Rede oferece atendimento policial, psicológico, social e jurídico por telefone, internet e presencialmente
Brasília, 7 de setembro de 2026 – Mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Distrito Federal têm acesso a uma rede de serviços para denúncias, atendimento emergencial, acolhimento e assistência psicológica, social e jurídica. Os canais podem ser acionados por telefone, aplicativos de mensagens, internet ou presencialmente.
Em casos de emergência ou agressão em andamento, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. Para denúncias que não exigem intervenção imediata, o 197, da Polícia Civil, pode ser utilizado, inclusive por terceiros. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 também recebe denúncias e oferece orientações gratuitas, 24 horas por dia e de forma confidencial.
Registro de ocorrência
O registro de ocorrência pode ser realizado presencialmente em uma unidade da Polícia Civil ou pela internet, por meio do serviço Maria da Penha Online, disponível na Delegacia Eletrônica.
O Distrito Federal possui duas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), ambas com funcionamento 24 horas:
- Deam I – Plano Piloto: EQS 204/205 — (61) 3103-1926
- Deam II – Ceilândia: QNM 2, conjuntos G/H, Área Especial — (61) 3207-7391
A Polícia Civil também recebe denúncias pelo telefone 197, pelo WhatsApp (61) 98626-1197 e pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br.
A rede conta ainda com seis unidades do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Nuiam), localizadas na Deam I, Deam II, 6ª DP (Paranoá), 11ª DP (Núcleo Bandeirante), 29ª DP (Riacho Fundo II) e 38ª DP (Vicente Pires).
Acolhimento e proteção
A Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, funciona 24 horas e oferece acolhimento, atendimento psicossocial e encaminhamento para outros serviços. Em situações de risco, o espaço também possui alojamento de passagem por até 48 horas.
Os Centros Especializados de Atendimento à Mulher oferecem atendimento psicológico, social e jurídico, além de orientações e encaminhamentos. Há unidades na 102 Sul, em Planaltina e no Plano Piloto, no Centro Integrado de Operações (Ciob). O funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Para mulheres em situação de risco de morte, a Casa Abrigo oferece acolhimento sigiloso também aos dependentes. O serviço conta com assistência psicológica, jurídica, pedagógica e social, com permanência de até 90 dias, prorrogável conforme avaliação técnica.
O encaminhamento para a Casa Abrigo pode ser feito por delegacias, pela Casa da Mulher Brasileira ou por determinação judicial. O endereço é mantido em sigilo por questões de segurança.
Canais rápidos
190: emergência e agressão em andamento
180: Central de Atendimento à Mulher, 24 horas
197: denúncias à Polícia Civil
(61) 98626-1197: WhatsApp da PCDF
Delegacia Eletrônica: registro de ocorrência de violência doméstica
(61) 98382-0130: Programa Direito Delas
Em situações de risco imediato, a recomendação é procurar um local seguro e acionar o 190. Quando não houver necessidade de intervenção policial imediata, a vítima, familiares ou testemunhas podem utilizar os canais de denúncia e buscar os serviços de acolhimento disponíveis na rede pública.





