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GDF envia à CLDF projeto de lei que cria Política Distrital de Acolhimento Humanizado

Proposta prevê ações integradas de assistência social, saúde e qualificação profissional, além de regulamentar a internação involuntária em casos excepcionais de risco à vida

Da Redação

O Governo do Distrito Federal encaminhou à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) um projeto de lei que institui a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral às Pessoas em Situação de Rua.

O texto prevê ações integradas nas áreas de assistência social, saúde e qualificação profissional, com foco na proteção, recuperação da autonomia e reinserção social dessa população.

A proposta também regulamenta a internação involuntária em situações excepcionais, quando houver risco à vida da própria pessoa ou de terceiros, desde que mediante critérios técnicos e avaliação médica.

Segundo o GDF, a medida busca ampliar a rede de acolhimento, garantir atendimento humanizado e oferecer novas oportunidades para que pessoas em situação de vulnerabilidade possam reconstruir seus projetos de vida.

O projeto de lei agora segue para análise e votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Agências do trabalhador oferecem 544 vagas de emprego nesta quinta

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Interessados devem cadastrar o currículo em aplicativo ou ir a uma agência, das 8h às 17h, durante a semana

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quinta-feira (11), 544 vagas para quem busca uma oportunidade de emprego. As chances contemplam candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência. Os salários chegam a R$3.200.

O posto com a maior remuneração é o de mecânico de manutenção de máquinas industriais, no Guará, com uma vaga aberta. É exigida experiência na área e ensino médio completo.

Em relação à demanda, o posto com o maior número de vagas é o de operador de caixa, com 110 oportunidades abertas. Não é exigida experiência prévia. O salário oferecido chega a R$1.700, além de benefícios.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

Obras das calçadas e ciclovia da M2 entram na fase de concretagem em Ceilândia

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Serviços entram na fase de concretagem e ampliam acessibilidade na região

Fez a corrida, concluiu a entrega e ficou sem pagamento? O problema que afeta trabalhadores de aplicativos acendem alerta jurídico

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Motoristas e entregadores de aplicativo podem buscar reparação em casos de retenção indevida de valores

Motoristas e entregadores que trabalham por meio de aplicativos e dependem dos repasses das plataformas para garantir sua renda devem ficar atentos a situações em que valores deixam de ser pagos, são bloqueados ou sofrem descontos sem explicação clara.

Nos últimos anos, reclamações relacionadas à retenção de valores por aplicativos têm se tornado frequentes. Em muitos casos, trabalhadores relatam que realizaram corridas ou entregas normalmente, mas não receberam o pagamento correspondente pelo serviço prestado.

Especialistas orientam que, diante de qualquer divergência nos repasses, é fundamental reunir provas que possam demonstrar o problema. Entre os principais documentos estão prints das corridas ou entregas realizadas, comprovantes dos valores informados pelo aplicativo, histórico de repasses, mensagens trocadas com o suporte, extratos bancários e registros de bloqueios ou descontos efetuados pela plataforma.

De acordo com o advogado Julio Leone, a retenção injustificada de valores pode gerar o direito de cobrança dos montantes devidos por parte do trabalhador.

“Quando o profissional realiza o serviço e o pagamento não é efetuado, ou quando há retenção de valores sem justificativa adequada, é importante buscar orientação jurídica para analisar o caso. Nenhum trabalhador deve ser prejudicado por descontos indevidos ou pela falta de transparência nos repasses realizados pelas plataformas”, afirma Julio Leone.

O advogado destaca ainda que cada situação deve ser analisada individualmente, mas ressalta que a documentação é essencial para comprovar a existência da irregularidade e fundamentar eventual pedido de reparação.

Para os profissionais que atuam por aplicativos, a recomendação é acompanhar regularmente os repasses e guardar registros de todas as atividades realizadas. Afinal, se o trabalho foi executado, o pagamento também deve ser realizado de forma correta e transparente.

