O restaurante Tropical Espaço das Árvores promove nesta semana uma verdadeira agenda cultural criando um espaço de oportunidades para que os artistas da cidade mostrem seu talento. Além disso, a casa tem mostrado novas iguarias de seu cardápio para que cada dia mais seus clientes tenham experiências gastronômicas totalmente diferenciadas.
Na sexta-feira (13), o happy hour tem como artista o músico Cristiano Assis, ele que começou sua vida artística em 2001 em corais de Brasília, como o coral popular da UNB, e coral Inti-rá, também é filho de cantora e sempre foi apaixonado por música, participando inclusive de algumas bandas de rock.
O sábado (14) tem atrações no almoço e jantar, com a apresentação destaque de Paulo Façanha no almoço e à noite, os clientes do Espaço das Árvores poderão ser agraciados com o dueto Paulo Façanha e João Marinho.
O Domingo Cultural (15) traz toda a criatividade de André 14 Voltas. Ele é cantor, instrumentista, ator e humorista performático. Aliás, o toque de humor em seus shows é um diferencial. O artista faz uso de sua extensão vocal, que possibilita transitar e brincar entre os agudos e graves. Além de brincar muito no palco e colocar todos para dançar.
A casa está aberta de terça a sexta-feira, das 18h às 23h, sábado, das 12h às 23h e domingo, das 12h às 18h.
O Espaço das Árvores chega ao mercado brasiliense seguindo todos os protocolos de higiene e segurança e promete trazer uma experiência gastronômica rica e diferenciada.
Serviço: Espaço das Árvores promove semana musical e gastronômica
Endereço: Núcleo Rural Olhos D’Água 33 – Lago Norte –DF
Programação:
Agenda cultural
Sexta-feira (13)
19h30 – Cristiano Assis
Sábado (14)
12h30 – Paulo Façanha
20 horas – Paulo Façanha e João Marinho
Domingo (15)
12h30 – André 14voltas
Reservas: (61) 99378-3838
Vagas limitadas. Local aberto e com o uso protocolo para proteção da Covid-19
Sugerimos o uso de máscara.
As provas serão realizadas nos dias 13 e 20 de novembro
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam nesta terça-feira (10) e podem ser realizadas até o dia 21 de maio. Pela primeira vez, os interessados em participar do exame poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio de PIX e cartão de crédito.
O resultado dos recursos para isenção da taxa de inscrição já está disponível na Página do Participante. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ressalta que a aprovação dos pedidos não garante a inscrição no exame.
A taxa de inscrição para o Enem 2022, versões digital ou impressa, foi mantida no valor de R$ 85. O período para efetuar o pagamento se encerra em 27 de maio. A participação no exame apenas será garantida apenas após a confirmação do pagamento da taxa.
O pagamento da taxa de inscrição também poderá ser feito por meio do tradicional boleto, que deve ser gerado na Página do Participante e pago em qualquer banco, casa lotérica, aplicativos bancários ou agência dos Correios, obedecendo aos critérios estabelecidos por esses correspondentes bancários e respeitando os horários de compensação.
Já os interessados em fazer o Enem 2022 que obtiveram a isenção da taxa devem realizar a inscrição na Página do Participante, mas não precisam efetuar o pagamento para confirmar a participação.
Provas
As provas serão realizadas nos dias 13 e 20 de novembro. A aplicação dos testes impressos seguirá o horário de Brasília. A abertura dos portões será às 12h, e o fechamento às 13h. O início das provas será às 13h30. No primeiro dia de Enem, o término das provas será às 19h. No segundo dia de testes, às 18h30.
O exame será constituído de quatro provas objetivas e uma redação em língua portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha.
No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e redação (língua Portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação); e de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).
A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.
No segundo dia do exame, serão aplicadas as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática e suas tecnologias. A aplicação terá 5 horas de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep, até o terceiro dia útil após o último dia de aplicação.
Gasolina e o gás de cozinha tiveram seus preços mantidos
A Petrobras anunciou hoje (9) um reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras. De acordo com a empresa, o preço do litro do combustível no atacado passará de R$ 4,51 para R$ 4,91, um aumento de R$ 0,40 a partir de amanhã (10).
Segundo a empresa, esse é o primeiro reajuste do combustível em 60 dias. A gasolina e o GLP tiveram seus preços mantidos.
Com o reajuste, a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel passará a custar para a distribuidora R$ 4,42 por litro, em vez dos atuais R$ 4,06, uma alta de R$ 0,36.
