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Lira: esforço concentrado é para destravar a pauta econômica

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, não se trata do interesse do governo e sim do País

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o esforço concentrado desta semana tem o objetivo de destravar a pauta econômica, sobretudo a votação da reforma tributária. Lira disse que as bancadas dos partidos vão se reunir ao longo da semana com governadores e prefeitos para costurar um acordo para a votação da proposta.

Segundo ele, não se trata do interesse do governo e sim do País. Arthur Lira afirmou que há um pleito de alguns governadores por um modelo híbrido
de arrecadação, e que isso está sendo discutido com o relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). “Não queremos que esse assunto vire um cavalo de batalha, estão todos à disposição, com as oportunidades de conversas. Estamos aguardando o quórum adequado para colocar em votação”, disse o presidente.

Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a reforma tributária deve ser aprovada em dois turnos de votação por 3/5 dos deputados.

Carf

Lira disse ainda que espera um acordo para votar o projeto sobre o voto de desempate nas decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf – PL 2384/23). Segundo ele, o Congresso tem algumas ressalvas com alguns posicionamentos da Receita Federal. O texto, segundo ele, ainda não foi discutido com todas as bancadas, portanto, não há compromisso de votar a proposta amanhã. “Temos sessões convocadas até sexta-feira”, afirmou o presidente da Câmara.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Governador Ibaneis entrega duplicação de trecho da DF-001 no Jardim Botânico

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Obra de R$ 16 milhões reforça investimentos do governo na região administrativa, onde moram cerca de 150 mil pessoas

Uma das regiões que mais crescem no DF é também uma das que mais recebem investimentos do Governo do Distrito Federal. Nesta terça-feira (4), o governador Ibaneis Rocha entregou a obra de duplicação de um trecho de 5,2 km da Estrada Parque Contorno (DF-001), na região do Jardim Botânico.

Na duplicação da via, que é de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER), foram executados os serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical, obras complementares, além de ciclovia e paisagismo.

O trecho pavimentado é na região que faz a ligação entre a Estrada Parque Juscelino Kubitschek (DF-027), na descida da Ponte JK, até a Estrada Parque Dom Bosco (DF-025), rodovia que margeia todo o Lago Sul | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

No evento, o governador Ibaneis Rocha destacou que a região saiu do esquecimento e tem recebido muitas obras de infraestrutura. “Nós tínhamos vários gargalos pela cidade como um todo e temos buscado em todas as regiões resolver esses problemas. Esse daqui era um problema antigo. Era uma avenida que tinha muitos acidentes, muitas pessoas perderam a vida aqui. A obra atende uma região muito importante dos condomínios aqui do Jardim Botânico”, disse o chefe do Executivo, ao assegurar que o local também será iluminado.

“Nós tínhamos vários gargalos pela cidade como um todo e temos buscado em todas as regiões resolver esses problemas. Esse daqui era um problema antigo. Era uma avenida que tinha muitos acidentes, muitas pessoas perderam a vida aqui”Ibaneis Rocha, governador

A pista dupla contém duas faixas de rolamento com 3,5 metros de largura em cada uma e acostamento de 2,5 metros. O trecho pavimentado é na região que faz a ligação entre a Estrada Parque Juscelino Kubitschek (DF-027), na descida da Ponte JK, até a Estrada Parque Dom Bosco (DF-025), rodovia que margeia todo o Lago Sul. Um local que abriga muitos condomínios em fase de expansão e regularização.

Benefícios para a comunidade

Com investimento de R$ 16 milhões e 80 empregos diretos gerados, a duplicação da DF-001, trecho que permeia toda região do Jardim Botânico, irá beneficiar aproximadamente 50 mil motoristas que circulam pela via e melhorar a qualidade de vida de milhares de famílias que moram nos nove condomínios e quadras da região, dando mais fluidez e segurança ao trânsito.

“É uma duplicação de seis quilômetros praticamente. Lembrando que a DF-001 é aquela rodovia que faz o contorno em todo o DF, tem 130 quilômetros, dos quais vários já são duplicados e agora esse trecho muito importante, de condomínios grandes que tinham essa pista simples e que causava dificuldade. É uma bela obra que salva vidas e dá fluidez ao trânsito”, observou o presidente do DER, Fauzi Nacfur Junior.

