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Mercado financeiro eleva projeção da inflação de 5,48% para 5,74%

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A previsão para o PIB ficou em 0,8% em 2023

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,48% para 5,74% para este ano.

A estimativa consta do Boletim Focus de hoje (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,9%. Para 2025 e 2026, as estimativas são de inflação em 3,5%, para ambos os anos.

A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, que é de 3%, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em carta ao Ministério da Fazenda, o Banco Central explicou que a inflação só ficará dentro da meta a partir de 2024, quando deverá se situar em 3%, e em 2025 (2,8%). Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, teve aumento de 0,55%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2022, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. A meta estava em 3,5%, com a mesma margem de tolerância, e podia variar entre 2% e 5%.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano. Já para 2025 e 2026, a previsão é de Selic em 8,5%, ao final dos dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano variou de 0,79% para 0,8%. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,5%.

Para 2025 e 2026, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,89% e 2%, respectivamente.

A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

Entrevista: Luciana Medeiros explica solução sustentável para controlar Aedes aegypti

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Coordenadora de Operações de Campo da Oxitec no Brasil disse que a tecnologia é o primeiro produto geneticamente modificado direcionado ao controle do mosquito, sendo uma solução que se soma às medidas já existentes

Uma solução inovadora e sustentável chamada Aedes do Bem foi desenvolvida pela multinacional de biotecnologia inglesa Oxitec, fundada na Universidade de Oxford e presente no Brasil desde 2011. Livre de inseticidas químicos, a tecnologia faz controle biológico do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, o Brasil registrou, em 2022, o maior número de mortes por dengue da história. Foram 1.016 óbitos pela doença, o que reforça a necessidade de medidas mais eficazes no controle do mosquito transmissor.

Mas como funciona essa tecnologia? Existe o risco de desequilíbrio no ecossistema?  Confira na íntegra a entrevista com a coordenadora de Operações de Campo da Oxitec no Brasil, Luciana Medeiros.

Brasil 61: Qual o objetivo dessa nova tecnologia?

Luciana Medeiros: Essa tecnologia foi desenvolvida pela Oxitec, que é uma empresa de controle de pragas, controle biológico de pragas. Ela já existe há 20 anos, foi fundada na universidade de Oxford e já há 12 anos desenvolve o Aedes do Bem no Brasil. Então, é uma tecnologia que já tem muitos anos de estudo, de inovação, e que foi desenvolvida pensando em fazer o controle biológico das pragas e insetos. Então, quando o Aedes do Bem é liberado das Caixas do Bem encontra as fêmeas no ambiente e, quando essas fêmeas cruzam com os machos aéreos do bem, ela só produz novos machos. Ao longo do tratamento a população de fêmeas diminui e, consequentemente, é controlada a população do Aedes aegypti no local tratado.

Brasil 61: Como vai funcionar essa medida de combate ao mosquito da dengue?

L. M.: Essa metodologia pode ser aplicada não só para governos, prefeituras, mas para o consumidor final, indústrias, comércios, porque tem uma flexibilidade grande e as caixinhas são projetadas para tratar aproximadamente 5.000 m². Essa é uma medida preventiva. Não é uma tecnologia corretiva, como quando é aplicado, por exemplo, o químico, o inseticida, a atomização, que normalmente é feita na correção de áreas que já tem, já estão com alta infestação. Então, o Aedes do Bem chega como um adjuvante, adicionando controle às medidas já existentes. Isso não exime, por exemplo, o morador de uma cidade ou a pessoa que adquire a Caixa do Bem, de limpar o seu quintal, não exime a prefeitura de tomar as medidas de vigilância rotineiras, mas o Aedes do Bem faz com que os criadores da região tratada sejam encontrados, coisa que o inseticida não alcança às vezes, os nossos olhos não alcançam.

Brasil 61: Existe um local específico para colocar as caixas?

L. M.: Sim, as caixas foram projetadas para liberarem os mosquitos do lado de fora. A gente não trata o ambiente interno, mesmo porque os criadores estão do lado de fora. Então dentro da caixa tem um refil, que é um cestinho plástico e toda vez que você for ativar a caixa, você troca esse refil. O refil dura 28 dias, então adiciona o cesto plástico onde contém os ovos do Aedes do Bem e ativa essa caixa com água. O passo a passo é: colocar o cestinho, a cápsula de ovos, ativar com água e aí é o mosquito que faz o trabalho pela gente. Você volta nessa caixa dali a 28 dias apenas. Normalmente, dependendo do público, para prefeituras, ambientes que necessitam de um tratamento mais massivo, recomendamos uma dose maior, então cada ponto de liberação pode ter até tr caixas.