Essa é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda inclui custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, além do ICMS.
A empresa justifica o aumento informando que o balanço global de diesel está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta frente à demanda. “Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informa a empresa na nota divulgada à imprensa.
A Petrobras informa ainda que suas refinarias estão operando próximo ao nível máximo e que o refino nacional não tem capacidade de atender a toda a demanda do país.
“Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”, explica a Petrobras na nota.
Medida vale para condutor cadastrado que conceder autorização prévia
O Conselho Nacional de Trânsito publicou, no Diário Oficial da União de hoje (9), uma deliberação que prevê benefícios a condutores cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) que não tenham cometido infrações pelo prazo de 12 meses.
Previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o RNPC tem, por finalidade, cadastrar condutores que não cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação durante o período de 1 ano.
A Deliberação nº 257 publicada hoje prevê que, para ser cadastrado no RNPC, o condutor deverá conceder autorização prévia por meio de aplicativo ou outro meio eletrônico “regulamentado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União”, ou seja, pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
Após conceder a autorização, o condutor será cadastrado no RNPC, independentemente de comunicação pelo órgão máximo executivo de trânsito da União. A autorização prévia “implica em consentimento do condutor para que os demais cidadãos visualizem seu cadastro no RNPC”, conforme disposto na deliberação
A consulta ao RNPC, na qual é informado se o pesquisado está ou não ali cadastrado, é garantida a todos os cidadãos, mediante fornecimento do nome completo e CPF do condutor.
A deliberação acrescenta que o RNPC “poderá ser utilizado para a concessão de benefícios de qualquer natureza aos condutores cadastrados”, e que esses benefícios poderão ser “fiscais ou tarifários”, na forma da legislação específica de cada ente da federação.
Por fim, o Contran informa que o RNPC será implementado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União em até 180 dias.
Arrecadação pode começar a partir do dia 15 deste mês
O processo eleitoral de 2022 será o terceiro no Brasil a utilizar o financiamento coletivo na internet para arrecadar recursos para campanhas. A arrecadação por crowdfunding, ou vaquinha virtual, pode começar a ser feita a partir do dia 15 de maio, seguindo as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A modalidade de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais foi regulamentada pela reforma eleitoral de 2017 e utilizada nas Eleições Gerais de 2018 e nas Municipais de 2020. A reforma de 2017 também proibiu a doação de empresas para candidatos. A vaquinha, ganhou, então, força para aumentar o montante para as campanhas eleitorais, somada às doações de pessoas físicas e aos recursos públicos, procedentes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que neste ano tem previsão de R$ 4,9 bilhões.
Segundo dados do TSE, nas eleições de 2018, na primeira vez que as vaquinhas foram realizadas, foram arrecadados aproximadamente R$ 19,7 milhões por meio de financiamento coletivo. Nas eleições de 2020, foram arrecadados R$ 15,8 milhões.
Eles precisam contratar empresas ou entidades com cadastro aprovado pelo TSE para realizar esse tipo de serviço, respeitar as normas gerais de financiamento de campanha e declarar todos os valores arrecadados na prestação de contas à Justiça Eleitoral. A lista das empresas com cadastro aprovado está no site do TSE.
Para receber os recursos arrecadados, os candidatos devem ter feito o requerimento do registro de candidatura, inscrição no CNPJ e a abertura de conta bancária específica para acompanhamento da movimentação financeira de campanha. Somente depois de cumpridos esses requisitos é que as empresas arrecadadoras poderão repassar os recursos aos candidatos.
Quem pode doar
Somente pessoas físicas podem doar. Pelas regras do TSE, não existe limite de valor a ser recebido pela modalidade de financiamento coletivo.
As doações de valores iguais ou superiores a R$ 1.064,10 somente podem ser recebidas mediante transferência eletrônica ou cheque cruzado e nominal. Essa regra deve ser observada, inclusive na hipótese de contribuições sucessivas realizadas por um mesmo doador em um mesmo dia.
Caso o candidato desista de concorrer
Caso o eleitor tenha feito uma doação e o candidato desista de concorrer às eleições, o dinheiro deverá ser devolvido ao doador. Nesses casos, no entanto, é descontado o valor cobrado automaticamente para custear a plataforma da vaquinha virtual, ou seja, a taxa administrativa.
