Secretário de Economia do DF afirma em entrevista à TV Globo que operação de empréstimo de R$ 6,6 bilhões deve se basear em números do governo e não do banco
Da Redação
O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, contestou em entrevista à TV Globo a demanda do Fundo Garantidor de Créditos por mais informações sobre a situação financeira do Banco de Brasília. O FGC é uma das partes de uma negociação para um empréstimo bancário de até R$ 6,6 bilhões destinado a reforçar o caixa do BRB, afetado pelas transações com o Banco Master.
O acordo para liberar esses recursos vem sendo mediado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux. Em documento ao Supremo, o FGC afirmou que não pode avaliar a viabilidade da operação sem conhecer os balanços auditados do BRB de 2025 e do primeiro semestre de 2026.
No documento, o FGC afirma que precisa conhecer esses balanços para saber se os R$ 6,6 bilhões pedidos pelo governo são suficientes para capitalizar o BRB. “A operação é entre o FGC e o governo do DF. Então, os números que nós temos que apresentar são os números do DF. O BRB é apenas a finalidade para a qual nós vamos aplicar o dinheiro”, afirmou Oliveira.
“O governo tem capacidade de pagamento, o governo tem capacidade de endividamento. Vai pegar o empréstimo e vai comprar ações, vai capitalizar o banco. Obviamente vai resolver o principal problema do banco, que é a falta de capitalização em decorrência dos prejuízos que ele tem que compensar”, emendou.
O governo do DF é o acionista controlador do BRB. Por isso, cabe ao Executivo garantir que o banco cumpra as regras do sistema bancário nacional. É justamente para cumprir as normas de solidez do patrimônio do BRB – o chamado Acordo de Basileia – que o governo do DF precisa injetar os R$ 6,6 bilhões no banco.
Valdivino Oliveira afirmou ainda que, até a tarde desta terça-feira, o governo não tinha recebido resposta formal do FGC sobre o crédito. O ministro Luiz Fux marcou para esta quinta-feira (13) uma nova audiência de conciliação no acordo entre a União e o BRB para viabilizar o empréstimo.
O secretário também confirmou na entrevista à TV Globo que o governo do DF pensa em apresentar um plano B ao STF: tirar os bancos comerciais da operação e negociar apenas com o Fundo Garantidor de Créditos. No modelo que vem sendo negociado desde maio, o dinheiro para o empréstimo viria do saldo do FGC, mas um consórcio formado pelos maiores bancos do país daria a garantia ao fundo.
Em caso de calote do governo, esses bancos poderiam recolher repasses do governo federal destinados ao DF para a quitação. “Nós estamos também propondo que, caso o sindicato de bancos [não aceite], que seja o FGC, que ele aceite as garantias que o DF está dando para o sindicato de bancos para o próprio FGC”, explicou.
Nesse segundo modelo, caberia ao próprio Fundo Garantidor de Créditos pedir à União o bloqueio dos repasses federais ao DF e a destinação desses recursos às contas do FGC.





