Diz o ditado que ninguém se perde no caminho da volta. Nas últimas semanas o Distrito Federal passou por problemas na vacinação contra a covid-19. A questão foi o não envio pelo Governo Federal de vacinas suficientes ou o desvio de remessas para outros fins, que não a imunização da população brasiliense. As bancadas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados e no Senado foram omissas ao problema e deram de ombros ao apelo do povo. Quando sentiu que seus parlamentares não deram importância a causa, ou não se mostraram preocupados, a sociedade cobrou. A pressão surtiu efeito e os representantes de Brasília começaram a assumir a co-responsabilidade. Entenderam que essa responsabilidade é compartilhada entre governo e bancada e que partilham da obrigação na solução do problema.
Júlio Cesar Ribeiro
O primeiro a se movimentar foi o deputado federal Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). Ele enviou nesta terça (27) ao Ministério da Saúde solicitando informações a respeito do déficit das 290 mil doses. “Estamos trabalhando em conjunto com o GDF para que venhamos avançar ainda mais na imunização de todos os brasilienses”, disse o parlamentar em uma rede social.
Trabalho conjunto
Júlio Cesar afirmou que o Governo Ibaneis “tem trabalhado incansavelmente na imunização de todos”. E lembrou que o GDF também enviou pedido ao Ministério da Saúde questionando a quantidade de doses recebidas no DF. “Decisão mais que acertada! Precisamos avançar e o mais importante, saber a respeito do déficit de 290 mil doses”, ressaltou o deputado.
Omissos
O gesto de Julio Cesar mostra que ele compreende o tamanho do problema e sabe de suas obrigações como parlamentar em defesa da população. Outros deputados federais e senadores ainda apostam no quanto pior, melhor. E não se movem para ajudar o brasiliense. Omissos hoje, estarão pedindo votos no ano que vem para o mesmo cidadão que eles abandonaram em plena pandemia.
Baixo desempenho
A confirmação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil esvazia a função da ministra e deputada federal licenciada Flávia Arruda (PL-DF). A parlamentar vem tendo um desempenho muito aquém do esperado, apesar do seu notório esforço, como noticiou a coluna O Fino da Política, do jornalista José Fernando Vilela.
Cargo ameaçado
Segundo Vilela, o motivo que leva o governo a cogitar a troca de Flávia Arruda na Secretaria de Governo da Presidência da República é a falta de influência política da deputada junto aos congressistas. Mal esquentou a cadeira, e pode ter seu nome envolvido na reforma ministerial que o presidente Jair Bolsonaro pretende fazer nos próximos dias.
Superpartido
Nos bastidores, cogita a criação de uma superpartido para ampliar a base de sustentação política do presidente Jair Bolsonaro. Essa nova legenda, que seria criada pela fusão de Progressistas, PSL e DEM iria mexer no tabuleiro estaduais para 2022. No Distrito Federal, tem muita gente quebrando cabeça e fazendo as contas.

Os traíras
No mundo da política, uma coisa certa é a traição. Dois ministros que se dizem aliados ao governador Ibaneis Rocha (MDB) estariam prestes a pular do barco e aventurar em carreira solo para 2022. A mosca azul que ronda a Esplanada dos Ministérios faz mais duas vítimas: Flávia Arruda e Anderson Torres.
Gabinete do Ódio
No meio político, fala-se de uma investigação sobre um Gabinete do Ódio montado por alguns gabinetes de deputados da oposição. Gente graúda e que já ocupou cargo no Palácio do Buriti em outros governos estariam chefiando o gabinete para montagens de dossiês e espalhar fake news nas eleições de 2022. A velha política, disfarçada de nova, continua atuando no submundo da política brasiliense.
A coluna Política & Opinião é assinada pelo jornalista Ricardo Callado, com 34 anos de profissão, diretor de Redação do Portal do Callado, CEO da Palear Comunicação e passagens por vários jornais do país.
É publicada sempre às quartas-feiras.
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