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Carnaval do DF abre com System Safadown, Suvaco da Asa e Cafuçu do Cerrado

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Depois de dois anos sem folia, o pré-Carnaval de Brasília começa nesta sexta-feira (3), com apresentações a partir das 18h

O Carnaval volta às ruas de Brasília depois de dois anos sem folia. Neste fim de semana, os blocos Suvaco da Asa, System Safadown e Cafuçu do Cerrado fazem o pré-Carnaval de Brasília. O System Safadown é quem vai abrir os festejos de Momo. O bloco se apresenta nesta sexta-feira (2), a partir das 18h, em um palco montado em frente ao Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no Eixo Monumental.

Os foliões do bloco ouvirão muito rock dos anos 1970 e 1980. Esta será a terceira apresentação do System no Carnaval de Brasília. “Esse Carnaval significa a volta da cultura e esta trará a luz que estamos precisando”, avaliou Lucas Formiga, diretor dos blocos System Safadown e Cafuçu do Cerrado.

No sábado (3) pela manhã, será a vez do Suvaco da Asa se apresentar. O bloco desfilará com a banda Mundo Livre S/A, de Pernambuco, uma das fundadoras do Manguebeat. Pela manhã, a versão infantil do bloco, o Suvaquinho, sai às 9h30, também da frente do Eixo Cultural Ibero-Americano. Às 13h, será a vez do Suvaco adulto puxar os foliões.

O Suvaco da Asa, bloco criado há 18 anos, vai animar o sábado junto com a banda pernambucana Mundo Livre/SA | Foto: Nina Quintana

O bloco tem como referência o frevo, mas promete um carnaval multicultural, a exemplo da festa de Recife, na qual se inspira. “A nossa expectativa é a melhor possível. Estamos voltando depois de muita turbulência”, disse Pablo Feitosa, diretor do Suvaco da Asa. Fundado há 18 anos, o bloco desfilou em 16 carnavais desde a sua fundação. Só deixou de sair em 2021 e 2022 devido à pandemia de covid-19.

No domingo (5), será a vez da agremiação que se autointitula o “bloco mais deselegante da cidade”, o irreverente Cafuçu do Cerrado. Com o título A gente tá querendo vida boa!, em homenagem ao hit de outro expoente do manguebeat, a banda Eddie (PE), o Cafuçu começa seu baile no melhor estilo brega às 14h. No palco, revezamento de atrações: DJ Mica, DJs Bagasystem, Sereia Sem Pé e Orquestra Cafuçu. No encerramento, está previsto um grande show da banda Eddie, que convida a cantora pernambucana Karina Buhr.

Os três blocos são gratuitos e totalmente acessíveis a pessoas com deficiência. A estrutura dispõe de banheiros químicos (inclusive adaptados) e praça para compra de alimentos, bebidas e adereços carnavalescos. Os pré-carnavais oficiais do System Safadown, Suvaco da Asa e Cafuçu do Cerrado contam com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).

Serviço

Blocos de Brasília celebram, no pré-carnaval, os 30 anos do movimento Manguebeat
Local: Eixo Cultural Ibero-Americano (antigo Complexo da Funarte), no Eixo Monumental
Quando: de sexta (3) a domingo (5)
Quanto: Grátis

Programação

Sexta-feira (3)
System Safadown – Da Lama ao Caos, a partir das 16h
→ DJ Formiga
→ DJ Telma e Selma
→ Mutante – Joana Duah canta Rita Lee. Convidada especial: Gaivota
→ Banda System Safadown. Convidados especiais: Daniela Firme, Gaivota e Rafael Cury.

Sábado (4)
Suvaco da Asa – É tempo de Festejar
→ Bloco infantil Suvaquinho, a partir das 9h30
→ Oficina Percussiva Vivendo e Batucando
→ Grupo Patubatê
→ Suvaco da Asa, a partir das 13h
→ DJ Laine D’Olinda
→ Bloco AVenCemos
→ Grupo cultural Batukenjé
→ Oficina Percussiva Vivendo e Batucando
→ Orquestra Marafreboi, a partir das 16h, com desfile do bloco pelo Eixo Monumental
→ Show da banda Mundo Livre S/A, às 18h
→ DJ La Ursa.

