Líder da oposição no Senado declarou que o caso tem origem na Bahia e cobrou investigação sobre reunião entre Lula e o ex-controlador do Banco Master
Da Redação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que a nona fase da Operação Compliance Zero reforça suspeitas de ligação entre integrantes do PT e o escândalo envolvendo o Banco Master. A declaração foi divulgada em nota oficial após a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Augusto Ferreira Lima.
Na nota, Marinho sustentou que o caso teria origem na Bahia e associou a trajetória empresarial de Augusto Lima a estruturas econômicas desenvolvidas durante gestões petistas no estado, incluindo a privatização da antiga Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), responsável pela rede Cesta do Povo.
O senador também cobrou a apuração da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizada no Palácio da Alvorada. Segundo Marinho, é necessário investigar se houve prática de advocacia administrativa no encontro.
Na nota, Rogério Marinho afirmou que a corrupção faz parte da história do PT e listou episódios anteriores investigados, como o Mensalão, o Petrolão e fraudes em benefícios do INSS. Ele manifestou confiança na condução do caso pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu o avanço das investigações.
Confira a íntegra da nota:
“O cumprimento de medidas cautelares autorizadas pelo Ministro André Mendonça contra o Senador Jaques Wagner e Augusto Lima mostram o que sempre denunciamos da tribuna do Senado: o caso Master teve sua origem no PT da BAHIA.
A trajetória empresarial de Augusto Lima está ligada a estruturas econômicas desenvolvidas na Bahia durante o governo petista de Rui Costa, com a privatização da EBAL (CREDCESTA), tendo Jaques Wagner como então secretário de Desenvolvimento Econômico como um dos responsáveis pela operação.
Lula recebeu Daniel Vorcaro no Palácio da Alvorada, fora da agenda oficial, por articulação de Guido Mantega e com a participação de Rui Costa, então Ministro da Casa Civil, e de Gabriel Galípolo, à época já indicado para ocupar a presidência do Banco Central. É preciso apurar profundamente essa reunião e a eventual prática do crime de advocacia administrativa, diante da informação de que Lula teria aconselhado Daniel Vorcaro a manter o Banco Master, em vez de vendê-lo ao BTG Pactual, conforme noticiado pela imprensa.
A corrupção está no DNA do PT. O partido está envolvido nos principais escândalos de corrupção das últimas duas décadas, como o Mensalão, o Petrolão, os descontos indevidos no INSS, Fundos de Pensão, Correios e, agora, o caso Banco Master.
Confiamos na condução serena, técnica e imparcial do Ministro André Mendonça, que não permitirá a ocorrência de nulidades processuais e de chicanas jurídicas, evitando que se repita o que ocorreu na Operação Lava Jato, quando corruptos confessos foram colocados em liberdade e grande parte dos recursos desviados deixou de ser recuperada.
Mais do que isso, é preciso impedir que se repita a situação em que uma pessoa condenada em três instâncias por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro retorne à Presidência da República em razão de uma questão de CEP.
Basta de impunidade. Basta de corrupção. Basta de PT.
ROGÉRIO MARINHO
Senador da República
Líder da Oposição no Senado“



