Crise dos grampos| Rodrigo Rollemberg: O jogo virou

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Por Ana Maria Campos, do Eixo Capital


Rodrigo Rollemberg estava nas cordas na Câmara Legislativa, sob intenso tiroteio na CPI da Saúde e sem condições de aprovar projetos importantes, como os relacionados a aumento de arrecadação. Tudo por conta da guerra comandada pela presidente da Casa, Celina Leão (PPS). Agora, no entanto, o jogo virou. As gravações da deputada Liliane Roriz (PTB) deixaram Celina na berlinda. Brigar com o poder do Executivo, que conta com pelo menos 13 votos na Casa, agora virou um mau negócio.

Juntas na beira do precipício

Liliane Roriz (PTB) e Celina Leão (PPS) podem acabar como Roberto Jefferson e José Dirceu, que brigaram tanto e acabaram os dois cassados. O processo por quebra de decoro contra a filha de Joaquim Roriz, que já tramitava na Câmara Legislativa, vai andar com celeridade agora. E Celina, que hoje reúne um grupo político na Casa, pode ser rifada para que outros escapem. O cenário não é bom para nenhuma das duas.

Quem vai fazer a primeira pergunta?

Quem na CPI da Saúde realmente tem interesse em interrogar o ex-secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara Legislativa Valério Neves? Ex-assessor de Celina Leão, amigo de Luiz Estevão, ex-braço direito de Joaquim Roriz e denunciado no mesmo processo que Gim Argello, Valério conhece muitos segredos. Seria, aliás, uma boa oportunidade para os distritais perguntarem sobre as anotações do famoso tablet.

Fala, falsidade…

Quem ouve até pensa que eram amigas. Um dos trechos dos diálogos com Celina Leão, gravados por Liliane Roriz, chama a atenção pela rasgação de seda:

Celina – Mas Liliane, é isso. Vamos ver se a gente melhora essa relação. Eu quero, quero ficar em paz. Eu sou muito humilde, preciso de você; se falar que não, preciso. Preciso de verdade…

Liliane – Eu também preciso. Eu não sou uma pessoa exibida. Você já me viu sendo exibida, arrogante?

Celina – Nem eu. E eu, e eu, já me viu?

Liliane – Não sei ser, uma coisa que não sei ser é essa coisa do poder.

Celina – Eu também não sei. Às vezes, assim, a gente briga e aquela briga nossa é de briga, minha e sua. (não se entende) Mas, assim, a minha é sempre de muito trabalho, muita luta.

Liliane – A gente observa, você é muito carinhosa com as pessoas.

Celina – E quero ter uma boa relação com você. Quero de verdade.

Liliane – E deixar essas fofocas de lado…

 

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