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Celina trata da compensação do ICMS com presidentes do Senado e Câmara

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Governadores se reuniram com Rodrigo Pacheco e Arthur Lira para debater formas de os estados recuperarem perdas estimadas em R$ 45 bilhões com alterações na legislação

Encontrar formas de compensar as perdas de arrecadação com o ICMS sobre combustíveis foi a pauta central do encontro de governadores com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados na manhã desta terça-feira (14).

“Uma preocupação de todos os 27 governadores é de não repassar à população qualquer tipo de aumento. Os consumidores estão sendo preservados dentro da análise de todos os governadores. Estamos estudando compensações entre estados e municípios junto à União e ao Congresso Nacional”Celina Leão, governadora em exercício

Primeiramente, os governadores se reuniram na residência oficial do Senado, no Lago Sul, com o presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco. Na sequência, estiveram na residência oficial da Câmara dos Deputados com o presidente Arthur Lira. Os chefes do Executivo têm pressa para recuperar o caixa, atingido com perdas estimadas em R$ 45 bilhões, segundo cálculos do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Economia ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

“Uma preocupação de todos os 27 governadores é de não repassar à população qualquer tipo de aumento. Os consumidores estão sendo preservados dentro da análise de todos os governadores. Estamos estudando compensações entre estados e municípios junto à União e ao Congresso Nacional”, destacou a governadora em exercício do DF, Celina Leão.

Além de Celina Leão, participaram os governadores do Amazonas, Wilson Lima; de Goiás, Ronaldo Caiado; do Piauí, Rafael Fonteles; do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra; e o vice-governador de Tocantins, Laurez Moreira.

Fonteles é coordenador do grupo que concentra as discussões sobre reequilíbrio fiscal. Segundo o governador do Piauí, as discussões caminham para um desfecho positivo. “Temos discutido com cuidado para que esse acordo seja avalizado por todos os Poderes, pela União, pelos 27 governadores, pelo Congresso Nacional e pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou. “A ideia é fazer algo que seja firme, seguro e permanente para não gerar surpresas para os estados como aconteceu no ano passado. Era um ano eleitoral, então havia muito ruído eleitoral e agora há clima para fazer essa harmonização federativa”, acrescentou.

Para a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, o tema deve voltar com força logo após o Carnaval. “A perda de receita foi brutal em decorrência da mudança da legislação do ICMS no ano que passou. O fato é que nós precisamos agora nesse primeiro semestre de medidas que possam mitigar os impactos que os estados vêm tendo em decorrência da perda de receitas. O acordo que estamos construindo é de forma saudável, em diálogo com todos os poderes. Saímos da reunião confiantes de que vamos avançar para chegarmos finalmente a um entendimento para que os estados possam ter as medidas adequadas na recomposição das receitas”, pontuou.

A procuradora-geral do DF, Ludmila Galvão, representando o Colégio Nacional de Procuradorias-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg), e Cris Schimidt, vice-presidente do Comsefaz, também participaram das reuniões.

Diálogo

Desde o ano passado, os chefes do Executivo buscam formas, junto ao Congresso Nacional e à União, de atenuar o impacto estimado de quase R$ 45 bilhões na arrecadação que as Leis Complementares 192/2022 e 194/2022 provocaram no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis, energia elétrica, serviços de comunicação e transporte público.

A LC 192/2022 definiu que o ICMS deveria ser igual em todo o país e também a tributação desse imposto por unidade de medida, em vez de um percentual sobre o preço médio dos combustíveis. Já a LC 194/2022 limitou a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte público a 17% ou 18%, entre outras medidas.

Carnaval de Brasília é consagrado com o Baile Cafuçu Cerrado – Você Pra Mim É Problema Seu!

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Atenção foliões de Brasília! A cidade se prepara para receber um baile edição especial de Carnaval deselegante para se jogar na lambada e guitarrada. No próximo dia 19, a partir das 22h, acontece o Baile Cafuçu do Cerrado – Você Pra Mim É Problema Seu! O evento será no Acadêmicos da Asa Norte, no Setor de Clubes Norte.
Realizado pela Formiga Produções, o baile traz presenças ilustres, como a Orquestra Cafuçu que convida Felipe Cordeiro e Dj Mica na Mata e DJ La Reina.