Brasil 61: Com a liberação do mosquito macho, não existe o risco de haver um desequilíbrio no ecossistema?

L. M.: Não existe. O Aedes do Bem foi extensivamente estudado. A autoridade que nos deu a aprovação para que o produto fosse comercializado é a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) e exigem que a gente realize um estudo muito aprofundado de impacto ecológico para comprovar que não existe nenhum tipo de impacto. Esses estudos comprovaram que o Aedes do Bem não é tóxico, então qualquer diferença do Aedes do Bem para o Aedes aegypti e do ambiente que a gente teve que trazer para ter essa tecnologia, a gente pensou nisso para não causar nenhum tipo de impacto no ambiente. Então, tudo o que ele tem de diferente não é tóxico nem alergênico. O segundo ponto que foi estudado também é como ele entra na cadeia alimentar, então todos os animais que possam se alimentar de um Aedes aegypti, tivemos que fazer um monitoramento disso para saber se é algum tipo de impacto e não tem nenhum tipo de impacto. Outro impacto que também normalmente nos perguntam é se formos suprimir, se formos diminuir essa quantidade de população, ele não vai fazer falta no ambiente. Então, o Aedes aegypti é um mosquito invasor, ele não é próprio do nosso ecossistema aqui no Brasil. Ele chegou aqui em 1980, depois de ser erradicado e se estabeleceu. Existem vários outros bichos que entram no lugar dele caso a gente tenha de controlar essa praga efetivamente.

Brasil 61: Onde o consumidor final, a população pode encontrar as Caixas do Bem?

Luciana Medeiros: Hoje em dia, o modelo “pró”, o qual consideramos profissional, tem uma dose maior de mosquitos, que é liberado. Então a gente indica para ambientes de governo, prefeituras e ambientes de áreas maiores, de balcões industriais e shoppings, por exemplo. Agora, para o consumidor final, a gente está em fase de desenvolvimento, entre janeiro e fevereiro. Até o fim de fevereiro, provavelmente a gente lança uma caixa, que é menor, tem praticamente um quarto da dose dessa caixa “pró” e é capaz de tratar os quintais.  Essas caixinhas vão ser vendidas no varejo. Então, provavelmente os mercados locais vão conseguir comprar essa caixa e comercializar.

Brasil 61: Qual a importância da adoção de medidas mais eficazes no controle do mosquito Aedes aegypti?

L. M.:  A gente percebe que, ano a ano, chega o verão, a temporada de chuvas, dependendo do local do Brasil, porque tem locais que são calor o ano todo, mas o Aedes aegypti, nessa receitinha calor, mais chuvas, eles começam se reproduzir em alta velocidade e a cada ano a gente percebe que ele está altamente adaptado, e tem evolução em qualquer tipo de tecnologia de inseticida, a maneira de se aplicar, então tem drone, existem químicos que que são menos tóxicos e com maior eficiência, mas ainda assim o mosquito volta. Então, vemos muito as campanhas no rádio, na TV chegando nas nossas casas dizendo ‘Limpe o seu quintal, colabore’. Então tem tudo isso, o lado tecnológico mais o lado educacional e a gente sabe que essa receitinha volta a falhar e os mosquitos estão cada vez mais adaptados a ambientes que antigamente não eram. E o Aedes do Bem chega para complementar tudo isso, todas essas tecnologias não funcionam sozinhas, então quem sabe, com uma adoção massiva ao Aedes do Bem, vamos fazer com que esse controle esteja mais nas nossas mãos.

 

Fonte: Brasil 61

Coluna do Fluminense | Derrota no clássico

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POR RAIMUNDO RIBEIRO

O Fluminense recebeu o Botafogo no primeiro clássico carioca do ano, com o time principal.
Desde o início impôs seu estilo de jogo, com passes rápidos e movimentação próxima de seus jogadores.

Com maior posse de bola, o Fluminense criava algumas chances mas não conseguia converter em gol.

Cano se posicionando muito fora da área, e Yago muito lento, sem dar seguimento ao jogo, enquanto o Botafogo jogava com lançamentos longos, principalmente pelo nosso lado direito onde Samuel Xavier tinha dificuldades na marcação.

Prá variar, a arbitragem muito ruim, invertendo faltas e irritando os jogadores.

Resumo: Fluminense com a posse de bola o tempo quase todo, Yago atrapalhando o time e Cano visivelmente fora de forma.

