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Três novas creches serão construídas em Taguatinga

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A região administrativa poderá atender, ao todo, 564 crianças. A estimativa de investimento é de quase R$ 6 milhões por unidade

Taguatinga vai ganhar três novas creches públicas. Os centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) serão construídos na EQNL 9/11, na Área Especial 18 da QNJ e na Área Especial 1 da QNM 38. O investimento previsto é de quase R$ 6 milhões em cada unidade, que vão gerar 180 empregos e atender 564 crianças, ao todo. Os dois primeiros projetos de elaboração são da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), enquanto o último está sendo feito pela Secretaria de Educação.

As três creches seguirão o modelo padrão 1, que mede 1.317,99 m², com 10 salas de aula, parte administrativa, refeitório, cozinha, sala multiuso, pátio coberto e parquinho | Imagem: Novacap

As creches da QNJ e EQNL fazem parte do termo de compromisso de 2012/2013 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que foi resgatado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta gestão e contempla um total de 15 CEPIs em diferentes regiões administrativas – destas, cinco já estão em fase de execução no DVO e na EQ 1/2, do Gama; Quadra 112 e 109, no Recanto das Emas; e Quadra 23, de Planaltina. As unidades contam com  verbas do FNDE e também recursos próprios do GDF.

“Em quase todas as regiões do DF temos carência na questão de vagas de creches. Esses projetos são de extrema importância não só no pós-obra, mas também durante a execução. Vão aquecer o comércio, gerar empregos, entre outras questões socioeconômicas para o desenvolvimento da região” – Leonardo Balduíno, subsecretário de Infraestrutura Escolar

“Para gente da Novacap tem sido motivo de muito orgulho conseguir alavancar esses projetos que estavam há tantos anos inviabilizados. Principalmente se tratando de equipamentos públicos tão essenciais para a sociedade”, explica a chefe do Departamento Técnico da Diretoria de Edificações da Novacap, Alessandra Bittencourt.

Diferentes fases

Cada uma dessas três creches de Taguatinga está em uma fase. O centro da QNJ, no chamado Setor J, teve a licitação publicada e está sendo analisada a documentação das empresas concorrentes. A estimativa de custo é de R$ 5.892.805. A unidade da EQNL, que integra o Setor L, aguarda a publicação da licitação prevista para até maio. O valor previsto é de R$ R$ 5.650.396.

A creche da QNM 38, no Setor M, ainda está na etapa do projeto. “Está em fase de desenvolvimento e dos projetos complementares. A expectativa é de que a gente consiga concluir até o final do primeiro semestre de 2022, para que possamos efetivamente aprovar os projetos no FNDE e firmar o termo de compromisso para levar a obra para licitação no segundo semestre deste ano”, explica o subsecretário de Infraestrutura Escolar da SEE, Leonardo Balduíno.

Contando com recursos do FNDE e valores próprios do GDF, cada uma das creches terá capacidade para atender 188 crianças de até 5 anos e 11 meses em turno integral

As três seguirão o modelo padrão 1, que mede 1.317,99 metros quadrados, com 10 salas de aula, parte administrativa completa, refeitório, cozinha, sala multiúso, pátio coberto e parquinho. A capacidade de atendimento é de 188 crianças de até 5 anos e 11 meses em turno integral, divididos em Creche (até 3 anos e 11 meses de idade), Creche I (até 11 meses), Creche II (1 ano até 1 ano e 11 meses), Creche III (2 anos até 3 anos e 11 meses) e Pré-escola (4 até 5 anos e 11 meses).

“Era uma demanda muito grande da nossa comunidade, que fez até abaixo-assinado. Temos cinco bairros em Taguatinga que são muito carentes de creches” – Ezequias Pereira, administrador de Taguatinga

Demanda antiga

Para o subsecretário, as novas creches vão atender uma necessidade de Taguatinga. “Em quase todas as regiões do DF temos carência na questão de vagas de creches. Esses projetos são de extrema importância não só no pós-obra, que é a entrega efetiva da obra à comunidade para que as crianças possam estudar, mas também durante a execução. Vão aquecer o comércio, gerar empregos, entre outras questões socioeconômicas para o desenvolvimento da região”, avalia. Cada unidade estima gerar 60 empregos.

O administrador de Taguatinga, Ezequias Pereira da Silva, concorda. Ele participou das conversas da administração com a Secretaria de Educação quando ainda era chefe de gabinete. “Era uma demanda muito grande da nossa comunidade, que fez até abaixo-assinado. Nós temos cinco bairros em Taguatinga que são muito carentes de creches”, revela.

De acordo com Silva, os novos centros de educação beneficiarão moradores de setores bastante carentes. “Os projetos vão realizar esse sonho antigo da população e atender setores muito carentes, como a QNL e a expansão da M Norte. São áreas que necessitam demais das creches, porque só tinham unidades particulares”, acrescenta.

