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Brasil vai crescer mais que os pessimistas estão prevendo, diz Lula

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Presidente retoma agendas públicas após se tratar de pneumonia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (3), que não concorda com as “avaliação negativas” que preveem crescimento do país em menos de 1%. “Vamos ver o que vai acontecer quando a chamada economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões desse país. Vamos ver o que vai acontecer quando as pessoas começarem a produzir mais, a comprar mais, a vender mais. Vamos perceber que a economia vai dar um salto importante”, disse.

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano é de 0,9%, segundo o boletim Focus de hoje. O Ministério da Fazenda projeta o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 1,6%.

Há também as previsões do Banco Central, que é de 1,2%, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado semana passada, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que prevê um PIB de 1,4% neste ano.

Lula comandou hoje a terceira reunião ampliada com ministros, desta vez da área produtiva e institucional, no Palácio do Planalto. Ele retomou as agendas públicas após o afastamento para tratar de um pneumonia.

No mês passado, o presidente já reuniu ministros da área de infraestrutura, para discutir o novo plano de investimentos do governo federal, em substituição ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e ministros da área social. O objetivo dessas reuniões é que cada pasta apresente um balanço e a projeção do que será anunciado no marco de 100 dias de governo, na semana que vem, além dos planos para 2023 e os próximos anos.

Para Lula, o Brasil crescerá mais do que “os pessimistas estão prevendo”, desde que o governo também acredite nesse crescimento e faça os investimentos necessários.

“Vai acontecer mais coisa no Brasil do que as pessoas estão esperando e vai depender muito da disposição do governo. Vai depender muito da disposição e do discurso do pessoal da área econômica, da área produtiva, porque se ficarmos apenas lamentando aquilo que a gente acha que não vai acontecer, ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está em uma corrida de cavalos dizendo que seu cavalo é pangaré, que seu cavalo está com gripe, que está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta”, argumentou o presidente.

Presentes na reunião, Lula citou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Fazenda, Fernando Haddad. “Se olhar para a cara do ministro Fávaro que voltou da China com um grupo de empresários vocês vai perceber que ele é 150% de otimismo. Se olhar para cara do Haddad depois do marco regulatório que ele fez, olha a cara dele de felicidade, significa que estamos acreditando que vai passar a nossa tão sonhada nova política tributária nesse país”, exemplificou o presidente sobre o otimismo da equipe com seus projetos.

DF Legal amplia prazo para comércios se adaptarem à lei das sacolas plásticas

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Primeira fase da fiscalização foi ampliada para mais 30 dias, o que dará aos estabelecimentos mais tempo para se adequarem à lei

Uma portaria publicada nesta segunda-feira (3) pela Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal) estende por mais 30 dias a primeira fase de fiscalização do cumprimento da lei que proíbe a distribuição ou venda de sacolas plásticas na capital. Assim, a pasta ainda não vai aplicar qualquer notificação durante todo este mês.

A prorrogação da chamada Campanha de Mapeamento, Educação e Orientação, em que fiscais da pasta passam em estabelecimentos explicando a necessidade de adequação à nova norma, se fez necessária após um mês inteiro de trabalho da secretaria de visitas a mais de 3,6 mil comércios e conversas com fabricantes de sacolas no Brasil.

Conforme explica o subsecretário de Fiscalização de Resíduos Sólidos, Edmilson Cruz, uma grande dificuldade dos auditores consiste em identificar o que é sacola biodegradável ou biocompostável e o que não é. “A gente tem visto que nem sempre uma sacola com o selo impresso está de fato dentro da conformidade da lei; por outro lado, também há sacolas no mercado sem o selo, mas que estão corretas”, afirma o gestor.

Demanda

A DF Legal tem pedido a mercados, padarias, farmácias e outros comércios que apresentem a nota fiscal, a embalagem das sacolas ou um certificado de autenticidade entregue pelo fabricante. “É uma maneira que estamos buscando para conseguir confirmar se a sacola está ou não dentro da legislação”, pontua o subsecretário.

Em caso de descumprimento da lei, multa aplicada pode ultrapassar R$ 11 mil

Outro problema enfrentado, desta vez pelos estabelecimentos, é a falta de opções de fábricas para adquirir as sacolas corretas. “A demanda ficou muito grande em Brasília, e alguns locais estão com dificuldade para achar o fabricante que atenda a nova necessidade”, destaca Edmilson.