Voltamos para o segundo tempo com o óbvio, entrando Keno e saindo Yago.

Aos 3 minutos Ganso lança Keno que sofre pênalti e Calegari (?) perde.

Resta saber porque Ganso, cobrador oficial não cobrou.

Aos 13 minutos, o Botafogo perde um gol feito.

Aos 15 minutos, o Botafogo marca num lançamento longo que mostra a fragilidade e desatencão do Fluminense, além de mostrar a falta de compromisso com a vitória, quando perde um pênalti por colocar um jogador não treinado para cobrar.

Aos 28 minutos entram Guga e Lima, saindo Manoel e Calegari.

Aos 39 minutos saem Samuel Xavier e Ganso, entrando Giovani e Arthur.

Aos 45 minutos, pênalti não marcado pelo soprador de apito, que para completar a “obra”, expulsa Diniz e David Braz que reclamaram com justiça.

Para completar as bobagens, o soprador de apito encerra o jogo antes do tempo.

Enfim, que esta derrota sirva de lição de que posse de bola não ganha jogo, que o time precisa ter ambição de fazer gols, que pênalti não se perde, e que estes erros levam inevitavelmente à derrota.

Na próxima quinta feira as 21:10, visitaremos o Volta Redonda com a obrigação da vitória.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Agências do trabalhador do DF oferecem 218 vagas de emprego nesta segunda

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Entre as oportunidades, 30 são para ajudante de obras e 27 para pessoas com deficiência, em cinco diferentes funções

Trabalhadores sem experiência e com a escolaridade do ensino fundamental completo podem se candidatar a uma das 30 vagas de ajudante de obras destinadas à Asa Sul. O salário é de R$ 1.302, mais benefícios. Outras 20 oportunidades são destinadas a pessoas sem experiência. São dez para açougueiro e dez para ajudante de açougueiro, todas para trabalhar no Jardim da Barragem III, com salário de R$ 1.355, mais benefícios. Quem quiser se candidatar a essas e outras chances de emprego pode procurar uma das agências do trabalhador do Distrito Federal. Ao todo, são 218 colocações ofertadas nesta segunda-feira.

As agências do trabalhador oferecem nesta segunda-feira 10 vagas para açogueiro e outras 10 para ajudantes de açogueiro | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

A semana também se inicia com 27 oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência. A colocação que oferece o maior número de vagas é para auxiliar de cozinha, com oito oportunidades disponíveis destinadas à Aguas Claras. O salário é de R$ 1.310, mais benefícios. A escolaridade solicitada é o ensino fundamental completo e não é preciso ter experiência. As demais chances para pessoas com deficiência são para auxiliar de limpeza, atendente de lanchonete, estoquista e recepcionista. Também há vagas para estudantes que buscam estágio. Trata-se de uma colocação destinada a estudantes de engenharia, para trabalhar em Ceilândia Norte. A remuneração é de R$ 60 por dia de trabalho.

O maior salário disponível nas agências do trabalhador nesta segunda-feira é R$ 3.000, mais benefícios, para desenhista mecânico. São duas chances destinada ao Gama. Os interessados precisam ter ensino superior em desenho mecânico e experiência na área.

Empregadores que desejarem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades e pelo aplicativo do Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento através do e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Trabalho.

Os interessados podem cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, de 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das vagas do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

PGR é contra pedido de suspensão de posse de parlamentares

O subprocurador da República afirma que o pedido deve ser rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da petição, por falta de legitimidade jurídica

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou neste sábado (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer para manter a posse de 11 deputados federais eleitos no dia 1º de fevereiro.

O documento é assinado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos e foi motivado por uma petição feita ao Supremo por advogados do Grupo Prerrogativas. Os membros da entidade acusam os deputados eleitos em 2022 de incitarem os atos antidemocráticos de 8 de janeiro por meio de postagens nas redes sociais.

O pedido envolve os deputados Dr. Luiz Ovando (PP-MS), Marcos Pollon (PL-MS), Rodolfo Nogueira (PL-MS), João Henrique Catan (PL-MS), Rafael Tavares (PRTB- MS), Carlos Jordy (PL-RJ), Silvia Waiãpi (PL-AP), André Fernandes (PL-CE), Nikolas Ferreira (PL-MG), Sargento Rodrigues (PL-MG) e Walber Virgolino (PL-PB).