Reforma do Na Hora do Riacho Fundo começa nesta segunda (11)

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Para a modernização, serviços serão suspensos. Órgão volta a funcionar, em endereço temporário, no dia 18 deste mês

Com as reformas e a manutenção do parque tecnológico, o tempo médio de espera para o atendimento ao público do Na Hora, que chegava a 27 minutos até 2018, foi para 4 minutos e 27 segundos no ano passado

A unidade do Na Hora localizada no Riacho Fundo fechará por 90 dias, a partir de segunda-feira (11), para obras de modernização. No entanto, para a população não ficar sem atendimento neste período, no dia 18 deste mês os serviços passarão a funcionar em uma unidade temporária, na administração regional da cidade (Área Central 03 Lote 06 – Riacho Fundo), de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. Não haverá atendimento entre os dias 11 e 14.

Uma das metas da atual gestão do GDF é reformar todas as unidades do Na Hora, pela primeira vez em 20 anos. Já foram entregues os espaços da Rodoviária do Plano Piloto, Sobradinho e Brazlândia. Em breve, será concluído o posto de Ceilândia.

“A reforma completa de nossas unidades foi uma das ações de destaque iniciadas pela ex-secretária Marcela Passamani. Esperamos devolver para a população do Riacho Fundo um espaço novinho em folha e, com isso, melhorar ainda mais a vida desses cidadãos”, ressalta o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana.E

Entre as melhorias previstas para o Riacho Fundo, estão as trocas de pisos, banheiros, copa, mobiliários, divisórias, pinturas e telhados, além da  redefinição de layout.

Menos tempo de espera para atendimento

Com as reformas e a manutenção do parque tecnológico, o tempo médio de espera para o atendimento ao público do Na Hora, que chegava a 27 minutos até 2018, passou para 4 minutos e 27 segundos em 2021. Enquanto o tempo de espera caiu, o número de serviços aumentou. De 2019 a 2021, as unidades ampliaram a oferta de comodidades à população e passaram de 29 para 90 diferentes serviços disponíveis, um aumento de mais de 200%.

Atualmente, o DF conta com unidades fixas do Na Hora na Rodoviária do Plano Piloto e em Sobradinho, Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia, Gama e Riacho Fundo, além do posto de perícias médicas na Asa Sul. Apenas em 2021, as oito unidades registraram 1 milhão de atendimentos.

Além das unidades fixas, o Na Hora também conta com uma unidade móvel, que, desde aa última semana de fevereiro deste ano, já atendeu quase 8 mil pessoas nas cidades de Samambaia, Ceilândia, Sol Nascente, Recanto das Emas, Itapoã, São Sebastião, Estrutural e Planaltina. Nesta sexta-feira (8) e no sábado (9), a carreta estará estacionada na Feira da Mulher do Agronegócio e da Agricultura (Agrofem), no Incra 9, em Ceilândia. A próxima parada será o Varjão, entre os dias 12 e 14.

Cronograma deste mês
– Dia 11: Fechamento da unidade Riacho Fundo
– Entre os dias 11 e 14: Período sem atendimento, para transferência de endereço
– Dia 18:  Abertura da unidade no endereço temporário (Área Central 3 Lote 6 – Administração Regional do Riacho Fundo)

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania

Doações do IR para projetos sociais esbarram no desconhecimento

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Imposto de renda 2022.

Volume doado poderia saltar de R$ 250 milhões para R$ 5 bilhões

Uma das principais oportunidades para o brasileiro praticar o bem esbarra no desconhecimento. As doações de parte do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para projetos sociais deverão totalizar apenas R$ 250,25 milhões neste ano, segundo estimativa da Receita Federal no Orçamento Geral da União de 2022.

Segundo levantamento do Itaú Social, braço de projetos sociais do banco de mesmo nome, o volume doado poderia chegar a R$ 5 bilhões caso todos os contribuintes utilizassem o mecanismo, que permite o abatimento de até 6% do Imposto de Renda devido ou o abatimento de até 6% da restituição, limitada a 3% para cada tipo de ação social.

As doações de parcela do IRPF a projetos sociais, culturais e esportivos têm crescido ano a ano. O total, no entanto, ainda é pequeno diante do potencial. Em 2020, a Receita Federal deixou de arrecadar R$ 191,64 milhões do Imposto de Renda Pessoa Física por causa dessas doações. Em 2021, o total aumentou para R$ 229,27 milhões.

Neste ano, o Fisco prevê o crescimento das doações, mesmo com a redução das possibilidades de doação. Até 2021, o contribuinte podia abater, do Imposto de Renda, doações aos Programas Nacionais de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD) e de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), mas a possibilidade foi suspensa. Nesse caso, as deduções eram limitadas a 1% do imposto apurado na declaração e não estavam sujeitas ao limite global de 6%.

