Estudantes de nível médio e superior com mais de 16 anos poderão se inscrever a partir desta quinta-feira (27)
Quer participar de estágio remunerado? Atenção para a oportunidade. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) abre nesta quinta-feira (27) as inscrições para cadastro reserva de vagas a serem ocupadas por estudantes de nível médio e de nível superior, maiores de 16 anos, matriculados na rede pública ou privada.
R$ 1.125Valor do salário destinado a estagiários de nível superior, para seis horas de jornada diária
Serão oferecidas oportunidades nas áreas de administração de empresas, administração pública, enfermagem, serviços públicos, meio ambiente, eletrônica/eletrotécnica, arquitetura e urbanismo, arquivologia, biologia, biblioteconomia, ciência da computação, ciências contábeis, ciências econômicas/economia, comunicação social/publicidade e propaganda/jornalismo, direito, engenharia ambiental e sanitária, gestão ambiental, engenharia civil, engenharia da computação e engenharia de energia/elétrica/eletrônica.
Poderão se inscrever os estudantes da rede pública regularmente matriculados no nível médio regular, na educação profissional de nível médio, na Educação de Jovens e Adultos (EJA), anos finais do nível médio ou na educação especial. Também podem participar os estudantes de nível superior da rede pública e da rede privada, desde que não tenham feito estágio na Caesb por um período igual ou superior a dois anos.
Como participar
Para ingressar no processo seletivo, é preciso se inscrever no site do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), do dia 27 deste mês às 12h de 12 de maio. As inscrições são gratuitas. Os candidatos poderão fazer a prova online imediatamente após finalizar a inscrição. As provas terão 25 questões de língua portuguesa, conhecimentos gerais e informática.
O valor da bolsa-auxílio para os estudantes de nível médio/EJA é de R$ 480, para jornada de quatro horas diárias. Para nível médio/técnico profissional, a bolsa é de R$ 540, para jornada de quatro horas diárias. Já estudantes de nível superior com jornada de quatro horas diárias receberão R$ 800, enquanto os de nível superior, que cumprirão seis horas de jornada diária, receberão R$ 1.125. Todos terão direito a auxílio-alimentação no valor de R$ 220 e auxílio-transporte de R$ 242.
São mais de 90 unidades básicas de saúde onde é possível se imunizar contra o coronavírus
A Secretaria de Saúde (SES) inicia nesta terça-feira (25) a aplicação da versão bivalente da vacina contra a covid-19 para todas as pessoas com 18 anos ou mais. São mais de 90 unidades básicas de saúde que oferecem o imunizante. A lista completa está disponível neste link.
A SES orienta que é preciso um intervalo de pelo menos quatro meses desde a última dose tomada. Basta comparecer a um dos locais com documento de identificação e o cartão de vacina.
A vacinação bivalente contra a covid-19 começou no DF em 27 de fevereiro, inicialmente para públicos prioritários. Até agora, mais de 155 mil pessoas receberam o imunizante.
Agora, além de todos os cidadãos acima de 18 anos (o que inclui adultos e idosos de todas as faixas etárias), a bivalente permanece disponível para moradores de instituição de longa permanência com 12 anos ou mais, pessoas imunocomprometidas também dessa faixa etária, gestantes e puérperas, inclusive as menores de 18 anos.
Entidade que representa a mídia alternativa digital em todo o País vai reunir profissionais da imprensa goiana
Dando prosseguimento ao seu plano de expansão nacional, a Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) promove, na terça-feira, dia 25 de abril, um encontro com profissionais da imprensa goiana que atuam como blogues, sites e portais de notícias. A entidade vem percorrendo os estados brasileiros organizando o segmento.
A ABBP foi fundada em 2014 na capital da República com o objetivo de organizar os veículos que atuam no jornalismo digital do País. Em Brasília, o governo do Distrito Federal cumpre a lei que estabelece o percentual de, no mínimo, 10% dos recursos da publicidade governamental anual, no âmbito da Administração Direta e Indireta, destinados para os veículos da mídia alternativa.
Nos estados, a ABBP tem proposto aos legislativos estaduais e municipais a implementação de uma legislação nos moldes da lei do Distrito Federal.
Diante do trabalho realizado pela ABBP em conjunto com os veículos associados à entidade ao longo de sua existência, os sites e portais da capital federal e dos municípios da região do Entorno do DF passaram a ser reconhecidos pelo mercado publicitário e têm ampliado a sua audiência.
