ARTIGO // Confiança acima de tudo

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Por Janine Brito

 

Embora já esperado, o empresariado brasileiro assumiu a política do mínimo risco: conhecer os desafios, as instabilidades sociais a que estão sujeitos, bem como os recursos que conta para encarar tais situações com menor dano pessoal e social possível.

Claramente, os empresários estão céticos em face da turbulência econômica, sobretudo com a atuação do governo atual, e esperam receber boas notícias antes de tocar qualquer negócio.

Especialmente preocupantes são as articulações da União e estados para ressuscitar impostos. Como consequência do mesmo, a produção e o emprego não desenvolvem, negativando ainda mais os resultados: menos renda, mais desemprego e déficit público.

A confiança do empresário reduziu 7,9 pontos se comparado ao levantamento realizado um ano antes, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade baseou sua análise em entrevistas com mais de 2 mil empresas (pequeno, médio e grande porte) entre 4 e 13 de janeiro.

Nesse panorama, o ajuste fiscal para cobrir o rombo das contas públicas é medida que afronta e causa indignação ao Setor Produtivo, a quem é imposta, novamente, uma conta que não é sua. Por outro lado, o ajuste fiscal é a saída emergencial que o governo encontrou para equilibrar os cofres públicos. Evidentemente existem outras muito mais saudáveis.

Em termos de sobrevivência, a nível estratégico do varejo em geral, os quatro maiores desafios das empresas são, em ordem: investir em diferenciação; incentivar a fidelização de clientes; trabalhar, preferencialmente, sob demanda; e ampliar a comunicação. A gestão de equipe e as promoções, por exemplo, são diferenciais que não podem faltar numa empresa. Gerir bem é o que vai dar resultado para os seus funcionários e, principalmente, para os clientes. A publicidade é questão de visão, opção e custo: 57% das empresas varejistas apostam em eventos e promoções para fidelizar o cliente, o que na minha opinião é imprescindível sempre.

Antes de cogitar fechar a empresa, esgotem todas as alternativas para driblar a crise e aprender com ela. Empreender nunca foi tarefa fácil e não condiz com o espírito de derrota que ronda muitos corações empresariais. Não desistamos dos nossos sonhos e da nossa vontade de vencer. Pra frente é que se anda!

 

  • Diretora executiva da Ferragens Pinheiro
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