Isso ocorreu porque as leis que autorizavam a doação de pessoas físicas ao Pronas/PCD e ao Pronon perderam a validade e não foram renovadas A partir deste ano, esse mecanismo de abatimento está disponível apenas para as empresas que pagam o Imposto de Renda Pessoa Jurídica.

Ações beneficiadas

Ao todo, cinco tipos de ações podem receber doações na declaração do Imposto de Renda: fundos vinculados ao Estatuto da Criança e do Adolescente, fundos vinculados ao Estatuto do Idoso, Programa Nacional de Apoio à Cultura, projetos de incentivo ao esporte e projetos de incentivo à atividade audiovisual.

No caso dos fundos para idosos e para crianças e adolescentes, a doação pode ser feita diretamente na declaração, com o valor sendo pago na primeira cota ou cota única do imposto. O próprio programa gerador se encarregará de incluir automaticamente o valor das doações na lista de deduções do Imposto de Renda.

Limites

As doações totais estão limitadas a 6% do imposto devido ou da restituição, com até 3% sendo usados para cada categoria. Caso queira, o contribuinte poderá doar mais, porém o valor não poderá ser deduzido do imposto a pagar.

Além das doações diretas, o contribuinte pode deduzir, dentro do limite global de 6%, doações para três tipos de ações feitas no ano anterior: incentivos à cultura (como doações, patrocínios e contribuições ao Fundo Nacional da Cultura), incentivos à atividade audiovisual, incentivos ao esporte.

Como fazer a doação

Ao preencher a declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode escolher o fundo do idoso ou do Estatuto da Criança e do Adolescente para o qual quer doar e a esfera de atuação – nacional, estadual ou municipal. No entanto, não é possível escolher uma entidade. É necessário escolher o modelo completo da declaração, conferir o valor do imposto devido e confirmar a opção “Doações Diretamente na Declaração”.

A lista dos fundos que podem receber o dinheiro do contribuinte aparece no próprio programa gerador da declaração, mas não é possível doar para uma entidade específica. Assim que a doação for selecionada, o sistema emitirá um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), que precisa ser pago até o último dia de entrega da declaração, junto com o Imposto de Renda. A contribuição não pode ser parcelada.

Mais de 620 mil candidatos disputam hoje vagas para trabalhar no Censo

As provas serão aplicadas em mais de 5 mil locais por todo o país

Mais de 621 mil candidatos devem fazer hoje (10) as provas do concurso que selecionará os 206 mil profissionais que trabalharão no Censo 2022. O exame para recenseadores, ou seja, as pessoas que aplicarão os questionários em todos domicílios brasileiros, começa às 9h (horário de Brasília).

São 349.437 mil candidatos que concorrem às 183.021 vagas para o cargo de recenseador. A prova terá três horas de duração e 50 questões, sendo 10 de Língua Portuguesa, 10 de Matemática, 5 sobre Ética no Serviço Público e 25 de Conhecimentos Técnicos.

Já as provas para as 18.420 vagas de agentes censitários municipais (ACM) e as 5.450 vagas de agentes censitários supervisores estão marcadas para as 14h30 (horário de Brasília) e terão 3h30 de duração. São 271.791 candidatos concorrendo a esses cargos, que serão responsáveis por supervisionar o trabalho dos recenseadores.

As provas para agentes censitários terão 60 questões, sendo 10 de Língua Portuguesa, 10 de Raciocínio Lógico Quantitativo, 5 de Ética no Serviço Público, 15 de Noções de Administração/Situações Gerenciais e 20 de Conhecimentos Técnicos.

As provas serão aplicadas em mais de 5 mil locais por todo o país. Será exigido dos candidatos o comprovante de inscrição, um documento de identidade original com foto e caneta esferográfica de cor preta ou azul, fabricada em material transparente, além de seguir os protocolos sanitários contra a covid-19 estabelecidos por cada município e informados no cartão de confirmação da inscrição

Os cargos são para trabalho temporário, enquanto durar o Censo, maior pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que deverá percorrer 70 milhões de domicílios nos 5.570 municípios brasileiros, com o objetivo de ter referência sobre as condições de vida da população do país.

A pesquisa revelará características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional, educação, deslocamento para estudo, trabalho e rendimento, deslocamento para trabalho, mortalidade e autismo.

Termina neste domingo inscrição para programa de inovação em pequenas empresas

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ideias inovadoras receberão treinamento e apoio tecnológico gratuitos

Terminam hoje (10) as inscrições para o programa que pretende ajudar gratuitamente projetos inovadores de pequenas empresas. Em parceria com o Ministério da Economia e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) está escolhendo até 300 ideias para receberem capacitação empreendedora, mentorias e apoio tecnológico por dez semanas.

