Alunos do CEF 01 se preparam para duas grandes competições em agosto
Brasília, 10 de julho de 2025 – Com apenas dois anos de existência, o projeto “Robótica para Torneios”, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 do Gama, tem transformado a forma como os alunos aprendem e interagem com tecnologia. Criado em 2022 pela professora Edneusa Santos Pereira, o programa nasceu com foco em sustentabilidade, mas encontrou na robótica educacional um novo caminho para impulsionar o desenvolvimento estudantil.
Inspirada por uma visita à Feira de Ciências do Sesi, Edneusa decidiu direcionar o projeto para torneios de robótica, como a First Lego League (FLL), onde os alunos já conquistaram destaque. Agora, os estudantes se preparam para novos desafios: a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) e a Competição Brasiliense de Robótica, que acontecerão em agosto.
Cerca de 50 alunos participam da iniciativa, divididos em 13 equipes. As atividades incluem treinos regulares, montagem de robôs, testes e aprendizado de programação. Um dos protagonistas dessa história é João Victor Sena, de 14 anos. Ele começou no projeto ainda no 6º ano e hoje é programador da equipe. Autodidata, aprendeu por conta própria a programar, conquistando o 12º lugar na FLL em 2024. “Cada segundo conta nas provas, mas estamos confiantes e trabalhando para melhorar”, afirma.
As meninas também têm se destacado. Eduarda Nascimento Alves, 13 anos, começou a se interessar por programação com a ajuda do tio e se aprofundou no assunto ao integrar o projeto. Ela já atuou em diversas funções, como montagem de robôs e desenvolvimento com Lego Spike. “É gratificante ver tantas meninas envolvidas. Os nossos robôs têm um toque especial”, comenta.
Outra participante, Yasmin Rafisa de Costa, 14 anos, acredita que o projeto vai além da competição. “Aqui a gente aprende a lidar com erros, pensar em soluções e colaborar. Isso é fundamental para qualquer profissão”, diz ela, que sonha em ser neurocirurgiã e vê na robótica uma ferramenta que pode ampliar suas oportunidades futuras.
Para o professor Renato de Carvalho, que também coordena a iniciativa, o impacto é visível. “Os alunos entram em contato com áreas como ciência, engenharia e tecnologia de forma prática. Mas além do conteúdo técnico, desenvolvem habilidades humanas, como cooperação e resolução de problemas. O projeto forma não apenas competidores, mas cidadãos preparados para o futuro”, ressalta.



