Agenda Capital | Procura-se ‘outsiders’ para 2018 na política do DF

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Quem já ouviu falar em “outsider”? Uma palavra até pouco tempo desconhecida, que aos poucos vai se incorporando no mundo político.

Por Delmo Menezes – Dando uma rápida olhada nos dicionários online, verificamos que o significado desta palavra se refere a um indivíduo que não pertence a um determinado grupo, cujas possibilidades de vencer são remotas. Em outras palavras, significa um “estranho” ou “intruso” no ninho. Só que qualquer estranho ou intruso, pode ser uma ameaça real aos chamados políticos tradicionais, profissionais ou de carteirinha.

Recentemente o mundo ficou assombrado com a eleição do empresário americano Donald Trump, para presidente da maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos. Trump nunca tinha sido eleito sequer vereador. O fenômeno Trump é um retrato gigante do divórcio do eleitor com a política como a conhecemos até hoje.

O próximo presidente da França deverá ser um banqueiro de centro, Emmanuel Macron, ou a ultradireitista Marine Le Pen, desbancando candidatos tradicionais, entre eles, François Fillon, líder do partido da direta tradicional, e  Jean-Luc Mélenchon, de esquerda.

Há poucos meses, os prefeitos eleitos nas duas maiores cidades do país também foram “outsiders” da política. Um mais que o outro, mas os dois fora da política tradicional. Em São Paulo o empresário João Doria (PSDB) foi eleito no primeiro turno. No Rio o evangélico Marcelo Crivella (PRB) foi eleito prefeito no segundo turno.

No Distrito Federal, a corrida ao Buriti começa a ganhar novos ingredientes com o “tsunami” provocado pela Lava Jato. Políticos considerados profissionais ou tradicionais, começam a perder espaço, ou até mesmo serem banidos da vida pública com as delações que vieram a público e outras que ainda podem ocorrer.

Recentemente o Agenda Capital publicou uma matéria intitulada – Corrida ao Buriti: Quem sobreviverá ao “tsunami” político das delações? Esta matéria versa sobre as chances de cada pré-candidato a uma disputa majoritária ao Buriti em 2018. Um dos nomes citados na reportagem, não obstante ser um político considerado experiente, foi o do senador Antonio Reguffe (sem partido).

O senador poderia perfeitamente se encaixar como um “outsider”, pois foge aos padrões normais da política brasileira. Obteve a marca histórica de 57,61% dos votos válidos (826.576) nas últimas eleições. Reguffe confirmou ao Agenda Capital, que “apesar de não ser muito comum na política, pretendo cumprir o meu compromisso que fiz com a população, até o fim”, explicou o parlamentar.

Nomes como o deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PTB), o conselheiro do TCDF, Renato Rainha (sem partido), o ex-distrital, Alírio Neto (PTB), o deputado distrital Chico Leite (Rede), não são tidos como “Outsiders“, pois são considerados políticos tradicionais.

O Distrito Federal como celeiro político, aguarda o surgimento de um ou mais nomes, que se encaixe no perfil de um “outsider”. 

Quem será o político “outsider” do DF? Faça suas apostas para as eleições majoritárias de 2018. Com a palavra o eleitor!

Da Redação do Agenda Capital

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