Casa Civil do DF enxerga impossibilidade econômica na lei que altera regime previdenciário de funcionários do DF

Mais em

 

Secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio
Secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio

 

Medida foi aprovada em dois turnos pelos deputados distritais e pode onerar os cofres públicos por até 40 anos

O chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Sérgio Sampaio, voltou a questionar nesta quarta-feira (25) a viabilidade da proposta de emenda à Lei Orgânica que cria possibilidade para que funcionários de estatais do DF consigam trocar o regime previdenciário de celetista para o de estatutário. De autoria do deputado Wellington Luiz (PMDB), o projeto foi aprovado em segundo turno na terça-feira (24) na Câmara Legislativa e deve ser promulgado pela Mesa Diretora já nos próximos dias, logo após a elaboração da redação final.

“Na prática, esse projeto migra pessoas que contribuíram dentro de um regime que possui o teto na faixa de R$ 4 mil para aposentadorias com salários integrais, com valores acima desse teto inicial e, o mais grave, sem terem contribuído para esse fim. Essa diferença terá que sair de algum lugar”, explicou.

De acordo com o SindSer, pelo menos 23 mil funcionários que não prestaram concurso público poderão ser beneficiados com a nova medida. O autor da proposta, Wellington Luiz, sustenta a existência de convênio fixado com o governo federal sobre o tema. “Há um convênio entre os governos local e federal que passa os recursos pagos por esses servidores do Regime Geral da Previdência Social para o Iprev”, defendeu-se.

Para o chefe da Casa Civil, a argumentação não é suficiente. “O ponto que trago para o debate é como um servidor que contribuiu a vida inteira sob um regime previdenciário, um teto, proporcional à aposentadoria que ele tinha como garantida, passará a receber o salário de forma integral, do fim de carreira, de quando ele decidiu de se aposentar. A diferença desse valor, que não é pequena, terá de sair de algum lugar que não teve esse planejamento. A conta não fechará ”, critica.

Sobre o argumento do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta Fundacional das Autarquias e Empresas Públicas (SindSer) de que a nova lei desonerará os cofres públicos em mais de R$ 300 milhões, Sampaio diz não concordar. “Os celetistas realmente têm uma contribuição alta, de 22%, que é patronal. O estatutário, não necessariamente. Mas a questão é que o Estado terá que arcar mensalmente, por 20, 30 e até 40 anos, com um recurso que hoje não existe para essa destinação”, finaliza.

spot_img
spot_img

Últimas Notícias

spot_img