Prestação de contas
A emissão de recibos é obrigatória em todo tipo de contribuição recebida, seja em dinheiro ou cartão. Isso é feito para possibilitar o controle pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
A empresa arrecadadora também deve disponibilizar em site a lista com a identificação dos doadores e das respectivas quantias doadas, a ser atualizada instantaneamente a cada nova contribuição, bem como informar os candidatos e os eleitores sobre as taxas administrativas a serem cobradas pela realização do serviço.
Todas as doações recebidas mediante financiamento coletivo deverão ser lançadas individualmente pelo valor bruto na prestação de contas de campanha eleitoral de candidatos e partidos políticos.
Prazos
As entidades arrecadadoras, após cadastramento prévio e habilitação no TSE, podem iniciar a arrecadação de recursos para pré-candidatas ou pré-candidatos a partir de 15 de maio. A data limite para a arrecadação é o dia da eleição, 2 de outubro.
No Dia das Mães, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Rodrigues Brito, fizeram um pronunciamento oficial de rádio e TV parabenizando as mães, falando de maternidade e destacando as ações do governo federal que as beneficiam as mães.
Michelle disse que o governo federal tem implementado diversas ações que beneficiam as mães. “Hoje, elas são prioridade no Auxílio Brasil, nos programas habitacionais e em todos os processos de regularização fundiária”, disse.
Durante o pronunciamento, foi destacado também as ações pela inclusão produtiva das mulheres, que tem crédito disponibilizado por meio do programa Brasil Para Elas.
A primeira-dama também destacou o Programa Renda e Oportunidade (PRO), que permite o reembolso de gastos com creche ou a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de despesas com a educação infantil.
A ministra da Mulher acrescentou que o Pro também incentiva a promoção da empregabilidade das mulheres com a qualificação em áreas estratégicas, para que essa mulher cresça na profissão, e o apoio às mães no retorno da licença maternidade.
Durante o pronunciamento também foi citado o lançamento do programa Cuida Mais Brasil, que tem como foco a saúde da mulher e a saúde materno-infantil. Neste programa serão investidos mais de R$ 170 milhões para oferecer cuidados às mulheres antes, durante e depois da gravidez.
“Nessa mesma linha, uma das novas estratégias que criamos para alcançar esse público é o programa Mães do Brasil, que promove políticas públicas destinadas à proteção integral da dignidade das mulheres, a fim de ampará-las no exercício da maternidade, desde a concepção até o cuidado com os filhos”, disse a ministra da Mulher. Segundo ela, esta ação é realizada em parceria com as prefeituras, que podem aderir ao programa.
Surgido há mais de 1300 anos, o famoso sushi é um dos queridinhos quando o assunto é gastronomia. À moda brasileira, uma fatia fina de salmão que embala uma bolinha de arroz e tem cebolinha e cream cheese, é um exemplo nato de uma combinação que caiu no gosto e paladar dos brasileiros. Sabendo dessa paixão quase brasileira, que o Sushi Gourmet desembarcou no mercado gastronômico de Brasília. O restaurante, que está há 7 anos atendendo os brasilienses, traz a expertise de Tarin Mercadante, que acompanhou os passos do pai que gerenciou uma das primeiras casas japonesas do DF e depois foi chamado para abrir a sua. “Eu como era muito novo, comecei a ajudar na recepção, fui ser garçom até me formar em gastronomia e me tornar sushi man. Trabalhei por 7 anos nesse restaurante e resolvi abrir um delivery, e aí nasceu o Sushi Gourmet”, relembra.
O restaurante japonês começou dentro da casa do sushi man e atualmente possui quatro lojas. “Começamos em um apartamento como delivery, fomos aumentando os pedidos, até termos uma proposta para abrir no espaço gastronômico, em Samambaia”, conta Mercadante.
A proposta, segundo Tarin é ser diferente, e hoje a casa oferta dois tipos de serviços em alta: delivery e presencial (buffet). “No buffet conseguimos fazer uma proposta de o cliente experimentar cada dia uma coisa diferente”, explica. O Sushi Gourmet apresenta uma proposta gastronômica inovadora, pois todos os dias é possível degustar e apreciar criações diferenciadas.
Ao contrário de muitos empresários, o Sushi Gourmet teve um crescimento exponencial com a pandemia da Covid-19. Na pandemia, onde tudo estava fechando, resolveram abrir a loja do Guará, e logo em seguida na Asa Norte. Hoje estão no mercado com quatro lojas, incluindo delivery.
Para os amantes da comida japonesa, a casa oferece diversos combinados, como combinado Mix Gourmet, sendo a mistura dos sabores.
