que Moraes “não tem a menor condição de continuar” no STF e defendeu que a Corte delibere sobre o afastamento. “Acredito que o colegiado deverá se reunir, e o Supremo dar uma satisfação à população brasileira de que ele estará afastado daquela Corte. É isso que o Brasil espera”, exigiu.

Nas redes sociais, Zema acusou Moraes de buscar proteção para Vorcaro junto a Gonet e a Andrei — “impeachment é pouco. Ele merece é cadeia”, escreveu. Renan afirmou que o ministro estaria “envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master”.

Na Câmara, o deputado Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, afirmou que o ministro não pode mais permanecer no cargo e classificou como “provas concretas” as informações divulgadas sobre a relação com Vorcaro. Destacou a participação atribuída ao ministro na elaboração do contrato entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes.

No Senado, Carlos Viana (Podemos-MG) protocolou mais um pedido de impeachment contra Moraes. Afirmou que há suspeitas de possível utilização do cargo em benefício de Vorcaro. Ainda no Senado, Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a paralisação das votações da Casa, nesta semana, para pressionar a saída do ministro.

 

Sete de Setembro terá metrô e ônibus gratuitos e reforço de segurança

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Secretaria de Segurança ativou célula de inteligência até 8 de janeiro de 2027; orientação inclui acessos, trânsito, itens proibidos e restrição a drones

Da Redação

As forças de segurança pública do Distrito Federal reforçaram o efetivo de policiais para monitorar o feriado da Independência em Brasília. A Secretaria de Segurança Pública do DF ativou, para a data, a célula de inteligência já utilizada em outras ocasiões. A medida deve permanecer ativa até 8 de janeiro de 2027 e também será usada no monitoramento das eleições deste ano.

A estrutura vai acompanhar eventuais manifestações paralelas ao desfile cívico oficial, que ocorre pela manhã na Esplanada dos Ministérios com a presença de autoridades dos três Poderes. Segundo a Secretaria de Segurança do DF, o protocolo prevê atuação conjunta de todas as forças de segurança, além da proteção às sedes do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

O Protocolo de Operações Integradas (POI) para o Desfile Cívico de 7 de Setembro foi concluído a partir de reuniões com órgãos federais e locais e de levantamentos de inteligência.

O evento será realizado na segunda-feira (7). As arquibancadas serão abertas às 6h e o desfile está previsto para começar às 9h, com encerramento por volta das 11h. Quando a capacidade das arquibancadas for atingida, o público será orientado a permanecer nas áreas externas destinadas aos espectadores, com tendas e pontos de hidratação nos lados Norte e Sul da Esplanada.

As linhas de revista preventiva começarão às 6h. No lado Sul, a entrada será pelo gramado central do quarto quadrante da Esplanada, após o Buraco do Tatuí, em frente ao estacionamento da Cúria Metropolitana. No lado Norte, o acesso será pela lateral do Bloco J, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Pessoas com deficiência terão acesso pelo túnel do Bloco J, com rampa para o espaço reservado entre o ministério e a Via N1.

Haverá ações preventivas na Estação Central do metrô, na Estação Galeria, na Rodoviária de Brasília e nas linhas de acesso às arquibancadas. Metrô e ônibus serão gratuitos. Não será permitido estacionar sobre calçadas, gramados, áreas de circulação de pedestres, acessos de emergência ou espaços isolados. Veículos em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro estarão sujeitos a fiscalização e remoção.

O esquema de segurança contará com reforço de policiamento na região central e atuação de tropas especializadas. As alterações no trânsito na Esplanada dos Ministérios terão início a partir das 16h de domingo (6). O acesso à Praça dos Três Poderes será restrito, e prédios públicos estarão protegidos por gradis. Equipes de emergência e combate a incêndios também atuarão no local.

As forças de segurança terão como base a Cidade Policial, montada ao lado do Museu da República, com comandos móveis das corporações. Imagens de drones e de câmeras vão contribuir com o policiamento. No local será possível registrar ocorrências e bloquear celulares roubados ou furtados pelo programa Fora da Rede.