No parecer, o subprocurador da República afirma que o pedido deve ser rejeitado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da petição, por falta de legitimidade jurídica para pleitear a suspensão da posse dos parlamentares.

“Não se pode olvidar que são legitimados para ajuizar o recurso os partidos políticos, as coligações, os candidatos e o Ministério Público. Logo, os requerentes não detêm legitimidade para postular qualquer recurso sobre a diplomação”, afirmou Santos.

A posse dos deputados e senadores eleitos será realizada na quarta-feira (1º) e contará com reforço na segurança. A Polícia Legislativa detectou diversos riscos durante a cerimônia, como “invasão em áreas não autorizadas, a tomada de refém, a presença de atirador ativo, ameaça de explosivo e ainda, a sabotagem em infraestruturas críticas”.

Alta no preço da gasolina vai elevar a inflação nos próximos 30 dias

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Projeção é do economista da FGV IBRE André Braz. Aumento de 7,47% no valor do combustível vendido às distribuidoras começou a valer na quarta-feira (25)

O aumento de 7,47% no preço de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras que começou a valer nessa semana pode levar a um acréscimo de 0,25 ponto percentual (p.p) na inflação nos próximos 30 dias. A projeção é do coordenador dos Índices de Preços do FGV IBRE, André Braz, que detalhou o impacto da alta do combustível na atividade econômica ao Brasil 61.

De acordo com o economista, o cálculo feito para estimar o quanto o aumento no preço da gasolina vai pressionar a inflação leva em conta dois fatores. O primeiro deles é que o reajuste da Petrobras se dá na gasolina A. O combustível que é vendido aos consumidores é a gasolina C, que é composta por 27% de álcool anidro, o que acaba mitigando parte do aumento. “Como a gasolina C tem mistura de álcool anidro, ela não recebe 7,5% de aumento. Então, o que o consumidor vai perceber nos próximos trinta dias é um aumento de preço da gasolina que pode variar entre 3,5% e 5%”, explica.

O segundo fator é o peso da gasolina no orçamento doméstico, diz André Braz. “Considerando que esse aumento pode chegar a 5% e levando em conta que a gasolina também compromete 5% do orçamento familiar, a gente teria um impacto na inflação, nos próximos 30 dias, em torno de 0,25 ponto percentual. Só que, como esse reajuste está valendo já a partir de janeiro e ainda falta aproximadamente uma semana para o mês ser concluído, uma pequena parte desse movimento já deve influenciar a inflação deste mês. Então, desse 0,25 p.p, 0,05 p.p deve ficar na inflação de janeiro e 0,20 p.p restantes na inflação de fevereiro”, afirma.

Segundo o anúncio da Petrobras, o preço médio de venda da gasolina A para as distribuidoras vai passar de R$ 3,08 para R$ 3,31, ficando 23 centavos mais caro. Mas com a mistura obrigatória com o álcool anidro para a composição que é comercializada nos postos, cada litro vendido terá um acréscimo de 17 centavos, o que não significa que será esse o impacto sentido pelo consumidor.

Amplitude

O economista afirma que o impacto da alta da gasolina será mais sentido pelas pessoas de classe média que usam veículos particulares para se locomover. “Exatamente porque a gasolina é um bem de luxo que cabe no orçamento daqueles que têm veículo próprio. Então, para as famílias mais humildes, que não possuem veículo, esse aumento da gasolina não traz nenhum impacto na variação do custo de vida”.

Caso o reajuste fosse sobre o diesel, a situação seria diferente, explica André Braz. “Nós teríamos um impacto inflacionário maior, porque o diesel é o combustível usado pelo frete rodoviário, é utilizado pelas máquinas no campo, é o combustível que movimenta o ônibus urbano, então como diesel tem o compromisso de ser o combustível para execução de outras atividades, um aumento de preço nele pode causar um espalhamento das pressões inflacionárias”.

Como o diesel é o combustível usado pelos caminhões, que são os principais responsáveis pelo transporte de cargas no país, incluindo os alimentos, um aumento no preço do litro seria sentido de forma mais ampla pela população e pressionaria mais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como é formado o preço da gasolina

O preço médio do litro da gasolina no Brasil entre 15 e 21 de janeiro foi de R$ 4,98, de acordo com a Petrobras. Segundo a companhia, desse valor, R$ 2,25 são parcela da própria empresa. Esse valor deverá ser de R$ 2,42 com o reajuste anunciado esta semana. Vale lembrar que, desde o ano passado, os impostos federais sobre o combustível estão zerados. A medida deve durar, pelo menos, até 28 de fevereiro deste ano.