Agora, a partir de maio, caso o descumprimento ainda ocorra, a pasta poderá aplicar uma notificação que determina prazo de 60 dias – incluindo o tempo do recurso – para que a irregularidade seja sanada. Findo esse prazo, uma multa diária de R$ 11.443,85 pode ser aplicada. Entre outras sanções previstas, estão a apreensão das sacolas e até mesmo a suspensão da licença de funcionamento do estabelecimento.

Conforme determina o texto da Lei nº 6.322, de 10 de julho de 2019, estabelecimentos ficam vetados tanto de distribuir quanto de vender sacolas plásticas descartáveis que sejam confeccionadas à base de materiais como polietileno, propileno e polipropileno.

Venda ou distribuição

A secretaria também acompanha a tramitação de um projeto de lei na Câmara Legislativa do DF (CLDF) que pode alterar a fiscalização. Conforme prevê o texto do PL 163/2023, ficaria “proibida a venda de sacolas descartáveis do tipo biodegradável ou biocompostável para o acondicionamento e o transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais do DF, [mas] admitida a sua distribuição gratuita para este fim quando [se tratar de sacolas] recicláveis”.

A DF Legal lembra que comerciantes estão autorizados a distribuir ou vender as chamadas sacolas biodegradáveis ou biocompostáveis aos consumidores. Segundo o texto da lei, enquadram-se nesse caso as sacolas “não oriundas de polímeros sintéticos fabricados à base de petróleo, elaboradas a partir de matérias orgânicas como fibras naturais celulósicas, amidos de milho e mandioca, bagaço de cana, óleo de mamona, cana-de-açúcar, beterraba, ácido lático, milho e proteína de soja e outras fibras e materiais orgânicos”.

Ainda der acordo com a secretaria, os estabelecimentos comerciais também devem estimular o uso das sacolas feitas para reutilização, aquelas confeccionadas com material resistente e que suportam o transporte de produtos e mercadorias em geral.

Anticoncepcional causa câncer de mama? Mito ou verdade?

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Para a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), dados de publicações científicas devem ser cuidadosamente avaliados, assim como o histórico pessoal, os hábitos e os fatores de risco de cada mulher que faz uso de contraceptivos hormonais

Um estudo recente, publicado na revista PLOS Medicine, reacende as discussões sobre câncer de mama e uso de anticoncepcionais hormonais. No artigo, pesquisadores da Universidade de Oxford chegaram à conclusão que os riscos de desenvolver a doença, associados às pílulas com estrógeno e progesterona, ou somente com progesterona, são muito pequenos. “Uma pesquisa mais ampla, realizada anteriormente com um número muito superior de mulheres, compartilha a mesma conclusão”, observa o mastologista Guilherme Novita, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). Mesmo não trazendo novidades, o médico alerta que o estudo de Oxford chama a atenção para os índices apresentados pelos pesquisadores. “São números que vêm sendo amplamente divulgados, mas requerem uma análise aprofundada, justamente para não gerar desinformação e preocupações desnecessárias entre as mulheres que utilizam contraceptivos hormonais, que trazem mais benefícios do que prejuízos”, afirma.

O artigo publicado neste mês pela PLOS Medicine , do qual participaram cerca de 10 mil mulheres com idades inferiores a 50 anos, indica que as chances de desenvolvimento de câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais aumentam em até 30%. Para o mastologista Guilherme Novita, da SBM, a grande discussão não diz respeito apenas aos números apresentados pelos pesquisadores de Oxford, mas à maneira como o estudo foi conduzido.

“Este estudo foi realizado a partir de um modelo que chamamos caso-controle”, diz. O médico explica que neste modelo os pesquisadores selecionam um número de pacientes com câncer e outro grupo que não tem a doença e perguntam a cada uma das mulheres se tomaram pílula no passado. “Se de dez pessoas com câncer de mama, nove tomaram anticoncepcional, e de dez mulheres sem câncer, só uma usou a pílula, o entendimento é de que o anticoncepcional está muito relacionado ao câncer de mama.”