Haverá prevenção de incêndios e equipes de atendimento pré-hospitalar circulando entre o público. Os militares poderão ser acionados pelo 193. Haverá postos de atendimento de saúde das Forças Armadas. Em caso de sol forte, a orientação é uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus e ingestão de água. No sábado (5), haverá interdições para o treinamento do desfile, das 6h às 11h, nas vias N1 e S1 e nos acessos aos blocos dos ministérios.

A partir das 16h de domingo, será iniciado o fechamento da Esplanada no trecho entre a Catedral Metropolitana e a Via L4. A partir das 23h, os bloqueios serão ampliados na Alça Leste da Rodoviária, nos acessos pela Via L4 e em outros pontos. Durante o evento, haverá proibição ou controle de trânsito comum em trechos das vias S1 e S2. As vias N1 e N2, as ligações entre os eixos Sul e Norte e os acessos à Esplanada também sofrerão restrições.

Caminhões, tratores, trios elétricos e outros veículos de grande porte não autorizados não poderão acessar as vias N1, N2, S1 e S2 no período de segurança do evento. A orientação é que condutores sem destino no evento evitem a região. Entre os itens que não poderão entrar no perímetro estão armas de fogo, facas, canivetes e outros objetos perfurocortantes; fogos de artifício; explosivos; substâncias inflamáveis; drones; garrafas, frascos e copos de vidro; latas de alumínio; copos térmicos rígidos; coolers e caixas de isopor; capacetes motociclísticos; sprays e aerossóis; mastros rígidos; malas e caixas; barracas; churrasqueiras e equipamentos a gás ou eletricidade. Também não serão permitidos animais, exceto cães-guia, nem bolsas ou mochilas cuja soma das dimensões de altura, largura e profundidade ultrapasse 100 centímetros.

Cartazes, bandeiras, símbolos, sinais ou cânticos com mensagens ofensivas, racistas, homofóbicas, sexistas, xenofóbicas ou políticas estarão sujeitos às regras do evento. Capacetes não poderão entrar na área do desfile. No dia 7 de setembro, da 0h às 18h, estará em vigor uma Zona de Restrição de Voo (FRZ) na área do desfile e no entorno. Ficam proibidos voos recreativos e profissionais de aeronaves não tripuladas sem autorização específica, com exceção de equipamentos de órgãos de segurança pública e instituições autorizadas.

Quem optar por veículo particular poderá utilizar, conforme disponibilidade, os estacionamentos dos anexos dos ministérios nos lados sul e norte e o do SESI Lab. O estacionamento da Cúria Metropolitana terá acesso controlado, especialmente para pessoas com deficiência e estruturas de saúde. Serviços de aplicativo terão embarque e desembarque no lado Sul no estacionamento do anexo do Ministério da Cultura, com acesso pela Via S2, e no lado Norte no estacionamento anexo ao Bloco J. Táxis terão área entre o SESI Lab e a Biblioteca Nacional, com acesso pela Via S2. Ao lado da Cidade da Segurança Pública será instalada área de acolhimento de pessoas perdidas. Em caso de criança, adolescente, pessoa idosa ou outro participante perdido, a orientação é procurar equipe uniformizada ou o ponto de acolhimento.

 

Agências do trabalhador do DF oferecem 846 vagas nesta quarta-feira

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Há oportunidades para profissionais de diferentes níveis de escolaridade, com ou sem experiência. Salários chegam a R$ 5 mil

As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 846 vagas abertas nesta quarta-feira (2). As oportunidades contemplam candidatos com diferentes níveis de escolaridade, incluindo opções para quem já tem experiência e também para aqueles que buscam ingressar pela primeira vez no mercado de trabalho.

Entre as vagas disponíveis, a de mecânico de automóveis e caminhões chama a atenção pela remuneração. O cargo oferece salário de R$ 5 mil, além de benefícios, e conta com três vagas em Ponte Alta. O cargo que concentra o maior número de vagas é o de operador de caixa, com 136 oportunidades. A remuneração chega a R$ 1,7 mil, além dos benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. Mesmo que nenhuma das ofertas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejam oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.