O presidente da ABBP, o jornalista José Fernando Vilela, explica que a entidade tem como objetivo estabelecer uma coordenação regional no estado de Goiás para fortalecer e profissionalizar os portais de notícias e blogues. A Associação já tem coordenações instaladas em alguns estados.
“Vamos trabalhar para que Goiás também tenha a sua legislação que atenda os veículos da mídia alternativa digital, que realizam um trabalho fantástico para que a população goiana tenha acesso a informação de forma rápida e objetiva”, destaca José Fernando Vilela.
O encontro com profissionais da imprensa goiana será na próxima terça-feira, dia 25 de abril, às 17h, na Sala Gerânio, no Castro’s Park Hotel, no Setor Oeste, em Goiânia.
Serviço:
Encontro da ABBP em Goiás
Dia: 25 de abril de 2023 (terça)
Horário: 17h.
Local: Sala Gerânio, no Castro’s Park Hote – Av. República do Líbano, 1520 – St. Oeste, Goiânia – GO
Mais informações:
61 – 98622-9879 – José Fernando Vilela
61 – 98313-1255 – Toni Duarte
No dia 27 de abril, às 18h, acontece o lançamento do livro Comissão Permanente de Direito Penal do Instituto dos Advogados Brasileiros, na sede do IAB, situada no Rio de Janeiro, na Av. Marechal Câmara, 210 / 5º andar – Centro.
O advogado criminalista André França Barreto é um dos 21 autores dos pareceres jurídicos que compõem a obra, cujos conteúdos foram submetidos à apreciação e aprovação do plenário do IAB.
Vários destes trabalhos ganharam destaque na imprensa, subsidiaram participações do IAB em audiências públicas do Congresso Nacional e em diversos eventos jurídicos, e foram encaminhados a parlamentares e a outras autoridades.
Os pareceres contidos nesse livro abordam uma variedade de tópicos importantes em matéria penal, transitando pelos seus diversos e atuais aspectos no sistema de justiça criminal, apresentando-se como um trabalho marcante um verdadeiro retrato da capacidade contributiva do IAB para o aperfeiçoamento do direito brasileiro, sobretudo para a instrução do processo legislativo.
Haná Restaurante Japonês oferece opções de temakis que agradam a todos os paladares
Versatilidade, essa é a palavra de ordem no Haná Restaurante Japonês (408 sul). Quem passa por lá, conta com uma experiência completa saboreando iguarias bem apresentadas, atrativas e apetitosas, que passam pelo clássico da culinária oriental até às releituras com ingredientes regionais.
E quem ama um bom temaki também tem vez por lá. Esse prato tão amado pelos brasileiros é uma invenção antiga da culinária japonesa: por volta do século 19, para conseguir atender mais rápido a freguesia, sushimans tiveram a ideia de enrolar arroz e peixe cru em uma alga. No início tinha formato de charuto, mas logo depois foi se adaptando para o famoso cone.
No Haná é possível saborear a iguaria em duas modalidades, com uma variedade de recheios: no Rodízio Premium (114,90 – valor promocional de segunda a quinta-feira, almoço e jantar, até o dia 30 de abril), que é composto por sushis, pratos quentes, sashimis, carpaccios, robatas, grelhados e especiaizinhos do chef e À La Carte.
Quem optar pelo à la carte, pode degustar com exclusividade o Temaki Hot (frito, com recheio de salmão e cream cheese – R$33). Mas é possível encontrar outros sabores, como:
Temaki de salmão (R$ 29,90);
Temaki salmão e cream cheese (R$ 29,90);
Temaki camarão (R$29,90);
Temaki de camarão e cream cheese (R$29,90);
Temaki de atum (R$29,90);
Temaki kani (R$21,00);
Temaki de kani, manga e pepino (R$19,00).
Quem resiste a essa explosão de sabores?
Serviço – Haná Restaurante Japonês
Endereço: SCLS 408 Bloco B Loja 35 – Asa Sul
Telefone: 61 3244-9999
Horário de funcionamento presencial: Almoço: Segunda a
sexta-feira das 12h às 15h/ Sábados e domingos das 12h às 16h
Jantar: De domingo a quinta-feira das 18h30 às 23h/ Sexta e
Beneficiários poderão retirar o cartão nas agências do BRB, seguindo a ordem de entrega pela letra inicial do nome
Os 5.847 novos beneficiários do Prato Cheio poderão retirar o cartão a partir desta terça-feira (25) para ter acesso ao crédito de R$ 250 do programa. O cartão estará disponível nas agências do Banco de Brasília (BRB), seguindo a ordem de entrega pela letra inicial do nome, conforme calendário abaixo. Para saber a data e a agência de retirada, o beneficiário deve acessar o site GDF Social.