Felipe Cordeiro trazendo o melhor do ritmo nortista e paraense, referências da guitarrada, tecnobrega, carimbó, new wave e um estilo musical próprio. Já a Orquestra Cafuçu, inova com a extravagância e um pouco do carnaval nordestino e trazendo releituras do estilo brega, samba e brasilidades.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo valor promocional de R$20,00 por meio do link: https://www.sympla.com.br/evento/baile-cafucu-do-cerrado-voce-pra-mim-e-problema-seu/1875291 e no local do evento.

Serviço: Carnaval de Brasília é consagrado com o Baile Cafuçu Cerrado – Você Pra Mim É Problema Seu!
Dia e Horário: 19 de fevereiro a partir das 22h
Local: Acadêmicos da Asa Norte, no Setor de Clubes Norte
Informações: (Whatsapp): (61) 98656 4252

Primeira turma de 2023 do RenovaDF tem 1.623 inscritos

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Durante a cerimônia de lançamento do primeiro ciclo do programa, presidente do BRB anunciou que banco vai disponibilizar microcrédito voltado aos formados

Vai começar mais uma etapa do RenovaDF, o curso do Governo do Distrito Federal que capacita auxiliares em manutenção. O primeiro ciclo de 2023 do programa foi lançado nesta terça-feira (14) pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), no Ginásio Regional de Esportes do Cruzeiro. Do total de 1.623 inscritos, 150 são pessoas em situação de rua, imigrantes, refugiados e egressos do sistema penal.

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, aproveitou a cerimônia para anunciar uma novidade aos alunos do RenovaDF: “Vamos lançar, ainda no mês de março, um programa de microcrédito que vai ter condições especiais para todo mundo que se formar no curso. É uma oportunidade de transformar a vida dessas pessoas”.

Com três meses de duração, o RenovaDF ensina noções básicas de carpintaria, jardinagem, serralheria e hidráulica, entre outras especialidades. Todos os alunos recebem kit de uniforme completo, com camiseta, bota, capa de chuva, garrafa d’água, boné e equipamento de proteção individual. O curso também fornece lanche e bolsa no valor de um salário mínimo, além de auxílio-transporte e seguro contra acidentes pessoais.

“O RenovaDF é um dos melhores programas do Distrito Federal, porque dá condições financeiras para que as pessoas se capacitem”, afirmou a governadora em exercício Celina Leão, durante a cerimônia de lançamento. “Muitas pessoas querem se profissionalizar, mas não têm condições de sair de casa porque falta o alimento, o transporte. O RenovaDF cobre tudo isso. Além disso, os alunos saem aptos a buscar uma vaga no mercado de trabalho.”

Espaços públicos reformados

“O RenovaDF é um programa de inclusão social que é referência no Brasil, que qualifica as pessoas e ainda recupera a cidade”José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

Outro diferencial do programa é que, enquanto se qualificam, os alunos recuperam espaços públicos da cidade, como praças, parquinhos, quadras poliesportivas, campos sintéticos de futebol, vilas olímpicas e viadutos. Quase 1,2 mil equipamentos ganharam uma cara nova pelas mãos dos alunos do programa, que já passou por 14 cidades do DF.

“Temos muitos equipamentos públicos; as pessoas gostam de estar nas praças, nos parques, nas quadras esportivas”, comentou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo. “Todos esses espaços estão reformados graças à mão de obra qualificada pelo RenovaDF, um programa de inclusão social que é referência no Brasil, que qualifica as pessoas e ainda recupera a cidade.”

As aulas do RenovaDF são ministradas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai) durante quatro horas diárias, em quatro regiões administrativas. “Vamos dividir essa turma em três grandes grupos”, informou o titular da Sedet, Thales Mendes. “Uma parte vai estudar em Planaltina, outra no Gama e o restante no Plano Piloto e no Cruzeiro. O pagamento do auxílio-transporte será feito ainda hoje [terça, 14]”.

