Sindicato da Educação vai ao MP contra falta de transparência na seleção das OSs

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) foi ao Ministério Público do Estado contra a falta de transparência na abertura dos envelopes com as propostas das OSs que pretendem assumir 23 escolas da Regional Anápolis. A seleção de organizações sociais (OSs) abre o processo do governo goiano para privatizar a gestão das escolas públicas, seguindo modelo nos Estados Unidos.

A presidenta Bia de Lima, acompanhada do assessor jurídico do Sintego, Geraldo Santana, foi recebida pelo promotor Fernando Krebs. Bia relatou que a direção do Sintego foi impedida pela PM de acompanhar o processo, que estava marcado para ser realizado nesta segunda, pela manhã, no auditório Lydia Poleck, na Seduce, e foi transferido sem aviso público para o Centro Cultural Oscar Niemeyer com forte aparato de segurança, inclusive a cavalaria.

Para a presidenta do Sintego, o governo de Goiás fere os princípios que regem a administração pública como a transparência, a publicidade e a impessoalidade, uma vez que os dirigentes do sindicato que representa os professores e os administrativos no Estado de Goiás foram impedidos de acompanhar a abertura dos envelopes.

“O Sintego compareceu ao Oscar Niemeyer, representado por alguns de seus diretores, numa atitude clara de quem quer simplesmente acompanhar um processo que deve ser público e transparente. Infelizmente fomos impedidos pelos policiais que disseram textualmente que a ordem era impedir a entrada do Sintego, pois o Sintego é contra as OSs”.

O promotor Fernando Krebs ouviu estas e outras ponderações do Sintego. Ele afirma que está atento ao processo das OSs e deve se manifestar brevemente sobre o assunto

 

Ocupações em protesto

Após ser esvaziada no início da tarde desta segunda-feira (15), a sede da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), foi ocupada novamente no começo da noite por cerca de estudantes secundaristas e outros manifestantes também contrários ao processo de privatização da gestão das escolas públicas. A Polícia Militar (PM) informou que todos os manifestantes foram retirados do prédio por volta de 22h e levados para a Delegacia.

Os membros do movimento contra a implantação das OSs na educação chegaram a ocupar 29 colégios estaduais em Goiás. Após as desocupações, os estudantes ainda tomam conta das escolas Américo Borges de Carvalho, Hertha Leyser Odwyerm, Doutor Mauá Cavalcante Sávio e Antensina Santana; todas em Anápolis. Em Goiânia, os estudantes ocupam as escolas José Carlos de Almeida e Instituto de Educação de Goiás (IEG).

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