Uma das empresas mais respeitadas no DF, o BRB foi atacado por candidatos e figurantes; em outros governos banco financiava projetos falidos e era envolvido em escândalos de corrupção

Por Ricardo Callado
Foi uma choradeira imensa. O que se viu no debate promovido pelo jornal Correio Braziliense e a TV Brasília pode ser classificado como uma ode a velha política, onde as instituições serviam as elites e aos poderosos. Nem parece tratar-se de uma disputa ao Governo do Distrito Federal. Faltaram propostas, sobraram ataques. E muitos evidenciaram uma saudosa velha prática de gastar o dinheiro público para interesses estranhos.
O governador Ibaneis Rocha (MDB) fez bem não ir ao debate. Não perdeu nada. Deixou de presenciar falas lamentáveis. Não existiu debate. Foi uma pornochanchada política. Além disso, um dos candidatos adversários tem fortes ligações empresariais com a emissora que transmitiu o evento. E o jornal parceiro se desnudou e mostrou nos últimos meses como adversário do governador.
Se esperava muitas críticas ao governador Ibaneis, até porque todos que estavam ali, entre candidatos e figurantes, são adversários declarados do atual governo. Mas o que se viu foram ataques as instituições, principalmente ao Banco de Brasília (BRB).
O BRB, em gestões passadas, foi o responsável por financiar parte da elite brasiliense e poderosos que usam de de suas empresas como instrumento de pressão social. Esse cenário de compadrio gerou ao banco sucessivos escândalos policiais.
Só foi estancada a sangria na presidência de Paulo Henrique Costa, que adotou uma gestão profissional, pautada pela ética, os interesses do povo brasiliense e a criação de programas sociais em parceria com o GDF.
As críticas são justamente por isso. O dinheiro público do banco que ia para interesses condenáveis, hoje financia programas sociais, micro e pequenos empresários. Para quem era acostumado a usar o cofre do BRB como um caixa eletrônico, ficou difícil e restou a choradeira. Os chamados bezerros desmamados tentam tomar novamente de assalto o banco, mas até o momento não vem conseguindo êxito.
Para se ter uma ideia de como o BRB é hoje uma das principais instituições que atende o social e o povo do Distrito Federal, se pode citar programas como: DF Social, Cartão Creche, Mobilidade Cidadã, Cartão Gás, Prato Cheio e Cartão Material Escolar.
Durante a pandemia de Covid-19, o banco foi importante para muitos segmentos da sociedade, com os programas Avança DF, Supera DF e Acredita DF. Essas ações ajudaram a parte mais frágil da população a se reerguer, gerar renda e emprego para Brasília.
Em janeiro de 2020, o BRB foi o banco que mais concedeu crédito imobiliário no Distrito Federal, segundo ranking publicado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP).
O que incomoda a elite é que pela primeira vez o banco reverte a população o seu lucro, em forma de benefícios socias, programas de fomento ou ajudando no sonho da casa própria.
Aliás, hoje o BRB é um dos bancos mais lucrativos do País. Em governos passados, além de figurar nas páginas policiais, dava prejuízo e não tinha função social.