A casa está aberta de domingo a quinta-feira, das 18h45 às 23h e sexta-feira e sábado até às 23h30, nas unidades do Guará e Samambaia. Na Asa Norte, o restaurante abre para o almoço, de segunda à quinta-feira, das 11h45 às 15h e sexta-feira e sábado, das 15h30.
Serviço:
Com 7 anos no mercado gastronômico brasiliense, Sushi Gourmet consagra sua trajetória na Capital Federal
Endereços: Asa Norte -210 Norte Bloco B loja 7
Telefone de contato: (61) 9253 6789
Guará II – QE 15 Bloco A
Telefone de contato: (61) 9423 1912
Samambaia- Espaço Gastronômico
Telefone de contato: (61) 98130 0609
O Fluminense visitou o Palmeiras e com 18 minutos já teve que substituir Ganso, entrando Nonato.
Pelo que foi apresentado no primeiro tempo já é visível algumas mudanças no time:
A marcação melhorou um pouco se aproximando mais do adversário que recebe a bola, errando menos passes e um posicionamento um pouquinho mais avançado.
Já se pode perceber também jogadas ensaiadas como a última do Ganso, na cobrança de escanteio e a primeira etapa foi bastante equilibrada terminando 0x0.
Voltamos para o segundo tempo melhor, apesar de continuar marcando muito recuado para explorar o contra ataque que eram desperdiçados na intermediária do campo.
Apesar do equilíbrio, o Palmeiras abriu o placar num erro de toda a arbitragem(novamente eles estragando o futebol), quando Scarpa cruzou, Rony roçou na cabeça e Dudu impedido(a meio metro da rede) fez o gol.
Perdendo o jogo, Diniz tirou Samuel Xavier e Nonato colocando Caio Paulista e Fred.
Após o time perder vários contra ataques, numa bela arrancada Caio Paulista cruzou para Cano, livre empatar a partida.
Depois disso ainda tivemos 2 jogadas que poderíamos virar o marcador, mas que foram desperdiçados.
O ponto negativo é que, apesar da vocação ofensiva do treinador, alguns jogadores ainda estão viciados na mentalidade retranqueira, e mesmo com chance de imprimir velocidade ao ataque, na maioria das vezes preferem ficar numa troca de passes improdutiva no meio campo.
Outra evidência é que Welington e Pineida não possuem condições técnicas de entrar no time.
Apesar dos pontos negativos apontados, o time já teve uma tímida melhora, e agora é trabalhar para incutir mentalidade ofensiva nos jogadores, corrigir a transição para ter mais velocidade e enfrentar o Vila Nova na próxima quarta-feira com uma postura ofensiva.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor
A administradora Marinildes Amorim Queiroz é mãe de Diego Amorim Queiroz, 11 anos, e Bruno Amorim Queiroz, 13 anos.
A chamada adoção solo tem as mesmas regras do processo biparental
Antes mesmo de se tornar adulta, a administradora Marinildes Queiroz, 56 anos, tinha o sonho de adotar uma criança. Depois de ela mesma ter sido adotada aos 4 anos, a moradora da capital paulista conseguiu, em 2016, adotar sozinha dois irmãos que, na época, tinham 5 e 7 anos.
O processo começou com uma ida ao fórum, entrevistas com assistente social e psicólogo e a entrada formal na fila de adoção. Passado um ano e meio, Marinildes foi chamada para conhecer as crianças e deu continuidade ao processo, incluindo visitas de aproximação.
“Na adoção tardia, as crianças, quando são adotadas, nos primeiros meses, fazem testes. Elas te testam no limite máximo que é para ter certeza de que ali é um lugar seguro, de que ali é o lugar delas e de que não vai haver um segundo abandono”, explicou Marinildes.
Ela alerta que a expectativa de gratidão por parte da criança não deve ser fator motivador para a adoção. “Se você espera adotar para que o outro seja grato eternamente porque você deu família, casa, amor, carinho, esse não é o caminho. Relacionamento é construção, feita de confiança, segurança, apoio, cuidado, atenção”.
A servidora pública Sílvia*, 47 anos, após retirar as trompas, chegou a passar pelo processo de fertilização in vitro, mas não conseguiu engravidar. Ela sentia que seu companheiro à época fazia questão que o filho fosse biológico. Diante da situação, a moradora de Brasília se separou e optou pela adoção monoparental.
