Da mesma família, as duas plantas têm características nutricionais distintas. Indústria começa a estudar como explorar a juçara de forma sustentável, disseminando os benefícios do produto, a exemplo do que ocorreu com o açaí na década passada
Pouca gente sabe, mas o açaí – alimento cada vez mais presente no cardápio do brasileiro – não é o único fruto típico da região amazônica da família das Arecaceaes. Há também a juçara, muito popular no Cerrado e na Mata Atlântica.
A principal diferença entre os dois é que o açaí, cujo nome científico é Euterpe Oleracea, é extraído de uma palmeira facilmente encontrada na região Norte e em alguns estados do Nordeste do Brasil, sobretudo no Maranhão, enquanto a extração da juçara (nome científico: Euterpe Edulis), implica na morte da planta – o que a coloca numa situação de maior vulnerabilidade.
Helen Leite, supervisora de Controle de Qualidade da Fast Açaí, esclarece as principais diferenças entre os dois produtos: “A principal diferença está no uso e consumo dos frutos. O açaí é mais consumido para a produção de polpa, enquanto a juçara é mais utilizada para a produção de palmito’’, explica.
Segundo ela, os frutos da juçara e do açaizeiro são parecidos. Por isso, muitas vezes são confundidos. “A juçara é mais adocicada ao passo que o açaí tem uma oferta maior de polpa. Apesar das poucas diferenças entre os dois, a juçara possui elementos minerais em quantidades próximas aos do açaí. Alguns deles, como por exemplo o Ferro, Zinco e Potássio, além dos açúcares totais e os lipídios, chegam a ser superiores na juçara. Sendo assim, com esses valores superiores aos do açaí, a juçara acaba sendo mais calórica”, afirma.