Síndico do Condomínio Privê Morada Sul Etapa C, Alexandre Barbosa: “É uma obra que também está ligando o Paranoá ao Jardim Botânico, São Sebastião e todos aqueles que utilizam as saídas da DF-001”

Para o síndico do Condomínio Privê Morada Sul Etapa C, Alexandre Barbosa, que mora na região há 18 anos, a obra impacta diretamente no dia a dia dos moradores de várias regiões próximas. “É uma obra muito importante pela facilidade que teremos para nos deslocar. No Altiplano, por exemplo, temos cerca de 20 mil pessoas que saem todos os dias para trabalhar e utilizam as saídas pelo Lago Sul ou Jardim Botânico, e a duplicação irá ajudar muito a desafogar, dando mais fluidez ao trânsito tanto nos horários de pico pela manhã e à tarde. É uma obra que também está ligando o Paranoá ao Jardim Botânico, São Sebastião e todos aqueles que utilizam as saídas da DF-001”, destacou.

Outro ponto importante levantado pelo morador é que, com a duplicação de toda a via, o risco de acidentes será reduzido. “Já aconteceram muitos acidentes e tem a questão nessa rodovia de muitas batidas frontais e atropelamentos. A ciclovia também trará segurança para os ciclistas e pedestres que poderão circular com mais segurança”, completou Barbosa.

Para a empresária Aline Barros, 32 anos, moradora do Jardim Botânico há 12 anos, as melhorias que a região tem recebido em termos de infraestrutura têm sido um diferencial no governo Ibaneis Rocha. “Já sentimos uma melhoria com a abertura de um dos trechos mais à frente. Agora, com a abertura desta nova etapa, vai melhorar ainda mais. Somos uma região relativamente nova, porém muito habitada, com bastante procura. E éramos carentes de infraestrutura. Com o novo governo, tivemos uma atenção maior, então melhorou a qualidade de vida”, comemorou.

Empresária Aline Barros, moradora do Condomínio Estâncias Quintas da Alvorada: “Éramos carentes de infraestrutura. Com o novo governo, tivemos uma atenção maior, então melhorou a qualidade de vida”

“Serão beneficiados, em média, 148 mil moradores aqui na nossa região. Isso sem contar os moradores do Jardim ABC que passam por aqui. O pessoal do Gama, de Santa Maria, que muitas vezes fogem do congestionamento de lá e passam por aqui. Nós temos aqui 20 mil moradores no Altiplano Leste, que ainda pega o Altiplano rural, que é do Paranoá. O Jardim Botânico hoje conecta com Minas Gerais, com Goiás e faz uma conexão com todas as cidades do DF. Aqui é simbólico: a junção entre Lago Sul, Jardim Botânico e Paranoá”, acrescentou o administrador do Jardim Botânico, Aderivaldo Cardoso.

Mais investimentos

Além da duplicação da DF-001, o governo trabalha na duplicação da DF-140, com investimento de R$ 20,4 milhões, e também recuperou a pavimentação da DF-463. Como complemento a essas obras, está em construção um viaduto na altura do balão da antiga Esaf, com recursos de R$ 33,5 milhões aproximadamente. Além dele, outros dois estão por vir, sendo um na saída de São Sebastião e outro na entrada da Ponte JK.

Fora essas obras, o GDF também investiu em saúde na região, com a entrega de uma unidade básica de saúde (UBS), em 2021, no Jardins Mangueiral, com aporte de R$ 2,9 milhões. Também estão em execução obras na educação, com três escolas e uma creche, que somam quase R$ 38 milhões para atender 3,87 mil alunos, do ensino infantil até o médio.

A gestão também construiu estacionamentos, investiu em calçadas e pontos de ônibus na Avenida do Sol, iluminação pública e em reformas no Jardim Botânico de Brasília.

Secretário de Cultura Bartolomeu Rodrigues deixa o cargo; Abrantes deve ser o substituto

Governador Ibaneis Rocha confirma a saída de “Bartô”, que assumiu a pasta em dezembro de 2019

Nesta terça-feira (4), o secretário de Cultura do Distrito Federal, Bartolomeu Rodrigues, solicitou sua exoneração do cargo. A notícia foi confirmada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

O motivo da saída não foi revelado pelo chefe do Executivo, que apenas mencionou que “Bartô”, como é conhecido, pediu para deixar o posto. Conforme informações do governador, o ex-deputado distrital Cláudio Abrantes assumirá a posição.