“Fiz terapia e falei: ‘Eu quero ser mãe, mas não precisa sair da minha barriga’. Se eu adotar, vou ser feliz tanto quanto”, disse. “Eles deixam claro que estão buscando famílias para as crianças e não crianças para as famílias. E também mostram as estatísticas. As pessoas falam muito ‘Tem tanta criança aí pra ser adotada’ e não é bem assim”, completou.
Sílvia deu início ao processo de adoção em 2016 e, em junho de 2021, recebeu a ligação informando que havia uma criança – um menino de cerca de 2 anos e meio. Após as visitas, ela recebeu a guarda temporária e, em seguida, a guarda provisória por tempo indeterminado.
“Ele fala: ‘Mamãe não vai trabalhar. Mamãe tem que esperar’. Ainda fica inseguro. A questão do abandono, embora tenha ido para abrigo bebê, acho que ainda é muito forte nele. Então eu sempre falo: ‘A mamãe vai sempre voltar. A mamãe volta’”, contou.
Avanços
A adoção monoparental – quando um único adulto adota uma criança ou um adolescente – passou a ser melhor compreendida ao longo do tempo, conforme avalia o juiz Iberê de Castro Dias, da Corregedoria Geral da Justiça em assuntos da Infância e Juventude.
“Não existe nenhuma diferença de regras entre as adoções mono ou biparentais. Tanto faz a adoção ser realizada por um só homem, por uma só mulher, por um casal hétero ou por um casal homoafetivo. As regras são rigorosamente as mesmas, os prazos são rigorosamente os mesmos. Os procedimentos a serem seguidos são sempre os mesmos”, explicou.
“Especialmente no Brasil, que tem uma quantidade considerável de famílias monoparentais biológicas – porque não é raro que os homens se furtem de suas responsabilidades como pais -, por conta dessa percepção de que era assim que boa parte das famílias brasileiras era constituída que se passou a admitir com tranquilidade a adoção monoparental.”
De acordo com Dias, a sociedade começa a compreender que o acolhimento de uma criança ou adolescente por uma única pessoa não traz nenhum inconveniente de antemão para o acolhido. “O que a gente precisa, em qualquer um dos casos, é entender que, se aquela pessoa ou aquele casal que se apresenta para adotar tem como atender as necessidades para o desenvolvimento saudável daquela criança, ela está acolhida.”
*Nome fictício. A pessoa não quis ser identificada porque o processo de guarda ainda não está encerrado.
No Distrito Federal, 180.152 das 221.140 famílias inscritas no Cadastro Único são chefiadas por mulheres. Rede de proteção do governo contribui para que elas tenham condições de sustentar seus lares
Mais de 81% das famílias inscritas no Cadastro Único no Distrito Federal têm uma mulher como responsável familiar. Ou seja, das 221.140 famílias cadastradas, 180.152 são chefiadas por mulheres. São mães chefes de família responsáveis pela renda da casa. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), gestora do programa, referentes ao mês de abril de 2022.
No DF, as mulheres são, de fato, a maioria entre os beneficiários das famílias em vulnerabilidade social. Como a rede de proteção social do Governo do Distrito Federal (GDF) adota uma política que prioriza as mães chefes de família, que têm filhos pequenos e cuidam sozinhas dos familiares, programas como Cartão Prato Cheio, DF Social e Cartão Gás contribuem para que essas mulheres tenham condições de sustentar a família.
Moradora de Planaltina, Lindaura Bispo é uma das beneficiárias do Auxílio Brasil, do DF Social e do Cartão Gás; filha é assistida pelo programa Criança Feliz Brasiliense | Foto: Divulgação/Sedes
Uma dessas mães é Lindaura Bispo Alvarenga, 37 anos, que mora sozinha em Planaltina com as duas filhas, de 2 e 11 anos de idade. A mais nova, Julia, também é assistida pelo programa Criança Feliz Brasiliense, que, por meio de visitadores contratados por uma organização da sociedade civil (OSC) parceira da Sedes, auxilia no desenvolvimento das crianças na primeira infância.
Lindaura nasceu em Oeiras, no Piauí, e veio para Brasília em 2000 para trabalhar como babá. Depois de sair do emprego, ela decidiu ficar no DF e aqui formar a sua família. Há seis anos, Lindaura está sem emprego fixo e vive de bicos, seja fazendo uma faxina ou arrumando o cabelo de uma cliente. O que tem permitido a ela manter o sustento da casa e comprar alimentos para as filhas são os benefícios sociais que recebe.