Domingo (5)
Cafuçu do Cerrado – A gente tá querendo vida boa!, a partir das 14h
→ DJ Mica
→ DJs Bagasystem
→ Sereia Sem Pé
→ Orquestra Cafuçu
→ Banda Eddie convida Karina Buhr (PE)

Definição da presidência e relatoria da CPI do Vandalismo é adiada para próxima terça-feira

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Dos sete integrantes da CPI, dois fazem oposição ao governo, e os demais integram a chamada base governista

Seguem em andamento conversas e articulações para a definição dos nomes que vão ditar o ritmo dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar vandalismo no dia 8 de janeiro. Pelo segundo dia seguido, os sete membros do colegiado se reuniram a portas fechadas para tentarem chegar a um acordo. Nesta quinta-feira (2), a sessão ordinária da Casa chegou a ser suspensa para que o grupo e outros líderes partidários pudessem participar. A definição de quem vai ocupar a presidência e a vice e fazer a relatoria acabou ficando para a próxima terça-feira (7), a partir das 14h, no plenário.

Dos sete integrantes da CPI, dois fazem oposição ao governo, e os demais integram a chamada base governista. Minoria, a oposição defende ocupar um dos dois cargos estratégicos para o andamento das investigações; ou seja, a presidência ou a relatoria. Só assim, argumentam, haverá representatividade. Os integrantes da base, contudo, também pleiteiam esses cargos.

Durante a sessão, quando diversos parlamentares discursaram sobre os atos criminosos dos dias 12 de dezembro e 8 de janeiro – alvos da CPI –, o deputado Chico Vigilante (PT), membro titular da comissão, chegou a dizer que o partido deixaria o colegiado caso a minoria não ocupasse um dos postos-chave.

Suplente de Vigilante na comissão, o líder da Minoria na Casa, deputado Gabriel Magno (PT), lembrou que a CPI é um instrumento da minoria: “Apelo para que a Casa respeite a democracia, e isso se faz com gestos, garantindo representatividade para a minoria”.

“A oposição precisa ter um posto de destaque nesta CPI. Seria um gesto não só de generosidade, mas de força do governo; um gesto dizendo que não tem nada a temer. Nós podemos dar uma demonstração de unidade da Casa e de compromisso com a democracia e as investigações”, defendeu Fábio Felix (Psol), que também integra a comissão.

O adiamento da escolha e definição dos cargos de condução da CPI agradou à oposição e aos governistas. “Não amadurecemos o suficiente para fazer a deliberação hoje”, declarou Félix. “Fiquei feliz com a conversa que tivemos. Sabemos que a população espera celeridade, mas a composição precisa ser feita de forma a evitar questionamentos futuros de parcialidade e falta de representatividade”, afirmou Joaquim Roriz Neto (PL).

Primeiro signatário do requerimento de criação da CPI dos Atos Antidemocráticos, o deputado Robério Negreiros (PSD), que é líder do Governo na Casa, declarou ter “aberto mão” de todos os cargos-chave do colegiado. “Esse adiamento é importante. Todos querem investigar, mas esta é uma Casa plural. Torço para um entendimento que seja o melhor para a Casa e a sociedade”, disse.

“Esta Casa foi unânime na criação da CPI, mas precisamos achar condições reais para que todos se sintam representados. Tenho certeza de que chegaremos a um consenso”, avaliou Jaqueline Silva (sem partido), que também integra o colegiado.

Os outros membros da comissão também comentaram o adiamento da definição da presidência, vice e relatoria. O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) elogiou o “diálogo e a busca por convergência” e assegurou: “Os sete membros estão determinados a produzir um documento para a Justiça para que sejam culpados os que erraram”.

O deputado Hermeto (MDB) completou: “Vamos apurar com cautela, para não cometer injustiças. Faremos um trabalho que vai alcançar quem tem de ser alcançado”.

Por sua vez, o presidente da CLDF, Wellington Luís (MDB), agradeceu os esforços dos integrantes da CPI por um acordo: “Essa construção é fundamental”.

Entenda

A criação da CPI consta do primeiro requerimento protocolado na Câmara Legislativa em 2023. Seu objetivo é apurar os atos antidemocráticos – ou terroristas, para alguns parlamentares – registrados em Brasília nos dias 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro passado. Ela terá duração de 180 dias, podendo se estender por mais três meses.