O Cartão Prato Cheio só pode ser utilizado no comércio de produtos alimentícios | Foto: Divulgação/Sedes
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), aumentou para 100 mil o número de famílias beneficiárias do Cartão Prato Cheio. Serão 13.809 novos beneficiários. Desses, 5.847 são pessoas que nunca receberam o Prato Cheio. São essas que precisam ir até uma agência do BRB. Os demais já foram contemplados em ciclos anteriores do programa e devem utilizar o cartão antigo.
Todas as 13.809 novas famílias vão receber o crédito de abril do Prato Cheio nesta terça (25). O restante já fazia parte do programa e recebeu no início do mês. Em maio, todas as cerca de 100 mil famílias vão receber a parcela do Cartão Prato Cheio.
“O Prato Cheio não está habilitado para a função saque. Só pode ser utilizado no comércio de produtos alimentícios. O crédito de R$ 250 é depositado em nove parcelas mensais para as famílias em situação temporária de insegurança alimentar e nutricional. Por isso, encerrado o ciclo de nove meses, a família deve fazer uma nova solicitação no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e passar por um novo atendimento socioassistencial”, reforça a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.
Têm prioridade para receber o benefício as famílias monoparentais chefiadas por mulheres com crianças de até seis anos de idade e aquelas que têm na composição familiar pessoas com deficiência ou idosas. Também têm direito ao cartão pessoas em situação de rua, acompanhadas por equipes da assistência social e em processo de saída dessa condição.
Entrega dos cartões
Confira abaixo o cronograma de entrega dos cartões do programa Prato Cheio (5.847) nas agências bancárias do BRB.
→ A a D: terça-feira (25)
→ E a K: quarta-feira (26)
→ L a M: quinta-feira (27)
→ N a Z: sexta-feira (28)
Foram mais de 5h de muito rock no Gama! Quem foi no inédito Festival Sesc + Rock resumiu a experiência e uma só palavra: inesquecível. Mais de 12 mil pessoas vibraram e se emocionaram com grandes atrações como Sepultura e Os Raimundos, além da participação de importantes bandas locais do Distrito Federal, como As verdades de Anabela e Galinha Preta. Além disso, ambientes interativos de fliperama, guitar hero e estúdio para tatuagem integraram o espaço Sesc + Rockzone.
Diferente de tudo que já foi feito na capital federal, o festival promovido pelo Sesc-DF reuniu milhares de fãs no estacionamento do estádio Bezerrão. Na semana em que Brasília completa 63 anos, a cidade conhecida como capital deste estilo musical recebeu a primeira edição do Sesc + Rock.
O diretor regional da instituição, Valcides de Araújo, celebrou mais uma iniciativa que caiu no gosto do público. “É uma satisfação enorme para nós do Sesc-DF incentivar esse ritmo musical tão rico e histórico que é o rock. Especialmente no aniversário de Brasília. São atrações nacionais e internacionais dentro de uma proposta de acesso para todos, por isso a ideia de entrada gratuita. Todos devem ter acesso à cultura”, afirma o diretor.
Na batida de Sepultura
Criada em 1984 em Minas Gerais, o Sepultura combina death metal e thrash metal com elementos típicos de músicas tribais indígenas brasileiras, além de outros estilos como da cultura japonesa e africana. A famosíssima banda engrandeceu o festival como a última atração da noite. Neste momento, fãs de diversas partes do Distrito Federal vibraram muito.
Segundo o estudante de direito Pedro Guilherme, 29 anos, o objetivo foi ficar “colado” na grade e conhecer os músicos de perto. “Está sendo uma oportunidade única para mim. Acompanho a banda desde muito novo. Foi o grupo que me alfabetizou e é a banda do meu coração. Assistir aos meus ídolos aqui em Brasília, na minha cidade, tem um sentimento especial”, afirmou ele que também é morador do Gama desde que nasceu.
Um dos integrantes da banda Sepultura, Andreas Kisser, emocionou diversas pessoas que nunca o viram pessoalmente antes. Isso, para ele, não teve preço. “Estamos muito felizes em participar de uma inicativa do Sesc que leva rock nacional e internacional para todas as pessoas, até para aquelas que não tem condições de pagar por um ingresso. O time do rock reuniu um público muito bonito neste sábado. Vimos muitas famílias, pessoas mais novas e mais velhas e isso mostra nossa força”.