Empresas de todo o país podem se inscrever. A assistência aos negócios escolhidos será feita de forma gratuita pelas incubadoras e aceleradoras de empresas associadas ao Programa Ideiaz – Powered by InovAtiva. A rede, que opera em todos os estados, tem como objetivo democratizar o atendimento técnico a empresas inovadoras, ampliando o alcance nacional de negócios que recebem assessoria técnica.

Essa será a terceira edição do Programa Ideiaz. Nos ciclos anteriores, o programa avaliou mais de 620 projetos, dos quais 415 foram aprovados e receberam assistência. Neste ano, o programa conta com 35 incubadoras e aceleradoras credenciadas e tem 15 na lista de espera.

Procedimentos

Podem inscrever-se empreendedores com projetos nas fases de criação ou ideação, ou seja, cujo produto ainda não tenha sido comercializado ou cujo modelo de negócio ainda não esteja concretizado. Cerca de um terço das vagas serão destinadas às ideias das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Outros 20% irão para projetos com impacto socioambiental positivo.

As propostas serão avaliadas por um comitê de seleção composto por representantes do Sistema Sebrae, da Anprotec e da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Também participação da escolha parceiros como entidades de fomento, investidores, especialistas do setor produtivo e professores de universidades. Até o fim de 2022, o programa pretende atingir a meta de mil projetos atendidos.

Cada projeto selecionado será encaminhado para um atendimento de dez semanas, totalmente online, com uma das incubadoras ou aceleradoras credenciadas no Ideiaz. Os empreendimentos receberão pelo menos 18 horas de apoio ao seu desenvolvimento. Desse total, pelo menos 10 horas serão de atendimento individualizado, que abrangerá as seguintes atividades:

●   Mentoria;
●   Consultoria organizacional;
●   Suporte tecnológico;
●   Suporte para formalização do negócio;
●   Qualificação empreendedora.
Depois do processo de capacitação, os projetos serão acompanhados e deverão cumprir as seguintes metas: ter um modelo de negócios desenhado e validado, apresentar um protótipo do produto ou serviço desenvolvido e avaliado por clientes e constituir um pitch (discurso) de venda e de defesa do negócio pronto.

Cada projeto deverá ter pelo menos dois integrantes para participarem das dez semanas de atendimento. A capacitação irá além das 18 horas de atendimento. A Anprotec recomenda que os integrantes da equipe dediquem pelo menos meio expediente por dia para desempenharem as atividades necessárias para atingirem os resultados mínimos. O tempo necessário poderá aumentar, de acordo com o nível de conhecimento do time e da maturidade do projeto.

Mais informações podem ser obtidas no edital, disponível na página do Programa Ideiaz na internet. As dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail.

Cronograma

●   Período de inscrição: até 10 de abril
●   Avaliação das propostas: de 11 a 20 de abril
●   Divulgação dos resultados: 29 de abril
●   Formalização da relação entre ambientes e projetos: de 2 a 20 de maio
●   Período da capacitação: de 23 de maio a 29 de julho
●   Prazo final para a entrega dos resultados: 29 de julho

7ª edição da Feira da Goiaba recebe visita do governador

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Evento celebra a colheita da fruta, a mais abundante do Distrito Federal. Ibaneis Rocha elogiou o trabalho dos produtores rurais

A 7ª edição da Feira da Goiaba, evento que celebra a colheita da fruta mais produzida no DF, recebeu, neste sábado (9), a visita do governador Ibaneis Rocha. Aberta em 1º de abril, a exposição na Associação Rural e Cultural de Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia, termina neste domingo (10).

O chefe do Executivo distrital cumprimentou produtores e pessoas que comercializavam seus produtos, além de defender o incentivo ao fomento na área rural. “Os produtores da região puderam expor seus produtos e são todos maravilhosos, de uma qualidade muito grande, além do bom atendimento à população. Parabéns à feira, muito organizada, bela participação da Emater. Isso é uma forma de inclusão social e econômica”, elogiou o governador.

28 É o total de estandes que vendem produtos feitos com goiaba

A entrada é gratuita, e o visitante poderá comprar produtos derivados de goiaba, além da própria fruta. No Empório da Goiaba, com 28 estandes, estão à venda doces, geleias, licores, bolos, tortas e outros alimentos preparados pelos produtores da região de Brazlândia — onde está concentrada a maior parte do cultivo da fruta.

Governador esteve nos estandes e elogiou a qualidade da fruta produzida na região de Brazlândia. Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

“A Feira da Goiaba é uma oportunidade de os agricultores comercializarem e mostrarem um pouco do que é produzido na região, as variedades da cultura e os produtos feitos com a fruta”, destacou a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

A produtora rural Lucia Vaz tem o discurso parecido com o de Ibaneis Rocha: “É muito importante essa feira, pois nós temos a oportunidade de mostrar tudo o que o setor rural tem de bom. Não só as hortaliças e as frutas. Nós produzimos 98% de goiaba do DF e aqui oferecemos derivados dela. Eu produzo goiabada cascão artesanal, rosca recheada com goiabada, queijo com goiabada. Temos uma variedade muito grande. Tenho 38 anos de idade e estou há mais de vinte anos na área”, finaliza.