Conforme definido pelos blocos e partidos com representação na Casa, integram o colegiado os seguintes distritais:

Bloco “A Força da Família” (Agir, PP, Avante, Cidadania, PMN)
– Jaqueline Silva (Agir) – titular
– Paula Belmonte (Cidadania) – suplente

– Pastor Daniel de Castro (PP) – titular
– Pepa (PP) – suplente

Bloco “União Democrática” (PSD, União, Republicanos)
– Robério Negreiros (PSD) – titular
– Martins Machado (Republicanos) – suplente

MDB 
– Hermeto (MDB) – titular
– Iolando (MDB) – suplente

PL
– Joaquim Roriz Neto (PL) – titular
– Roosevelt Vilela (PL) – suplente

PT 
– Chico Vigilante (PT) – titular
– Gabriel Magno (PT) – suplente

PSOL/PSB
– Fábio Felix (PSOL) – titular
– Dayse Amarilio (PSB) – suplente

Marcos do Val diz que Daniel Silveira planejava golpe de Estado

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Parlamentar queria gravar confissão de Moraes sobre excessos nas decisões

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse, nesta quinta-feira (2), que participou de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira, que tinha como objetivo induzir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a reconhecer que ultrapassou as quatro linhas da Constituição com o ex-presidente da República.

A missão, segundo o parlamentar, foi passada em dezembro pelo ex-deputado Daniel Silveira, que marcou e conduziu todo o encontro. O senador acrescentou que Silveira pediu que a reunião com Moraes fosse gravada. O áudio, segundo teria planejado o ex-deputado, seria vazado de modo que parecesse legal. O parlamentar disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro permaneceu o tempo todo calado e que ninguém mais participou da conversa.

Do Val disse que como nunca havia sido chamado para nenhum encontro com Jair Bolsonaro, procurou Moraes a quem falou sobre o convite para a reunião e pediu orientações sobre se deveria ou não ir. Na versão do parlamentar, o magistrado o aconselhou a ir ao encontro e ouvir o que o deputado queria.

O parlamentar disse que para que ele não fosse identificado, Silveira marcou um ponto de encontro onde o senador passou para um carro descaracterizado rumo à Granja do Torto, onde teria ocorrido o encontro. Disse ainda que prontamente rechaçou a ideia, mas depois, diante da insistência de Daniel Silveira, para sair da situação, disse que ia “pensar”. Alguns dias depois o senador retornou o contato com o ex-deputado, afirmando que não poderia cumprir a missão.

Recuo

As declarações de Marcos Do Val vieram horas depois de ele ter feito uma live nas redes sociais na qual disse ter sido pressionado pelo então presidente da República Jair Bolsonaro a participar de um plano para dar um golpe de Estado. “Vocês esperem. Eu vou soltar uma bomba aqui para vocês: sexta-feira, vai sair na [revista] Veja, a tentativa do Bolsonaro, que me coagiu para que eu pudesse dar um golpe de Estado junto com ele. Só para vocês terem ideia. E é lógico que eu denunciei”, disse o senador na transmissão.

Na manhã de hoje, Do Val voltou atrás na declaração sobre o ex-presidente e repetiu várias vezes que Bolsonaro se manteve calado o tempo todo no encontro. Outro recuo de Do Val foi sobre seu futuro parlamentar. Durante essa madrugada ele chegou a dizer que sairia da vida politica, mas hoje disse recebeu muito apoio de colegas de vários partidos e sinalizou que deve continuar no mandato até 2026.

Durante sessão na manhã de hoje no plenário do Senado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que a denúncia de do Val não configura “nenhuma espécie de crime”. “Eu peço aqui, obviamente, que todos os esclarecimentos sejam feitos e eu não peço aqui nem abertura de inquérito, porque a situação narrada não configura nenhum tipo de crime. Mas que todos os esclarecimentos sejam feitos para que não fiquem narrativas em cima de narrativas no intuito de superar os fatos. Fato é que dia 31 de dezembro o presidente Bolsonaro deixou a presidência”, disse.

PF

Nesta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes aceitou pedido da Polícia Federal (PF) e determinou que o senador Marcos do Val preste depoimento em até cinco dias. A PF quer ouvir o parlamentar sobre uma suposta tentativa de golpe articulada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ).