Inclusão socioprofissional

O RenovaDF começou a ser pensado durante a pandemia, como forma de atender pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social. “É um case de sucesso nacional, um programa que já capacitou mais de 10 mil pessoas”, avaliou o diretor-regional do Senai, Marco Secco. “Hoje, o RenovaDF desponta, sem dúvida, como o maior programa de inclusão socioprofissional do Brasil”.

Desde o quinto ciclo de 2022, o curso reserva pelo menos 100 vagas para pessoas em vulnerabilidade social. Todos recebem acompanhamento pelas unidades do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Quem já esteve em situação de rua garante que o RenovaDF é transformador. É o caso do ex-aluno Itamar Marinho, 53. “Eu passei oito anos sem ter onde morar e, antes de participar do programa, eu não sabia nem o que era uma chave turquesa”, relembrou. “O curso mudou minha vida, foi minha porta de entrada no mercado de trabalho e ainda abriu minha mente para passar por outras qualificações”.

O clima do lançamento do primeiro ciclo do programa deste ano foi de agradecimento, por parte dos ex-alunos, e de expectativa das pessoas que vão começar a estudar. Atualmente desempregada, a dona de casa Débora Alves, 29, disse ver no RenovaDF a chance de recomeçar. “Quero me qualificar, aprender uma nova profissão”, afirmou. “Tenho dois filhos e acho que o programa vai me ajudar a aumentar a renda da minha família”.

Relator da CPI do Vandalismo confirma que mais pessoas sofrerão quebras de sigilos

Na primeira reunião foram solicitadas quebras de sigilos do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e de Antônio Claudio, que quebrou o relógio de Dom João VI durante a invasão

Em entrevista concedida à Record TV, o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os Atos Antidemocráticos ocorridos nos dias 12 de dezembro e 8 de janeiro, deputado distrital Hermeto (MDB) afirmou que a comissão irá solicitar mais quebras de sigilos.

Na primeira reunião da CPI dos Atos Antidemocráticos que ocorreu na manhã desta terça-feira (14), foram votados e aprovados os requerimentos dos membros da CPI, entre eles a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do ex-ministro de Justiça, delegado Anderson Torres e do mecânico Antônio Cláudio Ferreira, de 30 anos, identificado e preso pela Polícia Federal como principal suspeito de destruir o relógio histórico que pertenceu a Dom João VI no dia da invasão de vândalos às sedes dos três Poderes.

Foram requeridas ainda oitivas do:
• Ex-secretário executivo da SSP, Fernando de Sousa Oliveira;
• Ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Fábio Augusto Vieira;
• Ex-sub-secretária de Inteligência da SSP, Marília Ferreira Alencar;
• Ex-secretário da SSP, Anderson Torres;
• Responsável por quebrar o relógio de Dom João VI, Antônio Cláudio Alves;
• Ex-secretário da SSP, Júlio de Souza Danilo;
• Coronel da PMDF, Jorge Eduardo Naime;
• Coronel da PMDF, Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues;
• Tenente-coronel da PMDF, Jorge Henrique da Silva Pinto.

“A quebra de sigilo telefônico, telemático e bancário será muito importante no sentido de encontrar os financiadores do acampamento golpista que serviu para recrutar vândalos para as invasões”, disse o relator.

De acordo com Hermeto, os vândalos já foram identificados através das imagens e provas apresentadas pela Polícia Civil, mas a comissão irá buscar com determinação os patrocinadores dos acampamentos e as pessoas que viabilizaram as depredações aos patrimônios públicos.

Os arquivos e imagens dos sistemas de segurança da Câmara Federal e do Senado também foram requeridos, mas de acordo com Chico Vigilante, os órgãos não têm obrigação de conceder os documentos. Outros requerimentos foram a relação dos policiais designados para acompanhar os manifestantes dia 8 de janeiro, o compartilhamento das informações da Polícia Civil e o compartilhamento de todas as investigações internas da Polícia Militar do DF, os dois últimos solicitados por Hermeto.

Ficou acordado nesta reunião que em março, as reuniões da CPI acontecerão semanalmente, todas as quintas-feiras às 10 horas, no Plenário da Câmara Legislativa.

