Projeto garante permanência de animais utilizados em terapia assistida

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Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão
Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão

Em breve, os cães utilizados em terapia assistida nos locais públicos e privados do Distrito Federal terão acesso e permanência assegurados. Isto porque está no Executivo o Projeto de Lei 1.353/2013, de autoria da deputada Celina Leão, presidente da Câmara Legislativa do DF, e aguarda sanção do governador.

De acordo com o texto, consideram-se, para efeito da Lei, cães utilizados em terapia assistida por animais, aqueles que auxiliam nas terapias em geral e nas atividades de educação, socialização de pessoas. Inclusive crianças com necessidades especiais e pessoas em situação de risco social ou em tratamento de dependência química. “Para tanto, o condutor do cão deverá portar carteira de identificação do cão terapeuta, carteira de vacinação atualizada”, explicou Celina.

Para a presidente da Casa, o contato com um animal permite abrir um espaço potencial para expressar a criatividade e lidar com as emoções das pessoas, o que denota a sua importância, principalmente nos processos de crise que advém de períodos de hospitalização prolongados. “Tal prática atua como “co-terapia” possibilitando a brincadeira, onde brincar é viver e aprender a viver ao mesmo tempo”, esclarece. E completa: “os recursos de terapia com cães podem ser direcionados às pessoas de diferentes faixas etárias e utilizados em instituições penais, hospitais, casas de saúde, escolas e clínicas de recuperação”.

De acordo com a parlamentar, embora seja uma intervenção que utiliza animais, traz consigo um forte apelo à humanização, pois ajuda a descontrair o clima pesado de ambiente hospitalar, melhora as relações interpessoais e facilita a comunicação. “Por essas razões, sua prática será extremamente benéfica a toda a população do Distrito Federal, reduzindo, sobretudo, o período de internação dos pacientes, e acarretando efeitos colaterais positivos, como a redução dos custos do tratamento e riscos de infecções por prolongada permanência no ambiente hospitalar, em razão da resposta mais rápida à terapia com animais”, defende Celina Leão.

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