Metástase cerebral: entenda o tumor que matou Glória Maria

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Neurologista explica detalhes sobre o avanço da doença e a importância dos exames de rotina 

Glória Maria, um dos maiores ícones do jornalismo brasileiro, morreu nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, devido a um quadro de câncer de pulmão que resultou em metástases para o cérebro. Em 2019 foi diagnosticada com a doença e iniciou o tratamento. Mas no mesmo ano, a jornalista descobriu que o câncer teve metástase na região cerebral.

Com a realização de uma cirurgia bem sucedida, Glória manteve o tratamento com imunoterapia e radioterapia para evitar que o câncer retornasse. Mas em 2022, novas metástases foram observadas no cérebro da jornalista e o tratamento foi retomado, mas o corpo não respondeu da mesma forma que antes.

A neurologista Jane Lúcia Machado, do Hospital Anchieta de Brasília, explica que no cérebro existem vários tipos de células, como neurônios, células epiteliais, meníngeas e células glandulares. De acordo com a médica, o câncer primário cerebral depende de qual tipo celular que sofreu diferenciação e se tornou um tumor primário.

“Porém, existem cânceres de outros órgãos, à exemplo dos pulmonares, em que as células migram de seus lugares de origem através da corrente sanguínea e se instalam em outros órgãos e no caso da jornalista Glória Maria, no cérebro. Ali, tais células se multiplicam, formando um tumor chamado metástase ou neoplasia secundária”, afirma Jane.

A especialista explica ainda que muitas vezes, o tumor tanto primário quanto secundário é silencioso, e o diagnóstico só é realizado quando o câncer já está muito avançado e o paciente, em situação extrema. Mas ela conta que ainda assim é possível ter um diagnóstico precoce.

“O diagnóstico pode ser feito logo no início, quando o tumor produz sintomas ou sinais precoces , à exemplo de cefaléia, déficit neurológico, crises convulsivas, alterações cognitivas agudas ou até manifestações psiquiátricas de instalação inesperada. Neste momento, o médico solicita exames de imagem após uma boa anamnese e exame físico”, conta a especialista.

A relação entre o pulmão e o cérebro

As metástases cerebrais são os cânceres cerebrais mais comuns nos adultos. O câncer de pulmão é o maior responsável por invadir o cérebro, seguido dos cânceres de mama. Os pacientes com esse tipo de invasão cerebral por neoplasias à distância apresentam alta mortalidade e, se não tratados, a sobrevida é de 12 a 24 meses.

“O caso da nossa querida jornalista Glória Maria , que acaba de falecer e que nos entristece, traz mais uma luz sobre a necessidade de exames clínicos de rotina, pois, nesse escopo, um tumor pulmonar pode ser identificado precocemente e bem antes de sofrer invasão para outros órgãos. Com isso, é possível um tratamento precoce e adequado para a conquista da cura”, conclui a especialista.

Bancada do Distrito Federal na Câmara e no Senado se reúne e pede o retorno de Ibaneis

Parlamentares devem se reunir com o ministro da Justiça, Flávio Dino, para buscar soluções

A convite do senador Izalci Lucas (PSDB/DF), a Bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional se reuniu nesta quinta-feira (02), para tratar sobre a crise que se instalou na capital do país, após as manifestações de 08 de janeiro, com o afastamento do governador Ibaneis Rocha e a intervenção na segurança pública.

Participaram do encontro, os deputados Alberto Fraga, Bia Kicis, Paulo Fernando, Reginaldo Veras, a senadora Leila Barros, o presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar e o diretor-Geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido. A governadora em exercício foi representada pela sua assessoria.

Retorno de Ibaneis

A bancada decidiu que enviará uma nota, ainda hoje, solicitando o retorno do governador Ibaneis Rocha (MDB), afastado por uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e ratificada por nove dos 11 ministros.

“Ibaneis foi eleito em 1º turno e já deveria ter retornado. Não se pode afastar com uma canetada um governador escolhido pelo povo, a não ser que tenham provas contundentes. Já tem mais de um mês desse afastamento, inclusive já acabou a intervenção na segurança, então não tem sentido continuar assim”, afirmou Izalci.

Também devem instalar uma CPI no Senado para investigar os atos do dia 08 de janeiro, as possíveis falhas cometidas e os responsáveis.

