Hospital da Criança fortalece combate à violência contra crianças e adolescentes

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HCB amplia protocolos de acolhimento e proteção durante campanha Maio Laranja

Brasília, 25 de maio de 2026 — Durante a campanha Maio Laranja, voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) reforça sua atuação na identificação, acolhimento e encaminhamento de casos suspeitos ou confirmados de violência contra pacientes atendidos pela unidade.

Integrado à rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o hospital mantém protocolos específicos voltados à proteção da infância e da adolescência, com foco na escuta qualificada, segurança dos pacientes e articulação com órgãos da rede de proteção.

Hospital da Criança de Brasília atua com protocolos que priorizam segurança, escuta protegida e responsabilização adequada dos casos | Foto: Divulgação/HCB

A identificação dos casos ocorre a partir da atuação conjunta das equipes multiprofissionais, especialmente das áreas de serviço social, psicologia hospitalar e departamento jurídico. Os profissionais são capacitados para reconhecer sinais físicos, emocionais e comportamentais que possam indicar situações de violência.

Segundo a supervisora do serviço social do HCB, Damares Santos, não é necessário haver comprovação jurídica para que a notificação seja iniciada. De acordo com ela, a simples suspeita já é suficiente para acionar os protocolos internos de proteção previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A psicologia hospitalar também desempenha papel fundamental no acolhimento das vítimas e familiares. O psicólogo João Lucas Assunção destaca que a escuta deve ocorrer de maneira cuidadosa, respeitando o tempo e as condições emocionais da criança ou adolescente.

O hospital adota fluxos específicos para lidar com suspeitas de violência. Após o preenchimento da ficha de notificação compulsória, as informações são encaminhadas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), responsável pelo monitoramento epidemiológico desses casos. Paralelamente, o departamento jurídico pode acionar órgãos externos, como Conselho Tutelar, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e demais instituições da rede de proteção.

Desde 2022, o HCB mantém parceria com a 1ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), visando agilizar a comunicação de casos suspeitos e fortalecer medidas de proteção às vítimas.

Dados do serviço social do hospital apontam redução de aproximadamente 35,8% nas notificações de violência entre 2024 e 2025. Entre janeiro e março deste ano, porém, 35% das notificações registradas estavam relacionadas a abandono e negligência, enquanto 30% envolviam violência psicológica e moral.

Além da atuação assistencial, o hospital também desenvolve ações de educação em saúde voltadas à orientação de famílias e responsáveis. A recomendação é que pais e cuidadores estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, isolamento, alterações no sono, medo excessivo ou dificuldades de comunicação apresentadas por crianças e adolescentes.

Os especialistas reforçam que casos suspeitos de abuso e violação de direitos devem ser denunciados. O Disque 100 funciona gratuitamente em todo o país para recebimento de denúncias anônimas relacionadas a violações de direitos humanos.

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