O estudo caso-controle, segundo Novita, é bastante frágil e, em geral, não considera condições importantes, como hábitos, realidades socioeconômicas e o ambiente em que vivem os grupos pesquisados. “O nível de controle neste estudo é nível D de evidência, com muitos fatores que podem interferir no resultado”, ressalta.

A título de comparação, o mastologista lembra o estudo sobre a Covid-19 em Serrana, no interior paulista, realizado com 50% da população, recebendo vacina, e a outra metade, placebo. “Este estudo teve nível A de evidência, e a partir da porcentagem de cada grupo infectado pelo coronavírus, concluiu-se que a vacina funcionava”, sintetiza.

Outras constatações

O mastologista Guilherme Novita ressalta que o estudo recente de Oxford, indicando que os riscos de desenvolver câncer de mama pelo uso de anticoncepcionais hormonais são muito pequenos, entra para o rol das pesquisas que convergem para a mesma conclusão.

Em 2017, lembra o médico, um estudo publicado na New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, resultou do acompanhamento de 1,8 milhão de mulheres na Dinarmarca, na faixa etária entre 15 e 49 anos, por um período médio de dez anos. “As mulheres foram avaliadas prospectivamente, com uma população homogênea, confrontando quem usou anticoncepcionais e quem não usou”, destaca.

Nos resultados, quando comparadas com as que nunca usaram contraceptivos hormonais, as mulheres que faziam uso de anticoncepcionais tiveram um risco relativo de ter câncer de mama 9% superior a partir de um ano e 38% maior a partir de uma década de uso. Em síntese, o estudo demonstrou que para todas as participantes, a chance de ter câncer de mama até os 50 anos era de 2%. Para quem usou o medicamento por um ano, 2,2%, e para quem fez uso por mais de uma década, 2,76%.

“Tanto na pesquisa recente de Oxford quanto no estudo realizado em 2017, a constatação é de que os anticoncepcionais aumentam um pouquinho o risco de câncer de mama”, observa Novita. “Mas há outros fatores, além da pílula, que contribuem significativamente para ampliar as estatísticas da doença.” O médico destaca, por exemplo, maus hábitos alimentares, excesso de peso, sedentarismo, consumo diário de álcool em quantidades moderadas, uso de anabolizantes androgênios por mulheres, falta de gestação ou gravidez tardia.

“Em uma análise realista, o contraceptivo hormonal é muito benéfico, pois diminui a gravidez indesejada e as complicações de gestação em mulheres com menos de 25 anos no Brasil. A diminuição do risco de câncer de ovário também está relacionada ao uso de anticoncepcional”, enumera. O mastologista avalia, no entanto, que não se deve utilizar a pílula de forma indiscriminada. “A recomendação médica é sempre necessária”, diz.

Para pacientes com menos de 40 anos, salvo as que tenham risco muito elevado por histórico familiar ou por mutação genética, não há contraindicação para o uso de contraceptivos hormonais. “Evidentemente, como controle, a mamografia deve ser realizada todos os anos”, indica. Para mulheres com mais de 45 anos, quando o risco de câncer passa a ser mais significativo, a recomendação, segundo Novita, é para que se evite o uso sempre que possível, substituindo-os por anticoncepcionais não hormonais, como preservativos e DIU de cobre.

“Quando se analisam as estatísticas sobre o câncer de mama, os benefícios do uso dos anticoncepcionais hormonais entre a população mais jovem são infinitamente maiores que os prejuízos”, conclui Guilherme Novita.

Economia do Distrito Federal cresceu 4,3% em 2022, aponta IPEDF

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Nesta segunda (3), o IPEDF apresenta o ‘Boletim de Conjuntura do Distrito Federal’, com resultados que mensuram atividades econômicas, situação inflacionária e o mercado de trabalho local

Em 2022, a economia brasiliense cresceu 4,3% em relação ao ano anterior, registrando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 337,063 bilhões. É o que aponta a 23ª edição do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal, publicação que tem como foco a análise da economia local no quarto trimestre de 2022.

3,4%Índice de crescimento no rendimento médio dos trabalhadores nos dois últimos trimestres de 2022

Elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), o estudo será apresentado nesta segunda-feira (3), às 14h30, no auditório Francisco de Assis Rodrigues, do instituto.