Brasília recebe carnaval na Villa Paladino

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O Carnaval desembarca na Capital Federal. A cidade já está em clima de folia e o Villa Paladino não poderia ficar fora desta festa. Por isso, traz para os brasilienses o evento Carnaval Villa Paladino.

A casa preparou uma programação com muito samba e pagode nos dias 18 e 19 de fevereiro, às 21h. O evento que é organizado e realizado pela ND Produção recebe Ed. Bittencourt no dia 18 e finaliza com chave de ouro com a banda Samba de Roda G4, no dia 19 de fevereiro. A Samba de Roda G4, que nasceu em 2021, é remanescente da ARUC (escola de samba tradicional do DF).

Sem dúvidas, o pagode, samba e muita alegria farão parte das duas noites. A casa se prepara para receber os foliões a partir das 18h, com aquele chope estupidamente gelado.

A Villa Paladino está localizada no Setor de Indústrias Gráficas, Bloco C, Quadra 3, lote 8 – SIG.

Serviço: Brasília recebe carnaval na Villa Paladino
Endereço: Setor de Indústrias Gráficas, Bloco C, Quadra 3, lote 8 – SIG.
Dia e Horário: 18 e 19 de fevereiro a partir das 18h
Contato/ Reservas (Whatsapp): (61) 98652 1855.

Com aprovação de convocações e quebra de sigilos, deputados dão início à CPI

Presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante (PT) deixou claro que o objetivo do trabalho é “saber efetivamente quem financiou atos de vandalismo”

Com a aprovação de vários requerimentos para quebra de sigilos telemáticos, fiscais e bancários e convocações de autoridades e pessoas diversas, deputados do Distrito Federal deram início, esta manhã (14/2) à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os atos antidemocráticos realizados em Brasília nos dias 12 de dezembro e 8 de janeiro. No último caso, quando foram depredadas as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da CPI, deputado distrital Chico Vigilante (PT), deixou claro que o objetivo do trabalho é “saber efetivamente quem financiou esses atos, porque financiou essa tentativa de golpe para que nunca mais isso venha a acontecer nesse país”. Em entrevista concedida ontem para jornais e TVs que repercutiu, o parlamentar chegou a afirmar que, em sua avaliação, foi dado de fato um golpe no país, “só que esse golpe não se sustentou”.

Vigilante também é da opinião de que “só existiu o 8 de janeiro porque existiu o 12 de dezembro”. Nessa data, da diplomação do presidente Lula pela Justiça eleitoral, Brasília foi marcada por uma noite com várias depredações, e incêndios de ônibus. “Tudo o que foi feito naquela época, o temor observado no dia 12, deveria ter servido de lição e de alerta por parte do governo do DF e das forças policiais para que um grande esquema de segurança fosse montado para o dia 8 de janeiro. Mas infelizmente, como vimos, nada foi feito. A quem interessava aquilo tudo? ”, questionou o distrital.

Convocações

Na reunião de hoje, o colegiado da comissão aprovou, dentre outros requerimentos, a convocação do ex-número 2 da Segurança Pública do Distrito Federal no dia 8 de janeiro, de Marília Alencar, ex-secretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF que também estava no cargo na época dos atos, do ex-secretário e ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro Anderson Torres e do manifestante Antônio Claudio Alves Ferreira – o que quebrou o relógio fancês considerado relíquia bastante valiosa, que estava exposto no Palácio do Planalto.

Os integrantes da CPI também votaram pela quebra de sigilos de alguns destes nomes e pelo compartilhamento de dados da Polícia Civil do DF com a CPI ao longo da realização dos trabalhos. As reuniões serão realizadas todas as quintas-feiras, a partir do próximo dia 2 de março. Sempre às 10h, no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Ao falar, o relator, deputado Hermeto (MDB), reiterou a necessidade das apurações e disse que fazia suas declarações já ditas anteriormente por Vigilante de que “esta CPI não acabará em pizza”.

