
Por Mariana Tokarnia
Segundo a coordenadora, mesmo o segundo dia de exame exige interpretação. “Prestar bastante atenção pois o próprio enunciado da questão pode conter coisas para a resposta e até mesmo as próprias alternativas”.
Ainda dá para estudar
Mesmo a pouco mais de 24h para o exame, o professor de matemática do Anglo Vestibulares, também de São Paulo, Thiago Dutra, diz que ainda dá tempo de estudar, com tranquilidade. “Sempre nessa reta final, a gente fala para os alunos darem olhada nos assuntos que apareceram nos últimos anos do Enem. Razão e proporção é disparado o que mais cai em matemática no Enem”, diz.
O estudo, no entanto, não pode ajudar a aumentar a ansiedade. Segundo Dutra, não é necessário resolver todas as questões. “Às vezes, só de olharem as resoluções das questões, que estão disponíveis na internet, já ajuda a associar ideias. O estudante consegue perceber padrão de raciocínio e esses padrões são prováveis de aparecerem na prova neste final de semana”.
Dutra aconselha os estudantes a relerem inclusive a primeira etapa do Enem, aplicada no último final de semana, quando os estudantes fizeram provas de linguagem, ciências humanas e redação. “Contextos criados nas questões de humanas podem ser aproveitados nas provas de exatas. O próprio tema da redação pode voltar a aparecer na prova de matemática”. O tema da redação deste ano foi “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.
Correção da prova
A correção do Enem é feita usando a metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), em que o valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item.
Dessa forma, um item em que grande número dos candidatos acertou a resposta será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Já o estudante que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.
O sistema de correção permite ainda detectar chutes, uma vez que cada item não tem uma pontuação fixa. Explicando de forma simplificada, se um candidato acertou apenas questões fáceis e uma difícil, ele ganhará menos pontos pela questão difícil do que outro candidato que acertou mais questões de maior dificuldade.
Enem 2018
No último domingo, 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame, registrando-se o menor percentual de faltosos desde 2009 – 24,9% do total de 5,5 milhões de inscritos. Foram aplicadas provas de linguagem, ciências humanas e redação.
A nota do exame poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).