A publicação indica resultados positivos sobre o mercado de trabalho do DF: queda de 1,1% na taxa de desemprego na comparação entre os últimos trimestres de 2021 e 2022, além do crescimento de 3,4% no rendimento médio dos trabalhadores entre o terceiro e o quarto trimestres de 2022.

Arte: IPEDF

Após três anos no formato virtual, a divulgação dos resultados que mensuram a atividade econômica, a situação inflacionária e o mercado de trabalho local volta a ser presencial. O evento também será transmitido ao vivo no canal do IPEDF no YouTube.

O retrato capturado pelo Boletim de Conjuntura subsidia a tomada de decisões e possibilita o acompanhamento da performance produtiva local. O material traz a análise dos números do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral do Distrito Federal, calculado a partir de metodologia própria do instituto, o que inclui a Pesquisa sobre Emprego e Desemprego, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, levantamentos mensais de comércio e serviços, Índices de Preços ao Consumidor Amplo, Índice Nacional de Preços ao Consumidor e ainda o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Serviço
Lançamento do Boletim de Conjuntura do Distrito Federal – 4º trimestre de 2022
→ Data: segunda-feira (3), às 14h30
→ Local: Auditório do IPEDF – Setor de Administração Municipal (SAM), Bloco H, Setores Complementares.

Previsão do mercado financeiro para inflação sobe para 5,96%

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Estimativa de expansão da economia ficou em 0,9%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,93% para 5,96% este ano. A estimativa consta no Boletim Focus desta segunda-feira (3), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,13%. Para 2025 e 2026, as previsões são de inflação de 4%, para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.

Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.

Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro, puxado pelo grupo educação, com os reajustes aplicados pelos estabelecimentos de ensino na virada do ano, o IPCA ficou em 0,84% , segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 1,37% no ano e de 5,6% nos últimos 12 meses.

Juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano em 12,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano se manteve em 0,9%, mesma da semana passada.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,48%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8%, para os dois anos.

A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

Governo do DF tem quatro centros especializados para pessoas com autismo

Após o diagnóstico feito pelas unidades básicas de saúde, a regulação direciona o paciente para tratamento nessas unidades

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi definido, em 2007, pela Organização das Nações Unidas e é comemorado em 2 de abril. No DF, estima-se que mais de 13 mil pessoas tenham o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para oferecer o suporte necessário a quem precisa, o Governo do Distrito Federal (GDF) dispõe de quatro centros especializados em reabilitação (CERs), que têm como foco o atendimento, diagnóstico e tratamento desse transtorno.

Um deles, localizado no Hospital de Apoio (HAB), destaca-se no acolhimento às famílias e crianças diagnosticadas com autismo. O CER do HAB foi criado em 2016 para acolher pacientes com a síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika. Depois de concluir seu objetivo, em 2017, o espaço mudou o perfil de atendimento.

A equipe multidisciplinar, composta por médicos neuropediatras e psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais, concentra os esforços em promover o melhor atendimento. Isso inclui o enfoque nos procedimentos preventivos.

“Somos referência no atendimento e tratamento de jovens de até 14 anos com autismo”, afirma a neuropediatra Denize Bonfim, que atua no CER. “O importante é que a criança seja diagnosticada o mais cedo possível, de preferência antes dos 4 anos, pois nessa faixa etária o tratamento multidisciplinar é crucial para o seu bom desenvolvimento.”

Acolhimento

“Nosso objetivo é viabilizar o acesso ao que é de direito a essa criança e à sua família”Jozyanne da Silva, assistente social do HAB

Além de todo o suporte oferecido à criança, os pais e as mães também contam com o acolhimento da equipe. Profissionais da psicologia e assistência social atuam nas demandas individuais de cada família e trabalham no manejo comportamental dos envolvidos a fim de proporcionar um ambiente familiar adequado para amparar a criança recém-diagnosticada.

“O que nós fazemos no serviço social é um recorte social de quem está sendo atendido”, explica a assistente social Jozyanne da Silva. “Quando essas famílias chegam aqui, elas trazem muitas demandas sociais, que perpassam não só a vulnerabilidade e o risco social, mas também a dificuldade no acesso aos serviços. Nosso objetivo é viabilizar o acesso ao que é de direito a essa criança e à sua família.”