Número de mulheres na bolsa cresce 40%, mas gravatas ainda dominam

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Por Emília de Castro

O aumento do número de mulheres investidoras no Brasil é um fato a se comemorar: são mais de 1 milhão de mulheres na bolsa, segundo levantamentos divulgados pela B3. Se compararmos com os dados de 2020, quando a pandemia da Covid-19 começou, a entrada das mulheres nos investimentos de renda variável cresceu incríveis 40%.

Apesar do avanço – que deve, sim, ser celebrado – é preciso ir além dos números. A quantidade de mulheres pertencentes ao mundo da Avenida Faria Lima ainda é tímida. O mercado financeiro ainda é majoritariamente composto por homens. De gestores de fundos a investidores pessoa física, o que se percebe é uma dominação das gravatas.

Mas o movimento atual é de mudanças, sobretudo no aumento de mulheres que falam sobre economia e educação financeira nas principais redes sociais do país. O estímulo e conhecimento divulgado por essas especialistas em seus canais e perfis pode ser um dos motivos pelo quais somamos cerca de 1,2 milhão de mulheres na bolsa.

Do Me Poupe, da Nathalia Arcuri ao Economirna, homônimo de sua fundadora, as mulheres avançam! Já para quem busca especialização em livros, nesse caso sugiro como dica de leitura o Descomplicando Investimentos, do Fernando Tempel e O Investidor Inteligente, de Benjamim Graham.

Desde 2017, quando a Bolsa de Valores virou B3, foram gastos quase 5 anos para que mais 1 milhão de mulheres estivessem com seus investimentos sob custódia na renda variável. Hoje somos cerca de 1/4 do universo do mercado de capitais, mas a boa notícia é: não vamos parar! As mulheres entraram para os investimentos para ficar e investir cada vez melhor.

Ao todo, 5 milhões de pessoas físicas investem na bolsa, o que não chega a 3% da população brasileira, um universo de oportunidades para multiplicar patrimônio, adquirir independência financeira ou até mesmo usar as próprias ações como uma espécie de previdência. Independente do seu objetivo e do risco que está disposta a correr, investir na bolsa é uma ótima opção para o seu futuro.

O mundo dos investimentos, quando pensamos nas inferências sobre a mulher e o dinheiro é rodeado de alguns mitos e estereótipos que nunca nos couberam e agora, ainda mais, não cabe às mulheres que se preocupam sim com as finanças e a prosperidade financeira.

O momento para investir é agora, e mesmo que você possa se sentir antiquada para começar, ou até mesmo com dificuldades para entender melhor como poupar e aportar na bolsa, entenda: sempre há tempo para começar. O início, provavelmente, vai ser o momento mais desafiador para entender as movimentações do mercado e como elas afetam sua carteira. Mas, como qualquer aprendizado, com o tempo o que parece ser um bicho de sete cabeças vai se tornar algo natural no seu dia a dia e você terá cada vez mais confiança para investir.

Você pode começar com pouco: não é preciso juntar um grande montante para entrar na bolsa. Você pode fazer aportes mensais e ir construindo sua carteira aos poucos. Antes de começar a investir o primeiro passo é entender qual é a sua capacidade de poupar, o ideal seria algo em torno 30% da renda mensal, o que nem sempre é possível de início, por isso, não limite sua entrada na bolsa para somente quando esse valor puder ser investido.

E lembre-se: sempre diversifique os investimentos. Assim a carteira fica menos volátil e mais balanceada a longo prazo. Além dos tradicionais “papéis”, invista em fundos imobiliários, BDRs e afins. Também pensando na diversificação dos ativos, você pode colocar uma parte dos seus ganhos fora da bolsa, como no mercado de criptomoedas.

De modo geral, as mulheres tendem a ser mais conservadoras nos investimentos. Por isso, o ideal é que o foco ao investir, em princípio, seja a construção da reserva de emergência que equivalem de 6 a 12 meses dos seus custos mensais, ou seja, construir uma carteira com liquidez para que caso aconteça um imprevisto, como a perda de um emprego, os investimentos sejam usados durante esse período.

Após a construção dessa reserva, já podemos pensar em uma carteira de médio e longo prazo, buscando maiores retornos: aqui, você pode focar na realização de metas e objetivos como a compra de um carro ou imóvel. Já na carteira de longo prazo, você pode planejar sua aposentadoria. É importante fazer um estudo para entender quanto de capital acumulado você deveria ter para manter uma renda mensal que garanta o mesmo padrão de vida antes da aposentadoria.

