Polícia e MP apuram sumiço de documentos em nova fase da Operação Drácon

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Câmera de segurança da Câmara Legislativa mostra assessor Alexandre Cerqueira retirando documentos da Casa, no dia 20 de agosto (Foto: Reprodução)

Gabriel Luiz e Alexandre Bastos, do G1 DF – A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal cumpriu nesta segunda-feira (17) mandados de busca e apreensão nas casas dos servidores da Câmara Legislativa Alexandre Braga Cerqueira e Sandro Vieira, ligados aos deputados distritais Bispo Renato (PR) e Celina Leão (PPS), respectivamente.

Os dois também foram alvos de condução coercitiva, quando são levados obrigatoriamente a depor. O G1 não conseguiu contato com a dupla.

Segundo o MP, eles foram flagrados pelas câmeras de segurança da Câmara carregando documentos antes da primeira fase da Operação Drácon, que apura desvios de verbas para pagamento de propina. As diligências foram autorizadas pelo relator do caso, o desembargador José Divino.

Na Câmara, Alexandre Braga Cerqueira foi responsável pelos contratos e pagamentos da Câmara. Em depoimento ao MP, o presidente da Associação Brasiliense de Construtores, o empresário Afonso Assad, aponta o servidor como emissário de deputados, tendo cobrado “ajuda” dele, ou seja, participação no suposto esquema que exigia pagamento de propina em troca de assinatura de contrato público.

A assessoria do deputado Bispo Renato informou que “não tem conhecimento de nenhum ato ilícito envolvendo” Cerqueira. O distrital aproveitou para dizer que reafirma a inocência e que as declarações contra eles são infundadas.

Sandro Vieira é suspeito de ocultar informações do gabinete de Celina no dia 22 de agosto, véspera da primeira fase da operação. O assessor parlamentar foi exonerado do cargo de secretário legislativo em 30 de agosto. Ligado à presidente afastada da Casa, Celina Leão, ele passou a exercer o “cargo especial de gabinete”. Com isso, o salário dele caiu de R$ 11,9 mil para R$ 6,6 mil.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da deputada Celina Leão disse que ela só iria se pronunciar durante a tarde desta segunda.

Em 2 de setembro, a Polícia Civil apreendeu documentos na Câmara, em gabinetes de membros afastados da Mesa Diretora. A corporação também tentou acesso a filmagens e gravações de sessões plenárias da Casa de 2015, mas, segundo a assessoria da Câmara Legislativa, não havia material disponível.

 

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