Brasileiro de triatlo define campeões e 56 classificados para o Mundial na Alemanha

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Etapa única disputada em Brasília classificou 15 mulheres e 41 homens para Hamburgo em 2027; cerca de 600 atletas participaram da competição

O triathlon brasileiro conheceu neste domingo (30) seus novos campeões nacionais e 56 atletas que garantiram vaga direta para o Campeonato Mundial de 2027, em Hamburgo, na Alemanha. A definição ocorreu durante o Campeonato Brasileiro de Triathlon Standard 2026, disputado no Pontão do Lago Sul, em Brasília, com cerca de 600 competidores.

Por ser a etapa única do Campeonato Brasileiro, a prova teve papel decisivo na formação da Seleção Brasileira de Triathlon Age Group. Ao todo, 15 mulheres e 41 homens conquistaram a classificação para representar o país no Mundial do próximo ano.

Entre as mulheres, alguns dos destaques foram Beatriz Ribeiro, campeã da categoria F25-29, com 2h19min59s; Marina Berti, vencedora da F35-39, com 2h26min35s; Manoela Amaral, primeira colocada na F40-44, com 2h29min37s; e Nuzia Naila Gomes Batista, campeã da F45-49, com 2h34min40s.

No masculino, Rafael Brandão registrou o melhor tempo geral entre as faixas etárias, com 2h00min47s, e venceu a categoria M45-49. Lynneker Genesis Fernandes da Silva conquistou a M35-39, com 2h03min58s; Rafael Aragão Queiroz de Freitas foi campeão da M40-44, com 2h05min34s; e Raimundo Sabino Alves venceu a M50-54, com 2h19min03s.

A competição também teve disputa entre trabalhadores do comércio. Estevão de Souza Diniz conquistou o primeiro lugar no masculino, completando a prova em 2h18min18s, enquanto Cristiane Guimarães venceu no feminino, com 3h06min49s.

Além dos títulos nacionais, a conquista das 56 vagas deu dimensão internacional à etapa de Brasília. O resultado abre caminho para que atletas de diferentes faixas etárias levem o Brasil a uma das principais competições do calendário mundial da modalidade.

A competição integrou a programação do SESC+ Triathlon, iniciativa realizada pelo Sesc-DF em parceria com a Brasil Triathlon, conectando o cenário nacional ao calendário internacional da modalidade.

“Brasília foi o ponto de partida de um sonho que agora segue para a Alemanha. O Sesc-DF tem orgulho de apoiar competidores de diferentes gerações, fortalecer o triathlon e criar oportunidades para que talentos brasileiros alcancem o cenário mundial. Essa parceria com a Brasil Triathlon traduz o que acreditamos: quando o esporte abre caminhos, ele inspira, transforma vidas e leva o nome do país cada vez mais longe”, afirma o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo.

Os competidores enfrentaram o formato Standard, também conhecido como distância olímpica: 1,5 km de natação, 40 km de ciclismo e 10 km de corrida, tendo o Lago Paranoá e vias da capital federal como cenário.

A presença de aproximadamente 600 competidores, de diferentes regiões do país, também reforçou a dimensão nacional do evento e a capacidade do triathlon de reunir atletas de diferentes gerações e níveis de rendimento. Com campeões definidos e 56 atletas classificados para Hamburgo, Brasília encerrou a etapa como ponto de partida para a participação brasileira no Mundial de 2027.

Celina aciona o STF contra ação de Lula que pode reduzir o FCDF

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Ação da Procuradoria-Geral do Distrito Federal aponta que substitutivo criou trava sobre o FCDF em norma sancionada na sexta-feira sobre combustíveis

Da Redação

A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (28/8). A norma trata de combustíveis, mas o GDF apontou que um dispositivo incluído no Congresso Nacional pode impactar o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e reduzir valores destinados à segurança, saúde e educação do DF.

Nas redes sociais, Celina afirmou que essa é a terceira tentativa do governo federal contra o fundo e que as duas primeiras foram revertidas por ela no Congresso Nacional. “Por três vezes o governo federal ataca o nosso Fundo Constitucional. As duas outras vezes eu fui pessoalmente no Congresso resolver as duas questões. Nós conseguimos graças ao apoio do meu partido e a minha história dentro do Congresso Nacional. Mas dessa vez a lei passou e foi sancionada pelo governo federal. Então nós estamos diante de uma possibilidade de retirada de valores do nosso Fundo Constitucional de 1,8 bilhão de reais. Algo que inviabilizaria muito as áreas de educação, segurança e de saúde pública”, afirmou.