Transferência do Marcola

Outro tema discutido na reunião foi a vinda do traficante Marcola para o Complexo Penitenciário de Segurança Máxima da Papuda, localizado no DF. Segundo Izalci, com a transferência do presidiário, há um receio de que ocorra o retorno da estruturação da célula brasiliense do Primeiro Comando da Capital (PCC) chefiado por Marcola.

“Na última transferência, entre 2019 e 2022, houve aumento de crimes violentos cometidos por traficantes ligados a Marcola, por exemplo. Não podemos permitir que isso aconteça aqui, pois compromete a segurança da capital do país, ainda mais com o déficit em pessoal que temos na segurança pública. Hoje, além dos salários defasados, temos apenas metade do contingente em atuação.

Nesse sentido, Izalci lembrou do Projeto de Lei 5387/20, de sua autoria, aprovado pelo Senado que possibilita o retorno de policiais da reserva para ativa de forma voluntária, com acréscimo salarial de 30% dos provimentos, entre outras determinações. A proposta que aguarda a aprovação na Câmara dos Deputados vai permitir de forma imediata um reforço de mais de 3 mil policiais nas ruas.

Guarda Nacional/ Fundo Constitucional

Outro assunto discutido foi a criação da Guarda Nacional que poderá reduzir os os recursos destinados ao DF por meio do Fundo Constitucional.

Segundo Izalci, a criação da Guarda Nacional, proposta pelo Governo Federal, pode subtrair o valor do Fundo Constitucional enviado ao DF, que financia a segurança pública, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar (CBM), além de parte da saúde e da educação. “Brasília já possui toda a estrutura necessária e não há necessidade de uma guarda nacional. Precisamos é valorizar os nossos profissionais da segurança pública”, afirmou.

A bancada ficou de marcar uma reunião com o Ministro da Justiça, Flávio Dino, para tratar de todas essas questões.

Distrito Federal registra a menor taxa de homicídios dos últimos 46 anos

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Recorde de redução de crimes deve-se às políticas de segurança pública adotadas na capital

Ações e políticas adotadas nos últimos anos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e forças de segurança (PMDF, PCDF, CBMDF e Detran-DF) fizeram com que a capital federal atingisse mais um ano recorde na redução da criminalidade.

Em 2022, o DF superou o número de vidas poupadas, sendo o ano com a menor taxa de homicídios dos últimos 46 anos. O dado faz parte do levantamento realizado pela SSP que mostra que, no ano passado, foram registrados 8,8 homicídios por 100 mil habitantes, índice mais baixo desde 1977. O uso da taxa é uma metodologia internacional para aferir o nível de violência de um local, relacionando o número de homicídios com o da população.

Quando analisado o número absoluto de vítimas de homicídio, ano passado o DF atingiu o menor número de mortes por este tipo de crime em 33 anos. Trinta e seis vidas foram poupadas, ou seja, de janeiro a dezembro de 2022 ocorreram 275 homicídios e no mesmo período do ano de 2021 houve 311 crimes.

Os latrocínios também tiveram queda no ano passado. Foram cinco casos a menos que em 2021, quando foram registrados 23 crimes. Nos meses de fevereiro e julho não houve registro desta natureza criminal. Tentativas de homicídio e de latrocínio também tiveram queda, de 11,3% e 20,4% respectivamente.

“A redução dos crimes contra a vida no Distrito Federal é reflexo direto do trabalho das forças de segurança do Distrito Federal, que com a qualidade na investigação e com a retirada de criminosos reincidentes e de armas de fogo, têm reduzido o número de vítimas na capital. Vamos aperfeiçoar ainda mais esse trabalho, com aprimoramento da gestão, e com ações cada vez mais precisas, para continuar melhorando a segurança da população”, destaca o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar.

Metas e avaliação de resultados

“A redução dos crimes contra a vida no Distrito Federal é reflexo direto do trabalho das forças de segurança do Distrito Federal, que com a qualidade na investigação e com a retirada de criminosos reincidentes e de armas de fogo, têm reduzido o número de vítimas na capital”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública

Uma das medidas estratégicas implementadas pela SSP para conter a criminalidade foi a estipulação de metas e avaliação de resultados, com uma série de ações regionalizadas, investimentos em tecnologia, ampliação do sistema de videomonitoramento.

