
A ida do governador Ibaneis Rocha a CPI da Pandemia não tem nada a ver com interesse de saúde pública ou da população. A sua convocação é para provocar o embate político. Os três senadores do Distrito Federal, José Antonio Reguffe (Podemos), Leila Barros (PSB) e Izalci Lucas (PSDB), são pré-candidatos ao Palácio do Buriti. E miram em Ibaneis para tentar desgasta-lo e conseguir holofotes visando as eleições de 2022.
Neste domingo, a coluna O Fino da Política, do jornalista José Antonio Vilela, tocou na ferida e expôs a manobra política que está por trás da convocação do governador. A CPI, que a população já não leva muito a sério, servirá de palanque para os postulantes ao GDF.
É uma manobra arriscada, por fica evidente o interesse eleitoral, num momento onde as famílias brasileiras estão enlutadas com perdas de entes queridos. Fazer politicagem em cima de caixões de vítimas da Covid-19, pode não pegar bem e ser um tiro saindo pela culatra
Segundo Vilela, o governador Ibaneis Rocha não deve comparecer à CPI da Covid do Senado Federal para depor no dia 1º de julho.
“Ibaneis deve seguir o mesmo caminho que o governador do Amazonas, Wilson Lima, do PSL, que não compareceu na CPI, na data e hora marcada, amparado por uma liminar do STF que lhe permitiu não ir ao Senado ou ficar em silêncio se optasse participar do “palanque armado” pelos senadores”, informa o jornalista, que é editor do portal Expressão Brasiliense.
A coluna prevê ainda que se Ibaneis chegar a ir à CPI da Covid, o eleitor brasiliense terá a chance de assistir a uma prévia do embate previsto para 2022 entre o governador e os três senadores do DF, “que são seus opositores declarados e estão se movimentando em buscar de compor uma aliança para enfrentá-lo”.
para Vilela, enquanto muitos querem ver Ibaneis na CPI achando que ele pode ser dar mal em seu depoimento, pessoas mais próximas ao chefe do Buriti têm a convicção de que ele vai se sair muito bem. “O governador é um hábil debatedor e tem o dom do convencimento. Não é à toa que Ibaneis Rocha ganhou fama e dinheiro exercendo a advocacia nos tribunais”, destaca o jornalista.
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