Existe um oceano azul de oportunidades no tema de investimentos a serem exploradas; algo muito além da poupança, CDB e LCI (produtos usualmente mais comercializados quando se fala de investimentos no Brasil), porém é necessário aprofundar para tomar as decisões corretas mais condizentes com cada perfil.

Emília de Castro e administradora e gestora financeira no mercado de capitais; sócia-fundadora da Aspen Investimentos

“Sem educação não tem ciência”, defende Helena Nader

Nova presidente da Academia Brasileira de Ciências

Biomédica assume presidência de academia de ciências em maio

A biomédica Helena Bonciani Nader é a primeira mulher eleita para assumir a presidência da Academia Brasileira de Ciências (ABC) – instituição fundada há 105 anos.

A eleição da doutora em ciências biológicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ocorreu durante a Assembleia-Geral da instituição, no dia 29 de março. Dos 568 membros habilitados para votar, 420 exerceram esse direito, já que o voto não é obrigatório.

Ela será empossada durante a Reunião Magna da ABC, entre os dias 3 e 5 de maio de 2022, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e assume o cargo para o triênio 2022-2025.

“Para mim, é uma alegria e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade, e também uma tristeza”, afirmou Helena.

“O fato de a gente ter que celebrar que é uma mulher, mostra que a nossa sociedade ainda está muito aquém. Nós temos muito para avançar. Eu vejo que o Brasil andou para trás nos últimos anos em relação não só às mulheres, mas aos direitos humanos como um todo. O Brasil andou para trás na cultura, nos povos originários, populações quilombolas e com as mulheres. Questionamentos como ‘lugar da mulher é ficar em casa para cuidar dos filhos’. Não dá isso numa democracia, muito menos o estado querer advogar.”

A pesquisadora é vice-presidente da ABC desde 2019 e vai assumir a cadeira do físico Luiz Davidovich. O químico Jailson Bittencourt de Andrade, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atuante no Centro Universitário Senai-Cimatec, ocupará a vice-presidência na nova diretoria.

Helena Nader foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC, 2011-2017), onde atualmente é presidente de honra, presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq, 2009-2010) e é co-presidente da Rede Interamericana de Academias de Ciências (Ianas).

Pluralidade na ciência

Promover a pluralidade na ciência e a educação são pautas prioritárias para a nova presidente da ABC.

“Transformar a sociedade brasileira para ser uma sociedade mais justa, dando o primeiro ponto de luta, a educação. Sem educação não tem ciência, sem ciência não tem tecnologia, sem tecnologia não tem inovação. A academia vai lutar cada vez mais por isso e fazer uma ponte com a sociedade. Já fazemos, mas podemos melhorar.”

“A pandemia teve uma lado positivo, que foi mostrar para a sociedade o valor da ciência. O que queremos é dialogar mais com a sociedade, trabalhos [científicos] que são mais complexos, vamos colocar de uma forma mais objetiva”, afirmou Helena.

Outro ponto importante da nova gestão será o trabalho relacionado à igualdade de gênero na ciência.

“Temos mulheres [cientistas] capazes e eu vejo um impacto muito importante nas crianças. É mostrar para elas o seguinte, ‘independentemente da profissão, menina, você pode fazer o que quiser, não existe essa diferença’. Somos diferentes fisiologicamente, mas não intelectualmente, a mulher pode e deve bater na porta, se fechar dá a volta e vai em outra, vai à luta, não pode aceitar ‘não’ como resposta final”.

A médica pneumologista do Centro de Referência Professor Helio Fraga, da Fiocruz, Margareth Dalcolmo recebe a dose da vacina de Oxford/AstraZeneca na Fiocruz.
A médica pneumologista Margareth Dalcolmo recebe a dose da vacina de Oxford/AstraZeneca – Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil

Ela aponta a médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo – uma das principais especialistas em covid-19 e doenças pulmonares no país – como um exemplo para as novas gerações.

“Acho a Margareth uma mulher fora do comum no que ela faz. Sem contar outras, como a Ester Sabino [imunologista, pesquisadora e professora universitária brasileira]. Esta pandemia mostrou várias cientistas, que foram exemplos para as meninas e também para os meninos porque a clareza delas motivou também os meninos”.

Helena Nader lamenta que a divisão de tarefas domésticas ainda seja desigual e recaia sobre as mulheres prejudicando, muitas vezes, o trabalho intelectual e fora de casa.

“A pandemia prejudicou mais as mulheres cientistas do que os homens, não só no Brasil, no exterior também. Pelo fato de ficar todo mundo em casa, a produção científica dos homens aumentou, mas a das mulheres caiu. O que mostra as desigualdades. Quer dizer, a gente caminhou, mas um grande evento, como foi a pandemia, mostrou que esse equilíbrio nas relações  de trabalho de casa, ainda é muito muito desigual e muito desfavorável para a mulher”, lamentou a pesquisadora.

