‘Novo aumento de impostos não está na nossa previsão’
Do JORNAL DESTAK
Depois de enfrentar um primeiro ano de governo em meio à crise financeira, com um rombo de mais de R$ 6 bilhões de restos a pagar do antecessor, o governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) inicia o ano com um sorriso ameno no rosto. Em um ano, a dívida caiu para R$ 2 bilhões, muito fruto da arrecadação impulsionada pela alta dos impostos, implementada por ele próprio. Para este ano, o governador promete não mexer no bolso do brasiliense, mesmo diante das dificuldades econômicas.
Como está a situação financeira do governo hoje? É tão crítica quanto a do início do governo no ano passado?
Brasília começou 2015 em situação crítica e terminamos em situação intermediária. Pagamos salários em dia, antecipamos férias, estamos pagando os fornecedores de serviço. Tínhamos um buraco de R$ 6 bilhões, reduzimos para em torno de R$ 2 bilhões, que é o nosso déficit hoje. A grande dificuldade hoje é a crise econômica que passa o país. Se houver uma queda na arrecadação nacional vai afetar Brasília.
Há possibilidade de novo aumento de impostos?
Não é nossa expectativa. Os aumentos que consideramos necessários já foram feitos e vamos buscar a arrecadação de outra forma, como venda de terrenos, parcerias público-privadas, um conjunto de ações que podem contribuir para melhorar a arrecadação. Aumento de impostos não está na nossa previsão.
Houve uma determinação do Tribunal de Contas para que a dívida não seja parcelada. Como o GDF vai agir?
Publicamos um decreto revogando os artigos do parcelamento e agora estamos estudando as estratégias de pagamento. Não temos dinheiro para pagar de uma vez só. Queremos pagar uma boa parte dela esse ano. Tudo vai depender dos recursos que entrar e da arrecadação.
O senhor anunciou redução do seu salário, mas segue recebendo a mesma coisa?
Eu poderia optar por receber meu salário do Senado, mas optei pelo de governador que é R$ 8 mil a R$ 9 mil mais baixo. Não pagamos 13º de secretários, tivemos redução de secretários, mas especificamente a redução de salários depende da Câmara. Nosso papel já fizemos e vamos reiterar a proposta na Casa.
A saúde do DF está em emergência desde o começo do seu governo. Por quanto tempo mais?
Entendemos que a saúde continua em estado de emergência. Há uma crise crônica na saúde do DF e nacional que é de financiamento. Recebemos a saúde com o estoque de medicamentos praticamente zerados. Tínhamos quase R$ 600 milhões de dívidas anteriores e tivemos de fazer suplementações. Com esses problemas não conseguimos fazer processos licitatórios, mas ainda assim temos hoje em torno de 93% da rede abastecida. Por outro lado, tivemos a redução da jornada de trabalho dos servidores da saúde no governo anterior e o fim de muitos contratos temporários. Como o governo superou o limite de contratações, complicou. Por isso nós resolvermos a ampliar a emergência.
Seis meses são suficientes?
Esperamos que neste prazo regularizemos o fornecimento de medicamentos.
Até quando o GDF tem recursos para contratar servidores da saúde?
Ao longo do ano teremos de ser muito comedidos com novas contratações. Hoje anunciamos a contratação de 120 policiais e ainda vamos fazer contratação de professores temporários para o começo do ano letivo.