Segundo ela, a ação tem base no fato de que o texto original falava de petróleo e no meio do texto foi inserida a possibilidade de mexer nos fundos de forma discricionária. “O órgão do Senado Federal, o Instituto de Finanças do Senado, fez uma nota falando que isso significaria um recuo, um retrocesso, uma diminuição do nosso fundo de 1,8 bilhão”, completou. A ação protocolada pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal questiona o art. 14, caput e incisos I e II, da Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026.

De acordo com a petição, a lei nasceu para mitigar impactos do choque internacional de energia e viabilizar medidas fiscais sobre combustíveis, mas recebeu por substitutivo matéria estranha ao núcleo temático originário que cria uma dupla trava sobre o FCDF. Pelo mecanismo, sempre que houver projeção de déficit primário do Governo Central, o inciso I impede que despesas vinculadas cresçam acima do limite fiscal e o inciso II retira da base de cálculo as receitas de petróleo e gás.

Como o FCDF é corrigido pela variação da Receita Corrente Líquida da União, os dois comandos freiam o crescimento do fundo e encolhem a base de cálculo. A Instituição Fiscal Independente do Senado estimou perda de aproximadamente R$ 1,8 bilhão apenas no exercício de 2027. “Olha, todas as vezes que eles vierem contra o nosso Fundo Constitucional, nós estaremos aqui muito firmes junto com a população do Distrito Federal defendendo aquilo que é um patrimônio da população. Nós não vamos permitir isso, vamos brigar até o final novamente para termos o nosso Fundo Constitucional resguardado”, declarou Celina.

A governadora afirmou que defender segurança, saúde e educação exige coragem e convocou parlamentares e a população para a defesa do fundo. “Porque falar sobre segurança, saúde e educação é muito fácil falar. Mas defender isso de verdade a gente precisa ter coragem para tomar essa medida e como governadora do Distrito Federal, eu quero chamar aqui todos os nossos deputados federais, todos os nossos senadores, todos os nossos deputados distritais e toda a população para juntos defendermos aquilo que está consagrado em legislação e que está sendo retirado agora de supetão nesse formato quase que imperceptível pelo governo federal. Nós estamos ajuizando essa ação no Supremo hoje ao lado da minha procuradora. Eu tenho certeza que mais uma vez a população do Distrito Federal poderá contar com o meu trabalho, a minha dedicação e a minha luta que terá os seus direitos garantidos novamente”, finalizou.

Assista o vídeo

 

 

Presidente da Faeg declara apoio a Daniel Vilela e entra para a campanha

Zé Mário afirmou que o projeto do governador é continuidade da gestão dos últimos sete anos e meio e confirmou apoio a Ronaldo Caiado no plano federal

Da Redação

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD), o Zé Mário, declarou apoio à candidatura de Daniel Vilela (MDB) ao governo nesta segunda-feira (31) e assumiu a coordenação-geral da campanha da coligação Pra Goiás Seguir em Frente. Na ocasião, ele afirmou que o emedebista tem “o melhor projeto para Goiás”.

“Entendemos perfeitamente que o projeto do Daniel é o melhor para o Estado de Goiás. É a continuidade do governo que vem há 7 anos e meio dando certo e oferecendo tudo aquilo que a sociedade goiana merece e precisa cada vez mais. Por isso nós tomamos essa decisão”, afirmou.

Segundo Zé Mário, a entrada na campanha marca uma posição: “O muro não é o melhor lugar para quem almeja o melhor para sua gente. Nós temos que ter posição, e essa posição nós tomamos porque acreditamos que é a melhor para todos nós.”

O presidente da Faeg chegou a ser sondado por candidatos da oposição, quando foi preterido como vice de Daniel. Após a escolha do ex-senador Luiz do Carmo (PSD) para o cargo, ele chegou a gravar um vídeo falando sobre gratidão. “Agradeço a Deus por força e serenidade durante toda essa caminhada. E na política, muitas vezes, projetos pessoais ficam acima de projetos de Estado. Mas aprendi desde muito cedo que gratidão se paga com gratidão”, declarou à época.