Em suas palavras de despedida aos servidores, Bartolomeu afirmou que sairá com consciência tranquila e revelou seu plano de aproveitar um período de descanso. Ele destacou que a experiência profissional à frente da pasta foi extremamente enriquecedora.

Bartolomeu assumiu o comando da Secretaria de Cultura em dezembro de 2019, após a exoneração do sociólogo Adão Cândido, que tinha um relacionamento conflituoso com a classe artística da cidade.

Essa mudança no comando da pasta da Cultura do DF traz desafios e expectativas para a gestão cultural na região, e a nomeação de Cláudio Abrantes será aguardada com interesse pela comunidade artística.

Governo Ibaneis paga mais de R$ 35 milhões com o Cartão Prato Cheio e DF Social

Os novos beneficiários do programa Prato Cheio já podem retirar o cartão nas agências do Banco de Brasília (BRB), conforme calendário

O Governo do Distrito Federal (GDF) pagou R$ 35.564.380 em benefícios sociais, referente ao Cartão Prato Cheio e DF Social. As 100 famílias beneficiárias do programa Prato Cheio receberam nesta segunda-feira (3) a parcela de R$ 250, um investimento de R$ 24.973.000. Também já está na conta dos 70 mil beneficiários a parcela de R$ 150 do DF Social, com montante de R$ 10.591.380. Lembrando que há beneficiários que recebem tanto o Prato Cheio quanto o DF Social. Os dois programas são geridos pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Com o pagamento do DF Social e do Cartão Prato Cheio, o GDF faz um investimento de R$ 35.564.380 em benefícios sociais neste início de segundo semestre (Arte: Ascom/Sedes-DF)

“Muitas famílias aguardam esse recurso no início do mês para pagar as contas, comprar alimentos. São benefícios como esses que garantem autonomia a essas famílias em vulnerabilidade social”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

Os novos beneficiários do programa Prato Cheio já podem retirar o cartão nas agências do Banco de Brasília (BRB), conforme cronograma definido de acordo com a primeira letra do nome do beneficiário.

– A/G: 3/7/2023
– H/M: 4/7/2023
– N/Z: 5/7/2023

“À medida que as famílias vão completando o ciclo de nove meses, outras vão entrando. O cartão Prato Cheio tem essa característica, de ser um benefício temporário para dar suporte a um maior número possível de famílias que passam por um momento de dificuldade”, explica Ana Paula Marra.

O DF Social é o benefício destinado às famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritas no Cadastro Único | Foto: Arquivo/Agência Brasília

Para saber se foi contemplado e a data e o local de retirada, é preciso acessar o site GDF Social, colocar CPF e data de nascimento.

Vale lembrar que os beneficiários que foram contemplados em ciclos anteriores não precisam retirar um novo Cartão Prato Cheio, nem habilitar na agência do BRB. Basta reutilizar o cartão que já estará com crédito de R$ 250. Em caso de extravio do documento, o beneficiário deve solicitar um novo cartão em uma das agências bancárias.

O Cartão Prato Cheio concede crédito de R$ 250 por nove meses para a compra de alimentos. O benefício é destinado às famílias que passam por situação temporária de insegurança alimentar e nutricional e só é concedido após atendimento socioassistencial realizado pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). O cartão não está habilitado para a função saque. Só pode ser utilizado no comércio de produtos alimentícios.

Já o benefício mensal de R$ 150 do DF Social é destinado às famílias com renda per capita de até meio salário mínimo, inscritas no Cadastro Único. Neste caso, não é preciso solicitar o benefício. As famílias que atendem aos critérios são incluídas pela Sedes no programa. Para saber se está entre os beneficiários, o cidadão também deve consultar o site GDF Social. A abertura da conta pode ser feita pelo aplicativo BRB Mobile. Basta ter em mãos um documento original com foto – Registro Geral ou Carteira Nacional de Habilitação.

Senado: CAE aprova indicações de Gabriel Galípolo e Ailton Santos ao Banco Central

Em meio a pressão do governo e do mercado para a redução da taxa básica de juros (Selic) no país — que desde agosto de 2022 mantém-se em 13,75% — a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) as indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos nomes do economista Gabriel Muricca Galípolo e do advogado Ailton de Aquino Santos para a diretoria do Banco Central (BC).