Calangos do cerrado
Complicada e perfeitinha. Cantando esse e vários outros grandes sucessos da banda Os Raimundos não teve quem ficasse parado. O tradicional e histórico grupo do Distrito Federal incendiou o público com muita animação e energia. E para quem nunca entrou na roda que se forma nos shows não tem como não sentir aquele rush de adrenalina tomando conta. É o que garante o grupo de amigos moradores do Gama, Andressa Oliveira, 58 anos, Ivone Chaves, 58, Ana Paula, 37 e Pedro Henrique, de 18 anos.
Fãs de Raimundos e Sepultura, eles também chegaram cedo para garantir o melhor lugar. “Tem que valorizar mais a música do rock e os artistas que a gente tem. E nisso tiramos o chapéu para o Sesc-DF que sempre contempla culturas e profissionais diferentes”, disse Andressa.
Raimundos é uma banda atemporal, não segue tendências e se mantém firmes e fiéis ao estilo singular que criaram. Para o vocalista Digão, o momento foi significativo. “Fortaleçam as bandas de Brasília. Ajudem seus amigos e sempre os incentivem. Infelizmente perdemos o Canisso e esse show vai para ele. Obrigado ao Sesc-DF por nos proporcionar essa oportunidade. Tenho uma relação especial com essa cidade e foi incrível poder tocar aqui”, contou.
Durante o show, o ex-integrante de Os Raimundos, José Henrique Campos Pereira, mais conhecido como Canisso, foi brilhantemente homenageado pelo público presente. O célebre baixista brasileiro faleceu este ano e integrou parte da formação original do grupo.
Ao final da programação, o público aplaudiu as atrações. Para o engenheiro Paulo Vilhena, a segurança e a saída de forma organizada foram um dos pontos positivos do evento. “São anos comemorando o Rock e ver o estacionamento do estádio lotado é satisfatório. Foram famílias e amigos que vieram de diversos bairros da capital e até mesmo de comunidades, só para prestigiar o evento e fazer parte disso tudo. É a cena local sendo fortalecida e reconhecida”, agradeceu Paulo.
Usuários podem utilizar o canal para críticas, sugestões, denúncias ou elogios
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) informa que, entre esta segunda-feira (24) e sexta (28), a Ouvidoria da empresa atenderá, provisoriamente, pelo telefone (61) 3029-8429. A Ouvidoria funciona em horário comercial, de segunda a sexta, das 8h às 18h.
A atuação da Ouvidoria da Caesb se dá como canal de segundo nível, após esgotadas as possibilidades de atendimento junto aos demais canais.
Para críticas, sugestões, denúncias ou elogios, o público pode falar diretamente com a Ouvidoria da Caesb. O atendimento pelo formulário eletrônico permanece ativo, bastando este link.
Projeto Canomama estimula a prática da canoagem entre mulheres que sobreviveram à doença
Vamos de dragon boat? A expressão parece até uma dica ou sugestão de filme chinês, mas não. O dragon boat salva e transforma vidas de mulheres ao redor no mundo. E aqui no Distrito Federal não é diferente.
O projeto Canomama, com 53 atletas, tem apoio do Compete Brasília | Fotos: Divulgação/Projeto Canomama
O dragon boat é o esporte oficial das remadoras que sobreviveram ao câncer de mama. Em Brasília, a modalidade é praticada por mulheres do projeto Canomama, idealizado pela atleta Larissa Lima em 2017, para estimular a prática da canoagem entre mulheres que tiveram a doença. O projeto conta hoje com 53 atletas que sobreviveram ao câncer de mama; dessas, 12 representaram o time na competição do Panamá, ocasião em que a categoria câncer de mama foi reconhecida pela Confederação Brasileira de Canoagem.
A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) apoia o projeto por meio do programa Compete Brasília. O time disputou as provas de 200 m e 500 m com outros representantes do Brasil, Panamá, Canadá, Colômbia e Argentina. A equipe do DF ficou em terceiro lugar na prova de 500 m e em segundo lugar na prova de 200 m, além de ter sido eleita a revelação do campeonato.
O programa Compete Brasília tem como objetivo incentivar a participação de atletas e paratletas de alto rendimento de diversas modalidades em campeonatos nacionais e internacionais, por meio da concessão de transporte aéreo ou transporte terrestre.