A cientista reconhece que o Brasil precisa percorrer um longo caminho para combater desigualdades. Dentro da ciência, ela afirma ainda que é preciso garantir a entrada de mais negros e indígenas.

“No Brasil não é só a desigualdade entre homens e mulheres, mas a desigualdade entre as raças. A maioria do povo brasileiro é negra. A ciência ainda é muito pouco negra. Há poucos indígenas. O país tem que, primeiro, reconhecer que foi escravocrata e insistir em políticas públicas de inclusão”.

Diálogo

A nova presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC, Helena Nader, é biomédica da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.
A nova presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC, Helena Nader, é biomédica da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. – Rovena Rosa/Agência Brasil

Com a bandeira do diálogo com a sociedade, Helena se entusiasma ao falar dos benefícios que a ciência pode trazer a todos. “Estamos fazendo ciência para a sociedade, seja para entender o mundo ou para gerar um determinado produto. A ciência é o acúmulo de conhecimentos para o bem estar da sociedade, por isso, esse diálogo vai ser muito importante”.

Em sua gestão, a pesquisadora diz que pretende também aumentar a interlocução com o governo.

“Vamos lutar para que o Brasil, de fato, assuma a educação e a ciência como política de Estado, e não de quem está com a caneta na mão, de quem é o governo de plantão. É difícil, mas a gente almeja. Vi isso acontecendo nos Estados Unidos, onde os legisladores, se não trouxerem o benefício para o coletivo – e o benefício não é o aumento de salário – eles não vão ser reeleitos”, destaca. 

Helena acredita ainda na importância de se fazer um trabalho de convencimento com os legisladores.

“Muitas vezes, os deputados e senadores estão votando uma determinada legislação e há alguns detalhes que podem afetar fortemente a sociedade, como é o caso, por exemplo, da Medida Provisória (MP) em relação aos recursos voltados para gás e petróleo. Em vez de investir em ciência vão renovar a frotas de máquinas!”, lamenta.

“O próprio [Donald] Trump [ex-presidente dos Estados Unidos] investiu mais em ciência, inclusive na indústria. As vacinas da Pfizer e da Moderna tiveram dinheiro público investido”, recorda a pesquisadora.

Ela se referia à MP 1.112/2022, que muda quatro leis com o objetivo de aportar recursos para o Programa de Aumento da Produtividade da Frota Rodoviária no País (Renovar).

As empresas contratadas para exploração e produção de petróleo e gás natural podem destinar recursos para o desmonte e a destruição dos veículos pesados em fim de vida útil e descontar o valor aplicado do total de investimentos que são obrigadas a fazer nas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Estudo com a heparina

A nova presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC, Helena Nader, é biomédica da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.
A nova presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC, Helena Nader, é biomédica da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. – Rovena Rosa/Agência Brasil

A biomédica tem como objeto de pesquisa a heparina, um composto que evita a coagulação do sangue e impede a formação de trombos. A pesquisadora é bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), publicou mais de 380 artigos em revistas científicas internacionais e já formou 46 mestres e 51 doutores, dos quais se orgulha em trabalhar junto.

“A heparina é um anticoagulante que até hoje não tem substituto, ele é retirado da mucosa intestinal bovina e suína, esse anticoagulante é fundamental para quem faz hemodiálise”, explica. O medicamento faz a prevenção de trombos no circuito de diálise.

Uma descoberta recente mostrou que a heparina pode impedir que o novo coronavírus invada as células. Os testes foram conduzidos por pesquisadores do Instituto de Farmacologia e Biologia Molecular da Universidade Federal de São Paulo (Infar/Unifesp).

“Tem uma camada no vaso sanguíneo que se chama endotélio e o sangue flui por ali. Com a covid-19, a célula endotelial fica lesada e, ao invés de ser antitrombótica, ela vira pró trombótica, ela coagula e o que se viu foi que a heparina tem um papel fundamental”, explica.

“Há também o irmão gêmeo da heparina, e foi nosso laboratório [Infar/Unifesp], em conjunto com alguns laboratórios do exterior, o primeiro grupo mostrando que existe na superfície um receptor que é parecido com a heparina que se chama heparan e que é importante para interação do vírus. Quando se dá a heparina, você impede a entrada do novo coronavírus nas células. Fomos o primeiro laboratório a ver isto, publicamos e tivemos o auxílio da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], que foi fundamental”, frisou Helena.

Coluna do Fluminense | Empate ruim

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense começou sua caminhada no brasileiro recebendo o Santos.

Repetindo a formação preferida de Abel, entramos com 3 zagueiros, 2 laterais que estão começando a aprender a jogar como alas, 2 volantes, 2 atacantes e Nathan substituindo Ganso na criação.

O Fluminense teve a bola na maioria do tempo, envolveu o adversário e perdeu várias chances de gol.

Assim terminou o primeiro tempo.

Voltamos para o segundo tempo com Nonato no lugar de Yago e o quadro permaneceu o mesmo.