Ano passado, por exemplo, o objetivo era fechar o ano com a taxa de 15,5 mortes violentas letais intencionais para cada cem mil habitantes. Porém, a taxa alcançada foi menor: 9,5, superando até a meta estipulada para este ano, que é de 15,2, de acordo com o Plano Plurianual da Segurança Pública (Leis nº 6.490 e 6.624 – DF).

Feminicídios

Os feminicídios, que são uma qualificadora dos homicídios, tiveram redução de 24% em 2022, em relação ao ano anterior, quando foram registradas 25 mortes pelo crime de gênero. Em 2022 tiveram 19 vítimas de feminicídio, sendo que não houve nenhum registro do crime nos meses de abril e novembro.

Operação pela vida

Uma das ações para redução dos crimes contra a vida é a operação Quinto Mandamento, iniciada em julho de 2019. Coordenada pela SSP, a ação tem como foco a redução dos crimes contra a vida e reúne representantes das forças de segurança, do DF Legal e Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Ano passado foram realizadas quase 200 operações. O foco principal da operação é preservar vidas e, claro, que a presença policial e abordagens realizadas resultam na apreensão de drogas e armas e cumprimento de mandados de prisão, o que contribui com a redução de crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos, o que contribui com o aumento da sensação de segurança da população.

A operação ocorre sempre de sexta a domingo no período noturno, mas, excepcionalmente, em horários diferenciados.

Ações regionalizadas

O projeto Cidade da Segurança Pública é uma das principais ações para redução da criminalidade no DF | Foto: Divulgação/SSP

Em 2022, a SSP realizou o projeto Cidade da Segurança Pública (CSP) em cinco regiões administrativas. Foram elas: Santa Maria, Ceilândia, Sobradinho, Recanto das Emas e Taguatinga. O programa tem foco na aproximação com a população, redução dos índices de criminalidade, aumento da sensação de segurança, concentração de esforços para atuação policial e fornecimento de serviços. A CSP teve início em novembro de 2020 e já ocorreu, também, em Planaltina, Samambaia, Gama, Paranoá e São Sebastião.

Redução de roubos e furtos

Seis crimes contra o patrimônio (CCPs) são acompanhados de forma prioritária pela SSP: roubos a transeunte, veículos, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo.

A maior queda apresentada refere-se ao roubo em comércio, que chegou a 29,4%. Na sequência aparece o roubo de veículo (-23,6%), o roubo em residência (-21,8%) e o roubo à transeunte (-1,2%). O roubo em transporte coletivo teve aumento de 1,9% e o furto em veículo de 17,5%. A queda nestes tipos de crime influencia diretamente na sensação de segurança da população.

Em 2022, a PMDF apreendeu 5.766 armas, o que incide diretamente na redução de homicídios, recuperou 2 mil veículos e realizou 408.906 atendimentos pelo 190. A corporação foi responsável por 19.552 visitas do Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid), e notificou 26.316 condutores por alcoolemia.

No ano de 2022, as delegacias circunscricionais da Polícia Civil do Distrito Federal realizaram 1,5 mil operações policiais em todo o DF. Já as especializadas realizaram 501 operações. A PCDF cumpriu 4,3 mil mandados de prisão. Desses, 2,2 mil em flagrante. Já o Instituto Médico Legal (IML), que tem uma nova sede em construção, concluiu 41 mil perícias. A investigação criminal e retirada das ruas de pessoas com envolvimento com o crime também contribuíram com a redução da criminalidade em 2022.

Hran recebe autorização para realizar transplantes de pele

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Certificação reconhece capacidade dos servidores e do hospital, que antes realizava esses procedimentos somente por meio de concessões emergenciais

Seis médicos do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) receberam do Ministério da Saúde a autorização para realizar transplantes de pele com tecido fornecido em bancos de pele. O procedimento já era realizado, porém por meio de concessões emergenciais, uma autorização temporária. Agora, a equipe da Secretaria de Saúde também poderá passar a fazer solicitações diretamente aos bancos de pele e, de forma inédita, coletar pele de doadores de tecidos, assim como ocorre com coração, rins e córnea, por exemplo.

O transplante de pele é necessário para casos de queimaduras ou de graves acidentes em que uma grande parte da superfície corporal é atingida. “Quanto mais rápido tiver a cobertura da ferida, melhor para o paciente”, resume o responsável pela equipe de transplantes do Hran, Fernando Pontes.