Procon-DF multa banco Itaú em R$ 420 mil após condenação em 14 processos

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Empresa foi autuada após descumprimento de normas de proteção e defesa do consumidor identificadas em processos de fiscalização

O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF), vinculado à Secretaria Extraordinária do Consumidor (SDC), aplicou aproximadamente R$ 420 mil em multas ao banco Itaú em razão da constatação de 14 processos. As multas foram impostas após procedimento administrativo que identificou o descumprimento de normas previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) e em regulamentos aplicáveis às relações de consumo. Antes da aplicação das sanções, a empresa foi formalmente notificada e teve assegurados o contraditório e a ampla defesa no âmbito do processo administrativo.

Os processos apurados envolveram condutas consideradas incompatíveis com os deveres de informação, transparência, boa-fé objetiva e respeito aos direitos básicos dos consumidores, princípios que orientam todo o sistema nacional de defesa do consumidor.

Os processos apurados envolveram condutas consideradas incompatíveis com os deveres de informação, transparência, boa-fé objetiva e respeito aos direitos básicos dos consumidores | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

 

“Mais do que o valor das penalidades, essa atuação reforça uma mensagem importante: o consumidor merece respeito e seus direitos devem ser observados. Sempre que houver descumprimento da legislação, o Procon-DF continuará atuando com firmeza para garantir relações de consumo mais justas, transparentes e equilibradas”, garante o diretor-geral do Procon-DF, Johnatan Faraj.

O secretário do Consumidor do Distrito Federal, Samuel König, destaca que a medida reforça a defesa dos consumidores e o combate a práticas abusivas. “A mensagem é clara: quem insiste em desrespeitar o consumidor terá de responder pelos seus atos. Foram 14 processos apurados pelos órgãos de fiscalização, resultando em quase meio milhão de reais em penalidades. A Secretaria do Consumidor continuará atuando com firmeza para coibir práticas abusivas e assegurar que as empresas cumpram a lei e respeitem os cidadãos do Distrito Federal”, afirma o gestor.

Cras Sobradinho qualifica atendimento com famílias para evitar bloqueios em benefícios

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Maior são-joão do Cerrado retorna a Ceilândia com dez dias de festa

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Evento será realizado entre 7 e 16 de agosto e reunirá quadrilhas, gastronomia, artesanato, forró e grandes atrações musicais, reforçando a tradição junina da cidade

O Maior são-joão do Cerrado está de volta a Ceilândia. O retorno do evento à cidade foi anunciado nesta terça-feira (9) pela governadora Celina Leão. Marcada para o período de 7 a 16 de agosto, a festa ocupará quatro polos culturais e promete transformar a região administrativa em um grande palco das tradições juninas, com apresentações de quadrilhas, forró, gastronomia típica, artesanato e atrações musicais nacionais.

Durante o anúncio, a governadora destacou a importância cultural da iniciativa e o vínculo histórico entre Ceilândia e as manifestações nordestinas que ajudaram a construir a identidade da cidade. “Hoje é uma tarde muito ceilandense aqui no Palácio do Buriti. Nós teremos o maior são-joão do Cerrado. Serão dez dias de festa. E a festa vai ser tão grande que a gente vai ter que distribuir em vários polos para que a gente tenha aí o maior são-joão do Cerrado”, afirmou Celina Leão.

A idealizadora do evento, Edilane Oliveira, ressaltou que a programação foi planejada para ocupar diferentes espaços da cidade e valorizar a força da cultura popular presente em Ceilândia. “A cidade vai respirar durante dez dias as festas juninas brasileiras, trazendo essa força que a cidade tem de nordestinidade. Vamos abrir o são-joão com um show especial, que é os 80 Girassóis de Alceu Valença, e encerramos com a Mari Fernandes, com um show também especial da cidade”, destacou.

Quatro polos culturais

A programação será distribuída em quatro espaços temáticos. A Vila Borborema, dedicada ao artesanato, ficará na praça da Estação Central do Metrô. A Praça do Mamulengo, voltada ao público infantil, funcionará na Praça da Bíblia. O Sítio do Seu João será instalado na Casa do Cantador. Já o polo principal de shows e apresentações de quadrilhas juninas ocupará a Praça do Trabalhador, ao lado da Administração Regional de Ceilândia.

