
Logo ao amanhecer, às margens do Lago Paranoá, um cortejo, trazendo oferendas, homenageava as rainhas das águas doces e salgadas, Oxum e Iemanjá.
A comemoração do dia de Iemanjá (2/2), este ano, teve uma celebração especial. O evento “Encontro das Águas” homenageou Iemanjá, na data tradicional do calendário brasileiro, e também reuniu oferendas e cantos à orixá Oxum – Regente do ano de 2021, de acordo com religiosos de matrizes africanas.
Com barquinhos de papelão e folhas de bananeira, os presentes entregues, em forma de oferendas, nas águas do Lago Paranoá, colaboraram na preservação do meio ambiente por serem biodegradáveis. A data foi marcada pelo tema “Cuide do Lago Paranoá e receba as bênçãos de Iemanjá”, orientando sobre a conscientização do meio ambiente.
A celebração começou ao redor do orixá maior, Exú. Em uma grande roda, a coordenadora de diversidade religiosa da Subsecretaria de Direitos Humanos, Mãe Baiana puxou a cantoria. A fundadora, Yalorixá do Ylê Axé Oyá Bagan falou sobre a importância do respeito aos ritos e explicou como foi o preparo para as festividades da Orixá das águas salgadas.
“Temos trabalhado a cultura da paz. Brasília é a primeira capital que tem a coordenação no Brasil que fala da diversidade religiosa. Cultivamos o respeito entre todas as crenças. Temos o apoio do GDF, da Secretaria de Justiça e Cidadania e da Subsecretaria de Direitos Humanos. Pedimos a todos que cuidem do Lago Paranoá para receber as bênçãos de Iemanjá”.
A presidente do Instituto Rosa dos Ventos, Stéffanie Oliveira, ressaltou a ligação das tradições de matrizes africanas com a natureza e o papel fundamental na preservação do meio ambiente.
“Nossa tradição é oferecer os presentes para as águas, matas, para os orixás que são elementos da natureza, mas observamos que não tinha uma limpeza do ambiente e sempre ficava sujo ao final das festas. Por isso, resolvemos fazer a campanha que está aliada com a realidade do planeta. Cuidar é nosso dever, nossa missão, afinal, são os elementos que nos mantém e as forças da natureza”.
Ao final do ritual conhecido como Xirê para Iemanjá, que contempla danças e presentes, o cortejo seguiu com as oferendas para o Lago Paranoá, finalizando a celebração.