5 dicas para quem pretende prestar um concurso militar em 2023

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Segundo especialista do Estratégia Militares, a procura por carreiras na área deve aumentar este ano, exigindo uma maior preparação dos candidatos

Há alguns anos o desejo de ingressar em uma carreira militar tem aumentado. Em 2021, por exemplo, os concursos da Escola de Sargentos das Armas (ESA) e da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) bateram recordes de inscritos. Já em 2022, foi a vez da Escola de Aprendizes-Marinheiros (EAM) e do Colégio Naval (CN), que foi incentivado, inclusive, pela possibilidade da participação do segmento feminino e anunciada a abertura de 1080 vagas para candidatas do sexo feminino.

Em 2023, a tendência não é diferente e já há alguns editais previstos, como o da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da AFA (Academia da Força Aérea) e muitos outros.

Segundo Ismael Santos, coordenador pedagógico do Estratégia Militares – curso preparatório para concursos na área militar, criado pelo grupo educacional Estratégia, que já garantiu o ingresso de mais de 4.640 alunos nas Forças Armadas -, há diversos fatores que têm ocasionado esse crescimento. “Diferente de um concurso público, que, a depender do setor, publica o edital a cada três anos, nesse caso há uma regularidade anual. Isso traz segurança ao candidato”, diz. “Além disso, a estabilidade e a aposentadoria integral são outros pontos que atraem os jovens de hoje”, completa.

Diante desse cenário, o especialista separou cinco dicas para aqueles que querem começar uma carreira no segmento em 2023 e precisam se preparar para as avaliações. Confira:

  1. Começar a estudar com antecedência

Devido à alta concorrência, as provas não dão margem para um estudo focado apenas no conteúdo que, normalmente, é avaliado. Dessa maneira, o estudante precisa dispor de um material completo com antecedência. “A dominação dos temas que estarão nos testes só acontece com o passar do tempo e cada concurso tem seu nível de dificuldade. Por isso, é sempre bom para o aluno começar a estudar de forma antecipada e centralizada nos temas programáticos de modo direcionado para a banca”, explica Santos.

  1. Disciplina na preparação

De acordo com o coordenador pedagógico do Estratégia Militares, os concurseiros devem se preparar de modo eficiente, o que envolve, principalmente, a disposição de horários no período em questão. “É fundamental estabelecer uma rotina, com metas semanais a serem cumpridas. Para isso, pode ser útil fazer uma divisão da carga diária de estudos de maneira proporcional à dificuldade nas disciplinas, ou seja, quanto mais difícil o conteúdo, mais tempo precisa ser destinado para ele”, destaca.

O especialista também ressalta que a preparação para os concursos abrange os locais e hábitos presentes na mesma. “O espaço que a pessoa dedica aos estudos requer organização, caso contrário todo o seu esforço não irá render. Do mesmo jeito, aquele momento de empenho deve ser efetivo, fazendo com que algumas ações não sejam recomendadas para alcançar essa finalidade, como, por exemplo, o uso de redes sociais que não estejam relacionadas ao estudo”, complementa.

  1. Conhecimento dos processos seletivos

Por conta da grande quantidade de concursos militares, há algumas diferenças entre os processos seletivos de cada um, que podem ser determinantes nas escolhas dos concurseiros. “Se pegarmos o exemplo das Forças Armadas, qualquer candidato entre 13 e 26 anos tem a possibilidade de fazer a avaliação. Já para o concurso para Oficial do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, não há limite de idade”, pontua Santos.

  1. Não se apegar a um modelo de teste

Para o especialista do Estratégia Militares, a recorrência dos editais requer que os candidatos foquem menos na estrutura das provas em si e mais na sua preparação, visto que não há exatamente um modelo a ser seguido. “A principal indicação sobre os testes é fazer muitas questões sem medo de errar e não se apegar a notas de cortes de anos anteriores, afinal, cada ano é um ano. Por essa razão, realizar simulados é uma excelente forma de não se prender à especificidade dos conteúdos que serão avaliados”, afirma.

  1. Conciliar estudos e atividades físicas para o TAF

Um concurso militar é composto pelas seguintes etapas: prova objetiva, Teste de Aptidão Física (TAF), inspeção de saúde, avaliação psicológica, procedimento de heteroidentificação e avaliação documental. A presença do TAF no processo seletivo torna necessária uma conciliação dos estudos teóricos com uma rotina focada no corpo, tanto no sentido de exercícios, como de alimentação. “Alongamentos, treinar com equipamentos adequados, descansar bem e fazer refeições saudáveis são diferenciais gigantescos para essa fase dos concursos”, finaliza Santos.

