Ex-deputado Alberto Fraga diz que o DEM do DF será um palanque para ajudar a reeleger Bolsonaro em 2022. Ao “Radar Político”, afirmou também que não descarta a possibilidade de se candidatar ao Buriti
Aliado do presidente Jair Bolsonaro de primeira hora, o ex-deputado federal Alberto Fraga é um dos políticos mais polêmicos do Distrito Federal. devido o seu jeito “sincerão”. Sem papas na língua, Fraga é daqueles que fala na lata. Também foi o terror dos ex-governadores Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), com o bordão de sua autoria: “Respeita o povo, governador”.
Nesta sexta-feira Fraga foi o tema principal da coluna Radar Político, do jornalista Toni Duarte. Atualmente sem mandato, mas como presidente do DEM-DF, ele disse a coluna que não descarta a possibilidade de disputar novamente o Palácio do Buriti em 2022.
Ainda se recuperando da perda da esposa Mirta Fraga, falecida no último dia 25 do mês passado, vitima de Covid, o ex-deputado afirmou que deve começar a tratar do assunto a partir do mês de julho, informa Toni Duarte.
A partir do próximo mês, segundo o Radar Político, Fraga vai conversar com todos no sentido de construir uma chapa, focada no Buriti, e trabalhar para ajudar a reeleger o presidente Bolsonaro. “Não descarto a hipótese de disputar o governo seja contra quem for. Seja contra Ibaneis, Flávia, Izalci ou Reguffe. Conheço o meu potencial”, avisou Fraga.
O ex-deputado fez um desabafo e disse que Brasília sabe que em 2018 o tiraram da corrida no tapetão. “Quatro dias antes da eleição, sofri uma condenação absurda e, que, só após o pleito, fui absolvido por unanimidade”, reclama.
A coluna Radar Político, fraga não poupou críticas a políticos como os senadores Izalci Lucas (PSDB) e José Antonio Reguffe (Podemos), além do ex-governador José Roberto Arruda.
Fraga adiantou que não comporia uma chapa com Izalci Lucas (PSDB). “Ele é meu amigo. Ajudei a elegê-lo em 2018 a senador. Mas agora, o projeto dele é fazer palanque para o (governador de São Paulo, João) Doria ou para (ex-presidente) Lula no Distrito Federal, como é o desejo dos principais cabeças do PSDB”, pontuou.
Fraga afirmou que Reguffe não é essa coca-cola toda que muita gente prega por aí. Segundo ele, “o marketing de moço puritano já não faz mais efeito, como não tem mais importância o discurso que já dura mais de 20 anos de conversa mole do fim dos impostos sobre os medicamentos que nunca foi reduzido”, lembrou.
Para Fraga, Arruda continua se movimentando para emplacar a mulher dele (deputada federal Flávia Arruda), como candidata ao governo. “Fica fácil pra quem tem muito espaço no governo. A foto tirada ao lado de Ibaneis, apontando Flávia como candidata sua, ao Senado, não quer dizer nada como garantia”, disse ao Radar Político.
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