Eliane Aguiar é servidora pública e mãe da pequena Antonella, de dois anos. As duas frequentam o tratamento no HAB desde abril do ano passado. “O atendimento aqui é maravilhoso”, diz. “Inicialmente buscamos atendimento no posto de saúde na Asa Norte e, então, fomos encaminhadas para o Hospital de Apoio. A Antonella faz de tudo aqui: fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional.”

O CER do Hospital de Apoio funciona de segunda a sexta-feira, exceto às quartas-feiras. Somente em 2022, foram registrados mais de 1,8 mil atendimentos. A cada semana, o Centro recebe, em média, oito novas crianças para darem início ao tratamento.

Centros especializados

Para obter o diagnóstico do transtorno, o primeiro passo é ir à unidade básica de saúde (UBS) de referência. Após isso, a equipe de regulação vai direcionar o paciente a um dos centros que mais se adequem ao perfil.

Confira, abaixo, as demais unidades do Centro Especializado em Reabilitação no DF:

→ Hospital de Apoio de Brasília – AENW 3, Lote A, Noroeste; telefone: 2017.1145
→ CER II – AE 16, Taguatinga; telefone 2017.1145, ramal 4270
→ Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni –  SGAN 909, Lote C, Asa Norte; telefone 3349.9944
→ Centro de Orientação Médico-psicopedagógica – Setor Hospitalar Norte, ao lado do Hemocentro; telefone 2017.1992.

Sol Nascente avança no desenvolvimento com infraestrutura e arborização

Cidade criada em 2019 tem planejamento a ser seguido em etapas, da drenagem à urbanização, até chegar ao plantio de cerca de 100 mil árvores

Com ou sem planejamento, a evolução de uma cidade passa por etapas, assim como uma casa, que é construída da fundação até o acabamento. Isso não é diferente do que ocorre com o Sol Nascente/Pôr do Sol, que, embora seja uma ocupação irregular surgida na década de 1990, se transformou em uma região administrativa somente em 2019, pelas mãos do governador Ibaneis Rocha. Ao longo desses anos, o governo tem investido mais de R$ 600 milhões para levar infraestrutura aos cerca de 90 mil habitantes da cidade.

Urbanização do Sol Nascente/Pôr do Sol ganhou impulso a partir da gestão do governador Ibaneis Rocha | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
100 milNúmero de árvores com plantio previsto para a cidade

Para este ano, a população vai ganhar uma rodoviária e mais um restaurante comunitário. São obras que se juntam a outras entregues – como uma creche e centenas de moradias – e também em andamento, como no caso da infraestrutura nos trechos I, II e III. A última etapa de todos esses serviços é justamente o paisagismo, a ser feito quando calçadas, rede elétrica, drenagem e asfalto estiverem concluídos. A previsão é que a cidade tenha 100 mil árvores.

A Novacap já plantou 600 mudas nas quadras 700 e CV 311, na Avenida P1, atrás da Fundação Bradesco, na Praça da Chácara 51, na área verde da Quadra 204 e nas imediações do Colégio Juscelino Kubitschek. Também já foram plantados 34,2 mil m² de grama dos tipos batatais e esmeralda em diferentes endereços dos trechos I, II e III, nas proximidades da UBS 3 e da feira, entre outros locais.

Paisagismo começa a ser feito na sequência da implantação de calçadas, rede elétrica, drenagem e asfalto | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Etapas da urbanização

“As melhorias vêm e estão acontecendo, a cidade é um canteiro de obras, mas a urbanização de áreas verdes é o toque final de uma região administrativa”Raimundo Silva, diretor do Departamento de Parques e Jardins da Novacap

“O Sol Nascente é uma cidade que está passando por transformação, está saindo de um modo irregular para regular”, explica o diretor do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap, Raimundo Silva. “E, como toda área em regularização, ela tem todas as fases pelas quais precisa passar. Tem a parte latifundiária, que tem que passar pelos órgãos responsáveis para que se legalize aquela área; e a parte de urbanização tem sido contemplada ano a ano. Ano passado, por exemplo, fizemos uma área de gramado no Sol Nascente.”