O colegiado aprovou urgência para a análise das indicações em Plenário. Caso os nomes sejam aprovados, eles irão compor o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros do país.

Diretor de Política Monetária

A indicação de Gabriel Galípolo para a Diretoria de Política Monetária do BC —  na vaga decorrente do término do mandato de Bruno Serra Fernandes — foi relatada na CAE pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), para quem o currículo do indicado revela “alto nível de qualificação profissional, larga experiência em cargos públicos e sólida formação acadêmica, com a devida capacitação em assuntos econômico-financeiros”.

— Espera-se que tanto o Gabriel como o Ailton, à frente da diretoria do Banco Central, possam, de alguma forma, na próxima reunião, em sendo eleitos, diminuir esse conservadorismo que tem apresentado o presidente do Banco Central, permanecendo com a taxa de juros em 13,75% já há algum tempo, quando o mercado, quando todos os indicadores mostram, já, a necessidade da sua diminuição — afirmou Otto.

Até recentemente secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Galípolo afirmou que desde o início do mandato do presidente Lula, a equipe econômica mirou nos desafios e já há uma “melhoria significativa do ambiente econômico”

— As medidas até aqui implementadas produziram no primeiro semestre a valorização da nossa moeda; previsões de um déficit primário menor; a aprovação de um conceito de uma nova regra fiscal; projeções de crescimento mais elevado; menor inflação; e o mercado já projeta taxas de juros mais baixas e cortes na taxa de juros futura.

O indicado também defendeu que as medidas tomadas vêm contribuindo para um cenário que, com uma possível queda da taxa de juros longa futura, pode estimular o retorno dos investimentos e de crescimento sustentável nos próximos anos.

— Como bem colocou o diretor-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a única solução é crescer. E, para crescer, é preciso seguir com agenda econômica que vem sendo enfrentada agora mesmo em conjunto pelo Legislativo, pelo Executivo e pelo Judiciário — disse o economista.

O sabatinado também disse que os economistas não podem, em função da necessidade da discussão técnica, tentar interditar o debate econômico.

—  Não cabe a nenhum economista, por mais excelência que ele tenha, impor o que ele entende ser o destino econômico do país à revelia da vontade democrática e dos seus representantes eleitos, que são os senhores — afirmou.

Diretor de Fiscalização

Por sua vez, o advogado e servidor de carreira do Banco Central Ailton Aquino Santos, indicado ao cargo de Diretor de Fiscalização, em substituição a Paulo Sérgio Neves de Souza, defendeu a solidez do sistema financeiro do país.

— Temos hoje um sistema financeiro moderno, complexo, mais sólido, no qual se destaca o papel que o Banco Central exerce como regulador e supervisor para que se mantenha tal estabilidade e nível de concorrência — disse.

Santos defendeu o Banco Central como uma autarquia de Estado e apontou a necessidade urgente de concurso diante de uma quadro reduzido de servidores, o que, segundo ele, impacta a sua atividade de fiscalização.

A autarquia tem sob sua supervisão, segundo Santos, cerca de 1,8 mil entidades organizadas desde grandes conglomerados bancários, privados e públicos, nacionais e estrangeiros, até pequenas cooperativas ou instituições de pagamento. O advogado defendeu que o cooperativismo de crédito desempenha um papel relevante no desenvolvimento socioeconômico do país, com grande impacto regional, com o que concordou o senador Esperidião Amin (PP-SC).

O indicado à Diretoria de Fiscalização também afirmou que a evolução dos indicadores econômicos demonstra o grau de confiança dos agentes econômicos.

— Cito algumas alterações recentes nas expectativas de mercado publicadas semanalmente pelo Banco Central em seu conhecido relatório Focus. Por exemplo, a mediana das expectativas de crescimento do PIB para 2023 passou de 0,78%, em janeiro de 2023, para 2,19%, no Focus publicado na data de ontem.

A indicação de Santos foi relatada pelo senador Irajá (PSD-TO) e o parecer foi lido pelo senador Esperidião Amin. “O seu currículo revela alto nível de qualificação profissional, larga experiência em cargos públicos e formação acadêmica adequada”, afirmou o relator.

Questionamentos

Os indicados foram sabatinados por diversos senadores, que abordaram questões como a taxa de juros, a autonomia do BC, indexação, entre outros temas. O senador Otto Alencar questionou a possibilidade de vir a existir uma moeda comum no Mercosul.

