
O nome de Tadeu Filipelli foi citado pelo ex-diretor jurídico do DFTrans na CPI do Transporte da Câmara Legislativa
Samuel Barbosa em seu depoimento na CPI afirmou ter dado parecer contrário à Pioneira, do empresário Vitor Floresta, e que foi chamado por Campanella para uma reunião na residência oficial da vice-governadoria.
Durante o encontro, Filipelli teria dito que Barbosa “não tinha competência para dar o parecer” e para “não fazer nada sem minha ordem, sem que seja mandado”.
Barbosa era o nome indicado por Marco Antônio Campanella para substituí-lo na direção-geral do DFTrans, mas ele foi preterido por Filippelli, que preferiu nomear o coronel da Polícia Militar na reserva Jair Tedeschi.
Em nota Tadeu Filippelli, responde que o sr. Samuel Barbosa, ex-chefe da Assessoria Jurídica do DFTrans, não era autoridade competente para emitir parecer sobre o processo licitatório do Transporte Público do DF. O único órgão competente para emitir parecer nesse sentido, de acordo com a Lei Orgânica do DF, é a Procuradoria Geral do DF, porque a Secretaria de Transporte, órgão responsável pelo processo licitatório em questão, faz parte da Administração Direta e o DFTrans é uma autarquia.
As reuniões técnicas com Filippelli, aconteceram em vários momentos ao longo do governo. Algumas no seu gabinete, outras em secretarias ou empresas públicas; algumas até na residência oficial.
Várias dessas reuniões contaram com a participação de autoridades do Transporte do DF, inclusive, o ex-chefe da assessoria Jurídica do DFTrans, Samuel Barbosa.
Essas reuniões faziam parte das obrigações institucional do vice-governador Tadeu Filippelli, escolhido pelo governador para coordenar as mudanças previstas para a área de transporte público.
O então vice-governador Tadeu Filippelli não deu qualquer orientação sobre determinado parecer jurídico da licitação do Transporte Coletivo. Seria um equívoco no cargo de vice-governador, Tadeu Filippelli, tratar sobre parecer jurídico com autoridade não competente para esse assunto.