Após os 15 minutos Abel tirou Nathan, Cano, Calegari e David Braz substituídos por Luiz Henrique, Fred, Bigode e Lucas Claro.

Continuamos rondando a área do adversário, Fred acertou a trave mas o jogo terminou 0x0.

A cada jogo o Fluminense melhora a marcação (mais próxima do adversário) e mais adiantada (no campo do adversário).

Precisa melhorar as finalizações e encontrar um jogador de criação para quando Ganso não puder jogar, e esse jogador certamente não é Nathan.

Ponto negativo foi a arbitragem que paralisou muito o jogo, e ponto positivo foi a torcida que compareceu em bom número (22 mil).

Agora é virar a chave e visitar o Júnior Barranquilla pela sul americana.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Câmara Legislativa promove reunião pública para discutir direitos dos trabalhadores de aplicativos

A questão principal da reunião foi a falta de cumprimento da Lei 6.677, que estabelece a criação de pontos de apoio, em cada região administrativa, garantidos pelas empresas de entrega por aplicativo

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou na manhã de ontem (8) reunião pública para debater os direitos dos trabalhadores de aplicativo. O encontro foi presidido pelo autor da proposta, o deputado Fábio Félix (Psol), e contou com a participação de representantes da dos trabalhadores, do governo, das empresas e de entidades ligadas a mobilidade, tecnologia.

Apesar do sancionamento de leis que apoiam os trabalhadores de aplicativo, o distrital destacou ser indispensável manter o debate constante sobre as condições laborais dessa classe. “É bom dizer que no DF vivenciamos um avanço muito grande do ponto de vista legislativo, estamos tratando de uma área que praticamente não tem regulação do Estado, isso faz com que haja uma certa nebulosidade na aplicação dos direitos trabalhistas e das condições de trabalho. As pessoas trabalham e vivem sem uma orientação e sem a compreensão de suas reais condições de trabalho e seus direitos.”

A questão principal da reunião foi a falta de cumprimento da Lei 6.677, que estabelece a criação de pontos de apoio, em cada região administrativa, garantidos pelas empresas de entrega por aplicativo. Os pontos devem contar com sanitários, chuveiros, vestiários, sala de descanso com internet e pontos de recarga de celular, espaço para refeição e estacionamento para bicicletas e motos.

Para Fábio Félix, esses são quesitos básicos para o trabalho desses profisisonais, “é uma condição mínima de dignidade para que aquele trabalho seja realizado, não estamos falando do direito trabalhista, décimo terceiro, é algo mais simples. Já tem mais de um ano desde a regulamentação desta lei e não tem aplicação ainda”, reiterou.

Matson Lopes, coordenador de Serviços Especiais da Semob, destacou que a Secretaria tem realizado algumas ações, dentro do que é sua responsabilidade, para agilizar a execução dos pontos de apoio. “A Semob tem lutado pela implementação da Lei 6.677, tem trabalhado para localizar espaços onde possam ser colocados esses pontos de apoio, apesar de não ser responsável pela administração dos mesmos. A gente tem tentado, na medida do possível, colocar a lei para frente.”

O vice-presidente da Amae-DF, Abel dos Santos, salientou que apesar dos vários movimentos levantados pelos entregadores, as demandas básicas não estão sendo atendidas: “já fizemos aproximadamente 7 manifestações a nível nacional com as mesmas reivindicações e pouco mudou, o que a gente quer ver é resposta na prática.

Desde que a lei dos pontos de apoio foi protocolada nesta casa, a gente continua pedindo o mínimo para os entregadores, a gente não pede hotel de luxo, nós queremos banheiro e água. A lei responsabiliza as empresas, que não movem um dedo para cumprir. É básico você beber água e usar um banheiro”, desabafou.

Aline Gomes, representante da Mobitec, ressaltou a necessidade de reuniões para mediar a relação entre os entregadores e os aplicativos, além de frisar que os apps têm buscado meios para cumprir a Lei 6.677. “São muito importantes iniciativas como essas para debater o assunto. Sem dúvidas a gente tem o desafio de implementação dos pontos de apoio no DF, mas as empresas têm procurado esses espaços para criar os pontos de apoio, o que não é fácil, às vezes é necessário fazer parcerias para isso.”

Sorriso, presidente da Amae-DF, expôs o banimento de entregadores dos aplicativos, sem causas justas.

“Tem muitos entregadores sendo banidos das plataformas, disseram que teria transparência no motivo dos banimentos, que teria um aviso de 3 dias, mas nada disso está acontecendo. Os trabalhadores que precisam, que dependem da plataforma para levar o sustento pra casa estão sendo banidos de maneira injusta.

”Durante a reunião, diversos entregadores que trabalham, ou trabalharam com aplicativos até serem banidos, puderam contar suas experiências e cobrar melhorias.