Galípolo explicou que a ideia de uma moeda comum, que remete ao imediato pós-Segunda Guerra Mundial, é resultado de uma discussão sobre a detenção, por um país, da moeda de reserva do sistema econômico como um todo.

—  Não é a ideia de uma moeda para substituir moedas nacionais, mas sim de uma unidade de conta e de um meio de pagamento que permita garantir a viabilidade e facilitar a relação entre esses países — disse o economista.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) questionou os depósitos voluntários remunerados e a reindexação pela qual a economia brasileira estaria passando  nos últimos anos com a política de paridade de importação de derivados do petróleo.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) perguntou como reduzir as taxas de juros para os setores mais vulneráveis da sociedade. Ela salientou ainda que Ailton Santos é o primeiro negro a ser indicado para um cargo de direção no BC.

Para os dois indicados, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) questionou a defesa da autonomia do BC.

— Durante o processo eleitoral do ano passado, o Banco Central atuou de maneira firme para assegurar a estabilidade de preços, seu objetivo fundamental, elevando as taxas de juros naquela ocasião, sem se preocupar com pressões de qualquer espécie. Entretanto, o governo atual parece não valorizar a autonomia do Banco Central do Brasil para o desenvolvimento do nosso país. São diversas críticas ao brilhante trabalho do presidente Roberto Campos Neto que provocaram ruídos desnecessários na expectativa de mercados e atrasaram o início de um ciclo de redução das taxas básicas de juro — afirmou a senadora.

Plano de carreira no BC, educação financeira, uso de linguagem cidadã (isto é, de fácil compreensão para os cidadãos) e arcabouço fiscal compuseram as questões do senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

— A última ata do comitê [Copom], deixa claro que o arcabouço fiscal reduz, substancialmente, as incertezas em torno do risco fiscal. Então, a gente aposta muito no arcabouço fiscal, na redução das incertezas, que pode ser um indutor relevante para a redução das taxas de juros no devido momento — afirmou Ailton Santos.

Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) pediu aos sabatinados que “não adotem dogmas que emburrecem e dificultam que se chegue a uma saída racional e razoável”. Os senadores Rodrigo Cunha (Podemos-AL), Marcos Rogério (PL-RO) e Marcelo Castro (MDB-PI) questionaram as taxas e os juros praticados no Brasil. Cunha lembrou que a taxa cobrada por cartões de crédito chegam a 455% ao ano, o que ele classificou como “um absurdo”. O senador destacou ainda que, pelos dados do próprio BC, 48% da população está endividada. Castro também salientou as altas taxas cobradas pelos bancos no país.

— Essas taxas vêm dominando há muito anos, e o Banco Central não toma nenhuma providência. Se os bancos não emprestassem, já estavam lucrando por conta das taxas cobradas…isso é uma indecência.

Currículos

Gabriel Galípolo nasceu em São Paulo e graduou-se em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 2004, onde também obteve o título de mestre em economia política, em 2008. No campo acadêmico, foi professor da PUC-SP e do MBA da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e London School of Economics and Political Science.

Em relação à trajetória profissional, entre 2007 e 2008, Galípolo atuou, no estado de São Paulo, na Secretaria de Economia e Planejamento e na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Foi sócio-diretor da Galípolo Consultoria, de 2009 a 2022, onde coordenou e estruturou projetos e estudos de viabilidade econômico-financeira em diversos setores da economia. Foi presidente do Banco Fator, de 2017 a 2021, e conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2022. Até junho deste ano, foi  secretário-executivo do Ministério da Fazenda.

Natural de Jequié, no sudoeste da Bahia, Ailton de Aquino Santos é advogado e servidor de carreira do BC desde 1998, onde já ocupou diversas funções, e atualmente é o auditor-chefe da instituição.  Ele também já ocupou o cargo de chefe do departamento de contabilidade, orçamento e execução financeira do BC.

O indicado tem dupla graduação, em ciências contábeis e direito, respectivamente, na Universidade do Estado da Bahia e no UDF Centro Universitário. Ele possui também pós-graduação em ciências contábeis pela Universidade do Estado da Bahia (1997), além de mais três especializações: contabilidade internacional, engenharia econômica de negócios e direito público.