“O processo vai ter mais rapidez, porque hoje precisamos fazer tudo intermediado pelo Ministério da Saúde”Ricardo de Lauro, médico e chefe da unidade de queimados do Hran

A primeira opção é utilizar pele de outras partes do corpo da própria vítima. Também há a possibilidade de adotar outras técnicas, como curativos especiais ou mesmo pele de tilápia. Porém, o tecido doado por um ser humano se adapta melhor ao corpo do paciente.

O médico afirma que desde 2019 já foram realizados 20 transplantes de pele no Hran, com destaque para um bebê de 11 meses que teve 40% do corpo queimado após um acidente doméstico. “Foi a criança mais nova que eu saiba que tenha recebido transplante de pele”, conta Fernando Pontes. Isso tem sido possível graças a cursos de capacitação realizados pela equipe.

A urgência vai além da estética. “A pele é um dos maiores sistemas do nosso corpo e cumpre funções essenciais para nosso organismo, protegendo-nos contra todo tipo de infecção, perdas de água e sais, participa da regulação da nossa temperatura, permitindo a homeostase, que é a capacidade de manter o organismo em estabilidade, além de ser através dela que percebemos o mundo por meio do tato”, explica o chefe da unidade de queimados do Hran, Ricardo de Lauro.

A expectativa é a de que os transplantes se tornem mais rápidos. “O processo vai ter mais rapidez, porque hoje precisamos fazer tudo intermediado pelo Ministério da Saúde”, afirma o médico Ricardo de Lauro. Para alcançar a autorização do governo federal, tanto o hospital quanto os servidores foram avaliados quanto às condições técnicas para a realização dos procedimentos.

Ricardo de Lauro destaca a importância de ter em Brasília profissionais aqui qualificados para a retirada de pele de doadores. “O DF é uma das unidades da federação em que mais há doadores de órgãos e transplantes, mas a pele não tem sido aproveitada aqui”, explica.

A retirada é feita exclusivamente de doadores falecidos, na mesma ocasião da retirada de órgãos e de outros tecidos, como córnea, fígado, coração, pulmão, rins, etc. “É um procedimento simples, rápido e não mutila ou deforma. A área doadora não fica perceptível. A pele é retirada de áreas não aparentes e não impede a realização de velório ou funeral”, garante o médico.

As doações a serem coletadas em Brasília podem ajudar a ampliar os estoques dos quatro bancos de pele brasileiros, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

Prefeitura de Águas Lindas entrega kits de materiais escolares do Projeto AlfaMais

O programa visa assegurar a alfabetização completa das crianças na idade certa até o 2º ano do Ensino Fundamental I

A Prefeitura Municipal de Águas Lindas de Goiás realizou, nesta terça-feira (31), em parceria com o Governo de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Educação, a cerimônia de entrega de kits de materiais escolares do programa AlfaMais para os alunos dos 1 ° e 2 ° anos do Ensino Fundamental.

O Programa AlfaMais Goiás é um Regime de Colaboração com os municípios goianos que tem como objetivo reduzir os índices de alfabetização incompleta e letramento insuficiente entre as crianças matriculadas nas redes públicas. Visa assegurar a alfabetização completa das crianças na idade certa até o 2º ano do Ensino Fundamental I.

Estiveram presentes na cerimônia de entrega o prefeito Lucas Antonietti, o vice-prefeito Jorge Amaro, o secretário de educação, Evandro Silva, vereadores e secretários.

O prefeito Lucas Antonietti destacou em sua fala que é essencial democratizar a educação. “Esse kit é a democratização da nossa educação, assim como fizemos com os uniformes. O governador Ronaldo Caiado entende assim como eu, que a única plataforma de melhorarmos de vida é através da educação. São os primeiros passos e fico muito feliz de contribuir de alguma forma”, completou.

Para o vice-prefeito Jorge Amaro é motivo de muita alegria e gratidão a chegada do material. Ele apontou que muitas crianças deixam de ir a escola por falta de material escolar.

O secretário de Educação, Evandro Sillva, ressaltou que a parceria do estado juntamente com a Prefeitura Municipal e Câmara Municipal foi essencial para que fosse possível fazer essa entrega.

