
Por Raimundo Ribeiro
Num jogo de vida ou morte o Fluminense recebe o Bolívar pela libertadores.
Começa bem, sufocando o adversário com Acosta tendo 2 oportunidades em menos de 5 minutos.
Com 6 minutos ele acerta e faz 1×0.
Continuamos no campo ofensivo e aí começa a se repetir o que acontece em todas as partidas, que é o Fluminense desperdiçar inúmeras oportunidades.
A partir dos 20 minutos o Bolívar parece sentir que o Fluminense inexplicavelmente diminuiu o ritmo e passa a trocar passes no meio campo, até que aos 24 minutos numa bola alçada na nossa área, os zagueiros falham e o Bolívar empata.
JK e a dupla de zaga tendo péssima atuação, Arana escondendo-se e Hércules e Nonato invisíveis em campo.
O Fluminense só leva perigo quando a bola passa por Acosta e Canóbio.
Mesmo com tantos jogadores com atuações ruins, o Fluminense domina a partida, mas não consegue retomar a vantagem no placar.
Para um time que precisa construir um placar de pelo menos 3 gols, é inacreditável levar um gol desse limitado time do Bolívar.
Esse gol complica mais ainda para o Fluminense porque teremos um segundo tempo que o Bolívar vai tentar que a bola não role.
Voltamos para o segundo tempo e aos 6 minutos Savarino perde 2 vezes na mesma jogada.
Aos 9 minutos é Guga que perde.
Só aos 15 minutos acontece alterações, entrando Castillo e Soteldo, para saída de Canobio e Nonato.
Burramente os jogadores fazem faltas parando a partida.
Aos 17 minutos Castillo faz o gol mas JK, impedido atrapalha.
Aos 25 minutos Soteldo cruza e JK faz 2×1.
Entram Samuel Xavier e Cano, saindo Guga e JK.
Aos 32 minutos entra Ganso, saindo Savarino.
Aos 44 minutos o goleiro faz milagre num chute de Samuel Xavier.
Aos 48 minutos Castillo perde em chute de Cano.
Aos 51 minutos Freytes perde.
O Fluminense desperdiça em casa a oportunidade de depender apenas de si para se classificar, passando a depender do Independiente Rivadávia (já classificado) não perder para o Bolívar fora de casa, além de ter de ganhar do La Guaria fazendo muitos gols.
Foi uma partida fácil que poderia ter goleado e não o fez porque cria muitas oportunidades, mas desperdiça na mesma proporção (falta treino de chutes a gol), o treinador demora a substituir (no intervalo deveria ter feito entrar Serna/Arana, Ganso/Nonato, e Soteldo/Savarino), e após o 2o. gol Castillo/Hercules e Cano/Canobio-cansado, em busca de pelo menos o 3o gol.
Claro que o sistema defensivo ficaria vulnerável, mas era a única alternativa ficar com 2 zagueiros, Serna correndo pela lateral toda, e Ganso tentando proteger a zaga, e junto com Acosta tentando fazer o jogo no campo ofensivo e na área adversária.
Além disso, é necessário trabalhar a parte mental para que o time seja ambicioso tendo fome de gols o tempo TODO.
Enfim, esse elenco está no nível de cima do futebol brasileiro, mas precisa corrigir esses erros que se repetem em todas as partidas.
Melhor em campo foi a torcida que superlotou o Maracanã, apoiou o time e sai decepcionada com o resultado fruto dos erros que se repetem e nunca são corrigidos.
Ainda resta um fio de esperança, mas ela está nas mãos de um adversário argentino que é o Independiente Rivadávia, só que fora de casa, e ainda não se sabe se será no alto do morro, ou seja nossa classificação continua no fio da navalha.
No próximo sábado às 19 horas, pelo brasileirão visitaremos o vice lanterna Mirassol em busca de mais uma vitória.
Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
Raimundo Ribeiro
Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor




