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Bolsonaro diz que depredações e invasões fogem à regra da democracia

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Ex-presidente comparou atos de 2013 e 2017 com os deste domingo

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro se manifestou no Twitter sobre as manifestações que culminaram na depredação das sede dos Três Poderes, neste domingo (8), em Brasília.

“Manifestações pacíficas, na forma da lei, fazem parte da democracia. Contudo, depredações e invasões de prédios públicos como ocorridos no dia de hoje, assim como os praticados pela esquerda em 2013 e 2017, fogem à regra”, disse Bolsonaro.

O ex-presidente também diz que durante seu mandato agiu seguindo a Constituição e repudiou “as acusações, sem provas, a mim atribuídas por parte do atual chefe do executivo do Brasil”.

A declaração de Bolsonaro se refere a fala feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que os discursos de Bolsonaro estimularam os atos de vandalismo deste domingo.

Ataques

Na tarde deste domingo, manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro inconformados com o resultado das eleições invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida. O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa.

Após a depredação no Congresso, eles invadiram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). No STF, quebraram vidros e móveis, deixando um cenário de destruição.

Lula decreta intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal

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Secretário-executivo do Ministério da Justiça será interventor até 31 de janeiro

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a publicação neste domingo (8) de um decreto que prevê a intervenção na área de segurança pública do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo o decreto, o prazo da intervenção vai até 31 de janeiro de 2023.

“Essa intervenção está limitada à área de segurança pública, com o objetivo de conter o grave comprometimento da ordem pública no DF, marcado pela violência contra prédios públicos”, disse Lula durante viagem que faz a Araraquara (SP).

A intervenção será comandada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, subordinado diretamente à Presidência da República. “O interventor poderá requisitar recursos financeiros, tecnológicos, estruturais necessários a quaisquer órgãos”, acrescentou Lula.

Segundo o decreto, leis que não tiverem relação com segurança pública permanecem sob responsabilidade do governo local.

Lula decreta intervenção federal na segurança pública do DF
Lula decreta intervenção federal na segurança pública do DF – Divulgação/Ricardo Stuckert

Antes de assinar o decreto, o presidente condenou os atos antidemocráticos que tomaram conta da Praça dos Três Poderes e disse ter havido falha de segurança. “Achamos que houve falta de segurança. Queria dizer para vocês que todas as pessoas que fizeram isso serão encontradas e punidas. Eles vão perceber que a democracia garante o direito de liberdade, de livre comunicação e expressão, mas vão exigir que as pessoas respeitem as instituições criadas para fortalecer a democracia”, declarou.

O presidente prometeu que todas as pessoas que participaram da depredação serão punidas pela lei e chamou de irresponsáveis os atos antidemocráticos. “É importante lembrar que a esquerda brasileira teve gente torturada, morta, desaparecida. Nunca vocês leram notícias de gente de esquerda invadindo o Congresso, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto”, disse.

“Essa gente tem de ser punida, inclusive vamos descobrir quem são os financiadores desses vândalos que foram a Brasília, e todos eles pagarão com a força da lei pelo gesto de irresponsabilidade, esse gesto antidemocrático e esse gesto de vândalos e de fascistas”, declarou o presidente, que classificou de barbárie a invasão das sedes dos Três Poderes.

A Polícia Militar do Distrito Federal informou que todas ações da PMDF têm, por base, orientações que são determinadas pelas autoridades de segurança do Governo do Distrito Federal, e responsabilizou eventuais falhas de planejamento nas ações de proteção à Praça dos Três Poderes à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. A secretaria tinha à frente o ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, que foi exonerado há pouco pelo governador Ibaneis Rocha.

Interventor federal

Pelo Twitter, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que o secretário Ricardo Cappelli já se deslocou para assumir a intervenção na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. “E seguimos com as operações cabíveis visando ao restabelecimento da ordem pública”, completou o ministro.

De acordo com informações do ministério, Cappelli é jornalista, especialista em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atua, há 22 anos na administração pública. Ele já atuou como secretário municipal, secretário estadual e secretário nacional em áreas diversas no estado do Maranhão.

Ibaneis manda exonerar o secretário de Segurança, Anderson Torres

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O ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro foi exonerado após manifestações contra o presidente Lula, neste domingo

O governador Ibaneis Rocha mandou exonerar o secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres. A exoneração ocorre após manifestantes contrários ao presidente Lula (PT) terem invadido as sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal.

Ibaneis usou as redes sociais para confirmar a exoneração e falar que todas as forças de segurança do DF estão na rua. O governador também informou que solicitou apoio ao governo federal e colocou o GDF à disposição do mesmo.

A Esplanada dos Ministérios estava fechada deste sábado (7/1), devido os atos programados para este domingo. As manifestações foram organizadas nos últimos dias por meio de grupos de apoio ao ex-presidente no WhatsApp e Telegram, com o intuito de “cercar Brasília” e “parar tudo”.

Manifestantes invadem Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo

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As imagens mostram que o efetivo de policiais militares que estava nas proximidades do Congresso Nacional usou sprays de pimenta em uma tentativa sem sucesso de conter os manifestantes que entoavam palavras de ordem

Manifestantes contrários ao presidente Lula (PT) invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida. O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa.

Após a depredação no Congresso, eles invadiram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). No STF, quebraram vidros e móveis.

As imagens mostram que o efetivo de policiais militares que estava nas proximidades do Congresso Nacional usou sprays de pimenta em uma tentativa sem sucesso de conter os manifestantes que entoavam palavras de ordem.

Via redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que “essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer”. Ele acrescentou ter ouvido do governo do Distrito Federal que o efetivo seria reforçado. “As forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça”, escreveu o ministro.

Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e atual secretário de Segurança Pública do Governo do Distrito Federal, Anderson Torres, que se encontra nos Estados Unidos, disse, via Twitter, ter determinado ao setor de operações “providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília”.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, disse nas redes sociais, que tem certeza que a maioria dos brasileiros quer união e paz para que o Brasil siga em frente. “Essa manifestação é de uma minoria golpista que não aceita o resultado da eleição e que prega a violência. Uma minoria violenta, que vai  ser tratada com o rigor da lei”.

Presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco disse repudiar “veementemente esses atos antidemocráticos”, que, segundo ele, deverão “sofrer o rigor da lei com urgência”. A Polícia Legislativa também está no local, na tentativa de conter a invasão.

“Conversei há pouco, por telefone, com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com quem venho mantendo contato permanente. O governador me informou que está concentrando os esforços de todo o aparato policial no sentido de controlar a situação”, disse Pacheco.

Anvisa amplia rol de medicamentos para combater obesidade

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Doença atinge mais de 1 bilhão de pessoa no mundo e é responsável pelo surgimento e agravamento de outras enfermidades, aponta OMS

O rol de medicamentos para o tratamento da obesidade acaba de ser ampliado no Brasil. Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a Wegovy, uma solução injetável para perda e manutenção do peso. A obesidade é uma doença que atinge mais de um bilhão de pessoas no mundo, caracterizada pelo excesso de gordura corporal em quantidade capaz de prejudicar a saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e 39 milhões de crianças sofrem com o problema.

A doença afeta o indivíduo por meio das barreiras encontradas na sociedade e pelo agravamento ou surgimento de outras enfermidades. Membro da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), o médico endocrinologista Fernando Gerchman afirma que a entidade é a favor da implementação do novo medicamento no mercado brasileiro devido à sua eficácia.

“Essa medicação tem eficácia superior às medicações existentes e ela é indicada para pessoas com um Índice de Massa Corporal de 30 ou mais, que caracteriza obesidade, ou 27 ou mais, que caracteriza sobrepeso com complicações relacionadas, como por exemplo, hipertensão, síndrome da apnéia do sono ou pré-diabetes e diabetes”, destaca.

O médico explica, ainda, que o medicamento é aplicado através de uma tecnologia já utilizada em pessoas com diabetes. Ele afirma que será necessário um treinamento feito por profissional para que os pacientes possam realizar a aplicação.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 96 milhões de pessoas têm excesso de peso e 1 em cada 4 tem obesidade, um total de 41 milhões de pessoas. Fernando Gerchman aponta algumas das dificuldades enfrentadas por essa parcela da população.

“A sociedade tem uma percepção inadequada  em relação à obesidade que faz com que as pessoas sejam mais discriminadas, tenham mais dificuldades nos processos seletivos de trabalho. E também as dificuldades relacionadas às complicações da doença. Causa depressão, causa ansiedade ou está relacionada à depressão e à ansiedade. Causa problemas musculoesqueléticos que geram dor física”, explica.

Segundo a OMS, a doença atinge o coração, fígado, rins, articulações e sistema reprodutivo, o que leva a doenças como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral, vários tipos de câncer e problemas de saúde mental. Para determinar se uma pessoa é obesa, o peso é dividido pela altura ao quadrado, o chamado Índice de Massa Corporal (IMC). Quando o IMC é maior ou igual a 30kg/m2 trata-se de obesidade, entre 25 e 29,9 kg/m2 está o sobrepeso.

A Anvisa esclarece que a Wegovy é indicada como auxiliar à uma dieta com baixas calorias acompanhada de exercício físico. Segundo o órgão, o medicamento deve passar por definição de preço e da logística de distribuição do fabricante e dos revendedores antes de começar a ser comercializado. De acordo com o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), ainda não recebeu solicitações para avaliação de incorporação do medicamento no SUS.

Fonte: Brasil 61

 

Novo Censo rebaixa populações e FPM de 863 cidades de todo o País

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Por outro lado, 331 municípios viram o número de habitantes aumentado, o que vai trazer mais dinheiro para elas. Cidades que tiveram população atualizada pela prévia do levantamento já vão sentir impactos no primeiro repasse de 2023

A prévia do Censo Demográfico de 2022 do IBGE causou a diminuição do coeficiente de 863 cidades no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com isso, esses municípios passam a receber menos recursos do fundo já a partir da próxima terça-feira (10), quando as prefeituras de todo o país partilham a primeira parcela do ano.

O impacto vem após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de considerar a recontagem populacional do IBGE atualizada até 25 de dezembro. Isso fez com que esses municípios fossem rebaixados de faixa de habitantes – critério usado para distribuição dos repasses do FPM –, o que vai diminuir os recursos recebidos via transferências do governo federal.

O município mineiro de Manhuaçu viu cair 92.074 para 88.787 o número de habitantes, na comparação entre a estimativa do IBGE em 2021 e a prévia do Censo. A prefeita Maria Imaculada discorda dos novos números.

“Nós prefeitos estamos muito preocupados, porque nós planejamos nosso orçamento de 2023 dentro daquela previsão que a gente recebia. Manhuaçu tinha 92 mil habitantes e voltou para 88,7 mil. Isso significa muita coisa. Daria mais de R$ 4,5 mi de prejuízo no ano. Se a gente não reverter essa situação, vai impactar na saúde, educação e no funcionalismo”.

Segundo a gestora, os prefeitos mineiros se articulam para pedir à Justiça uma liminar que reverta a decisão. “Acredito que a gente vai conseguir reverter isso, porque todo o nosso planejamento está previsto dentro do que a gente previa de arrecadação, uma vez que o Censo nem encerrou totalmente. Não sei por que o TCU antecipou tudo isso”.

Por outro lado, o coeficiente de 331 cidades aumentou o suficiente para que elas pulassem de faixa de habitantes, cujo impacto será o aumento da receita advinda do FPM.

Como a primeira parcela do FPM de 2023 será 4,2% inferior à do mesmo período do ano passado, o impacto sobre os municípios que caíram de faixa será ainda maior. Ou seja, soma-se o rebaixamento de faixa populacional, o que naturalmente diminuiria os recursos recebidos, à queda do FPM como um todo.

“Uma vez que a prévia do Censo definiu que eles têm uma população menor do que a anteriormente apurada, esses municípios já vão, agora, nesse primeiro decêndio, sofrer uma redução no seu FPM”, explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.

No caso dos municípios que pularam de faixa de habitantes, a melhoria do coeficiente acaba por amenizar a oscilação para baixo do fundo. Ao todo, o primeiro decêndio de janeiro deste ano do FPM vai distribuir quase R$ 5,2 bilhões às prefeituras, contra os mais de R$ 5,4 bilhões da mesma época em 2022.

Vale lembrar que 4.348 municípios não mudaram de coeficiente, porque mesmo perdendo ou ganhando habitantes permaneceram na mesma faixa populacional.

Entenda

No dia 28 de dezembro, o IBGE enviou ao TCU a prévia da população calculada com base nos resultados do Censo Demográfico 2022 coletados até o dia 25 de dezembro. É com base na população de cada cidade que o TCU calcula e publica anualmente os coeficientes de participação de cada município. O último Censo ocorreu em 2010, mas o IBGE repassava ao TCU uma estimativa atualizada da população de cada cidade, ano a ano.

Esses coeficientes variam entre 0,6 e 4. Os municípios que têm coeficiente 0,6, por exemplo, são aqueles cuja população vai até 10.188 habitantes. Aqueles que têm coeficiente 0,8, por sua vez, têm entre 10.189 e 13.584 moradores e, assim por diante. Confira na tabela abaixo.

FPM Interior – Tabela para o cálculo de coeficientes – 2023

Faixa de habitantes Coeficiente
Até 10.188 0,6
De 10.189 a 13.584 0,8
De 13.585 a 16.980 1,0
De 16.981 a 23.772 1,2
De 23.773 a 30.564 1,4
De 30.565 a 37.356 1,6
De 37.357 a 44.148 1,8
De 44.149 a 50.940 2,0
De 50.941 a 61.128 2,2
De 61.129 a 71.316 2,4
De 71.317 a 81.504 2,6
De 81.505 a 91.692 2,8
De 91.693 a 101.880 3,0
De 101.881 a 115.464 3,2
De 115.465 a 129.048 3,4
De 129.049 a 142.632 3,6
De 142.633 a 156.216 3,8
Acima de 156.216 4,0

* Tabela estabelecida pelo Decreto Lei 1.881/1.981. Municípios classificados como de “interior” são todos aqueles que não são capitais.

Ou seja, quanto maior o coeficiente, maior é a fatia do município na hora de repartir o bolo da arrecadação. A cidade que registra aumento populacional a ponto de fazê-la pular de faixa e, portanto, de coeficiente, beneficia-se. É o caso de Planaltina de Goiás (GO). O município que fica no Entorno do Distrito Federal não pulou só uma, como duas faixas populacionais, o que fez o coeficiente saltar de 3 para 3,4 após a prévia do Censo.

Segundo o IBGE, a cidade está com 117.852 habitantes. O prefeito local, delegado Cristiomário de Souza Medeiros, diz que a atualização tende a trazer a melhoria dos serviços prestados à população.

“Isso melhora nossa situação. A gente vai ganhar um pouco mais de recursos, porque era complicado a gente ter uma população tão alta e estar recebendo mais ou menos pela metade dela. Talvez a gente consiga melhorar mais ainda os serviços prestados à comunidade com esse recurso adicional que vêm a partir dessa nova projeção”.

A boa notícia pode ficar ainda melhor, na opinião do gestor. Isso porque ele estima que a cidade tenha mais habitantes do que a prévia do Censo contabilizou.

“Estamos dando suporte ao IBGE na tentativa de aumentar mais isso, porque o Censo não foi concluído ainda. Acredito que a gente tenha, pelo menos, 150 mil pessoas. A gente tem 40,6 mil ligações de água. Se a gente trabalhar com uma média de três por residência, a gente já chegaria a 120 mil. E temos as áreas irregulares, área rural, que deve ter pelo menos 15 mil pessoas, além dos povoados”.

O oposto ocorre com o município que perde habitantes, caso de 863 cidades. A cidade que registra perda populacional a ponto de fazê-la cair de faixa e, portanto, de coeficiente, passa a receber menos. De acordo com a CNM, o rebaixamento dessas cidades vai trazer um impacto negativo de R$ 3 bi para os cofres delas ao longo do ano.

A realização do Censo – atrasado desde 2020 – era um pleito de entidades representativas dos municípios e de prefeitos que alegavam que suas cidades já deveriam estar ganhando mais por terem subido de faixa.

A decisão do TCU de atualizar os coeficientes das cidades de acordo com a prévia populacional divulgada pelo IBGE gerou uma série de reclamações de prefeitos de cidades que foram rebaixadas. Eles alegam que o tribunal deveria esperar o término do levantamento de forma oficial – o que deve ocorrer no primeiro trimestre deste ano – antes de fazer alterações imediatas nos coeficientes, impactando os repasses desde o primeiro dia do ano.

Além disso, os gestores afirmam que a população calculada pelo IBGE para suas cidades está incompleta ou errada. É o caso de Independência, que fica na região de  Crateús, no sertão do Ceará. De acordo com o Censo prévio, o município tem 24.047 habitantes, número diferente do que a administração local alega.

“Nós trabalhamos pelo agente comunitário de saúde com uma população de 29.700 habitantes. É um Censo muito mal feito, que deve ser revisto pelo IBGE. Tanto é que nós prefeitos aqui da região já estamos combinando de, juntos, buscarmos o apoio dos deputados para fazer esse Censo pelo agente de saúde”, afirma o prefeito Valdi Coutinho. O gestor afirma que já conversou com algumas pessoas do município que disseram não terem sido recenseadas.

Independência, no entanto, é um dos municípios que mesmo com a diminuição da população não cairá de faixa habitacional, pois ainda estará no intervalo compreendido entre 23.773 e 30.564 pessoas.

Disputa

Na decisão normativa que deu origem ao imbróglio, o TCU deu um prazo de 30 dias, que acaba em 27 de janeiro, para os prefeitos que se sentiram prejudicados contestarem os novos dados populacionais. Isso pode ser feito em uma das secretarias do TCU nos estados ou na sede do tribunal, em Brasília.

Cesar Lima acredita que a polêmica envolvendo municípios e IBGE está longe de acabar. “É um dado do Censo sim, contudo o próprio IBGE ainda não consolidou esses dados, ainda não finalizou esse Censo. Então, isso daí pode dar margem para os recursos dos municípios e aqueles que perderam valores do FPM”, afirma.

A CNM tem orientado os municípios a protestarem junto ao TCU com base na Lei Complementar 165/2019. Segundo essa lei, um município que, pelas estimativas do IBGE devesse perder coeficiente por redução da população, teria o coeficiente congelado até a atualização com base em um novo Censo. A CNM entende que a atualização só vale quando o Censo for concluído e não a partir dos dados da prévia do levantamento.

Alessandro Aurélio Caldeira, secretário de Macroavaliação Governamental do TCU, destacou que, “segundo entendimento do próprio IBGE, os dados que deram suporte aos cálculos dos coeficientes do FPM de 2023, oriundos do censo, são a melhor informação se comparada com os dados populacionais apurados por estimativa, por apresentarem maior grau de acuidade”.

Fonte: Brasil 61

Distrito Federal terá quatro novas delegacias para reforçar a segurança

Em construção ou em reforma, unidades vão atender moradores de Taguatinga, Sobradinho II, Lago Sul e Lago Norte; investimento é de R$ 34 milhões, sem contar o novo IML, que demandará recursos de R$ 33,8 milhões

Quatro novas delegacias de polícia serão construídas, com investimentos de aproximadamente R$ 34 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF). A Polícia Civil (PCDF) terá ampliação do número de unidades a partir deste ano para reforçar o combate à criminalidade.

Novas unidades terão área exclusiva para acolhimento de mulheres vítimas de violência

Em Sobradinho II, as obras estão em andamento, para garantir à região uma estrutura ampla e moderna. Em Taguatinga Centro, a construção será licitada em breve, com um custo aproximado de R$ 15 milhões. As unidades do Lago Sul e Lago Norte, por sua vez, passarão por ampla reforma.

Arte: Agência Brasília

“A PCDF tem muitas unidades antigas que datam das décadas de 70 e 80, e a estrutura está muito defasada, não atendendo mais aos procedimentos policiais”, explica o chefe da Divisão de Arquitetura e Engenharia da corporação, Cléber Scoralick. “As novas delegacias, por exemplo, já virão com acesso diferente para os presos, que não passarão pelo setor de atendimento à população; além disso, terão uma área exclusiva para o acolhimento de mulheres vítimas de violência e outras mudanças.”

A 35ª DP, em Sobradinho, com 2,2 mil m², está em construção | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A nova 35ª Delegacia de Polícia (35ª DP), em Sobradinho II, vem atender a uma demanda antiga da comunidade e dos policiais. Ela vai substituir a atual unidade, que funciona em um prédio alugado na administração regional, com uma estrutura pequena e envelhecida.

Melhorias

“Na realidade, a nossa DP é há muitos anos um ‘puxadinho’. Tanto a população local quanto a da Fercal são atendidas lá, e a demanda é muito grande”, avalia o administrador de Sobradinho II, Diego Matos. “Essa nova unidade fica perto da UPA e tem excelente localização. Além disso, oferecerá mais espaço e conforto aos moradores.”

O novo prédio terá uma área construída de 2,2 mil m² com subsolo, pavimento térreo e superior. Também contará com estacionamento para o público e funcionários, além de vagas diferenciadas para viaturas que precisarem sair em operações de urgência.

Já a moderna 12ª DP de Taguatinga será erguida no mesmo endereço da atual, que será demolida para dar lugar à nova sede. “É uma delegacia muito demandada na região central de Taguatinga, perto da Praça do Relógio, e agora será adequada às necessidades da região”, informa o perito da PCDF.

“Sem dúvida, serão ganhos importantes para a população e também para os policiais que se sentem mais motivados com essas melhorias”, avalia Scoralick.

IML

Outra benfeitoria muito esperada pela polícia é o novo Instituto Médico Legal (IML), localizado dentro do Complexo da PCDF, ao lado do Parque da Cidade.

Ao custo de R$ 33,8 milhões, o novo prédio em construção é mais de três vezes maior que o atual. Terá cerca de 12 mil m² de área construída e vai oferecer serviços essenciais como cartório de registros públicos, serviço de assistência social e central de captação de órgãos.

Com 8 unidades no DF, Pró-Vítima prestou mais de 6 mil atendimentos em 2022

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Iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania oferece apoio social e emocional, além de incentivar as vítimas de violência a denunciarem

Instituído em dezembro de 2018 pelo Decreto nº 39.557, o Programa de Atendimento Multiprofissional às Vítimas de Violência, o Pró-Vítima, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), foi criado com o objetivo de prestar atendimentos psicológico e de serviço social a pessoas que sofrem atos de violência.

Em 2022, entre janeiro e dezembro, foram registrados 6.077 atendimentos nas oito unidades espalhadas pelo Distrito Federal. Elas ficam no Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Paranoá, Planaltina, Taguatinga, Itapoã e Recanto das Emas. Os atendimentos nos espaços, realizados sempre de forma gratuita, funcionam de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h, exceto em Planaltina, que tem horário especial das 12h às 19h. Já os telefones ficam disponíveis 24 horas.

A titular da Sejus, Marcela Passamani, dimensiona a importância do projeto: “Uma em cada quatro mulheres já sofreu violência no Brasil. A Sejus conta com um grupo de excelência, de psicólogos e assistentes sociais que realizam uma escuta qualificada que muda a vida das mulheres no DF. O Pró- Vítima atua, principalmente, para romper ciclos de violência que essas mulheres vivem, dando a elas a oportunidade de seguirem suas vidas com saúde mental”.

Entre os atos de violência reportados ao Pró-Vítima, estão homicídio, feminicídio, latrocínio, estupro, estupro de vulnerável, crimes de violência doméstica e familiar (Lei Maria da Penha), roubos com restrição de liberdade, crimes cometidos na direção de veículos automotores, sequestro e cárcere privado.

“O Pró-Vítima atua, principalmente, para romper ciclos de violência que essas mulheres vivem, dando a elas a oportunidade de seguirem suas vidas com saúde mental”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Apesar de a maior parte dos atendidos serem mulheres, o programa não faz distinção de gênero e idade para o suporte. Homens, idosos, crianças e adolescentes também podem ser acolhidos. O atendimento começa com um assistente social da Sejus, que orienta a vítima sobre a violência e a encaminha, quando necessário, para atendimento hospitalar nas unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

O assistente social verifica a necessidade do acompanhamento psicológico. Se necessário, a pessoa atendida conta com 12 a 15 sessões para fortalecer o lado emocional e mental. O atendimento é individualizado e com marcação. O programa tem outras frentes de suporte, como a prevenção e o combate à violência desenvolvido por meio de palestras e cursos, além do banco de talentos, que incentiva a profissionalização das vítimas.

Endereços dos núcleos do Pró-Vítima no DF

→ Plano Piloto (Estação Rodoferroviária, Ala Central, Térreo)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 2104-4289 / 2104-4288

→ Ceilândia (Shopping Popular de Ceilândia – Na Hora)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 2104-1480 / 99245-5207

→ Guará (QELC, Alpendre dos Jovens Lucio Costa)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 99276-3453

→ Itapoã (Praça dos Direitos, Quadra 203, Del Lago II)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 2104-4218

→ Paranoá (Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 3369-0816 / 99288-5585

→ Planaltina (Fórum Desembargador Lúcio Batista Arantes, 1º andar, salas 111/114)
Horário: 12h às 19h. Contatos: (61) 3103-2405 / 99276-5279

→ Recanto das Emas (Estação da Cidadania/Céu das Artes, Quadra 113, Área Especial 1)
Horário: 8h às 17h. Contato: (61) 3332-1032

→ Taguatinga (Administração Regional de Taguatinga, Praça do Relógio)
Horário: 8h às 17h. Contatos: (61) 3451-2528 / 99108-1274.

Hospital Veterinário do DF é aprovado por 95% dos usuários

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Quase metade da população do DF tem pets em casa; animais contam uma rede gratuita estruturada que oferece consultas, cirurgias em diversas especialidades e castração

A última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), realizada em 2021 pelo Instituto de Pesquisa e Estatística, aponta que 49,6% das pessoas no DF convivem com pelo menos um animal de estimação: 41,9% têm cachorros, 11,1% possuem gatos, 5% criam aves, 2,3% cuidam de peixes e 1,4% se dedicam a outros animais. A estimativa é que esses bichos pertençam a cerca de 390 mil famílias.

Dessa turma, cães e gatos contam com atendimento gratuito no Hospital Veterinário (Hvep), situado em Taguatinga. De acordo com o secretário-executivo do Instituto Brasília Ambiental, Thulio Morais, 95% dos usuários da unidade veterinária classificam o serviço como bom ou ótimo.  “A causa animal tem tomado espaço”, analisa. “Nos últimos dez anos, aumentou a conscientização da necessidade de vacinação, castração e uso de coleira”.

“Hoje o pet faz parte da família, e o hospital é o respeito de que os animais precisam”Lindiene Samayana, diretora do Hvep

Desde 2019, para atender as demandas crescentes dos animais e de seus tutores, o Governo do Distrito Federal (GDF) vem expandindo os serviços oferecidos. As consultas diárias do Hospital Veterinário passaram de 30, em 2018, para 150, em 2022.

O Hvep também foi expandido e ganhou um novo prédio que possibilitou o atendimento a especialidades como dermatologia, oncologia, ortopedia e oftalmologia, passando a oferecer dez leitos para internação. Para seu segundo mandato, o governador Ibaneis Rocha anunciou a construção de um segundo hospital veterinário na capital.

“Não era preciso apenas aumentar o atendimento, mas criar especialidades, que muitas vezes era o que a comunidade buscava”, afirma Thulio. O hospital conta com três centros cirúrgicos onde são feitas, diariamente, de dez a 12 cirurgias emergenciais. “O Hvep é um presente para população do Distrito Federal”, valoriza a diretora do hospital, Lindiene Samayana. “Hoje o pet faz parte da família, e o hospital é o respeito de que os animais precisam”.

Serviço móvel

13.490cirurgias de castração foram realizadas de janeiro a novembro de 2022

Desde novembro de 2022 funciona o serviço veterinário móvel, para atender a população que mora em localidades distantes do Hvep. A iniciativa, que nasceu da necessidade de descentralizar o serviço, começou em Sobradinho. O serviço móvel oferece a recepção e a triagem do animal, atendimento clínico e ambulatorial, coletas para exames de sangue (hemograma e bioquímicos) e, aos tutores, orientações educacionais.

No entanto, não há atendimento cirúrgico, nem exames de imagem (raios-X, ultrassom) no local. “A equipe é composta por um médico, um auxiliar e um profissional da área administrativa, que cuida da organização e da limpeza do local”, explica a diretora do Hvep. Os casos mais graves, lembra ela, são encaminhados para a sede do Hospital Veterinário.

Em sintonia com o equilíbrio do meio ambiente, o GDF, por meio do Brasília Ambiental, oferece o serviço gratuito de castração de cães e gatos. De janeiro a novembro de 2022, foram realizadas 13.490 cirurgias de castração de fêmeas e machos em diversas clínicas contratadas pelo governo.

Expansão urbana

A proximidade com as áreas urbanas é um dos fatores que contribuem para a presença de cães e gatos nas unidades de conservação. Esses animais podem afetar a dinâmica ecológica de diferentes formas, tanto com a ação predatória sobre outras espécies quanto com a transmissão de doenças.

Além disso, a superpopulação de cães e gatos domésticos gera problemas para os seres humanos. Ninhadas frequentemente abandonadas acabam em situação não domiciliada ou semidomiciliada, com acesso às ruas, situação que expõe os animais a maus-tratos, ao risco de acidentes de trânsito, mordeduras e à proliferação da transmissão de zoonoses.

Consultas no Hvep podem ser marcadas pelo Serviço de Agendamentos do DF.

GDF Presente recolhe 300 pneus no SAAN para combater o Aedes aegypti

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Ação teve como objetivo evitar o acúmulo de água parada na região

O programa GDF Presente recolheu 300 pneus no Trecho 3 do Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) esta semana. A ação teve apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e contou com a participação de dois reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador (Funap).

O trabalho, feito na quarta-feira (4),  teve como objetivo evitar o acúmulo de água parada para combater, assim, o mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. Todos os pneus foram levados para uma unidade do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) na Asa Norte.

“Estavam todos acumulados em um único trecho, ou seja, alguém jogou os pneus ali, sem pensar que, neste período de chuva, pneus acumulados podem ser ótimos focos do mosquito da dengue”, salienta o coordenador do Polo Central, Carlos Alberto.

O administrador do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Raphael Assunção, disse tratar-se de uma ação importante para preservar a saúde e o bem-estar da população. “Estamos ativos no combate ao mosquito, fazendo o recolhimento e o descarte correto de inservíveis periodicamente”, afirma ele.

Saiba mais

Pneus e outros materiais, como eletroeletrônicos, medicamentos, óleo de cozinha, pilhas e baterias, devem ser entregues em pontos especiais de coleta, para a realização da logística reversa. Confira  o mapeamento dos locais de descarte  conforme o tipo de resíduo.