Serão entregues 5.746 kits para os alunos da rede municipal. Cada kit é composto por dois apontadores, três borrachas, quatro cadernos brochuras, um caderno de desenho, dois frascos de cola (branca e colorida), duas caixas de lápis de cor, um lápis grafite preto, uma tesoura e dois conjuntos de canetinhas hidrográficas.

O Programa AlfaMais também inclui a formação de professores, elaboração e entrega de materiais didáticos complementares, premiação de escolas com os melhores resultados e fomento às unidades escolares com menores índices de alfabetização, a intenção é garantir a equidade na comunidade escolar, ampliar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, além de prevenir a evasão.

Instituto de Taguatinga oferece oficinas de Ética e Legislação no Audiovisual

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Aulas são gratuitas e fazem parte da programação do projeto Circuit Online. Podem participar jovens e adultos com idade entre 14 e 60 anos

Quer ficar por dentro do que pode e do que não pode nos meios audiovisuais? Então você não pode perder a oficina Ética e Legislação no Audiovisual, do projeto Circuit Online . As aulas serão realizadas de 26 a 30 de dezembro. As inscrições estão disponíveis no endereço eletrônico www.circuitonline.com.br. Podem participar jovens e adultos com idade de 14 a 60 anos. O único requisito é que o aluno possua um dispositivo conectado a internet.

Uma realização do Instituto Ladainha, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o Circuit Online tem como objetivo preparar novos profissionais para o mercado de trabalho. Desde o início das aulas, em outubro de 2023, centenas de jovens e adultos tiveram a oportunidade de ampliar os seus conhecimentos em diversas áreas da comunicação audiovisual. Entre os cursos ofertados até o momento, estão o de designer gráfico, edição de fotos, roteiro e cinema.

A direção do Circuit Online destaca que o principal objetivo é fazer com que alunos que completarem todos os módulos estejam aptos a desenvolver projetos nas áreas de cinema ficcional ou documental, televisão aberta e fechada, vídeos analógicos e digitais, cinema experimental, animações tradicionais e computadorizadas, programas de propagandas, desenvolvimento de jogos virtuais, além de diversos aplicativos.

Fique atento para os próximos módulos, que se encerram no dia 27 de fevereiro de 2023. A capacitação completa tem duração de 180 horas e as aulas acontecem das 14h30 às 16h30. Todos os alunos serão certificados.

Confira a programação completa:

Ética e Legislação no Audiovisual – 06/02 a 10/02
Elaboração de Projetos, Captação de Recursos e Gestão de Entidade 13/02 a 27/02

Arthur Lira é reeleito para presidência da Câmara dos Deputados

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Parlamentar alagoano está em seu quarto mandato como deputado federal

O deputado Arthur Lira (PP-AL) foi reeleito nesta quarta-feira (1º) para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados por 464 votos. O parlamentar ficará no comando da Casa pelos próximos dois anos.

Arthur Lira está em seu quarto mandato e foi o candidato a deputado federal mais votado de Alagoas nas eleições do ano passado. O parlamentar afirmou que, entre as prioridades de sua gestão, está a aprovação da reforma tributária.

No início do discurso após confirmação da vitória, ele se emocionou ao falar do pai, o ex-senador Benedito de Lira, de 80 anos, que desmaiou durante a cerimônia de posse na manhã desta quarta. O ex-congressista e prefeito de Barra de São Miguel (AL) foi imediatamente atendido por socorristas da Câmara dos Deputados e está hospitalizado para realização de exames.

Lira afirmou que buscará construir uma relação com o Poder Executivo sem relação de subordinação, mas um pacto para aprimorar e avançar nas políticas públicas, “a partir da escuta cuidadosa de opiniões e sugestões de nossas comissões”.

“Podemos ter adversários, mas não somos inimigos uns dos outros. Essa vai ser a tônica da Câmara nos próximos anos”, disse. Lira também afirmou que, se eleito, não concordará “passivamente” com a invalidação dos atos, por recursos da minoria, em Tribunais Superiores.

O parlamentar contou com apoio de 20 partidos: PT, PCdoB, PV PL, União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, PSC, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, Pros, Patriota e PTB.

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) recebeu 21 votos. O deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) teve 19 votos. A votação ainda teve cinco votos em branco.