Governador do DF fez balanço dos quatro anos de gestão ao G1. Leia entrevista
Por Gabriel Luiz, G1 DF

Mesmo com a derrota nas urnas nestas eleições, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) disse em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (14) que se considera “vitorioso”. Ainda assim, afirmou que sente “um certo alívio” por sair do cargo, pela demanda atrelada à função.
“Eu me sinto vitorioso. Apesar de ter perdido a eleição, tenho muita consciência de que cumpri o meu dever”, declarou o governador, que encerra os quatro anos de mandato para entregar o cargo ao próximo ocupante do Palácio do Buriti, Ibaneis Rocha (MDB) – a quem desejou “muito sucesso”.
“Nesse momento, meu sentimento é de certo alívio. De profunda gratidão à população de Brasília. Agora, um alívio porque a responsabilidade de governar essa cidade especialmente num momento de muita dificuldade e de crise econômica é muito grande.”
Rollemberg assumiu ter tomado decisões impopulares, como a não concessão de reajuste a servidores e a implementação do racionamento. Ainda assim, garantiu que repetiria todas elas. “Se eu não tivesse tomado essas medidas, teria levado Brasília ao caos, e o impacto político negativo seria infinitamente maior.”
Arrependimento
Por outro lado, o governador reconheceu ter errado na forma de cuidar das administrações regionais. Mesmo tendo prometido durante a campanha que iria criar eleições para administrador, disse que deixou deputados distritais interferir demais nas indicações, sugerindo até pessoas que não estavam alinhadas com o governo.
Para ele, não foi possível tirar do papel essas eleições nas administrações porque sujeitava isso a uma maioria de concursados nesses órgãos – em vez de servidores comissionados. Porém, a restrição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impediu novos concursos durante a gestão, declarou.
Orçamento
O governador comentou também a Lei do Orçamento, que deve ser votada ainda nesta sexta na Câmara Legislativa. O projeto, já aprovado em primeiro turno, recebeu uma série de emendas – como uma que prevê redução do IPVA de 3,5% para 3% para carros, e de 2,5% para 2% para motos.
Segundo o autor do projeto, Rodrigo Delmasso (PRB), a estimativa é de que o GDF abra mão de R$ 37 milhões em arrecadação de impostos. Para Rollemberg, no entanto, o número é muito maior. “São R$ 150 milhões de arrecadação que [o governo] está abrindo mão”, estima o governador.
Mesmo sendo aprovado em votação final nesta sexta, o Orçamento ainda pode ser vetado pelo governador caso considere que algo cria despesa extra para o GDF. Como a sessão é a última desta legislatura, os possíveis vetos de Rollemberg só serão analisados pelos futuros deputados distritais.



