Trabalhadores terceirizados continuam sem salários e em greve

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Foto: Guina Ferraz
Foto: Guina Ferraz

 

Por Robson Oliveira Silva – Grande parte dos trabalhadores terceirizados que são empregados nas empresas contratadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF), Governo Federal e na Corregedoria da Justiça Militar (11ª CJM), não receberam o salário, tíquete alimentação e o vale transporte deste mês, que deveria ter sido pago no último dia 9, quinto dia útil do mês, indignados prometem intensificar, a partir de hoje (17), o movimento grevista com a adesão de mais trabalhadores que também estão sendo constantemente desrespeitados e lesados nos seus direitos trabalhistas.

A direção do Sindiserviços-DF, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no Distrito Federal (DF), tem ação tramitando na Justiça do Trabalho contra patrões que não estão respeitando a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria e não estão pagando parcelas retroativas do reajuste salarial e aumento do tíquete alimentação que foi aprovado na data-base dos trabalhadores terceirizados em janeiro deste ano.

Nesta segunda-feira (16), os trabalhadores nos serviços de limpeza e conservação no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), juntaram-se à greve com os trabalhadores terceirizados na área administrativa do Ministério da Cultura (MinC) e na limpeza da Corregedoria da Justiça Militar (11ª CJM), que também estão sem salário, vários tem dois meses de tíquete alimentação atrasado, alguns não receberam férias e cobram o pagamento do retroativo do reajustes.

Eles fortalecem a greve que foi decretada na última quinta-feira (12) pelas merendeiras e os trabalhadores na limpeza e conservação nas escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal, Administrações Regionais, no deposito de bens apreendidos da Secretaria de Fazenda do DF, no Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (IBRAM), no Complexo Penitenciário da Papuda e em várias outras repartições do GDF, por salário, tíquete alimentação e vale transporte do mês.

No caso especifico da Rover Administração e Serviços, a empresa tem contrato em vários locais do GDF e no Governo Federal e deve o salário do mês e dois meses de tíquete alimentação. Vários trabalhadores não receberam o pagamento das férias de setembro e outubro e cobram o retroativo do reajuste.

A direção do Sindiserviços-DF lembra que no mês passado, após reunião das empresas com o comando da PMDF e a direção do Sindiserviços-DF, ela se comprometeu em quitar as dívidas com os trabalhadores, mas só pagou o salário do mês, e mesmo assim com mais de vinte dias de atraso.

Governo do DF

A Casa Civil do GDF, que no final do expediente da última sexta feira (13) entrou em contato com o Sindiserviços-DF para marcar reunião nesta segunda-feira (16) e buscar uma solução definitiva à situação constante de atrasos e desrespeitos das empresas contratadas pelo governo local com seus trabalhadores, não fez nenhum contato com o sindicato.

A audiência pública inicialmente marcada para a tarde de hoje no Ministério Público do Trabalho (MPT da 10ª Região), com as empresas contratadas pelo GDF, o próprio GDF e a direção do Sindiserviços-DF, não aconteceu e deverá ocorrer ainda nesta semana. Foi o que disse a presidente do Sindiserviços-DF, Maria Isabel Caetano dos Reis.

Maria Isabel espera que a finalidade principal da audiência seja a de buscar uma solução imediata e definitiva para os constantes atrasos nos vencimentos dos trabalhadores e acabar com os constantes desrespeitos que afligem seus os direitos, disse.

A presidente do sindicato também destaca que a determinação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) de reduzir em 25% os quadros de trabalhadores das empresas contratadas pelo GDF, deverá ser repudiado fortemente pelo sindicato na audiência.

Ela ressalta que a medida além de provocar o desemprego de milhares de pais e mães de família, é ilegal e está em desacordo com a Instrução Normativa (MPOG Nº 03,2009), que determina a área máxima para um trabalhador executar a tarefa diária de faxina e conservação que é de no máximo 550 m². “Norma que é adotada pelo próprio GDF”, finaliza.

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