Fonte: Agência Senado

Distrito Federal terá parceria da União para fortalecer políticas sociais

Governador Ibaneis Rocha apresentou programas sociais do DF ao ministro Wellington Dias; governo federal quer interligar projetos distritais e federais

Os programas de desenvolvimento social e assistência do Governo do Distrito Federal (GDF) foram apresentados pelo governador Ibaneis Rocha ao ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Eles estiveram reunidos na segunda-feira (3), no Palácio do Buriti. O encontro serviu para estabelecer um compromisso de interligar os programas locais e federais.

O ministro de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (E), com o governador Ibaneis: “O presidente Lula quer a integração dos governos do Distrito Federal, dos estados e municípios, todos unidos para tirar o Brasil do mapa da fome e para reduzir a pobreza” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

“Nosso governo tem trabalhado a questão social de forma muito forte, e poder contar com o governo federal é muito importante”Governador Ibaneis Rocha

“O presidente Lula quer a integração dos governos do Distrito Federal, dos estados e municípios, todos unidos para tirar o Brasil do mapa da fome e para reduzir a pobreza”, afirmou o ministro. “O Banco de Brasília [BRB] é um potencial parceiro para atuar na qualificação do público inscrito no CadÚnico [Cadastro Único], e nós vamos trabalhar para celebrar essa união.”

Na companhia dos secretários de Planejamento, Ney Ferraz, e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Thales Mendes, Ibaneis Rocha apresentou projetos, como o dos restaurantes comunitários, o Cartão Prato Cheio e o Renova, voltado à qualificação profissional.

“Estamos muito felizes por encontrar um alinhamento de propósitos entre o GDF e o ministério”, afirmou o governador. “Nosso governo tem trabalhado a questão social de forma muito forte, e poder contar com o governo federal é muito importante.”

Segundo Ney Ferraz, o ministro se mostrou bastante interessado em mudar “a realidade do país, e isso inclui a população carente de Brasília”. O secretário complementou: “O governador também pediu apoio a ele para a construção de novas unidades do Cras [Centro de Referência em Assistência Social], e estamos confiantes de que ele se convenceu da necessidade desse apoio”.

Banco BRB e Flamengo encaminham renovação de parceria

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Renovação de contrato de patrocínio master e sociedade em banco digital estão em negociação

O Flamengo está focado em fortalecer suas finanças por meio de novos investimentos e, para isso, está encaminhando a renovação de contrato com seu patrocinador master, o Banco BRB. A parceria entre as duas partes teve início em 2020 e, agora, está em negociação para um novo vínculo de 24 meses.

A parceria inicial entre Flamengo e Banco BRB foi estabelecida por um período de 36 meses, que está prestes a se encerrar no final deste mês.

Com o prazo se aproximando, as cláusulas do novo contrato estão sendo discutidas, e espera-se que a renovação seja anunciada em breve.

Atualmente, o Banco BRB paga aproximadamente R$ 32 milhões anuais ao Flamengo pelo patrocínio master, mas os detalhes financeiros do novo acordo ainda não foram divulgados.

Além do patrocínio master, Flamengo e BRB também buscam estabelecer uma sociedade no banco digital.

Em janeiro deste ano, o Banco Central aprovou essa parceria, dando origem ao “Nação BRB FLA”, um projeto desenvolvido em conjunto pelas duas partes com condições igualitárias.

Os dirigentes do Flamengo comemoraram a aprovação dessa iniciativa, pois ela visa trazer benefícios tanto para o clube quanto para o banco.

Com a força da marca Flamengo e a confiança do Banco BRB, espera-se que essa parceria continue trazendo frutos positivos para ambas as partes nos próximos anos.

Romance original usa casa para narrar abuso sexual ao estilo do realismo mágico

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A escritora Denise Emmer encontrou uma forma original de contar a história de Amiudinha, protagonista de O barulho do fim do mundo (Ed. Bertrand Brasil). A menina que vive com a mãe sanguessuga e o padrasto abusador cria um universo particular e poético para suportar a vivência. A moradia de 200 anos se torna uma aliada de Amiudinha e começa a ruir, o que se torna evidente a cada abertura de capítulo.

Denise entrega aos leitores uma narrativa que mescla o imaginário e o real, uma trama de fantasia e horror tecida com seu lirismo de poeta, sua musicalidade de violoncelista e sua perspectiva cósmica de física. Na trama narrada por uma casa com vida própria, conhecemos uma mãe cruel, um padrasto abusador e uma menina vítima dos dois. Amiudinha, obrigada a trabalhar e servir, tratada como uma escravizada para que lhe permitissem usufruir de teto e comida.

