Com redução recorde do desmatamento e avanço em energia limpa, DF apresenta modelo de sustentabilidade integrado e tecnológico
Brasília, 21 de outubro de 2025 — O Distrito Federal se prepara para representar o Brasil na COP 30, em Belém (PA), com resultados expressivos na agenda ambiental. Em 2024, o DF reduziu em 95% o desmatamento do Cerrado, diminuiu em 66,9% as áreas queimadas e avançou na produção de energia solar, consolidando-se como referência nacional em sustentabilidade.
A participação na conferência mundial reforça o amadurecimento de uma política pública que alia inovação, tecnologia e compromisso ambiental. “O DF tem demonstrado que sustentabilidade não é discurso, é prática”, afirma a vice-governadora Celina Leão. “Vamos à COP 30 mostrar que o Cerrado é protagonista da agenda climática e que é possível crescer com responsabilidade.”
Cerrado preservado
Segundo dados do MapBiomas, o desmatamento do Cerrado caiu de 638 hectares em 2023 para 31 hectares em 2024, o menor índice entre as unidades federativas. O avanço é atribuído ao Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), que integra imagens de satélite e dados geoespaciais em tempo real. “O Sisdia nos dá olhos sobre todo o território e resposta imediata”, destaca o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes.
Incêndios sob controle
O Programa de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif) também se mostrou eficaz: entre 2022 e 2024, as áreas queimadas caíram 66,9%. A ampliação do número de brigadistas e o uso de inteligência artificial no projeto Sem Fogo, que identifica focos de incêndio antecipadamente, garantem agilidade no combate às queimadas e preservam o carbono florestal.
Energia limpa em expansão
A primeira usina pública fotovoltaica de Águas Claras já abastece 80 prédios do governo, incluindo dez escolas, com energia renovável. Outros projetos em andamento — como o do STF, Aeroporto de Brasília e 400 unidades escolares — devem adicionar 16 MWp de capacidade solar à rede. Além disso, 60% das vias públicas do DF contam com iluminação em LED, reduzindo emissões e consumo energético.
Conexão ecológica e economia circular
Com o programa Dia de Plantar, o DF já promoveu o plantio de 30 mil mudas nativas e prevê a recuperação de 100 hectares da Bacia do Melchior em 2025. A criação de corredores ecológicos fortalece a conectividade da fauna e flora do Cerrado.
Na área de resíduos, o Complexo Integrado de Reciclagem (CIR) recebeu 9,8 mil toneladas em 2024, gerando R$ 57,4 milhões em receitas e beneficiando 35 cooperativas. A capital também ampliou a logística reversa e regulamentou a Lei de Compostagem Orgânica, consolidando um modelo de economia circular e sustentável.
Compromisso global
Na COP 30, o DF integrará o Consórcio Brasil Central, ao lado de Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. O objetivo é mostrar que o Cerrado é tão vital quanto a Amazônia para o equilíbrio climático.
“Estamos reduzindo emissões, protegendo a biodiversidade e envolvendo a população na transformação ambiental. O Cerrado será ouvido”, reforça Celina Leão.
Com ações concretas e resultados mensuráveis, o Distrito Federal chega à COP 30 como exemplo de que tecnologia, gestão e compromisso social podem caminhar juntos pela sustentabilidade.






