“A juventude e o futuro da humanidade: qual a minha parcela de responsabilidade?”

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Cleomar Contreira

Juventude, futuro, humanidade e responsabilidade: conceitos fortes que fazem parte da vida de qualquer ser humano.

Falar de futuro da humanidade é voltar o olhar para a juventude de hoje. Como estão os nossos jovens? O que é necessário para que pensemos num futuro realizável e feliz? E qual é a nossa participação para que o sonho se transforme, de fato, em realidade?

Sabemos que o jovem requer orientação, sobretudo em um mundo cujo cenário é tão veloz quanto intenso. E a existência de valores que transcendam o comum se torna cada vez mais necessária.

Mas será que diz respeito apenas aos jovens, cuidar do futuro da humanidade?

E quem já passou da fase juvenil, não tem essa responsabilidade?

Inquietudes que habitam mentes e corações, essas indagações são fruto de uma atividade que se faz cada vez mais primordial para a existência de uma humanidade feliz sobre a terra: pensar.

A existência de seres livres de amarras, ideias pré-concebidas, temores que limitam a vida é essencial para a garantia de um futuro mais feliz.

Mas como conseguir realizar algo assim, tão grandioso?

Começando pelo início: cuidando do mundo que há dentro de cada um.

E o que existe dentro? Do que é feito esse mundo interno?

Vejamos: se eu sinto, eu sinto o quê? Alegria, amor, gratidão. Experimento tambéma raiva, o desconforto, experimento um alívio, uma tristeza. Tenho pensamentos em minha mente que me levam a realizar, a tomar atitudes. A fazer coisas boas e outras nem tanto. Atitudes essas que me constroem, me fazem ser quem eu sou. Como, então, viver à margem de tudo isso que ocorre em mim? Como não ter controle?

 Afinal, se quero ser uma pessoa melhor hoje do que fui ontem, se quero evitar de cometer os mesmos erros, se anseio por viver momentos mais fecundos de boas ideias, é preciso viajar para si mesmo. Esse conhecimento de tudo o que vive dentro é primordial ao ser humano. Essencial para percorrer o caminho do aperfeiçoamento individual.

Só a partir dele existirá um movimento real para construir fora. E só se cuida daquilo que se conhece. A ignorância a respeito de si mesmo é um dos maiores problemas que o ser enfrenta. Afinal, como se preparar para as lutas que a vida apresenta sem saber com que ferramentas contar? Como auxiliar o semelhante sem conhecer a si próprio?

A ciência logosófica apresenta uma nova forma de sentir e conceber a vida.Nos brinda com conhecimentos que transcendem o comum, proporcionando desbravar as riquezas que existem em cada um de nós. Nós, indivíduos que somos e que, juntos, damos forma à humanidade: um valiosíssimo conjunto!

A evolução de um é o caminho para o desenvolvimento de todos. Ou não é assim que contam os livros que registram os dias vividos? As transformações definitivas, aquelas que mudaram o rumo da história, tiveram como protagonistas seres que, de alguma forma, desbravaram mundos muitas vezes alheios à maioria.

E qual não seria o saldo do mundo ao possuir seres que possuem como objetivo a transformação deste mundo a partir de si mesmos? Seres mais preparados psicologicamente, seres aptos a trilhar um caminho com um sentido superior.

Construir o próprio futuro não é se tornar responsável por dias mais felizes para todos os homens?

Ser dono de si mesmo é um dos maiores prêmios a que se possa aspirar. Um prêmio que vem a partir de um esforço empreendido de maneira consciente, portanto, algo que não é fugaz, temporário. É um esforço do qual os semelhantes herdarão o exemplo de valentia. Exemplo esse que pode – e deve – vir daqueles que são jovens há mais tempo.

  • Cleomar Contreira é publicitária e estudante de Logosofia há 25 anos.

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