Já o ICMS, imposto estadual sobre os combustíveis, foi de R$ 0,91 em média. Ele varia de estado para estado, mas sua alíquota não pode ultrapassar o teto de 17% determinado após aprovação da Lei Complementar 194/2022, em junho de 2022. Confira como é formado o preço da gasolina.

Arte: Brasil 61

Cenário

André Braz explica que ainda é cedo para projetar o impacto dos combustíveis na inflação de 2023. Segundo o economista, no nível internacional, há uma tendência de desaceleração da atividade econômica. Isso deve ocorrer porque os países estão elevando as suas taxas de juros para conter a inflação. A consequência é a retração da economia e, portanto, do consumo.

“Se as famílias vão economizar mais, vão gastar cada vez menos, isso significa que o preço do barril de petróleo pode ceder ao longo de 2023. Não só por um efeito aqui no Brasil, mas no mundo todo. O mundo está com uma tendência de redução da atividade econômica. E essa redução na atividade econômica favorece a redução do preço de grandes commodities, que é onde o petróleo está inserido”, diz.

Por outro lado, o especialista diz que o temor quanto ao equilíbrio fiscal do país é um risco que tem como resultado a desvalorização do real frente ao dólar, o que na atual política de preços adotada pela Petrobras pode puxar o preço dos combustíveis para cima.
Fonte: Brasil 61

GDF Presente limpa quadras da Estrutural e afasta o Aedes aegypti

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Recolhimento de 86 toneladas de inservíveis ajuda no combate ao mosquito causador da dengue

As equipes do GDF Presente atuaram na última semana no SCIA/Estrutural para retirar 86 toneladas de entulhos das ruas. A ação, além de tornar a cidade mais limpa, evita a proliferação do mosquito causador da dengue, o Aedes aegypti.

A limpeza foi feita com uma escavadeira e o auxílio de um caminhão para o recolhimento de materiais em diferentes conjuntos das quadras 1, 2, 8 e 12 na região administrativa. Foram recolhidos, por exemplo, restos de tijolos, papéis, isopores, galhos, tecidos e outros.

“As ações pontuais do GDF Presente, da Novacap e do SLU proporcionam mais qualidade de vida e bem-estar para a população. E, com a parceria da comunidade, podemos ir ainda mais longe”, avalia o administrador regional, Alceu Prestes de Mattos.

Foram recolhidos restos de tijolos, papéis, isopores, galhos, tecidos e outros em diferentes conjuntos

Também foram executados trabalhos de recapeamento na Cidade do Automóvel, recolhimento de lixo verde e poda e erradicação de coqueiros na Praça dos Quiosques, limpeza nos setores Central, Oeste, Setor de Oficinas e Anel Viário.

Com a ajuda de um caminhão-pipa, as equipes lavaram quadras, os arredores do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e abrigos de ônibus. Também fizeram capina e pintura de meio-fio.

“É importante essa limpeza de entulhos ao redor da cidade. Passamos por trás da Cidade do Automóvel e seguiremos com esse trabalho, lavando as paradas de ônibus na Estrutural”, detalha o coordenador do Polo Central do GDF Presente, Carlos Alberto Alves dos Santos.

Nenhuma aposta acerta Mega-Sena e prêmio acumula em R$ 115 milhões

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As dezenas sorteadas são: 09 – 12 – 20 – 30 – 32 – 35

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.559 da Mega-Sena sorteadas na noite desse sábado (28). Com isso, o prêmio estimado para o próximo sorteio, que será na quarta-feira (1º), está acumulado em R$ 115 milhões.

As dezenas sorteadas na noite desse sábado são: 09 – 12 – 20 – 30 – 32 – 35

O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, na cidade de São Paulo.

A quina registrou 163 apostas ganhadoras; cada uma vai pagar um prêmio de R$ 40.505,04. Já a quadra teve 10.641 apostas vencedoras e cada uma vai receber R$ 886,37.

As apostas da Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4.50.

Programa-se: confira o calendário de feiras rurais no Distrito Federal

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Neste domingo será realizada a Feira Rural no Parque. Em fevereiro, produtos da agricultura familiar também serão vendidos em Sobradinho, no Palácio do Planalto, na Vargem Bonita e no Jardins Mangueiral

A Feira Rural no Parque, organizada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), será retomada a partir deste domingo (29) no estacionamento 10 do Parque da Cidade. Durante o evento, das 8h às 14h, os visitantes poderão adquirir produtos orgânicos ou convencionais da agricultura familiar atendida pela Emater-DF.