“A equipe Canomama segue focada e treinando muito para poder seguir escrevendo essa história de superação, além de levar a mensagem de que há vida após o câncer. O time é formado por mulheres que reescreveram suas histórias depois do diagnóstico do câncer de mama e se tornaram atletas porque acreditaram que podiam transformar suas vidas através do esporte”, disse Larissa.
“Se não fosse o Compete Brasília, a oportunidade não teria acontecido. Então é um dos maiores e melhores projetos porque oferece subsídio fundamental para viabilizar a nossa participação em competições esportivas”, completou a atleta, ao falar sobre a importância do programa e apoio da pasta.
Diante da conquista, o secretário interino de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, comemora a posição do projeto no campeonato e destaca o apoio do Compete Brasília para as modalidades que contemplam pessoas que já superaram ou foram curadas de doenças como o câncer.
“Apoiar o esporte é apoiar a vida. Sabemos o quanto as atividades esportivas podem ajudar no processo de reabilitação de uma grave doença, e as meninas e grandes atletas da Canomama só reforçam nossa ideia de fomentar todo e qualquer tipo de esporte no DF”, declara.
Inaugurado no ano de nascimento da cidade, o maior centro hospitalar público do Centro-Oeste é um lugar de esperança, um gigante que salva vidas
A história do Hospital de Base (HB) se mistura com a de Brasília. Eles foram construídos simultaneamente, e o Base abriu as portas cinco meses depois da inauguração da cidade. Assim, em 12 de setembro de 1960, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e idealizado pelo presidente Juscelino Kubitschek, nascia o que hoje é um dos mais importantes hospitais do Brasil. Neste aniversário de 63 anos da capital federal, contamos um pouco da história daquele que foi pioneiro da saúde pública no Distrito Federal.
O projeto inicial tinha como objetivo criar “uma unidade de saúde revolucionária para o país” e um centro de referência na área, o que de fato aconteceu. Atualmente, o Base, maior centro hospitalar público do Centro-Oeste, com 64.696,67 metros quadrados de área construída, é modelo na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de alta complexidade em politraumas, emergências e cirurgias cardiovasculares, transplantes, neurocirurgia, oncologia, oftalmologia, ortopedia e reumatologia.
“O hospital é um marco nessa cidade. É um gigante que realiza pesquisas, ensina e forma centenas de profissionais anualmente. Sempre digo para a minha família que, se eu tiver um acidente grave, me leve para o Base”Julival Ribeiro, diretor-geral do Hospital de Base
Em tantos anos de existência, o hospital garantiu a saúde de milhões de pessoas e conquistou o coração de milhares de profissionais que lá estão. O infectologista Julival Ribeiro, 69 anos, é um desses trabalhadores. O baiano chegou a Brasília, em 1980, segundo ele por escolha do destino. “Amo esse lugar, Deus me trouxe para Brasília e para trabalhar no Base”, declara.
Na cidade e nos corredores do Hospital de Base, o médico construiu quase toda a trajetória profissional. “Vim para o Base logo depois da morte de Tancredo Neves [referindo-se ao falecimento do ex-presidente, em abril de 1985], um momento muito triste. Me aposentei, voltei como voluntário e estou até hoje, à frente do setor de controle de infecção hospitalar”, relembra.
Diretor-geral do Hospital de Base, Julival Ribeiro começou a trabalhar na unidade de saúde em 1985 | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
Nesses 38 anos diários no hospital, o infectologista chegou ao cargo de diretor-geral do HB e lembra de muitos acontecimentos que contribuíram para o desenvolvimento do centro de referência. “Me orgulho muito desse período. Criamos a Unidade Neurocardiovascular, específica para atender casos de AVC e infarto; reestruturamos o setor de trauma; integramos o Samu (Serviço Móvel de Urgência) e criamos nesse período o primeiro serviço oncológico do DF”.
Entusiasta do SUS e do Base, o médico acredita que o local cumpre muito bem o papel que cabe a ele. “O hospital é um marco nessa cidade. É um gigante que realiza pesquisas, ensina e forma centenas de profissionais anualmente. Sempre digo para a minha família que, se eu tiver um acidente grave, me leve para o Base”, pontua Julival.
O Hospital de Base recebe alunos de graduação em medicina, enfermagem e outros cursos da área de saúde, bem como profissionais graduados pleiteando vagas nos programas de residência médica e profissional. Atende, no campo de estágio, a vários convênios da Secretaria de Saúde com instituições de ensino superior e médio do DF.