Ainda segundo a Novacap, não é possível plantar árvores enquanto não forem feitas a drenagem e as calçadas e houver energia das quadras. “As melhorias vêm e estão acontecendo, a cidade é um canteiro de obras, mas a urbanização de áreas verdes é o toque final de uma região administrativa”, pontua o diretor da Novacap. “Águas Claras ainda passa hoje por essa arborização; Arniqueira não foi contemplada porque está em urbanização. Vicente Pires finalizou a urbanização, e só em 2023 nós plantamos duas mil mudas lá”.

A Novacap é o único órgão autorizado a efetuar o plantio de árvores no DF. A população pode solicitar orientação técnica sobre esse assunto por meio da Ouvidoria, pelo telefone 162 ou pelo site da companhia.

TSE dá prazo para ex-presidente Bolsonaro se manifestar em processo

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Ação pode tornar ex-presidente inelegível

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu prazo de dois dias para a defesa de Jair Bolsonaro apresentar alegações finais na ação que pode acarretar na inelegibilidade do ex-presidente.

A decisão foi assinada na sexta-feira (31) pelo ministro, que encerrou a fase de instrução de uma das ações que contestam a conduta de Bolsonaro durante reunião com embaixadores, em julho de 2022, quando teria atacado as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro.

“O rico acervo probatório reunido nos autos, que foi formado com ampla participação das partes e do MPE, esgota as finalidades da instrução, razão pela qual cumpre encerrar a presente etapa processual”, afirmou o ministro na decisão.

Uma suposta minuta de golpe apreendida pela Polícia Federal (PF) na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres está entre as provas que fazem parte do processo.

Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF), Torres disse que não sabe quem é o autor da minuta e disse que o documento é “totalmente descartável” e “sem viabilidade jurídica”.

Coluna do Fluminense | Roubo, como previsto

POR RAIMUNDO RIBEIRO

A primeira partida da decisão do carioca começou como era de se esperar, com o  Fluminense tentando impor seu estilo de jogo com toques rápidos, envolventes e muita movimentação enquanto o Flamengo tentava repetir o esquema do jogo anterior, marcando a saída de jogo do Fluminense, mas essa marcação alta só durou 5 minutos.

A partir daí, o Fluminense conseguiu se impor tendo maior posse da bola.

Aos 10 minutos, Árias perde um gol feito e aos 12, Cano também perde outra oportunidade.

A partir daí, mesmo com maior posse de posse do Fluminense, o adversário conseguiu equilibrar com contra ataques rápidos, mas sem criar oportunidades claras de gol.

Com o Fluminense tendo mais posse de bola, a partida se arrastou até o final do primeiro tempo.

Keno e Árias não conseguiam fazer jogadas de linha fundo, o que explica as poucas chances de gol que tivemos.

Voltamos para o segundo tempo com Pirani no lugar de Keno, mas já aos 5 minutos o Flamengo encaixou um contra ataque rápido e fez 1×0.

Aos 8 minutos, o zagueiro do adversário fez falta no Árias, era o último defensor, mas o árbitro só deu cartão amarelo.

O Fluminense passou a ocupar o campo ofensivo pressionando o adversário e o adversário e os gandulas passaram a fazer cera, escondendo as bolas.

Aos 20 minutos, sai David Braz para entrada de Lima.

Aos 22 minutos, noutra jogada pela nossa lateral direita vazia, o Flamengo faz 2×0
Para complicar, o árbitro velho conhecido expulsa Samuel Xavier que fez uma falta dura para cartão amarelo, expulsando também o Fernando Diniz.

Para os que não lembram, esse soprador de apito é o mesmo que roubou um título do Fluminense contra o mesmo Flamengo, num lance que Rever fez falta que ele não marcou e comemorou o gol irregular do Flamengo.

É incrível como a diretoria do Fluminense aceita esses sopradores de apito sabendo que será roubado.

A expulsão obrigou a saída de Pirani e Ganso para entrada de Vitor Mendes e Guga.

A situação se complica mais ainda quando Martinelli sente uma lesão para entrada de Felipe Melo.

Apesar do Fluminense ter um jogador a menos, contando com o árbitro, auxiliares e Var, os gandulas do Flamengo continuam fazendo cera, escondendo as bolas.

Ao não expulsar o último defensor do Flamengo no lance com Árias, o soprador de apito Wagner do Nascimento “construiu” a derrota do Fluminense e deu a vitória, neste primeiro jogo, a seu time do coração.