Zé Mário também afirmou que saía do processo de cabeça erguida e “certo de que continuarei trabalhando pelo crescimento e desenvolvimento do estado de Goiás”. Nesta segunda-feira, Daniel enfatizou a importância do aliado ligado ao agronegócio: “Zé já é um parceiro de grande relevância do governo e do Estado de Goiás. Muitos dos projetos hoje que estão em execução, não só na área de infraestrutura, foram pensados, elaborados de forma conjunta com o Zé Mário”, afirmou.

“Eu acho que o Zé Mário é muito mais do que o agro. Ele é a representação do setor produtivo pujante, competente, eficiente, que nós temos em Goiás.” Após a definição da vice, que passou pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que concorre ao Planalto, Zé Mário não conversou mais com o político. “Não estive mais com ele, mas estive com a Gracinha Caiado e estou com Daniel”, disse durante o evento. O presidente da Faeg confirmou que apoiará o projeto do presidenciável.

 

Flávio Bolsonaro diz que Alexandre de Moraes deveria renunciar ao STF

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Candidato do PL comentou análise da PF sobre contrato do escritório de Viviane Barci de Moraes com o Banco Master, divulgada pelo Estadão e confirmada pela Folha

Da Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (1º) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deveria renunciar ao cargo porque, segundo o senador, agia como advogado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Moraes fez edições em um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, antes de o documento ser assinado.

As informações constam em análise da Polícia Federal sobre metadados de documento do contrato que estava no celular do ex-banqueiro. A investigação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha de S.Paulo. “Moraes era de fato o advogado do Vorcaro, né? […] Acho que o Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem a menor condição de ele continuar sendo ministro do Supremo”, disse Flávio.

Segundo O Estado de S. Paulo, Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela Polícia Federal. Flávio já se posicionou a favor do impeachment de Moraes, relator das ações da trama golpista que culminaram na condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como mostrou a Folha de S.Paulo, Flávio lançou 47 nomes para o Senado, sendo que a maioria é abertamente a favor de condenar ministros do STF à perda do cargo. Também nesta terça, o ministro André Mendonça, do STF, pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um documento da PF no qual há mensagens em que Vorcaro pede a um interlocutor a atuação de “Andrei e Paulo” a seu favor. As referências seriam a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. A pessoa para quem tinha sido enviada essa mensagem não havia sido identificada inicialmente, mas a PF aponta suspeita de que o interlocutor seja Alexandre de Moraes.

A informação foi divulgada inicialmente pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha de S.Paulo. “Se ele [Moraes] edita os contratos da esposa, que estava ali oficialmente sendo contratada, se parece que tem alguma forma de ajudar o Vorcaro a dar garantia de que a Polícia Federal não atue em determinado momento ou que o procurador-geral da República se posicione a favor do Vorcaro por influência de Alexandre de Moraes… Então, são muitas acusações graves”, disse Flávio. “Se ele não esclarecer e se comprovar essas suspeitas […], ele não tem a menor condição de continuar sendo ministro”, completou.

Flávio afirmou que é preciso “aguardar o andamento das investigações” e que Gonet e Andrei também devem explicações. O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, também se manifestou em suas redes sociais. O ex-governador de Minas Gerais chamou o ministro de “projetinho de ditador”, disse que Moraes nunca o enganou e defendeu a prisão do magistrado. “É por isso que ainda como governador de Minas protocolei o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes. Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia. Chega de intocável enriquecendo às custas do povo. Prisão pra ele e que devolva todo o dinheiro”, disse.

Ainda nesta terça, Flávio foi questionado a respeito de novos repasses de Vorcaro ao filme Dark Horse, revelados pela revista piauí, e voltou a se recusar a responder, remetendo a prestação de contas à produtora do filme, a Go Up Entertainment. “Essas informações eu não tenho como saber porque eu não trato disso. Tem que perguntar para a produtora. Desculpa”, disse. Foi o senador, no entanto, que negociou com Vorcaro os repasses para o filme por meio de mensagens trocadas com o ex-banqueiro. Questionado sobre o fato de ter tratado pessoalmente do financiamento, ele insistiu que qualquer esclarecimento sobre esse assunto caberia somente à produtora. “Não adianta vocês ficarem me perguntando coisas que eu não tenho como responder”, disse.