Supremo Tribunal Federal, Roney Nemer e Alírio Neto. Pedras que se movem

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Ederson Marques (*)

 

O cenário político do Distrito Federal pode sofrer uma reviravolta nesta segunda-feira (25). O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o deputado Rôney Nemer (PP) por envolvimento na Caixa de Pandora. E, em caso de condenação, algumas peças serão movidas no tabuleiro das eleições de 2018.

A primeira pedra que avançará casas trata do presidente regional do PTB, Alírio Neto. Com votação expressiva nas eleições de 2014, o suplente da coligação assumiria a cadeira na Câmara dos Deputados pela possível perda de mandato de Nemer.

Alírio tem rodado o DF para angariar apoio em prol de sua candidatura ao GDF no próximo ano. Com mandato, o sonho ganha força. Vale lembrar que a perspectiva de poder é que move a grande roda de apoios a um cargo majoritário. Com mandato, palanque e discurso de oposição ao governador Rodrigo Rollemberg, Alírio avançaria várias casas nesta direção.

Mas alguns vão dizer: a possibilidade de Rôney perder o mandato é mínima. Sim, as chances existem e cresceram com as últimas mudanças no Ministério Público Federal. É bom lembrar que as investigações que culminaram na Caixa de Pandora tiveram participação decisiva da procuradora Raquel Dodge, que hoje é a Procuradora Geral da República. Dodge conhece como poucos os detalhes da maior crise política enfrentada pelo DF. E, neste caso, Rôney não contou com a sorte.

O julgamento está previsto para hoje. No entanto, como tudo no STF, pode se arrastar por mais um bom tempo. Talvez este seja o grande desejo de Rôney Nemer, uma vez que a Justiça possa usar de sua condenação para dar uma resposta à sociedade sobre a Caixa de Pandora. Afinal, já são quase 10 anos do maior escândalo da política brasiliense e até agora ninguém foi condenado, de fato e direito.

* Ederson Marques é jornalista e cientista político.

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