Mas nada está decidido, bastando que no próximo jogo tenhamos um árbitro imparcial, que os jogadores naturalmente tiram essa diferença.

Mas é importante que a diretoria trabalhe para não perder mais um título na mão grande, como sempre aconteceu.

Agora, é viajar até o Peru para enfrentar o Sporting Cristal na próxima quarta-feira, as 21:30 horas, em busca de mais uma vitória pela Libertadores.

Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺

Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

Governador Ibaneis anuncia obras em Ceilândia durante visita à cidade

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Ibaneis Rocha acompanhou ações do programa GDF Mais Perto do Cidadão neste sábado (1º) e falou sobre requalificação da maior região administrativa do DF

O governador Ibaneis Rocha esteve neste sábado (1º) em Ceilândia para acompanhar a segunda edição do GDF Mais Perto do Cidadão, programa que tem como foco o bem-estar social e a oferta de serviços públicos junto à comunidade. O evento ocorreu ainda na esteira das comemorações dos 52 anos da cidade, e o chefe do Executivo anunciou projetos para a região administrativa.

Moradores tiveram acesso a diversos serviços, como os de saúde, durante a ação | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

“Nós temos um plano de renovar todo o asfalto da cidade, concluir a Avenida Hélio Prates e entrar com um plano de requalificação de toda Ceilândia”, disse o governador durante a agenda.

Além dos planos para a cidade, Ibaneis Rocha adiantou que a licitação do Hospital do Guará será lançada neste mês, e que o DF vai ganhar cinco unidades básicas de saúde (UBSs).

Governo ao lado da população

“Isso é resultado de um governo responsável, de uma equipe unida e de uma população que merece o melhor serviço”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Da Caesb à Codhab, passando pelo Detran, Neoenergia, Secretaria de Saúde (SES), INSS e Secretaria de Justiça e Cidadania (Sedes), organizadora do evento -, o GDF Mais Perto do Cidadão permitiu aos moradores de Ceilândia emitir documento de identidade, cortar cabelos, se vacinar, assistir a shows culturais e tantas outras atividades, na estrutura montada na Praça dos Eucaliptos (QNM 14). “É o governo trazendo serviços para essa população, que tanto merece”, acrescentou o governador.

Não é a primeira vez e nem será a última que o governo se aproxima dos moradores com eventos itinerantes. O GDF Mais Perto do Cidadão nasceu de outro evento, o Sejus Mais Perto do Cidadão, que reuniu mais de 200 mil pessoas durante a primeira gestão de Ibaneis Rocha. Agora, a meta é ampliar esse número até 2026.

“O evento está muito grande, e a cada edição a gente aumenta mais”, afirmou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Isso é resultado de um governo responsável, de uma equipe unida e de uma população que merece o melhor serviço.”

Cidadania

A auxiliar de cozinha Cristina Umbelino foi ao evento e aproveitou para dar um trato nos cabelos e resolver questões burocráticas. “Tem que aproveitar, porque a vida é muito corrida”, disse. “Estou aqui cuidando da beleza e de outras questões, fui à Caesb e ao Na Hora. Durante a semana, não temos tempo de resolver muitas coisas, então eu e minha família estamos aproveitando esse evento”.

Já o pedreiro João Ricardo Pereira Lima foi ao local resolver questões junto à Codhab e ficou satisfeito. “É um evento bom, alegre, poderia ter mais de uma vez no ano aqui na cidade”, observou. “O governo fica mais perto da gente, e nós economizamos tempo e dinheiro, facilita tudo”.

Presente à ação, o administrador de Ceilândia, Dilson Resende, ressaltou: “Todo mundo trabalha e também tem o custo de deslocamento. Ceilândia é a maior cidade do DF e tem uma parcela da população carente. Então, quando você consegue trazer os serviços do governo para um mesmo espaço você facilita a vida da população”.

O GDF Mais Perto do Cidadão é estruturado nos eixos temáticos transversais de saúde, bem-estar e meio ambiente, acessibilidade e inclusão, justiça e cidadania, empreendedorismo e renda, cultura e educação, segurança coletiva, esporte e lazer. Em sua primeira edição, no Riacho Fundo II, o programa reuniu mais de três mil pessoas.