Partido admite conexão do ex-líder do governo com o caso, mas aposta que escândalo não deve dominar a campanha eleitoral
Da Redação
Integrantes do PT admitem que o senador Jaques Wagner (PT-BA) tem ligação com o caso Banco Master, mas acreditam que a situação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) é mais grave. A avaliação interna é de que o escândalo envolve políticos de diferentes partidos e não deve dominar a campanha eleitoral.
Ciro Nogueira é autor da chamada “Emenda Master”, que beneficiou os negócios de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No PT, a estratégia é tentar transferir o foco da discussão para o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e evitar que o caso prejudique o palanque de Lula na Bahia.
A preocupação do partido é especialmente com a convenção do PT baiano, marcada para 1º de agosto, e com a preservação da base do presidente Lula no estado.
Jaques Wagner foi intimado pela Polícia Federal para depor no dia 7 de agosto, cerca de dois meses e meio após a operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador.