Sobre o Estratégia

Principal grupo educacional especialista em provas complexas no Brasil, o Estratégia é a maior referência em cursos preparatórios online para concursos públicos, escolas militares, OAB, vestibulares e residência médica. Com sede em São Paulo, filial em Brasília e estúdios espalhados em todas as regiões do país, os valores do Estratégia são pautados no cuidado, respeito e reconhecimento de seus colaboradores, professores e alunos.

ARTIGO | Pela volta à normalidade do DF

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POR JANINE BRITO
Quem é de Brasília sabe: historicamente, sofremos diretamente as consequências da conjuntura política do país. Nós, empresários, lamentavelmente, sentimos os respingos ainda mais. Isso porque as decisões de cunho político, na grande parte das vezes, interferem no consumo e nas regras do jogo, em que nós, do setor produtivo, estamos quase sempre na posição de goleiros.

Um exemplo disso foi o episódio do dia 8 de janeiro, nas sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em Brasília, que culminou no afastamento do governador do DF, eleito em primeiro turno, Ibaneis Rocha (MDB).

Janine Brito

A novidade é que o relatório da Polícia Federal divulgado nesta semana comprovou o que todos nós já sabíamos: Ibaneis não foi conivente com as invasões das sedes dos Três Poderes e, ao contrário do que foi na época amplamente disseminado pela mídia, manteve contato permanente durante o fatídico dia 8 com autoridades locais e federais para evitar o que, infelizmente, acabou ocorrendo.

A PF concluiu que, “pela análise da mídia disponível, considerando todo o exposto, de forma cronológica, a investigação não revelou atos do governador Ibaneis em mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do governo federal ou mesmo de impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão.”

Pelo relatório, Ibaneis fez e recebeu um total de 36 ligações telefônicas entre a véspera da invasão, em 7 de janeiro, e a data dos atos terroristas, no dia 8 – o que, convenhamos, não é pouca coisa.

O fato é que precisamos voltar à normalidade, depois de um ano de eleição em que as polaridades dividiram o país.

Ibaneis Rocha tem provado, com sua visão progressista, que não está para brincadeira. Suas obras por todo o DF têm movimentado a economia local e impactarão a vida de milhares de brasilienses, que ajudam a engrenagem da cidade funcionar.

O que aconteceu em janeiro deve servir de exemplo daqui para frente, mostrando a responsabilidade que temos em morar e empreender em Brasília. Tudo que acontece aqui é vitrine não só para o Brasil, mas para o mundo. Deixem nosso governador trabalhar! O sucesso da capital de todos os brasileiros – e de tanta gente que escolheu fixar raízes aqui – depende também disso!

* CEO do Grupo Pinheiro de Brito e presidente do Lide Mulher Brasília.

Artigo | Armadilha dos juros elevados

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Por Ricardo Steinbruch

Desde o advento do Plano Real, há quase 29 anos, em julho de 1994, quando nossa moeda passou a ser mais estável e vencemos o fantasma da inflação corrosiva, temos enfrentado, de modo paradoxal, juros muito elevados, não só os básicos, como os referentes aos empréstimos no mercado financeiro. As causas do problema são polêmicas e objeto de distintas explicações: insegurança jurídica; carga de tributos sobre as operações creditícias, dificuldade de retomada dos bens em garantia; histórico de inadimplência; desequilíbrio fiscal do setor público; e concentração bancária, dentre outros fatores.

Independentemente dos motivos e das discussões e teses sobre a questão, é necessário que as taxas no Brasil sejam mais alinhadas às de outros países com características semelhantes e até mesmo alguns que têm fundamentos econômicos piores do que os nossos. Afinal, estamos diante de um fator que freia o nível de atividade, pois é inibidor dos investimentos, prejudicial aos setores produtivos e desestimulante do consumo. Por isso, a retomada consistente do crescimento do PIB demanda juros estruturalmente compatíveis com a taxa de retorno dos investimentos produtivos. Este é um desafio crucial que temos pela frente.