“Quando morava na minha cidade, meu pai não permitia que a gente estudasse porque, para ele, todo mundo tinha que trabalhar. E hoje sinto a dificuldade de conseguir emprego pela falta de estudo. Por isso, faço diferente com as minhas filhas. Faço questão que elas estudem e tenham um futuro melhor. Eu dou a minhas filhas o que eu não tive na minha infância”, afirma ela.
Hoje, Lindaura é uma das beneficiárias do Auxílio Brasil, do DF Social e do Cartão Gás. “Esses benefícios me ajudam muito aqui em casa, posso comprar alimentos. Graças a Deus, minhas filhas não adoecem muito e quase não tenho que comprar remédio”, conta. “Mais recentemente, passei a receber o Cartão Gás também. Ah, foi bom demais! Sou grata porque sei que muitas pessoas também precisam e não têm. Para mim, foi ótimo porque o gás está muito caro.”
Entre os beneficiários do Cartão Prato Cheio, estão as famílias monoparentais chefiadas por mulheres, com crianças de até 6 anos | Foto: Renato Raphael/Sedes
Referenciada no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Planaltina, em 2020, Lindaura Bispo foi uma das primeiras contempladas do Cartão Prato Cheio. “Hoje não recebo mais. Mas já solicitei ao Cras uma nova reavaliação da equipe socioassistencial. Aquele crédito de R$ 250 foi muito importante durante pandemia, quando ninguém chamava para fazer diária, não tinha emprego”, relata.
Atualmente, Lindaura Bispo está satisfeita com os resultados obtidos desde que a caçula passou a ser atendida pelo Criança Feliz Brasiliense. “O visitador me ajuda muito, a Julia melhorou demais depois que ele passou a vir em casa, no ano passado, fazer o trabalho de estimulação com ela. Ele me ensina a contar história para ela, me manda sugestões. Fico feliz quando ele vem na minha casa, conversa comigo e com as meninas”, destaca.
“Nossa gestão tem essa meta, que é priorizar essas mães, chefes de famílias, mulheres guerreiras que vão à luta para sustentar os seus filhos, muitas vezes, sem ajuda do pai nem da família. É o Estado mostrando para essas mulheres que elas não estão sozinhas”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento SocialBenefícios
De acordo com a Sedes, gestora dos benefícios sociais, no programa Prato Cheio, dos 35.240 beneficiários, 12.473 são mulheres que atendem ao primeiro critério de priorização, que são as famílias monoparentais chefiadas por mulheres com crianças de até 6 anos. Esse mesmo critério é adotado para a concessão também do DF Social e do Cartão Gás.
Em relação ao DF Social, programa criado para substituir o DF Sem Miséria com a concessão de R$ 150 mensais para famílias em extrema vulnerabilidade social, 92% das famílias beneficiárias são chefiadas pelas mães. Das 55.389 famílias beneficiárias do programa, 51.156 têm uma mulher como responsável familiar.
No programa Cartão Gás, são 65.710 famílias que têm uma mulher como responsável familiar, ou seja, uma mãe chefe de família. São apenas 4.289 homens nessa condição. Isso significa que mais de 93% das famílias que recebem o Cartão Gás são chefiadas pelas mães.
“Nossa gestão tem essa meta, que é priorizar essas mães, chefes de famílias, mulheres guerreiras que vão à luta para sustentar os seus filhos, muitas vezes, sem ajuda do pai nem da família. É o Estado mostrando para essas mulheres que elas não estão sozinhas. Nesse Dia das Mães, a minha mensagem é para elas: parabéns, mães do Distrito Federal, vocês são fortalezas para seus filhos”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.
O programa Auxílio Brasil, que é do governo federal, mas no DF é gerido pela Sedes, conta com 102.326 famílias que têm uma mulher como responsável familiar. Isso representa 87% das 117.347 famílias do Distrito Federal que recebem o Auxílio Brasil.
O Criança Feliz Brasiliense atende, atualmente, mais de 3.200 famílias em 16 Regiões Administrativas.
“Os primeiros anos de vida são fundamentais para a saúde e o desenvolvimento dessas crianças e vão definir a formação dessas pessoas como cidadãos. O programa permite que essas crianças se desenvolvam de forma adequada, tenham saúde, e que as mães tenham acesso a serviços socioassistenciais”, explica Mayara Rocha. “Nós ampliamos de oito para 16 as regiões administrativas atendidas pelo Criança Feliz Brasiliense para aumentar as visitas domiciliares e o apoio a essas famílias em vulnerabilidade social no DF.”
*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social