Abandonada pelo pai ainda bebê — pelo simples fato de nascer mulher — cresceu sem saber o que era o amor materno, não teve uma mãe, apenas uma sanguessuga que a explorava nos trabalhos domésticos. A casa é tudo que ela conhece e sua grande companheira e aliada. E, pela menina, a casa é capaz de tudo.

“Minhas chaminés, quase mortas e encardidas, faziam-nos cansar e tossir. Tossir. Tossir. E era nessa hora que os quartos sacudiam. As lâmpadas queimavam e as cortinas ventavam como saias. Dos telhados, caíam telhas avermelhadas qual hemoptises do tuberculoso que morou em mim. Não seria a sua bactéria ainda a circular por meus ares, mas outra, nova, avassaladora, advinda dos hábitos insalubres e repugnantes dos meus habitantes de agora. Sem a criada Miúda, filha e escravizada, comiam o que se arrastasse nos chãos mais imundos”, relata a casa-narradora.

Completamente sozinha e desamparada, tendo sido vítima de uma violência sexual, não tinha a quem recorrer, não tinha a quem pedir socorro. Da sensação de quase morte e tentando fugir da dor que sentia, Amiudinha adormeceu e de seu sonho um cão ganhou vida, um devoto animal surgirá da desesperança. Enorme e iluminado, o cão Lanterna tornou-se real, destinado a proteger e guardar a integridade da menina.

Foi há quatro anos que a autora começou O barulho do fim do mundo e parte do romance foi escrita durante a pandemia. A obra explora temas como solidão, abandono e falta de ar e de socorro. “Para escrever O barulho do fim do mundo, decerto, arrisquei-me, não só na solidão do vazio cósmico, como na escuridão das moléstias, no submundo dos carrascos, e na desvalorização da vida”, Denise Emmer.

Sobre a autora:

Denise Emmer tem graduação em física e em música, é poeta e romancista reconhecida com diversos prêmios nacionais e internacionais, entre eles o Alceu Amoroso Lima Poesia e Liberdade, APCA, José Martí (Unesco), Pen Clube do Brasil, Prêmio ABL de Poesia e Prêmio Olavo Bilac (ABL). Publicou 23 livros ao longo de sua trajetória literária, e seus poemas estão em antologias dos Estados Unidos, da Espanha, da Itália e da Turquia.

O BARULHO DO FIM DO MUNDO  

Denise Emmer

168 págs. | R$ 54,90

Ed. Bertrand Brasil| Grupo Editorial Record

Arte Ocupa realiza oficinas para pessoas com deficiência e pacientes do Hospital de Apoio

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Terceira edição do projeto inicia em julho e terá três meses de duração

O projeto Arte Ocupa inicia, a partir de Julho, as oficinas gratuitas de artesanato, música e artes plásticas para pessoas com deficiência na Associação DF Down, no CEEDV – Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais e no Hospital de Apoio de Brasília para pacientes em recuperação e seus acompanhantes. Esta é a terceira edição da iniciativa, que conta com a participação da artista plástica Lurdinha Danezy e do maestro Dudu Oliveira, idealizador da Orquestra de Cavaquinhos do DF e do Ponto de Cultura Waldir Azevedo como Arte Educadores do projeto, desde a 1ª edição.

O Arte Ocupa realizará uma aula por semana, em cada um dos locais atendidos pelo projeto. No Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais, a oficina será de Canto Coral, ministrada pelo maestro e professor Dudu Oliveira. A artista plástica Lurdinha Danezy conduzirá as oficinas no Hospital de Apoio de Brasília na Associação DF Down (507 Sul).

Para pacientes em reabilitação no Hospital de Apoio e seus acompanhantes, Lurdinha vai desenvolver uma oficina de artesanato e ensinar a criar objetos a partir do papel machê, do papelão e de outros materiais recicláveis. Já na Associação DF Down, as aulas serão de artes plásticas e abordarão o processo de criação artística de quadros, em montagens que utilizam elementos colhidos na natureza, como sementes, flores e folhas.

Ao fim do projeto, será realizada uma exposição com as obras produzidas pelos participantes das oficinas. O evento também contará com apresentação dos alunos do curso de Canto Coral.