A indústria, cujo desempenho é fator determinante para o crescimento econômico sustentado e sustentável, é particularmente afetada pelo problema, pois seu fomento exige investimentos significativos, muitas vezes inviabilizados pelo custo exorbitante do dinheiro. Cabe lembrar — e lamentar — a queda do setor na composição do PIB nacional, de 25%, há cerca de quatro décadas, para cerca de 11%, hoje. No plano global, nosso parque fabril, que já figurou entre os 10 maiores, recuou, em outubro passado, para o 15º lugar.

O setor, que até o início da década passada respondia por 2% da produção mundial, despencou para 1,28%, menor índice da série histórica, iniciada em 1990. O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em estatísticas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No que diz respeito à indústria, estamos na contramão do que vêm fazendo numerosos países, que promovem seu fomento, incluindo créditos subsidiados. Precisamos de políticas eficazes para o setor, que gera empregos de qualidade, paga os melhores salários, agrega valor à pauta de exportações e é o que mais investe em tecnologia e inovação. É fundamental nos alinharmos a padrões mais avançados da atividade no mundo, para conquistarmos competitividade elevada.

Entretanto, temos hoje a Selic em 13,75%. Nossos juros reais, de 8% ano, são os maiores do mundo e muito mais altos do que os do segundo colocado nesse ranking, o México, com 2,7%, e o terceiro, a China, com 1,9%. Cabe enfatizar que grande parte das nações, como os Estados Unidos (-2%), têm até mesmo taxas negativas. Assim, se quisermos competir globalmente, é determinante equalizar esse fator, pois o custo atual do dinheiro no Brasil inviabiliza qualquer investimento produtivo.

Dentre outras questões estruturais, como impostos altos, insegurança jurídica e baixa produtividade, nossas elevadas taxas são um dos fatores responsáveis pelo baixo crescimento da economia brasileira, que foi de apenas 0,3% ao ano na década de 2011 a 2020, segundo cálculos da FGV (Fundação Getúlio Vargas). No período de 1947 a 1980, nossa média de expansão anual do PIB foi de 7,1%.

Para crescer pelo menos 3% ao ano, índice mínimo para viabilizar nossa ascensão ao patamar de nação com renda alta, são necessários investimentos equivalentes a 22% do PIB, ante cerca de 18% atualmente. Para tornar possível esse avanço, os juros dos financiamentos são um elemento crítico e fundamental. Assim, necessitamos encontrar um equilíbrio estrutural para que as taxas conciliem o controle da inflação e a viabilidade dos investimentos em infraestrutura, aporte tecnológico, incremento industrial, empreendedorismo e produtividade. Essa equação passa, necessariamente, pela sinergia entre as políticas fiscal e monetária.

Encontrar o ponto de equilíbrio é decisivo. Nesse sentido, é interessante observar que, na Ata do Copom subsequente à reunião do colegiado em 31 de janeiro e 1° de fevereiro, quando a Selic foi mantida em 13,75%, enfatiza-se que o pacote fiscal anunciado em janeiro pelo governo pode ter efeito benigno para as expectativas de inflação. É sinalizada, também, uma tendência de arrefecimento inflacionário no Brasil e no mundo. Daí, é possível inferir a possibilidade do início de um fluxo de queda das taxas.

Trata-se de meta fundamental, pois não podemos continuar comprometendo nosso desenvolvimento, como fazemos há mais de três décadas, nos distanciando do objetivo maior referente à melhoria da qualidade de vida da nossa população. Não cabem, porém, medidas voluntariosas, que nos causaram danos relevantes no passado recente. A solução, no entanto, é premente!

*Ricardo Steinbruch é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

Estudantes do CEUB criam Mapa Gastronômico Afetivo de Brasília

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Mapa é fruto do conjunto de lembranças e emoções relacionadas às experiências gastronômicas do brasiliense

Existe memória afetiva gastronômica brasiliense? A resposta é sim! Patrimônio da Humanidade, Brasília é reconhecida mundialmente por sua pluralidade cultural. Por mais que a capital não tenha uma culinária típica definida, a população elege comidas e lugares de memória, pela preferência afetiva e tradição local. Visando posicionar Brasília no cenário gastronômico mundial, as egressas do curso de Nutrição do Centro Universitário de Brasília – CEUB Bruna Louredo e Maria Fernanda Perez classificaram os espaços que compõem a identidade gastronômica da capital do país.