Em fevereiro, além da Feira Rural no Parque, sempre aos domingos, outras feiras vão oferecer aos brasilienses opções de alimentos produzidos por meio do cultivo convencional e orgânico, como hortaliças, frutas, cogumelos, plantas, itens de panificação, artesanatos, mel, café, pimentas, doces e geleias, entre outros artigos.

Tem a Feira Rural no CABV, em Sobradinho, sempre às terças-feiras; a Feira Rural do Palácio do Planalto, às quintas; a Feira Rural do Produtor da Vargem Bonita, aos sábados; e a Feira Rural do Centro de Práticas Sustentáveis (CPS), no Jardins Mangueiral, às quartas.

O objetivo das feiras rurais é ampliar os pontos de venda da produção dos agricultores atendidos pela Emater-DF, fortalecendo a produção local e gerando emprego e renda. Além disso, promovem a segurança alimentar e nutricional da população, uma vez que os produtos vendidos nelas priorizam o conceito de comida de verdade, que são alimentos naturais, não processados ou que foram minimamente manipulados.

Confira a programação das feiras rurais em fevereiro:

Feira Rural no Parque
Quando: 29 de janeiro e 5, 12, 19 e 27 de fevereiro (domingos)
Horário: 8h às 14h
Local: Estacionamento 10 do Parque da Cidade (antigo pedalinho)

Feira Rural no CABV – Sobradinho
Quando: 7, 14, 21 e 28 de fevereiro (terças-feiras)
Horário: 17h às 21h.
Local: Área multiúso do Condomínio Alto da Boa Vista

Feira Rural do Palácio do Planalto
Quando: 2, 9, 16 e 23 de fevereiro (quintas-feiras)
Horário: 10h às 15h
Local: Anexo IV da Presidência da República (próximo aos restaurantes)

Feira Rural do Produtor da Vargem Bonita
Quando: 4, 11, 18 e 25 de fevereiro (sábados)
Horário: 7h às 18h
Local: Em frente ao comércio local, ao lado da quadra de futebol

Feira Rural do CPS
Quando: 1º, 8, 15 e 22 de fevereiro (quartas-feiras)
Horário: 16h às 20h
Local: Centro de Práticas Sustentáveis – Jardins Mangueiral

Conselho de Cultura do Distrito Federal lança consulta pública sobre a Lei Paulo Gustavo

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Proposta busca reunir, até 15 de fevereiro, contribuições da comunidade cultural

O comitê consultivo da Lei Paulo Gustavo coloca à disposição da comunidade cultural a primeira consulta pública para colher subsídios para a execução do dispositivo legal. O comitê foi criado pela Portaria nº 251, de 17 de novembro de 2022, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). Segundo previsto pela Lei Paulo Gustavo (LPG), é necessário o debate com a sociedade civil antes da formulação de editais.

Assim, o Conselho de Cultura do Distrito Federal (CCDF), que coordena as atividades do comitê consultivo, apresenta esse primeiro meio de consulta, enquanto aguarda a regulamentação da Lei Paulo Gustavo junto ao Ministério da Cultura.

Os interessados em participar com contribuições sobre como os mecanismos de financiamento devem estar estruturados, quais setores devem ser contemplados e seus valores, entre outros aspectos para a melhor implementação da LPG, podem participar por meio do preenchimento do formulário online disponível neste link. As contribuições serão recebidas até 15 de fevereiro.

Posteriormente, serão lançados outros meios de consulta à comunidade cultural, que também pode enviar dúvidas e sugestões para o CCDF pelo e-mail conselhodecultura@cultura.df.gov.br.

A Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022, foi criada para incentivar a cultura e garantir ações emergenciais, em especial as demandadas pelas consequências do período da pandemia de covid-19 no Brasil, que provocou enorme impacto no setor cultural.

Conhecida como Lei Paulo Gustavo, em homenagem ao ator falecido em decorrência da covid-19, essa determinação legal direciona R$ 3,86 bilhões do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura a estados, municípios e ao Distrito Federal para fomento de atividades e produtos culturais. Desse total, R$ 2,8 bilhões devem ser destinados ao setor do audiovisual e R$ 1 bilhão a demais atividades.

Em novembro de 2022, a Secec instituiu um comitê consultivo, vinculado ao Conselho de Cultura do DF, para debater a aplicação da LPG localmente, por meio da promoção de debates e proposição de ações, estratégias, diretrizes, regulamentação e formas de execução.