A proposta é ampliar o acesso da população às atividades culturais e valorizar diferentes expressões das festas juninas brasileiras, fortalecendo a identidade cultural da região.

Tradição e economia criativa

Criado há 19 anos, o são-joão do Cerrado se consolidou como uma das principais celebrações juninas do Distrito Federal. O evento conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), do Ministério do Turismo, de leis de incentivo, emendas parlamentares e parcerias com a iniciativa privada. Para Edilane Oliveira, a construção coletiva do projeto foi fundamental para viabilizar a edição deste ano. “O são-joão não é mais meu. O são-joão é de Ceilândia. Nós somos apenas a ponte para que as coisas aconteçam”, afirmou.

“Daqui a 50 dias vamos celebrar aquilo que a população de Ceilândia mais sabe fazer: acolher os demais ceilandenses de todo o Distrito Federal e de todo o Brasil, com o calor humano, com o bom forró e com uma cidade melhor e mais organizada”

Renato Santana, administrador regional de Ceilândia

O administrador regional de Ceilândia, Renato Santana, destacou que a festa também representa uma oportunidade de movimentar a cidade e receber visitantes de diferentes regiões do Distrito Federal. “Daqui a 50 dias vamos celebrar aquilo que a população de Ceilândia mais sabe fazer: acolher os demais ceilandenses de todo o Distrito Federal e de todo o Brasil, com o calor humano, com o bom forró e com uma cidade melhor e mais organizada”, disse o administrador.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Fernando Modesto, o retorno do evento a Ceilândia representa o fortalecimento de uma manifestação cultural que integra a identidade da população. “O são-joão é uma expressão da cultura popular que reúne famílias, valoriza artistas, tradições e saberes comunitários. Apoiar o retorno dessa festa a Ceilândia significa investir na preservação do patrimônio cultural e ampliar o acesso da população a uma programação que fortalece o sentimento de pertencimento e a diversidade cultural do Distrito Federal”, afirmou o chefe da pasta.

Serviço

Maior são-joão do Cerrado
Quando: de 7 a 16 de agosto
Onde: Ceilândia (Praça do Trabalhador, Casa do Cantador, Praça da Bíblia e Praça da Estação Central do Metrô)

CLDF aprova Projeto de Lei que autoriza reestruturação de capital do BRB

Proposta enviada pela governadora Celina Leão garante aporte via FGC, ratifica acordo homologado no STF e prevê ressarcimento integral ao Distrito Federal, com manutenção de pelo menos 52% das ações com direito a voto

Da Redação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (9), em dois turnos, o Projeto de Lei nº 2.363/2026, que autoriza a reestruturação de capital do Banco de Brasília (BRB). O placar foi de 11 votos a favor e 9 contrários, com uma abstenção da distrital Doutora Jane (MDB).

O texto altera a Lei nº 7.845, de março de 2026, e viabiliza operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Os recursos serão usados exclusivamente para integralização de capital e reforço patrimonial do banco.

A governadora Celina Leão (PP) solicitou tramitação em regime de urgência e pediu a retirada da versão anterior do projeto. A nova redação detalha garantias, incluindo contratação de fiança bancária e cessão de contragarantias irrevogáveis com recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O projeto também ratifica o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Cível Originária (ACO) nº 3755.

Entre as emendas aprovadas, destaca-se a obrigação de o BRB ressarcir integralmente os valores aportados pelo Distrito Federal, por meio de dividendos, juros sobre capital próprio ou outros instrumentos societários. O texto também mantém a participação mínima de 52% das ações com direito a voto nas mãos do GDF.

Após a aprovação, Celina Leão agradeceu o apoio da maioria dos deputados e classificou a decisão como histórica. “A decisão da Câmara Legislativa é histórica porque garante a manutenção do Banco de Brasília nas mãos dos brasilienses. É o reconhecimento da importância do BRB na vida de todos nós, na preservação dos empregos de milhares de servidores e na garantia da prestação de seus serviços, especialmente nos programas sociais que conduz”, afirmou a governadora.

A expectativa do Palácio do Buriti é que a medida assegure a continuidade do banco como pilar econômico do Distrito Federal.