Para criar o Mapa Gastronômico Afetivo de Brasília, as pesquisadoras do CEUB entrevistaram 168 participantes de 18 a 37 anos, moradores do Distrito Federal. A segmentação considerou as categorias de Bares e Restaurantes, Cafeterias e Padarias, Comidas de Rua e Sorveterias e Lanchonetes. Como fruto da influência cultural de várias regiões, o mapa deve estar em constante mudança, explica uma das autoras, Bruna Louredo. “Apesar de não termos um prato típico, há estabelecimentos que nos representam e, somado a isso, temos o motivo da representação, trazendo a questão da memória afetiva, que é um campo ainda pouco estudado”, esclarece.

A categoria “Bares e Restaurantes” liderou a manifestação afetiva por meio da comida: o restaurante Beirute, por exemplo, foi citado por 18,1% entrevistados como o local que simboliza a memória gastronômica da população, seguido do Libanus (11,2%) e Xique Xique (10%). Na categoria “Comidas de Rua”, a descentralização dos pontos diferenciou os quitutes escolhidos. A pizzaria Dom Bosco é a primeira do ranking com 17,5% das menções, ao lado do Dog da Igrejinha (15%) e da Pastelaria Viçosa (10,6%). Saindo do Plano Piloto, a Hamburgueria do Geleia e as Bombas do Guará foram destaque.

Sobre os cafés, os locais preferidos estão predominantemente no centro de Brasília. O Ernesto Café leva o primeiro lugar com 18,7% das citações, na frente da confeitaria Bellini (16,8%) e da Pão Dourado (13,1%). Em relação às Sorveterias e Lanchonetes, a maioria dos estabelecimentos citados foram franquias. Os nomes que são referência para a população do DF são: Palato (16,2%), Giraffas (15%), Stonia (13,7%) e Chiquinho Sorvetes (12,5%).

Construção de memória afetiva no paladar
Durante a construção de Brasília, muitos trabalhadores foram trazidos de todo o país para tentar uma ‘vida melhor’. Essas pessoas, conhecidos como candangos, trouxeram suas culturas, tradições e hábitos alimentares, que influenciaram de forma significativa a cultura da nova capital. Nesse contexto, a pesquisa contribuiu para comprovar a grande influência de culinárias regionais em decorrência da diversidade de migrantes existente em Brasília.

Segundo pesquisa divulgada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal- CODEPLAN, a maioria da população de Brasília (55%) nasceu na capital federal e 44,5% declararam a origem de outros estados, sendo os mais predominantes: Minas Gerais (15,5%), Bahia (11,9%), Goiás (11,9%), Maranhão (11,6%) e Piauí (11,4%). As principais razões para a migração é o acompanhamento de parentes e reunião familiar (42,6%) e o trabalho (27,8%).

Como uma cidade jovem e com diversidade de costumes, Brasília se molda por gerações e locais que identificam a efervescência social da cidade. A egressa do CEUB Maria Fernanda Perez conta que desenvolver a mostra foi reviver as lembranças afetivas da geração de seus pais: “Com o mapa, podemos engajar o turismo local, a partir da divulgação das comidas exclusivas da nossa cidade”. As orientadoras do projeto, professoras de Nutrição do CEUB Alessandra dos Santos e Bruna Zacante, reforçam esse traço. “O mapa gastronômico é uma fonte de orgulho para a população local e pode ser usado para promover a identidade brasiliense”, consideram.

Em breve o mapa gastronômico será divulgado como produto, não apenas no universo turístico, mas para os próprios brasilienses. “Acredito que temos diversos locais bacanas e nem todos são de conhecimento comum. É uma boa oportunidade de explorar nossa cidade. “Pensamos em expandir o mapa, ter um número maior de participantes, fazer uma segunda edição. Quem sabe até fazer um mapa específico para cada Região Administrativa, as possibilidades são muitas e aqui o que não falta são bons estabelecimentos”, almejam.