“Realizamos em média de 10 mil a 12 mil atendimentos de trauma no último ano. Aqui definimos a vida de um paciente. É tudo muito incerto, podemos iniciar o plantão e não ter nenhum paciente em estado grave, como pode surgir um gravíssimo, e precisamos agir rapidamente. Devolver esse paciente com saúde para a família me encanta e dá ânimo para continuar”Renato Diniz Lins, chefe do Centro de Trauma do HB
Especialista em salvar vidas
Unidade referência para atendimento de casos complexos e graves, a missão diária dos profissionais que atuam no HB é salvar vidas. À frente do Centro de Trauma, o médico cirurgião Renato Diniz Lins, 43, entrou para fazer a residência médica no Base há 21 anos e nunca mais saiu.
“Muita coisa mudou de lá para cá, passamos por momentos piores e melhores, assim como a medicina evoluiu. O fato é que estamos aqui 24 horas preparados para atender os pacientes. Fazemos tudo o que é necessário para salvar uma vida, independentemente dos recursos que tivermos. O ano de 2019 foi a virada de chave do hospital, nos tornamos instituto, o que nos possibilitou ampliar o Centro de Trauma, contratar de maneira célere e o setor de raio-x, por exemplo, passou a funcionar 24h”, conta.
Em 2019, o hospital passou por uma ampla reforma administrativa. O HB começou a ser gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), que tem como finalidade desburocratizar a gestão da saúde.
Chefe do Centro de Trauma, Renato Diniz Lins afirma que “o ano de 2019 foi a virada de chave do hospital, nos tornamos instituto, o que nos possibilitou ampliar o Centro de Trauma, contratar de maneira célere e o setor de raio-x, por exemplo, passou a funcionar 24h” | Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF
Segundo o cirurgião, os traumas são a maior causa de mortes de adultos jovens atualmente no DF, e o setor relacionado a essa área é a principal especialidade do Base. “Realizamos em média de 10 mil a 12 mil atendimentos de trauma no último ano. Aqui definimos a vida de um paciente. É tudo muito incerto, podemos iniciar o plantão e não ter nenhum paciente em estado grave, como pode surgir um gravíssimo, e precisamos agir rapidamente. Devolver esse paciente com saúde para a família me encanta e dá ânimo para continuar”, declara Diniz.
“É um hospital de todos, e em um momento de gravidade, com ou sem dinheiro, se precisar, ele estará aqui para atender e salvar uma vida e o brasiliense sabe disso. Somos o único hospital público que capta órgãos para fazer transplantes e o único com pronto socorro 24h para transplantados. Estamos aqui para resolver o que nenhum outro hospital conseguir”Cristhiane Gico, chefe da Unidade de Nefrologia e Transplante
Um hospital de retaguarda
Filha e neta de candangos, a chefe da Unidade de Nefrologia e Transplante, Cristhiane Gico, 47 anos, tem uma relação afetiva com o Base. “Meu pai e meu avô ajudaram a construir Brasília e, hoje, fazer parte dessa instituição nessa cidade é muito importante. Há mais de 12 anos, entrei como residente e agora, gerencio a nefrologia. Estamos conseguindo implantar o primeiro programa de diálise não planejada em pacientes agudos, isso em um hospital público do DF, o que também é histórico. O Base transforma o médico e a gente se apaixona por ele” afirma.
Além da atuação diária, o HB é o hospital de retaguarda em todos os grandes eventos realizados na capital federal, preparado para receber grandes contingentes de pacientes, como nas festividades e em feriados, como o da Independência e o aniversário de Brasília, e até mesmo eventos mundiais, a exemplo da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
Chefe da Unidade de Nefrologia e Transplante, Cristhiane Gico é filha e neta de candangos: “Meu pai e meu avô ajudaram a construir Brasília e, hoje, fazer parte dessa instituição nessa cidade é muito importante” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
“Me lembro bem quando nos preparávamos para a Copa do Mundo, o Base era a principal retaguarda em Brasília, fizemos treinamento e conseguimos perceber, naquele momento, como o hospital é estratégico, pela localização, no centro da cidade, pelas especialidades que possui e a rápida capacidade de mobilização”, relembra a nefrologista.
Para a médica, o Base está no coração do brasiliense, que sabe da importância do hospital em casos graves. “É um hospital de todos, e em um momento de gravidade, com ou sem dinheiro, se precisar, ele estará aqui para atender e salvar uma vida e o brasiliense sabe disso. Somos o único hospital público que capta órgãos para fazer transplantes e o único com pronto socorro 24h para transplantados. Estamos aqui para resolver o que nenhum outro hospital conseguir”, finaliza Cristhiane Gico.