Diferentemente das edições anteriores, que promoveram uma oficina aberta ao público, neste ano, o Arte Ocupa está direcionado ao atendimento de pessoas com deficiência, pacientes do Hospital de Apoio e seus acompanhantes. De acordo com Marcelo Fonteles, diretor da Agenda Cultural Brasília e idealizador do projeto, o impacto da iniciativa tem sido positivo na recuperação e no desenvolvimento dos pacientes e das pessoas com deficiência.

“Com o projeto, conseguimos incentivar que eles se expressem artisticamente e compartilhem suas experiências em exposições, que realizamos ao fim das oficinas. Parte do sucesso que o ‘Arte Ocupa’ tem alcançado está na experiência de nossos professores, não só com a arte em si, mas com a arte inclusiva, particularmente”, explica Fonteles.

Arte e Inclusão

Além de serem grandes expressões em artes plásticas e música no Distrito Federal, tanto Lurdinha Danezy quanto Dudu Oliveira possuem vasta experiência com arte inclusiva. Dudu conduz há mais de dez anos aulas de canto coral para pessoas com deficiência visual e é idealizador e regente do Coral Armorial do DF, formado por artistas cegos ou com baixa visão.

Lurdinha é artista plástica há mais de 20 anos, tempo em que participou de exposições nacionais e internacionais. Ela iniciou sua experiência com arte inclusiva em casa, descobrindo, desde cedo, o talento de seu filho, o também artista plástico Lucio Piantino, que tem Síndrome de Down.

Já o idealizador e diretor do projeto, Marcelo Fonteles, foi diretor do Instituto Mãos de Arte, que também atendia pessoas com deficiência, após sua saída da Secretaria de Cultura do DF, onde atuava como gerente de gestão de consultores da SUFIC (FAC/LIC).

A 3ª edição do Projeto Arte Ocupa é realizada pela Agenda Cultural Brasília com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

Motoristas do DF já podem indicar condutor infrator pela Carteira Digital de Trânsito

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Detran-DF aderiu à funcionalidade elaborada pela Secretaria Nacional de Trânsito em parceria com o Serpro. Medida reduz burocracia e facilita a vida do cidadão

Motoristas da capital do país já têm a opção de indicar o real condutor de uma infração de trânsito pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Elaborada pelo Ministério dos Transportes, por meio da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), em parceria com o Serpro, empresa de tecnologia do Governo Federal, a funcionalidade é a opção mais prática e funcional para o proprietário fazer essa comunicação, que antes precisava ser feita em papel e de forma presencial.

Com a adesão do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) à funcionalidade, basta que o proprietário do veículo acesse a CDT ou o Portal de Serviços da Senatran. Procedimento em que o proprietário do veículo ou o principal condutor comunica à autoridade de trânsito quem dirigia o veículo no momento da autuação, a indicação do real infrator pode ser feita em até 30 dias a contar da data de notificação de autuação.

“Estamos trazendo o que há de melhor na tecnologia atual para oferecer melhores serviços possíveis aos cidadãos. Com a funcionalidade, reduzimos a burocracia, economizamos tempo dos usuários e fornecemos uma transação segura pela Carteira Digital de Trânsito”, afirmou o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

Mais benefícios

A funcionalidade está alinhada ao fluxo do Sistema de Notificação Eletrônica (SNE). Pelo uso da tecnologia, o motorista pode receber as multas no seu aparelho celular e fazer o pagamento com desconto de até 40%. Até o momento, aproximadamente 1 mil órgãos de trânsito municipais, estaduais e federais aderiram ao sistema.

Há benefícios pelo lado do órgão autuador também. Além do Distrito Federal, já aderiram os estados de Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Segundo a analista de negócio do Serpro Mara Leniza, a autoridade responsável pela multa economiza esforço e recursos no julgamento da indicação e na integração do processo com o sistema Registro Nacional de Infrações (Renainf).

“Esta nova funcionalidade é a opção mais prática, rápida e funcional para o proprietário fazer essa comunicação. Entre os seus benefícios, destacam-se a economicidade de tempo, já que o cidadão não precisa se deslocar para atendimento presencial no órgão autuador; e a legitimidade, pois o infrator aceita a indicação através da sua assinatura eletrônica na plataforma do Governo Federal”, disse a analista.